sábado, maio 05, 2007

O vórtice II (trinta anos depois)

Truque nº 1
Cara de nhónhó.
Aproximo-me lentamente duma plateia de pares de olhos com quatro anos.
Calmamente ergo o truque nº2
A super-viola.
Como um relâmpago contrastante (truque nº3) desfiro um golpe violento sobre Dó menor em posição de terceira aberta.
Pego no fio da reacção e manipulo, moldo, teço, pinto, espanto, bato, salto e suavizo. Obrigo o relógio a andar mais devagar... seguro aquele ponteiro dos segundos durante 4 reais (30 imaginários) e depois solto a mola até sentir que ninguém na sala está a respirar.
Paro.

No meio do grupo de vinte, há um que pergunta "como é que fizeste isso?"
Já posso começar com o dó,ré,mi.
Daqui a quarenta e três minutos, já só faltam sete sessões.

Cada falhanço custa três sucessos.
Cada sucesso custa quatro sacrifícios.
Cada sacrifício custa cinco curas.
Cada cura são seis anos.
Cada ano que passa não volta.

Que o diga o Mestre, agora na segunda cura, um sorriso e um telemóvel onde pode escrever.
Força! Nós seguramos a barra enquanto não vem a rendição...

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3 Comentários:

At 20:51, Anonymous Anónimo disse...

Vida de professor :)

 
At 22:45, Blogger Jorge Ferrão disse...

Olá anónimo(a)!
Bem vindo(a)à contagem decrescente.

 
At 10:53, Blogger António Chaves Ferrão disse...

Versão corrente, para uso geral:
- O meu pior inimigo está ali...

Versão mais próxima da realidade (Winston Churchill):
- Os meus adversários sentam-se ali; os meus inimigos sentam-se aqui.

A minha versão preferida:
- Ninguém consegue destruir-nos tão perfeitamente como nós próprios.

 

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