segunda-feira, dezembro 31, 2007

O Tempo

Antes das bagas estarem vermelhas eram verdes. Foi preciso passar algum tempo, o suficiente, para que elas amadurecessem. Essa transformação, acontecimento, necessitou de Tempo.

Os acontecimentos deram origem ao Tempo. Antes do Nada ele não existia.. No momento da explosão do Big Bang surge o Tempo com a sucessão de acontecimentos. De facto, esta sucessão é que dá sentido à ideia de Tempo. Se não acontecer nada o tempo não passa, como todos sabemos.
É uma entidade abstracta, não se vê, não se toca, simplesmente, sentimo-la. E só tem uma sentido do zero para o + infinito, em todas as direcções.

A sucessão de reacções químicas no nosso organismo ao longo da vida vai-nos transformando, mudando-nos, até que a desordem, a entropia, atinge o seu máximo e deixamos de existir como nos fomos conhecendo ao longo da nossa existência. É aquilo a que chamamos Morte ou o seu início. É o fim do Tempo que nos estava destinado!

Por uma questão prática relacionámos o Tempo com a sucessão dos dias e das noites assim como com as diversas estações que se manifestam de acordo com a posição da Terra em relação ao Sol, a nossa estrela, a nossa guia, que nos dá a vida também.
Com a mudança do tamanho dos dias, eles que diminuiram e que agora começam a aumentar, escolheu-se um período para celebrar essa mudança, desejando boas colheitas passado o frio. Coisa que nem sempre aconteceu porque a sucessão de temperaturas/chuva nem sempre foi favorável ao longo dos tempos.

Recorremos aos sonhos para pintar a nossa realidade mais agradável. Inventou-se um Natal, que está intimamente ligado ao renascimento da Vida, e uma família em cujo berço ela se vai desenvolvendo, melhor ou pior. (De facto, ainda hoje são as famílias as células mais fortes da sociedade).
Houve ainda a vontade de celebrar a Passagem de Ano como um ritual que tem a sua origem na subsistência do agregado familiar. E eis-nos, todos sorridentes, a pular, a rir, a desejar Boas-Festas uns aos outros, esquecendo mágoas, tornando-nos mais tolerantes uns em relação aos outros. É uma celebração, é um Sonho e nós vivemos de sonhos que vamos inventando todos os dias.

É um Ritual cujas origens estão esquecidas. É um espaço de Tempo que nos permite conviver, sorrir, esquecendo-nos muitas vezes que quer o celebremos quer não, o Tempo avança independentemente do que quer que façamos ou resolvamos fazer.
De facto, é uma homenagem ao Tempo!

Nota: imagem pública retirada do Google


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