segunda-feira, dezembro 10, 2007

Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Trata do acordo ortográfico que entrará em vigor em 2008


Petição: Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

As alterações à ortografia da língua portuguesa incluem, por exemplo, passar a ser correcto escrever palavras com a seguinte ortografia: "umor", "úmido", "oje", "ato", "açao", "fato", "aver", etc.

Se quiser preservar a Língua Portuguesa com a integridade e complexidade que a tem caracterizado, se estiver de acordo com a petição, por favor, assine-a.

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4 Comentários:

At 20:29, Blogger Moriae disse...

De todo! Assinei mas infelizmente, deixei uma gralhita no comentário. Enfim ... vale que não foi das citadas neste post :)

bjinho,
m.

 
At 01:29, Blogger José Luiz Sarmento disse...

Há uma norma culta do português europeu e há uma norma culta do português brasileiro. Nenhuma delas é melhor do que a outra, e não é difícil, a uma pessoa culta que assim o queira, dominar as duas. Se assim é, que sentido faz reduzi-las a uma só?

Para além das normas cultas há centenas de variantes demóticas, gírias, regionalismos. Estas são tantas que nunca ninguém as dominará todas, mas também não há acordo nem lei que as possa influenciar.

Há ainda normas cultas em formação em Angola, em Cabo Verde, em Moçambique, graças ao trabalho de gramáticos, lexicógrafos e de talentosíssimos escritores. Para que estas normas cultas se afirmem, e influenciem as suas congéneres portuguesa e brasileira, não são precisos acordos nem leis: basta que as coisas sigam o seu curso natural.

Nunca precisei de políticos nenhuns para ler com prazer e proveito o Jorge Amado, o Erico Veríssimo, o Machado de Assis, o José Mauro de Vasconcelos, o Pepetela, o Mia Couto; para que vêm os burocratas da língua meter-se onde não são chamados?

 
At 11:11, Blogger Magda Nieto Reprezas disse...

Sarmento
Obrigada pelo seu comentário. Está muito objectivo e exprime exactamente o que eu penso sobre este assunto.
Embora a minha formação seja na área científica, tenho opinião sobre o que se está a passar e julgo não fazer sentido reduzir o desenvolvimento das línguas a espartilhos que não vão ser cumpridos. Elas evoluirão independentemente umas das outras quer se queira quer não.
O que acho absurdo é a nossa subserviência. Parece que não sabemos afirmar-nos como entidade própria!

 
At 12:35, Blogger Li disse...

Bom dia,

Gostaria de dizer, em primeiro lugar que não defendo o Acordo Ortográfico da maneira como está estruturado. Falta-lhe critério, em alguns casos similares há dois pesos e duas medidas e a sua leitura pode provocar interpretações diversas, pelo que o texto do AO é ambíguo.

Mas, por outro lado, é preciso alertar para algumas críticas mal fundamentadas que se têm gerado e generalizado por parte de quem se opõe à nova ortografia. Falo do caso do "h" inicial. Em nunhuma parte do acordo é dito que o "h" cai no início de palavra. O AO não estabelece nem que vamos passar a escrever "úmido", nem "ilariante", nem "umor". O que o AO diz é que o "h" cai em palavras cujo uso consagrou tal grafia, como é o caso de "erva", que originalmente se escrevia "herva". Mas os casos mencionados já fazem parte do texto do AO de 1945, facto que sugere que antes dessa data já as palavras "erva", "ervaçal" e "ervoso" tinham perdido o "h".

Como se explica então que circulem pela Internet uma série de artigos que dão como certa a queda do "h" inicial? É um tudo uma questão de interpretação. O que ocorre é que a ortografia do Português no Brasil consagrou o uso da palavra "úmido" sem o "h". Mas só dessa! Acontece que, perante o texto do AO que diz expressamente que o "h" cai nas palavras em que o uso consagrou tal grafia, alguns artigos de origem brasileira entenderam que essa norma se aplicaria à palavra portuguesa "húmido", a qual perderia o "h" também em Portugal. Isso fez com se entendesse que a modificação afectaria outros vocábulos iniciados pelo grafema "h". E essa ideia (errada) generalizou-se.

Ao ler o Acordo, eu concluo que o "h" não cai: nem em "hoje", nem em "humor", nem em "húmido", pois o uso da ortografia como a conheço até hoje não consagrou nenhuma dessas formas. Por outro lado, é normal que os brasileiros entendam que o "h" cai na palvra "úmido", pois o uso assim o consagrou. O que já não é normal é que os brasileiros entendam que essa modificação efecta a ortografia do Português Europeu, pois em nenhum momento o Acordo faz referência a isso.

Esta é uma de muitas falhas do texto do AO. Tratando-se de um documento unificador, os autores do AO deveriam ter tido o cuidado de não deixar qualquer espaço para eventuais divergências interpretativas.

Cumprimentos

 

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