quinta-feira, março 01, 2007

Watada - responsabilidade militar

O jovem Tenente Ehren Watada, da Armada dos Estados Unidos da América, foi presente a tribunal no dia 5 de Fevereiro, por se ter recusado a embarcar para o Iraque. O que se segue são excertos de uma exposição na Unitarian Church of Tacoma. (AF)
Estou aqui hoje por uma razão: encorajar cada um de vós a imaginar a possibilidade de mudança no nosso país e como poderão ser parte dessa mudança - se assim o optarem.

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Umas forças armadas poderosas, que não tenham a oportunidade de questionar e de discordar, são uma ameaça para a sociedade democrática.

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Como oficial das forças armadas, jurei proteger este país de todas as ameaças a qualquer preço. Não jurei fidelidade ao Comandante-em-Chefe, mas à Constituição. Não estou à disposição do Presidente, mas ao serviço do povo.

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Há muitos que pensam que, se cada soldado decidir por si próprio se uma determinada guerra é ilegal ou imoral, isso conduzirá à degradação das nossas forças armadas. Isto será talvez verdade, e esta é a razão porque cada conflito em que o nosso país se envolva deve ser totalmente apoiado pelas pessoas, a necessidade dos sacrifícios deve ser clara e transparente e as decisões dos que detêm o comando devem ser convincentes; não podemos permitir que os nossos combatentes sejam colocados numa posição de moralidade ou legalidade duvidosa.

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Não sou contra a guerra. Há muitas pessoas na nossa sociedade que são contra todas as formas de guerra, e eu respeito as suas convicções. Contudo, uma guerra contra uma agressão é bem diferente de desencadear uma guerra de agressão e por interesses corporativos. Não sou agitador ou radical, No princípio, só afirmei que não podia ser parte de algo profundamente ilegal e imoral e solicitei respeitosamente que fosse afastado disso.


Texto completo em:
Ehren Watada - Speech Presented at the Unitarian Church of Tacoma
feito em 9 de Janeiro de 2007

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