quinta-feira, novembro 30, 2006

A interrupção da democracia

Recuso-me a enfiar a carapuça de estúpido que a classe política me pretende enfiar com a convocação de um referendo.
Quando se convoca um referendo, está-se a admitir que as instituições aceitam a sua incapacidade em legislar por si próprias acerca de determinado assunto.
À primeira vista, está-se a dar a palavra à população, e a desculpabilizar as instituições do veredito final.
O problema coloca-se quando, depois de um referendo, se volta a insistir na convocação do mesmo, em virtude do seu resultado ter sido diferente daquele que os seus promotores esperavam.
Com a agravante, de nem sequer se ter modificado uma vírgula que fosse ao articulado da pergunta.
Quer dizer, as mesmas instituições que reconhecem a sua incapacidade para tomar uma decisão, vêm agora estender a mesma incapacidade a toda a população, e tudo isto até que um dia, por obra e graça sabe-se lá de que efeito, apareça uma deliberação que esteja mais de acordo com as expectativas daqueles que se recusam a assumir o ónus da decisão como seu, e não dos outros.
Se a lei que está em vigor não foi resultante de nenhum referendo, porque é que é preciso um referendo para alterá-la? Simplesmente, para dispensar os políticos da sua justificação.
Relativamente à pergunta em si, ela constitui um insulto à inteligência de qualquer um. Quando se fala em interrupção, admite-se a expectativa de que o processo venha a ser retomado. Pode-se interromper uma leitura, umas férias, os estudos; não se interrompe o casamento, uma execução, uma ditadura.
Os oito anos em que o debate não chegou a ser interrompido, não foram suficientes para se conseguir elaborar uma pergunta que não constituisse um insulto à inteligência humana; faz sentido, uma vez que uma pergunta inteligente fugiria automáticamente ao consenso da classe política.
Como é que uma pergunta que coloca no mesmo cesto, uma criança que foi abusada por um lobo mau, e uma mulher madura que se distraiu, pode configurar de alguma maneira, uma deliberação para uma decisão responsável?
Com certeza que haverá mil e um argumentos tanto de um lado como de outro, mas francamente, uma pergunta como aquela que pretendem colocar no referendo, para descer a um nível tão baixo eu pessoalmente acharia sempre mil vezes mais democrático, deixar a decisão aos políticos. Mesmo que sejam apenas os políticos que temos.
Prefiro que interrompam a democracia do que insultem a inteligência humana.

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quarta-feira, novembro 29, 2006

França - Apelo para a refundação da Escola

Nós, signatários, apelamos ao futuro Presidente da República para a refundação da Escola, principalmente a Escola primária. É uma causa nacional, que ultrapassa as clivagens da vida política.

Desde há anos, a Escola está doente. Esta verificação, os franceses fazem-na todos os dias:
  • As crianças, à saída da Escola primária, dominam cada vez menos a língua francesa. Muitos não sabem ler e chegam à sexta classe. As capacidades na escrita degradam-se. Todas as aprendizagens de base da língua estão afectadas: ortografia, vocabulário, conjugações, gramática, sintaxe.
  • O mesmo se passa na matemática: as quatro operações, a regra de três simples, o cálculo com fracções ou com unidades de medida correntes, os elementos simples de geometria já não são dominados à saída da Escola primária. O raciocínio matemático quase desapareceu até ao fim do básico.
  • A história, a geografia e as lições das coisas também foram afectadas. As referências cronológicas da história do nosso país e os grandes traços da sua geografia física já não são conhecidos.
As causa internas desta degradação estão identificadas:
  • Desde há trinta anos, os programas da Escola primária empobreceram muito nos aspectos essenciais, ao mesmo tempo que foram fixadas ambições desmesuradas em aspectos acessórios. Uma multidão de assuntos díspares, a prática lúdica de novas tecnologias, a multiplicação de actividades periscolares (exercidas em horário escolar) condicionam gravemente as aprendizagens sistemáticas, em especial o francês e o cálculo, que são os fundamentos indispensáveis da instrução (passou-se assim, em trinta anos, de 15 a 9 horas de francês por semana no CP).
  • Impôs-se, contra a experiência dos instrutores, novos métodos pedagógicos, baseados na "construção do saber pelo aluno", que proíbem todo o ensino explícito, estruturado e gradual.
  • Diminuiu-se dramaticamente os níveis de exigência. Assim, em vez de decidir a passagem ou não de um aluno à classe seguinte em função do seu interesse bem compreendido e das suas capacidades em seguir, pratica-se a política do "fluxo".
As consequências a longo prazo são muito graves:
  • O déficit de conhecimentos fundamentais limita gravemente a capacidade em formar os seus pensamentos e em raciocinar. Atenção, operação intelectual e memória estão enfraquecidos por falta de exercício.
  • Não estando as bases adquiridas, o trabalho dos professores do secundário torna-se cada vez mais difícil ou mesmo impossível. Esta degradação alcançou as universidades, as classes preparatórias e os institutos que também estão alarmadas com a queda do nível de conhecimentos e de maturidade intelectual.
Para ULTRAPASSAR ESTA CRISE é preciso reafirmar que a missão primeira da Escola é a instrução, a transmissão de conhecimentos e a aprendizagem do raciocínio. Para que se traduza em factos, é preciso:

PRIORITÁRIAMENTE, CONCEBER NOVOS PROGRAMAS para a Escola primária: curtos, explícitos, compreensíveis por todos, devem fixar uma lista de conhecimentos a ensinar obrigatoriamente segundo uma progressão regular e metódica. Em francês, matemática, história, geografia e lições das coisas esta lista não deve ser inferior, pelas suas exigências e horários previstos, às ambições dos fundadores da Instrução pública.

Esta lista deve comportar nomeadamente:
  • Para o CP: ensino do código alfabético desde o princípio da aprendizagem e entrada na leitura corrente; e em cálculo, ensino progressivo e simultâneo da quatro operações;
  • Para o fim da CM2, todos os ensinamentos sistemáticos, directos e metódicos permitindo uma prática exacta e segura da língua, do cálculo e das construções geométricas: conjugações completas, gramática da frase, vocabulário, cálculo sobre números inteiros, decimais e fracções. É preciso acrescentar o conhecimento das principais referências cronológicas da história da França (e da Europa), rudimentos de geografia física e elementos de ciências.
DEVOLVER AO MESTRE A SUA LIBERDADE PEDAGÓGICA, no quadro dos novos programas ricos, estruturados e coerentes, e na medida em que ela permite uma transmissão eficaz dos conhecimentos. Os instrutores e professores devem poder proceder conforme entenderem, segundo as particularidades das suas classes e as lições das suas experiências. Os inspectores devem limitar-se a registá-la nos resultados.

A formação dos mestres deve ser inteiramente revista: dve comportar por um lado ensinamentos disciplinares muito sérios - pois um bom ensinante deve em primeiro lugar dominar muito bem os saberes que transmite - e, por outro lado, uma aprendizagem pedagógica, especialmente importante para os instrutores, recebida principalmente no terreno e com metodólogos experientes.

RESTABELECER UM BOM NÍVEL DE EXIGÊNCIA, respeitando o princípio segundo o qual um aluno passa para a classe seguinte apenas quando se encontra em estado de seguir o curso com proveito (o que os mestres devem poder julgar sem pressões de qualquer espécie). É preciso, em particular, numa perspectiva de recuperação:
  • Prever a reprovação no fim do CP se a leitura não estiver dominada no fim do ano.
  • Instaurar um controlo de conhecimentos no fim do CM2, baseado em provas que contenham pelo menos ditado, redacção, questões e problemas de aritmética.

Nós, signatários, afirmamos que a refundação da Escola é um imperativo de justiça.


Ao esvaziar os programas, ao baixar as exigências, ao desarticular os ensinamentos, as reformas sucessivas conduziram a um reforço sem precedentes da selecção pelo nascimento e pelo dinheiro: as famílias desfavorecidas ou não francófonas estão terrivelmente penalisadas, pois aquilo que não aprendem na escola tem que ser aprendido em casa, ou em cursos de apoio pagos.

Deixaremos que a Escola abandone a sua missão de instrutora, e que os serviços pagos se substituam a ela?
Queremos pôr fim à promoção social pela Escola?
Aceitaremos entrar num novo obscurantismo?
Nós recusamos com todas as nossas forças.

A nossa causa é transpartidária: globalistas, liberais, comunistas, gaulistas, socialistas ou cristão-democratas, crentes, agnósticos ou livre-pensadores, ensinantes e pais de alunos: estamos juntos pelas mesmas amarras à Escola e pela mesma vontade: refundar a instrução pública sobre a transmissão de saberes ricos, sólidos e coerentes e sobre a liberdade pedagógica dos professores.

Traduçao do original em francês:
Appel pour la refondation de l'École

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sexta-feira, novembro 24, 2006

Índia: sem comentários

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quarta-feira, novembro 22, 2006

Laurent Lafforgue - Testemunhos de professores

O sentimento que domina a maior parte dos professores é o da impotência face a situações que os ultrapassam. Em todos os níveis, desde o básico, ao secundário e à universidade, alguns confessam sem rodeios que já não podem dispensar um ensino digno desse nome, tal a falta de bases dos alunos, de hábitos de estudo disciplinado, de rigor e de exigência. É notável que os professores não lamentem apenas as insuficiências dos alunos nas suas próprias disciplinas, mas unamimamente as carências em francês e - no caso dos professores de física e de outras disciplinas de ciências naturais - as carências em matemática.

É também notável que muitas lacunas detectadas por professores em alunos da universidade ou das classes preparatórias aos institutos superiores remontem à escola primária: desconhecimento da gramática das orações e da análise gramatical, ortografia fantasiosa, incapacidade de escrever uma única frase correcta, incapacidade de raciocinar, incapacidade de completar cálculos simples sem se enganarem, etc. Os professores do básico e do secundário assinalam também a falta de memória dos alunos - fenómeno estupidificante entre os adolescentes - e que resulta certamente de a memória não ter sido exercitada na escola primária, fazendo com que decorassem textos.

Alguns foram tentados a descartar o programa muito desestruturado e vazio de conteúdo para tentar re-ensinar as bases sólidas. Os professores de letras podem fazê-lo em alguma medida, e isso permite a muitos deles reparar os estragos mais gritantes. Mas no básico e mais ainda no secundário, os professores de ciências chocam depressa com uma parte dos pais dos alunos, que se recusam a acreditar que as bases fazem falta, e que querem a qualquer preço que o programa seja respeitado, não se preocupando com mais que a passagem de classe e o diploma de formação. Estes pais estão prontos a queixar-se à administração, e esta a voltar-se contra os professores. Tive conhecimento de um caso de um professor de matemática, suspenso por ter tentado ensinar a aritmética das fracções a alunos do secundário que não a dominavam.

Excerto de Il faut sauver l'école !

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José Croca versus Niels Bohr


A Escola de Copenhaga, liderada por Niels Bohr, erigiu a Análise de Fourier ao estatuto de Ontologia. O carácter infinito, inerente à extensão espacial e/ou temporal das ondas sinusoidais, perturbou fortemente os físicos do século XX. Ondas infinitas no espaço implicam objectos não-localizáveis; ondas infinitas no tempo, implicam fenómenos intemporais.
O declínio desta escola não surgiu na sequência de qualquer desenvolvimento da discussão filosófica para onde Bohr tinha habilmente arrastado o assunto por volta de 1927. Surgiu por um lado, pelo desenvolvimento das técnicas de observação microscópica; em segundo lugar, pela ampliação das possibilidades de cálculo ocorridas na segunda metade do Século XX; e, finalmente, pelo aparecimento de um novo instrumento matemático, as ondas de extensão finita (ondeletes na designação inicial em francês, wavelets em inglês ou onduletas segundo a expressão de José Croca).

Uma das consequências da nova formulação da mecânica quântica é a recuperação do princípio da causalidade, que na engenharia se designa por princípio da realizabilidade. Basicamente, este último princípio estipula que a resposta à saída de um sistema não pode antecipar-se ao estímulo a que está associado à entrada. A este respeito, José Croca desabafa:
" - Como foi possível que, durante tanto tempo, tanta gente tenha aceite - para descrever o que acontece de cada vez que se dedilha uma corda de uma guitarra - que houvesse necessidade de recorrer a uma entidade que se estende desde uma época passada em que a guitarra ainda não tinha sido construida a uma época futura em que a guitarra e a própria Terra já terão desaparecido há muito?"

Para saber mais:
J. R. Croca: Towards a Nonlinear Quantum Physics

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terça-feira, novembro 21, 2006

O que é uma onda?


No princípio do séc XX, em pleno desenvolvimento da Mecânica Quântica, perguntaram a Einstein o que era uma onda, ao que ele respondeu «...um boato, que tenha origem em Washington e atinge rapidamente Nova Iorque, sem que nenhuma das pessoas envolvidas na divulgação do mesmo tenha viajado entre as duas cidades...»

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segunda-feira, novembro 20, 2006

Fórmula interpoladora de Lagrange




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domingo, novembro 19, 2006

Bernard Favre - Um contexto hostil à escola

Para um sociólogo, os obstáculos para uma cultura comum entre professores e pais, tendo em conta desajustes pessoais e de relacionamento, entroncam em aspectos de primeiro plano da sociedade contemporânea.

À frente, destaca-se a emergência de correntes de pensamento anti-intelectualistas e populistas: tudo podería ser resolvido com golpes (coups) de receita simples, sejam problemas económicos, políticos ou educativos. Muitos economistas, e não dos menores, puseram a descoberto a extrema indigência dos pressupostos teóricos subjacentes às teses neoliberais. Também não é preciso ser grande estadista para reparar que, entre aqueles que se opõem à inovação da escola, há falta de informação, vontade de não-saber e semi-inteligência. Como podería isto deixar de ter consequências na desvalorização da aprendizagem escolar que se observa em algumas famílias?

A insegurança em que vivem numerosas famílias (receio do despedimento, do desemprego, do repatriamento ao país de origem), também não ajuda a lidar com a complexidade do sistema educativo. A discussão sobre as notas é disso um indicador: qualquer que seja a fundamentação sobre formas de avaliação mais ajustadas ao desenvolvimento intelectual e sócio-afectivo geral, a premência da nota é recorrente para os pais. Têm necessidade de números, ou seja, de referências que acreditem ser seguras. De uma forma geral, a insegurança leva à rejeição da complexidade e constitui um obstáculo a uma reflexão mais aprofundada sobre os assuntos escolares.

Mais perniciosa ainda, para o desenvolvimento de uma cultura comum entre pais e professores, é a ideia de que a missão única da escola é a de assegurar o sucesso individual: de onde o surgimento de um conjunto de pais, que me parece significativo, que são militantes de uma escola selectiva, que distinga os seus filhos dos demais, os diferencie de forma a assegurar-lhes um futuro profissional brilhante, muitas vezes em deterimento da sua formação sócio-afectiva, nunca devidamente avaliada. A que se juntam numerosas estímulos ao consumo desenfreado cujo resultado é tanto mais forte, quanto mais fracos forem o desenvolvimento do espírito crítico e da capacidade de reflexão autónoma. Nestes termos, mais valeria pouca escola que demasiada escola.

Globalmente, as mensagens difundidas pelos órgãos de comunicação, pela publicidade, pelo senso vulgar, pela moda e pelos modos de vida que nos impõem os ditames da economia de mercado a qualquer preço (crescimento dos dividendos cada vez mais altos até ao risco de desaparecimento das empresas) não favorecem o desenvolvimento de uma dinâmica sócio-educativa forte entre as escolas e as famílias àcerca dos requisitos da aprendizagem.

Mas só esta dinâmica poderá transformar a escola numa cidade educativa juntando alunos, professores, pais e representantes da comunidade em torno de um projecto partilhado, uma cidade constituindo um espaço de liberdade capaz de aplicar os valores que justificam a sua existência; abertura ao saber, à apropriação dos meios de compreensão do mundo nas suas várias dimensões, ao desenvolvimento das competências individuais e de relacionamento (tolerância, respeito, solidariedade e cooperação) que nos permitem viver juntos.

Tradução (excerto) de:
Culture commune autour des apprentissages

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sexta-feira, novembro 17, 2006

Myron W. Evans - Refutação da Escola de Copenhaga

Vendo a Ciência à distância, somos por vezes ofuscados pelo fascínio de uma construção estruturalmente bela, algo que nos enleva e nos faz sonhar com um mundo de entendimento possível, acima das quezílias desgastantes que muitas vezes corroem o discurso político. W. Evans toca na ferida, e rompe o cenário idílico que encobre os bastidores do desenvolvimento da Física no século XX. Poder-se-á observar que o autoritarismo científico também existe, e foi responsável por dezenas de anos de subalternização de vozes incómodas, tal como já sabíamos que podia acontecer noutros teatros.
Ao mesmo tempo, Myron W. Evans presta uma homenagem a um Físico português comtemporâneo, o professor José Croca. Este professor mantém cursos em Lisboa, abertos à comunidade extra-universitária, segundo a melhor tradição universitária norte-americana e segundo a ideia da Universidade Popular de Bento de Jesus Caraça.
O texto que se segue, vale a pena ler. Se o Leitor preferir o original em inglês, pode encontrá-lo aqui.



Muito obrigado a Roy Keys, editor do "Aiperom", pelo artigo do "New Scientist", que é uma nova refutação experimental da Escola de Copenhaga. O nosso condiscípulo José Croca e o seu grupo da Universidade de Lisboa também refutaram experimentalmente a Escola de Copenhaga usando microscopia avançada ( consultar a monografia de José Croca na World Scientific Series).
A equação de onda de Evans da relatividade geral causal mostra que o campo electromagnético é um conceito geométrico na sua origem e que o campo potencial electromagnético é uma função própria da equação de onda de Evans, um tetrad. Não existe a complementaridade de Bohr/Heisenberg na teoria do campo de Evans e é uma teoria do campo da relatividade geral no qual aparece a matéria e as ondas radiadas. A energia da massa de uma partícula é um valor principal da equação de onda de Evans. O fotão é, portanto, definido pelo Lema de Evans; os valores principais não são localizados. Existem ondas de matéria em vez de partículas. Tudo isto resulta directamente da geometria, da causalidade e da filosofia natural de Einstein.
Tal como a experiência de Afsahr - que se verificou ser reproduzível e repetível em Harvard - mostra, a natureza ondulatória do fotão existe em simultâneo com a sua natureza crepuscular (tal como se depreendia de Einstein, Broglie e Vigier). Isto porque uma partícula na relatividade geral é uma curvatura escalar do espaço-tempo, o valor principal da equação de onda de Evans dedutível do princípio da menor curvatura de Evans. Isto está sintetizado no Lema da teoria do campo de Evans:

d'alembertiano A sup a = R A sup a


para todos os mu da variedade de base. Aqui, sup A é o campo potencial electromagnético e R é a curvatura escalar. A bem conhecida equação de estrutura de Croca recupera-se quando

R= -(m c/h barra)quadrado= -1/(lambda sub C)quadrado


onde m é a massa do fotão que se propaga e lambda sub C é o comprimento de onda de Compton relativo ao fotão, produzindo automaticamente a dualidade onda-partícula de Broglie, precisamente a ANTÍTESE da complementaridade de Bohr.
Fica assim ilustrado que a escola determinística e causal de Einstein / de Broglie / Schrodinger / Bohm / Vigier / Croca e seguidores e agora o Alpha Institute of Advanced Studies (AIAS), é experimentalmente superior à escola de Copenhaga de Bohr e Heisenberg.
Vigier mencionou-me em Vigier One (1995) que a razão por que Bohr e Heisenberg foram levados a sério na Conferência de Solvay de 1927 foi porque literalmente Heisenberg mandou de Broglie, que tinha um temperamento tímido, calar-se. A personalidade protentosa e combativa de Heisenberg ganhou o dia, mas não as mentes dos cientistas. Einstein era uma personalidade muito mais expansiva, e nunca aceitou as ideias de Bohr. Em consequência, também Einstein foi praticamente votado ao ostracismo a partir de meados dos anos 30. Instalou-se assim uma tremenda hipocrisia entre os físicos consagrados: tanto se deificava como se ignorava Einstein.
Eu próprio e a minha família fomos votados ao ostracismo e alvo de censuras durante uma década depois de ter descoberto B(3) mas a situação evoluiu de tal maneira que já não é hoje possível caracterizar as minhas ideias como estando fora do pensamento nuclear (mainstream) da Física. Claro que a "Physical Review" não define o que seja mainstream, assim como não controla o pensamento dos físicos espalhados pelo Mundo. Sería, contudo, extremamente improvável que pessoas muito inteligentes de todo o Mundo continuassem a estudar intensamente o meu trabalho todos os dias durante dezoito meses se se tratasse apenas de balelas (junk), como foi apelidado por alguns "críticos". Estes já foram esquecidos pela História ou são hoje olhados como fraudes intelectuais.

Vamos então tolerar as ideias alheias e tolerarmo-nos uns aos outros.

Et pluribus unum

Myron W. Evans

Director da AIAS

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Tamar Lewin - Ensino de Matemática em questão


Excertos de:
As Math Scores Lag, a New Push for the Basics publicado na edição de 14 de Novembro de 2006 no The New York Times.



Seatle - Pela segunda vez, no espaço de uma geração, os reponsáveis da Educação alteraram a forma de encarar o Ensino de Matemática nas escolas dos Estados Unidos da América. As últimas alterações estão a ser impulsionadas pelo reconhecimento da perda de desempenho dos estudantes em provas internacionais; e também pelos alertas feitos por matemáticos, segundos os quais mais de uma década da denominada Reforma do Ensino de Matemática - os críticos chamam-na Matemática esfarrapada (fuzzy) - estorpiou os estudantes, ao subvalorizar a importância da exercitação básica e da memória face aos méritos de descoberta autónoma da solução dos problemas pelos alunos.

Nesse mesmo período, a insatisfação dos pais com os resultados fez com que um número crescente de famílias pagasse explicações particulares aos seus filhos, ainda que muito jovens. Shalimar Backman, que, através das páginas do New York Times, pressionou o Governo ao formar um grupo de pais intitulado Onde está a Matemática, recorda o momento em que começou a ficar preocupada.

"Quando o meu filho mais velho, um aluno de nota máxima, estava na sexta classe, reparei que ele não fazia ideia, mínima que fosse, da divisão armada (long division)" - disse a Sra Backman - "e fui então à Escola falar com o professor que me respondeu que 'não era preciso porque a divisão armada tolhia a sua criatividade'".

A discussão sobre o que e como deve ser ensinado espalhou-se rapidamente a todo o país depois da publicação, em Setembro último, do relatório do Conselho Nacional dos Professores de Matemática.

Foi um outro relatório do mesmo conselho, redigido em 1989, que influenciou uma geração de professores a deixar os alunos explorar por si próprios a solução dos problemas, a fazer desenhos sobre a Matemática e a usar instrumentos como a máquina de calcular ao mesmo tempo que aprendiam algoritmos.

Mas desta vez o concelho mudou de rumo, e recomendou uma maior concentração de esforços no desenvolvimento das aptidões fundamentais e o termo do modelo abrangente e superficial (mile wide, inch deep) que havia arrastado muitas escolas a leccionar dúzias de tópicos de Matemática em cada ano escolar. Para a quarta classe, por exemplo, o relatório recomenda que que o programa se deva centrar numa "revisão rápida" da multiplicação e da divisão, no cálculo das áreas de figuras geométricas a duas dimensões, e na compreensão das decimais.

...


Grupos espontâneos (grass-roots) estão a emergir em muitas cidades, agitando a premência do regresso às competências fundamentais. Muitos apontam o comportamento da Califórnia como exemplo. Este Estado adoptou a Reforma do Ensino de Matemática no início dos anos 90, mas abandonou-o em grande parte no fim dessa década, uma reviravolta que conduziu a um sucesso dos resultados em Matemática.

O nível das preocupações expressas em Seatle pode não ser vulgar, mas há agora um desconforto enorme sobre a Matemática esfarrapada na Costa Este, no Mayne, em Massachussets, na Pensilvânea e até Nova Jersey começa a fazer barulho" disse R. James Milgram, um professor da Universidade de Stanford. "Há uma compreensão cada vez mais alargada de que o Ensino de Matemática nos Estados Unidos é um completo desastre".

...


Um porta-voz do Departamento de Educação da cidade de Nova York afirmou que a Matemática do dia-a-dia exige aptidões tanto do Ensino tradicional como da Reforma, juntando conhecimentos de algoritmos fundamentais com formulações conceptuais. Anunciou que uma pesquisa recentemente efectuada pelo Departamento Federal da Educação detectou que o programa (de Nova York) era um dos poucos a nível Nacional onde havia provas dos efeitos positivos nos resultados alcançados pelos estudantes de Matemática.

O nervosismo deveu-se em parte à percepção de que, em tempos de globalização crescente, as aptidões em Matemática dos estudantes dos Estados Unidos, simplesmente, não crescem: alunos dos Estados Unidos do oitavo ano estão muito mais mal preparados que os de Singapura, Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Japão e alhures nas tendências dos Estudos de Matemática e Ciências, um teste internacional.

O descontentamento dos pais aqui no Estado de Washington intensificou-se após o anúncio em Setembro de que apenas 51% dos alunos do décimo ano passaram a parte de Matemática dos exames de avaliação oficiais, bem menos do que aquelas que mostraram competência na leitura e na escrita.

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terça-feira, novembro 14, 2006

O discurso da ministra da Educação: mau no que é objectivo, preocupante no que é ambíguo

"A Ministra da Educação anunciou na Assembleia da República (13/11/2006) a reconversão profissional de milhares de docentes para áreas como o apoio à biblioteca, a manutenção dos edifícios, o apoio jurídico, o apoio social, entre outras.

Percebe-se mal o que pretende o ME - colocar, temporariamente, professores com outras funções? Reconverter docentes que passarão para outra categoria profissional? -, mas compreende-se que serão milhares os docentes que ficarão sujeitos a esta mal explicada reconversão profissional, com consequências que são ainda desconhecidas.

A Plataforma Sindical de Professores considera que não há professores a mais no sistema, bem pelo contrário, tendo em conta os graves problemas que afectam a Educação em Portugal.

A alegada existência de professores em excesso decorre, sobretudo, de um conjunto de medidas que têm vindo a ser tomadas - encerramento de escolas, cortes na Educação Especial, integração das Escolas Secundárias no agrupamento. - e outras que, pela imposição de um novo ECD, o ME pretende aprovar, designadamente o aumento dos horários de trabalho, a extinção dos quadros de escola, etc...

O que é público e objectivo é o corte de 343 milhões de euros em salários, obtido através de um número muito elevado de docentes a dispensar, bastante mais do que os 5 000 contratados que a Ministra da Educação diz que serão despedidos, e com o bloqueio à entrada de novos docentes no sistema, designadamente educadores de infância e professores do 1º CEB."

Ler mais em www.fenprof.pt

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Colapsos

Se hoje me deu para isto, devo estar a ficar velho ou choné. Aqui vai, à guisa de brincadeira:
  • Guerra é o colapso da Gestão.
  • Demagogia é o colapso da Transparência Governativa.
  • Criminalidade é o colapso da Educação.
  • Decreto-Lei é o colapso da Função Parlamentar.
  • Disciplina de Voto é o colapso da Responsabilidade Representativa.
  • Autoridade Científica é o colapso da Actividade Científica.
E a minha preferida:
  • Paixão é o colapso voluntário das faculdades mentais.

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segunda-feira, novembro 13, 2006

XV Congresso do PS





Segundo Zé do Barreiro, que me sugere que neste partido sobrou uma réstea de esperança.

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sexta-feira, novembro 10, 2006

Vigília no Ministério da Educação
15 de Novembro

Não me apetece, mas vou!
Vai custar-me entrar às 8 da matina no dia seguinte, mas vou!
Cansam-me as pernas, mas vou!
Não gosto de multidões, mas vou!
Parece-me que fica ridículo(?), mas vou!
E vão mais muitos mais colegas, homens e mulheres, alguns já com artroses, outros constipados, outros ...não se porquê, porque é demais, demais o que se está a passar.
Estamos fartos de arrogâncias, provocações, altivez, métodos a pender para o fascista.
A gota de água que fez transbordar os copos de paciência de muitos foi a que apareceu bem preta, porca, quando se soube que o M.E. pediu aos C.Executivos listas discriminadas dos grevistas.
Eu estava cá antes e no 25 de Abril.
Lembro-me dos gorilas nas escolas. Quem não se lembra se for da minha geração?
Será que os vamos ver aparecer novamente, disfarçados, agora de fato comprado no Corte Inglês?
Não vou sozinha , vou com muitos mais, colegas da minha idade que não têm medo, colegas mais novos que receiam o que o futuro lhes reserva.
A Maria de Lurdes não é assim tão impermeável a presenças humanas! Também vacila, sente-se insegura, precisa de apoio, que não tem, para se sentir bem. Por isso é melhor irmos lá, não para lhe dar apoio mas para a fazermos sentir-se mal, agoniada, em depressão, a ver tudo à roda, a questionar-se sobre o que a rodeia como tantos outros colegas que estão assim neste momento e para cujo estado ela também contribuiu.
Estão esquecidos disso?
Querem tapar o Sol com a peneira?
Portugal atravessa um período mau, muito mau, e há quem tenha responsabilidades nisso. Todos nós, é verdade, mas mais uns do que outros!
Quem andou a delapidar o erário público não foram os seus funcionários. Alguém tem dúvidas?
Não vamos deixar que este país ameno, claro, alegre, volte a viver situações inimagináveis já.
Cada um de nós pode fazer um pouquinho, a parte que puder e estiver ao seu alcance.
Um abraço e obrigada por ouvirem este meu desabafo!

EUA - Cai o Senado também


O último candidato Democrata festejando a vitória

Nada é ainda claro sobre o que os vencedores vão fazer, mas algumas correcções políticas foram introduzidas pelo voto polular.
A política marcada pela maior humilhação do principal forum de concertação das nações (ONU); e pelo alargamento a limites inaceitáveis do conceito de segurança nacional chegou ao fim.
O bom senso indica que podemos ser menos exactos quanto à crítica positiva, mas teremos que sê-lo sempre na crítica negativa. O contrário é pura arbitrariedade; no caso do país mais militarizado do planeta, é totalmente desnecessária. Demorou cinco anos para que o povo americano conseguisse usar os seus mecanismos eleitorais para pôr fim a tanto insulto à inteligência humana. O povo americano estava em dívida neste capítulo para com o resto do Mundo. E cumpriu a sua parte. Resta aos políticos cumprirem também.

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quinta-feira, novembro 09, 2006

Língua traiçoeira



Anúncio encontrado num blog de um professor brasileiro de História: Prof. Josenilton

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Tecnologia liga o Mundo

"Muitos programas da Carnegie Mellon University (CMU) aceitaram o desafio de 'reforçar o poder (empowering) dos alunos e das crianças em qualquer parte do Mundo' para usarem a tecnologia, segundo as palavras do fundador do programa, Berardine Dias, um professor de robótica da CMU. Dias desenvolveu o TechBridgeWorld porque 'ama aqueles momentos ah-ha quando os olhos (das crianças) brilham'. Os estudantes universitários interessados na difusão da tecnologia pelos países em desenvolvimento são encorajados a unir-se ao TechBridgeWorld, que os conduz a uma disciplina designada Tecnologia para as Comunidades em Desenvolvimento que posteriormente é complementada por diversas outras disciplinas compondo um programa de estudo independente. Consultoria Técnica no Comunidade Global é uma classe restrita que promove estágios de 10 semanas realizados em comunidades em desenvolvimento, onde trabalham como consultores tecnológicos aliados a departamentos governamentais ou organizações não-lucrativas num amplo campo de actividades."

Fonte: TechBridgeWorld

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quarta-feira, novembro 08, 2006

Metalinguagens

Se os metalinguistas não se entendem nas questões mais básicas, que poderíamos nós esperar das restantes?
A título de exemplo, que podería ser multiplicado ad libitum:

  • Gramática: Substantivo comum
  • Lógica: Variável
  • Filosofia: Abstracção
  • Matemática: Elemento genérico
  • TLEBS: ?????????????

Não haverá aqui um genuino espaço de intervenção para os divulgadores do Conhecimento, principalmente os pedagogos? Nascerá algum dia uma Pedagogia não subalterna nem veneradora das outras ciências, capaz de impor as suas próprias leis, e que acabe com esta confusão de castas?

Imagem: Nils McCarthy Pictures

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Olympia Snowe - Política para o Iraque

"Com os resultados das eleições, a política da administração para o Iraque tem forçosamente que mudar. E esta mensagem já devería ter chegado mais cedo à administração."

Olympia Snowe, Senadora republicana do Estado do Mayne (EUA), re-eleita a 7 de Novembro de 2006.

Notícia: The New York Times

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terça-feira, novembro 07, 2006

Alemanha propõe exército europeu

Kurt Beck, dirigente dos sociais-democratas, apelou segunda-feira para a constituição de um exército europeu com comando único, sendo a primeira vez que um partido político alemão propõe tal estrutura. Se fôr adoptada, poderá conduzir a uma política de defesa e segurança da União Europeia independente da NATO.
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...Beck afirmou que a Europa deve tornar-se a "potência global da paz" com o seu próprio comando militar e objectivos.
Artigo completo em International Herald Tribune

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Peter Inge - Risco de derrota militar

"O Marechal de Campo Sir Peter Inge, anterior Chefe das Forças Armadas Britânicas, quebrou as regras ao desferir um ataque às actuais operações no Iraque e Afganistão, advertindo que as forças britânicas arriscam-se a uma derrota militar no Afganistão.
Numa das imtervenções mais fortes sobre o modo como está a ser conduzida a Guerra ao Terror, Inge acusou também a ausência de qualquer 'estratégia clara' orientadora das operações no Iraque e no Afganistão.
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Os reparos do anterior Chefe das Forças Armadas, que também integrou a Comissão Butler reportando falhas dos serviços secretos no Iraque, seguem-se aos do actual Chefe das Forças Armadas Britânicas, General Sir Richard Dannat, que advertiu que a presença das tropas britânicas no Iraque 'exacerbou' os problemas de segurança naquele país.
A intervenção de Inge, ocorrendo no meio de espulações crescentes sobre a estratégia de saída do Iraque, é a primeira crítica de um anterior Chefe das Forças Armadas Britânicas às operações. Os seus comentários, feitos numa reunião de peritos europeus na terça-feira e publicados aqui em primeira mão, reflectem o crescente desalento dos oficiais superiores e funcionários civis da defesa e dos negócios estrangeiros, perante a ausência de uma política de defesa e diplomacia britânica claramente independente da dos Estados Unidos em áreas críticas do Afganistão e do Iraque."

Artigo completo em The Guardian.

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segunda-feira, novembro 06, 2006

Distribuição normal

"Protesto contra o uso de uma grandeza infinita como um dado adquirido, o que nunca é permitido em Matemática. Infinito é simplesmente uma figura de estilo, sendo o seu significado verdadeiro um limite."

Karl Friedrich Gauss



A distribuição de Gauss pode ser vista como o limite de distribuições binomiais.
Entre todas as distribuições com a mesma variância, a distribuição normal é a que encerra a mínima informação; é mais corrente dizer-se, tem a máxima entropia. Se nada mais conhecermos de uma população infinita além da variância e da média de determinada medida, então o ajustamento da curva de Gauss é o menos mau dos procedimentos. Repare-se que isto exclui o conhecimento dos resultados de testes individuais, pois nesse caso, além de estarmos em condições de obter algumas estimativas estatísticas, estaríamos também na posse de uma quantidade de informação muito superior à que corresponde ao simples conhecimento de dois valores característicos da população no seu conjunto.
Ao enunciar as condições de consistência do pensamento, Edward Jaynes propõe (Probability Theory, the Logic of Science):
"...tomar sempre em consideração todos os factos relevantes para a questão. Não ignorar arbitrariamente uma parte da informação, fundamentando as conclusões naquilo que resta."

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sexta-feira, novembro 03, 2006

Ensino: Público versus Privado


Tony Blair ordenou ao governo que retrocedesse nos planos para obrigar as escolas privadas das igrejas a admitir alunos de confissões religiosas diferentes, segundo informa o jornal católico The Tablet. Uma campanha dirigida pela Igreja Católica forçou Alan Johnson, o Secretário de Estado para a Educação, a uma rápida reviravolta na semana passada quanto à sua proposta que imporía às escolas religiosas a obrigação de aceitar 25% de inscrições de alunos de outras religiões ou sem religião.

Artigo completo em inglês:
Blair 'ordered U-turn on faith schools admissions'

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Vale a pena argumentar?

Nishan C. Karunatillake and Nicholas R. Jennings
Is it worth arguing?

School of Electronics and Computer Science,
University of Southampton,
Southampton, UK.


Resumo:
"A negociação baseada na argumentação é um modo eficaz de resolver os conflitos numa sociedade de múltiplos agentes. No entanto, consome tempo e recursos de cálculo importantes para que os agentes criem, seleccionem e avaliem os argumentos. Além disso, a argumentação não constitui o único meio de resolver conflitos. Alguns poderão ser evitados, quer encontrando um modo alternativo (evasão do conflito), quer alterando o curso adoptado para as acções (replaneamento). Será, portanto, vantajoso para os agentes identificar estas situações e ponderarem os custos e os benefícios da argumentação, antes de a usarem para resolver os conflitos. Neste sentido, apresentamos uma análise empírica preliminar para avaliar o mérito de um sistema simples baseado na argumentação, contraposto a outras aproximações não-argumentativas, num cenário de partilha de recursos específico. Na nossa experiência, simulámos uma comunidade de múltiplos agentes e permitimos que cada um deles usasse uma combinação de meios argumentativos, de evasão ou de replaneamento para ultrapassar os conflitos que surgissem na comunidade. Analisando os resultados observados, verificámos que - neste domínio - as técnicas argumentativas são eficazes na resolução dos conflitos quando os recursos são escassos. No entanto, também verificámos que é o meio mais dispendioso e o menos eficiente - comparado com a evasão ou o replanemento - quando os recursos são mais abundantes."

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quarta-feira, novembro 01, 2006

Inundações em Portugal




A referência do Obervatório da Terra (Earth Observatory) a um país nunca é por boas razões. Assim aconteceu também com Portugal recentemente. Citamos:
"Os jornais afirmaram que as chuvas pesadas deixaram Portugal em estado de emergência no dia 25 de Outubro de 2006. As chuvas provocaram deslizamentos de terra e inundações em todo o País e Oeste de Espanha, mas os piores estragos verificaram-se em Lisboa e na área imediatamente a Norte da capital. Na altura em que as nuvens se dissiparam a 27 de Outubro, os afluentes do Tejo ainda transbordavam as suas margens habituais. Tingidas de azul na imagem superior, os rios inundados estendem-se tanto para Este como para Oeste do Tejo."


Tradução (excerto) de: earthobservatory.nasa.gov


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