sexta-feira, março 02, 2007

Luis Amado, o cobarde

Luis Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal
...Os sete voos de aviões militares norte-americanos de/para Guantánamo passando por Portugal efectuaram-se sob a égide da NATO e da ONU.

Jaap de Joop Scheffer, Secretário-geral da NATO
Os únicos voos actualmente tripulados e operados pela NATO são os da nossa esquadra AWACS. Estes aviões não voam nem voaram para a baía de Guantánamo. A NATO, como organização, não tem nenhum papel de coordenação em providenciar autorizações para outros voos.



Fonte:
Diário de Notícias de 28 de Fevereiro de 2007

Etiquetas:

5 Comentários:

At 12:29, Blogger espumante disse...

A notícia a que te referes no DN foi escrita por João Pedro Henriques, um jornalista de um grupo esquerdalho (alho, mesmo, com sentido pejorativo) e que acha que pode dar a volta às notícias para as deformar ou manipular à vontade dele. Vou servir-me de alguns elementos que coligi do professor Paulo Gorjão para enfatizar o seguinte:
Confirmo que houve voos ao abrigo da operação Enduring Freedom, mas não são voos da CIA. Houve voos militares para a base militar de Guantánamo e da base militar de Guantánamo ao abrigo de uma operação que tem mandato das Nações Unidas e da NATO», afirmou Luís Amado (LUSA via JN, 18.1.2007).
.
«O secretário-geral da NATO, Jaap de Joop Scheffer, desmente as alegações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, segundo os quais haveria sete voos passando por Portugal de e para Guantánamo feitos "sob a égide" daquela organização.»
(…)
«Os únicos voos actualmente tripulados e operados pela NATO são os da nossa esquadra AWACS. Estes aviões não voam nem voaram para a baía de Guantánamo. A NATO, como organização, não tem nenhum papel de coordenação em providenciar autorizações para outros voos.»
«NATO desmente Luís Amado», João Pedro Henriques (DN, 28.2.2007: 5).
.
«Eu nunca disse que a operação Enduring Freedom é uma operação da NATO, o que eu disse foi que é uma operação que se tem desenvolvido sob a égide da ONU e da NATO», disse Luís Amado (LUSA via PÚBLICO ONLINE, 28.2.2007).
.
Leio e releio as declarações citadas e não vislumbro nenhum desmentido. Nada.
Amado não disse que [1] os voos eram operados pela NATO, ou que [2] a NATO tinha um papel de coordenador na atribuição de autorizações para outros voos.
O que Amado afirmou é que os voos decorreram ao abrigo de uma operação que tem mandato da NATO e da ONU. Ora, Jaap de Hoop Scheffer não disse, em momento algum, que [1] os voos não tinham decorrido ao abrigo da Operação Enduring Freedom, ou que [2] a Operação Enduring Freedom não tinha mandato da ONU e da NATO.
Onde é que está o desmentido?
.
P.S. -- Tendo contactado a sede da NATO, em Bruxelas, o BLOGUÍTICA constatou que ninguém conhece o tal Jaap de Joop Scheffer citado pelo DN (para os mais íntimos, Jaap de Joop).
Um impostor que se faz passar pelo verdadeiro secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer?
As coisas são o que são. JPH é o que é e, no fundo meu caro António Ferrão, para esa rapaziada do DN basta estar atento e não embarcar na euforia.
Um abraço

 
At 18:20, Anonymous paulo g. disse...

Em relação ao personagem, e voltando à interessante história das casas, só posso mesmo é confirmar que a tal da Expo existe e por ele está ocupada desde há muito, pois também vive lá pessoa minha familiar e deu para notar a guarda de honra à porta quando ele para lá se mudou.

 
At 18:58, Blogger António Chaves Ferrão disse...

A respeito de como se deve soletrar correctamente nomes holandeses, dou a mão à palmatória: podes levar a bicicleta.
Quanto à cobertura legal dos vôos, pelas tuas palavras, teria que juntar ao clube dos cobardes o Secretário-geral da NATO. Estás satisfaito, ou fazes questão que escreva o segundo post?

 
At 19:34, Blogger António Chaves Ferrão disse...

Paulo G.
É tudo boa gente:)

 
At 20:24, Blogger espumante disse...

Não está em causa, naturalmente, a tua capacidade em soletrar nomes holandeses. Mas tu não és jornalista do DN com as responsabilidades que isso acarreta. Mas isso do soletrar foi um pequeno fait divers, sem importância. O que conta, realmente, é a substância da notícia e essa minha dúvida pareces não ter compreendido, pelo que eu repito: - Em face do desenvolvimento das notícias, desmentir o quê?? No fundo é isso, é a forma como aquele grupinho do DN costuma manipular as coisas.
Ficas, assim, dispensado de escrever segundo post...

 

Enviar um comentário

<< Home


hits: