quinta-feira, maio 31, 2007

Plataforma Sindical dos Professores na Provedoria de Justiça - Concurso para Professor Titular

"A Plataforma Sindical dos Professores considera que o Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22 de Maio, que estabelece o regime de acesso à categoria de professor titular, está eivado de normas de duvidosa legalidade e, até, constitucionalidade.

Com o objectivo de suscitar a verificação daquelas normas, elaborou um texto que foi hoje entregue na Provedoria de Justiça, sendo, agora, enviado à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, com o pedido expresso de distribuição a todos os grupos parlamentares.

A reunião que hoje se realizou na Provedoria, pelas 11 horas, foi extremamente importante, pois constituiu a oportunidade para apresentar as dúvidas de legalidade e de constitucionalidade que as organizações sindicais mantêm em relação a este diploma legal, bem como as situações de grande injustiça que se criarão na sequência da realização deste concurso.

O Senhor Provedor Adjunto, que participou na reunião, acompanhado de diversos responsáveis da Provedoria de Justiça pelas áreas da Administração Pública (Área 4) e das questões constitucionais (Área 6), comprometeu-se a ter em conta os problemas apresentados, bem como a desenvolver uma apreciação aprofundada das questões que a Plataforma Sindical dos Professores apresentou.

O Aviso de Abertura deste concurso deverá ser publicado no próximo dia 1 de Junho, decorrendo entre 4 e 11 de Junho.

No primeiro dia do concurso (dia 4), a Plataforma Sindical promoverá uma Conferência de Imprensa, pelas 11 horas, em Lisboa, a que se seguirá uma deslocação ao Ministério da Educação, onde serão entregues milhares de assinaturas de professores e educadores que protestam contra a fractura da carreira docente introduzida por esta alteração do ECD que criou uma estrutura de carreira com categorias hierarquizadas.

A Plataforma Sindical dos Professores "

Fonte: Fenprof - 29 de Maio

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quarta-feira, maio 30, 2007

Estamos em GREVE - os motivos são sobejamente conhecidos

greve geral

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Reformas à custa do coirato...

Ao nosso Ministério da Educação já deixou de bastar a carga horária semanal dos docentes.

Depois de "regulamentar" a ocupação da carga horária "não lectiva", preenchendo as horas que vão desde as 22 horas de aulas até às 36 horas do funcionalismo público, com actividades de duvidosa incidência no sucesso escolar e sem ouvir os docentes, assiste-se agora à distribuição de trabalho não pago que excede a ocupação daquela carga horária.

Solícito a apresentar reformas para consumo da opinião pública, o ME "esquece-se" obstinadamente de cabimentar as mesmas reformas na utilização dos recursos humanos que são chamados a dar corpo à sua execução.

As "provas de aferição" que este ano foram alargadas ao universo completo do corpo discente do 1º e 2º ciclos, deixaram de ser pagas aos docentes que são chamados a corrigi-las, em acumulação com todas as restantes tarefas que foram planificadas desde o início do ano lectivo.

Esta situação introduziu uma discriminação grosseira entre os docentes que dão o Português e a Matemática, que os pedagogos "profissionais" (leia-se: aqueles que não levam para casa 60 provas para corrigir em dez dias...) teimam em considerar as áreas charneira na avaliação do sistema educativo, e os restantes docentes, que pelo mesmo ordenado ainda são capazes de se dar ao luxo de comentar as asneiras que os seus alunos cometem nas provas de aferição das disciplinas "dos outros"...

terça-feira, maio 29, 2007

A mulher através dos tempos

500 anos de Da Vinci a Picasso:

Leonardo Da Vinci
Raphael - Raffaello
Titian - Tiziano Vecellio
Sandro Botticelli
Giovanni Antonio Boltraffio
Albrecht Dürer
Lucas Cranach the Elder
Antonello da Messina
Pietro Perugino
Hans Memling
El Greco
Hans Holbein
Fyodor Stepanovich Rokotov
Peter Paul Rubens
Gobert
Caspar Netscher
Pierre Mignard
Jean-Marc Nattier
Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun
Joshua Reynolds
Franz Xaver Winterhalter
Alexei Vasilievich Tyranov
Vladimir Lukich Borovikovsky
Alexey Gavrilovich Venetsianov
Antoine-Jean Gros
Orest Adamovich Kiprensky
Amalie
Jean-Baptiste Camille Corot
Édouard Manet
Flatour
Jean Auguste Dominique Ingres
William Clark Wontner
William-Adolphe Bouguereau
Comerre
Leighton
Blaas
Renoir
Millias
Duveneck
Cassat
Weir
Zorn
Alphonse Mucha
Paul Gaugin
Henri Matisse
Picabia
Gustav Klimt
Hawkins
Magritte
Salvador Dali
Malevich
Merrild
Modigliani
Pablo Picasso



Fonte: Technorati

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Have we chaos in the garden?



Comentários aqui, sff.

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O código

Não me interessa acumular conhecimento como se de um capital cultural se tratasse. Interessa-me mais manter a destreza mental para identificar e resolver problemas que me afectam directa ou indirectamente.
Assim o fiz.
Passo a partilhar a minha visão:

1)Seduzidos pelo poder de operar o fogo que os enfeitiçou, inscreveram-se.
Para começar, são informados que nada sabem ou sentem.
Começa a transferência.
Ao serem castrados de apetites, são informados que estão velhos e gastos.
Os que não fogem a tempo, ficam presos a um código que não entendem e dependentes de terceiros para aliviar a sua dor.

2)Se nunca tirarmos as rodinhas à bicicleta da criança, é bom que seja ela própria a fazê-lo, em tempo útil.

3)A resina serve para a primeira fase da aprendizagem, e para os preguiçosos que não querem ter o trabalho de mudar as cordas, porque "mudar cordas não é fazer música."

Como prémio ganham um silvo constante na zona dos sobreagudos equivalente ao raspar do talher no prato, a 4 cm do ouvido.

Quando não aguentam mais, mandam tudo para o luthier que simpaticamente, investe 10 min por 400Euros.

Daqui até à Polónia só conheço um interlocutor para este tema, o que é estranho pois afecta muitas pessoas bem mais próximas.

Não é o conhecimento que é valioso (em euros) mas sim o desconhecimento.

segunda-feira, maio 28, 2007

27 de Maio de 1977, faz hoje 30 anos

'Passam hoje trinta anos sobre o 27 de Maio de 77. É assim que é conhecida a página mais negra da história de Angola enquanto nação soberana e independente e é uma data que me diz muito pelas piores razões. Há muita gente que quer reescrever o que aconteceu, dizem que é melhor andar para a frente e esquecer. Mas nós não podemos. Os mortos só nos têm a nós para os defender e para os lembrar. E é para isso que cá estamos.'

Memórias de uma guerra que teimam em ficar.

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Os Ricos

Já não sei onde é que li isto, mas na memória ficou algo parecido com o seguinte:
Existem dois tipos de ricos:
Os rico-ricos e os rico-pobres.
Os primeiros não têm dinheiro porque o gastam e os segundos não têm nada porque não o usam.

António Macedo - Canta amigo

Erguer a voz e cantar
à força de quem é novo
viver sempre a esperar
fraqueza de quem é povo

Viver em casa de tábuas
à espera dum novo dia
enquanto a terra engole
a tua antiga alegria

O teu corpo é um barco
que não tem leme nem velas
a tua vida é uma casa
sem portas e sem janelas

Não vás ao sabor do vento
aprende a canção da esperança
vem semear tempestades
se queres colher a bonança

Fonte: Universidade do Minho, Canções em português

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Richard Stallman em castelhano



- De acordo, mas num mundo em que tudo está baseado nas idéias, na criatividade e no conhecimento, o conhecimento tem um preço...
- Não! Não é correcto.
- Não?
- Não é lógico. Não colhe. É tonto dar um preço ao conhecimento. Porque impede o uso do conhecimento. Destrói o resultado esperado do conhecimento. Para que serve o conhecimento se há obstáculos ao seu uso?

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sexta-feira, maio 25, 2007

Acaba o Fogo e a Espada- O Nigel continua



O que mais me espanta é como é que se passa isto numa gravação!

quinta-feira, maio 24, 2007

Café Guru


Procuro contra exemplo.

Capricho - Marains Marais »

Moriae - professor em discurso directo

António, obrigada :)contudo, eu estou actualmente na Educação Especial, onde acredito poder ajudar mais e melhor alguém sem me prejudicar tanto, o que também importa para que cumpra as minhas funções docentes.
Sou realmente do quadro de Educação Musical mas de forma muito crítica e pessimista ! Da forma como a coisa está, acredito que só uma pequenina minoria das crianças é que desenvolve as competências que considero essenciais numa Educação Musical (as que têm em casa ou fora da escola um meio de o fazer).
Uma Educação Musical, que passe pelo desenvolvimento da sensibilidade e capacidade de fruição estética e afectiva, que ultrapasse a vivência hedónica ou associada a estímulos secundários, externos (por ex. o gosto que muitas crianças desenvolvem por músicas das telenovelas mais pelo contexto do que pela música - que geralmente pouca riqueza tem).
Saber ouvir, apreciar, enquadrar ... executar, cantando, tocando ... conhecer o património riquíssimo musical que temos e entender os elementos melodia, ritmo, timbre ... Sensibilidade! Era tão bom que as crianças e os adultos pudessem usufruir daquilo que a música tão bem transmite, ou seja, quase tudo!
Acho que me perdi um pouco mas creio que me entenderão.
voltando à música, as crianças têm música durante 2 anos, 90 minutos por semana. Os professores, alguns, 10 turmas, 200 alunos. Digam-me, será suficiente esta relação? Ensinar, aprender a metro, em pouco tempo, algo que está no nosso património desde o princípio da humanidade? Do nascimento? - Não me parece ... basta ver o tipo de música que se comercializa e que as pessoas preferem. Embrutecimento colectivo e castração ... Termos fortes, eu sei ...
Obrigada por me terem permitido este desabafo e reflexão.

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Marta Dacosta - Quixera abrirme e ser

Quixera abrirme e ser
palabra
documento,
non por chegar a todos,
para falarche a ti,
para unirme ao teu parto
e doerme contigo.


***

Quisiera abrirme y ser
palabra
documento,
no por llegar a todos,
para hablarte a ti,
para unirme a tu parto
y dolerme contigo.


(Del libro Setembro, 1998)


Fonte: Antología de Joven Poesía Gallega

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terça-feira, maio 22, 2007

Concurso para professores titulares




Retirado de Decreto-Lei 200/2007, publicado por Paulo Guinote em A Educação do meu umbigo a 22 de Maio de 2007

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Chico Buarque - Apesar de Você

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal


Letra da canção retirada daqui.

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José Sócrates - lapsus linguae

José Sócrates no discurso sobre a nova Lei da Nacionalidade
captado por João Tilly a 22 de Maio de 2007
... cada um de vós dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre... pa.. pó... perdão... para um país mais solidário, mais próspero, evoluído...

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segunda-feira, maio 21, 2007

Sócrates, governo, Greve Geral, atropelos e faltas de respeito

GREVE GERAL - DIA 30 DE MAIO

Agora com muito mais razão!

Este é um título muito suave para o post! Eu queria dizer abusos, humilhações, aprendizes de ditatores, eu sei lá!

O que dizer quando, por mero acaso, uma professora descobre que abriu, na DGRHE, do M.E., um "momento", sem princípio nem fim, para inscrição para o concurso de professor titular, ao vaguear na Net?

Por que razão(ões) escondida(s) este facto não foi devidamente anunciado nas escolas, nos jornais? Também já estão abertas as inscrições para o grupo 530! Será admissível pensar que "isto" vai correr de boca-a-boca? Será para alguns ficarem de fora?

Será que este concurso é constitucional? Os sindicatos não íam recorrer ao Tribunal competente para o saber? O que esperam? Que tudo seja cumprido?

Já não vou falar aqui sobre o que penso de tal atropelo!

Será que é para desviar as atenções da Greve Geral dada a sua aproximação?

E que dizer da base de dados que pretendem obter sobre os grevistas? Em anos anteriores o M.E. pedia sempre números dos grevistas, a cada escola. Mas, uma base de dados, penso eu, é nominal. Mais um atropelo à Lei da greve? Muito gostam estes senhores de passar por cima para atingir os seus fins!

Mesmo que a tal base de dados não seja nominal este anúncio é, no mínimo, intimidatório para a maioria dos professores. Ainda por cima com as novas orientações para a sua avaliação!

Para outros esta atitude incentiva a gritar bem alto as humilhações, o grotesco de tudo isto.
Talvez o efeito seja contrário ao pretendido e muitos, muitos mais professores adiram à GREVE GERAL do dia 30!

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Competências mínimas



O provérbio diz: "Ter um filho, plantar uma árvore, escrever um livro"...

O desenvolvimento das ciências coloca aos pedagogos o grande desafio de impedir que as diferentes áreas do conhecimento sejam compartimentadas.
No exercício da profissão, tendemos a aceitar terminologia técnica impermeável à compreensão de quem está fora. São introduzidos estrangeirismos de vária proveniência, até quando á possível formular os conceitos em bom português. Muitas vezes deixamo-nos cair nessa atitude apenas pela lei do menor esforço.
A vida prática não é, porém, uma coutada tão plana. Além de profissionais de qualquer especialidade, somos pais, vizinhos, clientes de vários serviços, turistas às vezes, cidadãos da República e por aí fora. Em cada uma destas relações somos forçados a enfrentar problemas que escapam à nossa especialidade. Uma reacção possível é a de nos concentrarmos no desempenho profissional e, através dele, adquirirmos poder de compra suficiente para não termos que nos aborrecer com as restantes áreas. Rapidamente iremos aperceber-nos que há uma multidão de concidadãos dispostos a facilitar-nos a vida, mas também que a nossa capacidade de comprar tantas facilidades é limitada.
Na minha área de especialidade, electrotecnia, penso que o mínimo dos mínimos que toda a gente deveria saber é: mudar uma ficha a um candeeiro em condições de segurança.
Uma pessoa amiga da aŕea de medicina afirma que o mínimo dos mínimos que toda a gente deveria conhecer é: baixar uma febre alta e repentina a uma criança, para evitar a danificação irreparável do tecido nervoso do cérebro.
Não sendo da minha área da especialidade, admito que o mínimo dos mínimos que toda a gente deveria conhecer na área do Direito é o princípio da não retroactividade das leis.
Mas não quero antecipar-me. Seria interessante apontar numa simples lista, aquela competência que cada um sente que tem relevância suficiente para ser desprendida do seu domínio estrito da especialidade para ser partilhada por todos.
Qual o conhecimento de Química que faz sentido todos os não químicos conhecerem?
Qual o conhecimento de História que faz sentido todos os não historiadores conhecerem?
Qual o conhecimento de Música que faz sentido todos os não músicos conhecerem?
Qual o conhecimento de Informática que faz sentido todos os não programadores conhecerem?
Qual o conhecimento de Agronomia que faz sentido todos os não agrónomos conhecerem?
E a pergunta repete-se para a Filosofia, a Psicologia, a Geografia, a Sivilcultura, a Literatura, a Mecãnica, a Biologia, a Culinária...
Outra questão associada é a de saber se estas competências transversais devam ser difundidas pelo sistema educativo ou por outras entidades e, nesta caso, quais?
A ciências gerais estão inscritas no ensino obrigatório. Não se trata, nestes casos, de evidenciar que facto histórico ou químico tem maior relevância que todos os outros. Trata-se antes de especificar que meta-conhecimento de história ou de química, que enforma todos os actos dos respectivos profissionais ou que estes usam como guia de princípio para desenvolverem autonomamente os seus raciocínios, seríam mais úteis serem partilhados pelo conjunto completo da sociedade.
Todos os contributos são benvindos.

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Thinking Blogger Award



Pois é! aconteceu. A Sinistra Ministra - blog colectivo de professores - distinguiu o Ferrao.org entre os merecedores do




A menção é especialmente sentida por nos ter sido concedida por uma professora de Música - que assina Moriae - assim reforçando a nosso desejo em nos descolarmos de uma postura meramente cartesiana.
Cumpre-me agradecer e desafiar os restantes membros do Ferrao.org a indicar, por sua vez, os cinco blogs que mais os fazem pensar.

Excerto de Thinking blogger award:

The participation rules are simple:

1. If, and only if, you get tagged, write a post with links to 5 blogs that make you think,
2. Link to this post so that people can easily find the exact origin of the meme,
3. Optional: Proudly display the 'Thinking Blogger Award' with a link to the post that you wrote (here is an alternative silver version if gold doesn't fit your blog).

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quinta-feira, maio 17, 2007

Shall we Dance?



Richard Gere e Jennifer Lopez no seu melhor.
O encanto de uma dança envolvente e erótica, o Tango.

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Humilhação por Tradição

Nem todas as tradições são ranchos folclóricos. 5 psiques

Na ementa temos também:

Praxes 7,5 ps

Touradas 6,25 ps

Se quiser apanhar um avião, ainda temos:

Excisão 3 ps (menu económico)

Entre outras tradições agradáveis.


ABAIXO AS TOURADAS!!

terça-feira, maio 15, 2007

Farinhada

Tava na peneira eu tava peneirando
Eu tava num namoro eu tava namorando.
Na farinhada lá da Serra do Teixeira
Namorei uma cabôca nunca vi tão feiticeira
A mininada descascava macaxeira
Zé Migué no caititú e eu e ela na peneira.
Tava na peineira eu tava peneirando
Eu tava num namoro eu tava namorando.
O vento dava sacudia a cabilêra
Levantava a saia dela no balanço da peneira

Fechei os óio e o vento foi soprando
Quando deu um ridiminho sem querer tava espiando.
Tava na peneira eu tava peneirando
Eu tava num namoro eu tava namorando.
De madrugada nós fiquemos ali sozinho
O pai dela soube disso deu de perna no caminho
Chegando lá até riu da brincadeira
Nós estava namorando eu e ela, na peneira...


Aos que não conheceram e aos que já esqueceram.
Cifra de Luíz Gonzaga.

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segunda-feira, maio 14, 2007

Azucar Moreno - Moliendo cafe

CUANDO LA TARDE LANGUIDECE RENACEN LAS SOMBRAS
EN LAS QUE TU LOS CAFETALES VUELVES A SENTIR
ESCUCHARAS ESTA CANCION DE LA VIEJA MOLIENDA
QUE EN EL LETARGO DE LA NOCHE PARECE DECIR

CUANDO LA TARDE LANGUIDECE RENACEN LAS SOMBRAS
EN LAS QUE TU LOS CAFETALES VUELVES A SENTIR
ESCUCHARAS ESTA CANCION DE LA VIEJA MOLIENDA
QUE EN EL LETARGO DE LA NOCHE PARECE DECIR

UNA PENA DE AMOR UNA TRIZTEZA
LLEVA EL SANTO MANUEL EN SU AMARGURA
PASA LA NOCHE CANSADO MOLIENDO CAFE

CUANDO LA TARDE LANGUIDECE RENACEN LAS SOMBRAS
EN LAS QUE TU LOS CAFETALES VUELVES A SENTIR
ESCUCHARAS ESTA CANCION DE LA VIEJA MOLIENDA
QUE EN EL LETARGO DE LA NOCHE PARECE DECIR


Em versão japonesa, com sorrisos contagiantes.

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Clara Nunes

Morena de Angola


Manhã de Carnaval

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A Nova Biblioteca de Alexandria



Recebido por e-mail e, andando por aí, partilho convosco imagens da Nova Biblioteca de Alexandria.

"A maior colecção de escritos da antiguidade - a Biblioteca de Alexandria - foi incendiada pela primeira vez no ano 43 a.C. e finalmente, mesmo empobrecida, destruída no século IV, pelo bispo Teófilo, Patriarca de Alexandria, um cristão fundamentalista dos tempos de Teodósio o Grande, que viu naquele prédio um depósito das maldades do paganismo e do ateísmo, mobilizando a multidão cristã para a sua demolição, ocorrida provavelmente no ano de 391.

Portanto, hoje encontra-se em total descrédito a narrativa que responsabilizara os muçulmanos, especialmente o califa Omar de Damasco, de ter mandado o general Amrou incendiar a grande biblioteca no ano de 642, depois que as tropas árabes ocuparam a cidade.

Ao seu desaparecimento definitivo deve-se ainda associar o fecho das academias de filosofia, entre elas a de Platão, ocorrida em 526 (que funcionara durante novecentos anos), determinada pelo imperador Justiniano, encerrando-se assim (devido ao modo lamentável e intolerante de agir do cristianismo daqueles primeiros tempos), as grandes contribuições que o mundo antigo deu à Humanidade, perdendo-se para sempre um vasto tesouro da antiga sabedoria.

Em 1989, o Estado Egípcio anunciou um concurso para a construção de uma NOVA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA, e, surpreendentemente, quem venceu o concurso, disputado por 650 empresas, foi uma pequena firma norueguesa "Snoehetta" cujo maravilhoso projecto, inaugurado em 2002, pode ser visto em anexo (pps).

O culto à sabedoria comove sempre.
Que os espíritos dos grandes do passado inspirem os que virão no futuro nesta grandiosa tarefa!"

Clique, por favor:
AlexandriaLiabrary.pps

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sábado, maio 12, 2007

O Big Brother diz:

Meninos, portem-se bem...

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quarta-feira, maio 09, 2007

II Convenção Internacional da APC


É neste fim de semana a segunda convenção da Associação Portuguesa de Ciclídeos. Se gosta de peixes, não deixe de aparecer no espaço Monsanto no sábado onde encontrará cerca de 100 aquários expostos com peixes de todo o mundo. Terá também a oportunidade de conhecer pessoalmente Patrick de Rham (autor do livro 'The Endemic Cichlids of Madagascar') e Stuar Grant (que vem directamente do lago Malawi). Todos os peixes expostos serão leiloados no Domingo.

O Universo visto do Hubble

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segunda-feira, maio 07, 2007

O vértice de Shannon

Shannon Entropy

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domingo, maio 06, 2007

Flores da Primavera



Estas florinhas estão nos Alpes italianos mas são iguais às da M.Rasa, Márcia.
São como as que vocês apanham e me dão para pôr num copo com água, "para ver se crescem", como disseste no outro dia. Só que elas já estão crescidas, já só vão dar frutinhos e depois sementes que vão cair para o chão e que, se ficarem na terra e apanharem chuva e sol, vão dar outras plantas. Mas há sempre umas que ficam à vista dos passarinhos e vão ser comidas por eles.

Ontem, por exemplo, andava um rouxinol a cantar, a cantar... cantam tão bem os rouxinóis que eu diria a "trinar" pois os seus trinados são únicos!
Depois viu umas sementes,calou-se um pouquinho e, a voar muito depressa, desceu da árvore em que estava e comeu algumas. Subiu para a árvore e voltou a cantar, agora de outra maneira, virando a cabecita ora para um lado,ora para o outro. E eu percebi:
-Onde estão os teus meninos, hoje não vieram, eu sei, pois correm tanto que me assustam e eu fujo. Até o cuco já se queixou do barulho que fazem.
-E as poupas? - perguntei-lhe eu.
-Essas, há uns dias que não as vejo mas sei que também se assustam com eles.
- Sabes rouxinol - continuei - até a gatinha foge deles pois gostam tanto dela que querem agarrá-la e os gatos não gostam de ser agarrados!
- Nós passarinhos -respondeu o rouxinol - também não gostamos da tua Serafina! Não nos deixa fazer os ninhos onde queremos.
- Canta mais um pouco para mim... pedi-lhe.

E fechei os olhos, estendida na cadeira. Recolhida, dei-me conta de um ruído cada vez mais ensurdecedor: eram os sapos, os ralos, os grilos, os gafanhotos verdes, gooordos, cujo nome não sei, mil passarinhos a conversar, o riacho a dizer "estou vivo, estou vivo ainda" e, conforme o Sol se punha, apareciam mais sons: agora eram os lacraus, as vacas com os seus badalos que não descansam até altas horas... enfim, abri os olhos: era já noite e um mar de salpicos brilhantes pairava no céu, as estrelinhas apareciam cada vez mais, cada vez mais, e um friozinho arrepiava-me.
Levantei-me e quando ía para dentro, finalmente, passou outra vez o mesmo rouxinol e eu disse-lhe:
- Olha, eu vou dizer aos meus meninos para não correrem atrás de todos vocês quando cá voltarem, está bem?
- Prriu piu, piu piu - concordou ele.
E lá se foi alegrando agora a noite que caíra.

Mouta-rasa

Eu gosto muito da avó Nhucha
e também gosto do avô António
eles também gostam de mim
e também gostam dos meus manos
e eles são muitos nossos amiguinhos
brincam connosco
às vezes deixam brincar no computador
(é verdade, a mim deixam, no Noddy)
(deixa ver mais)
às vezes vamos para a rua andar de triciclo
às vezes os pais deixam ir à Mouta-rasa
brinco muito na Mouta-rasa
às vezes a avó deixa partirmos telhas, eu e os meus irmãos
e depois vamos para dentro para a cama
de dia vamos plantar plantas e depois ao café
depois é que vamos para casa
(mais nada, só isso)

Márcia

Nota do editor/dactilógrafo: De uma ponta à outra este post foi feito pela miúda. Não há acrescentos nem censuras.
Desenho: Paint

sábado, maio 05, 2007

O vórtice II (trinta anos depois)

Truque nº 1
Cara de nhónhó.
Aproximo-me lentamente duma plateia de pares de olhos com quatro anos.
Calmamente ergo o truque nº2
A super-viola.
Como um relâmpago contrastante (truque nº3) desfiro um golpe violento sobre Dó menor em posição de terceira aberta.
Pego no fio da reacção e manipulo, moldo, teço, pinto, espanto, bato, salto e suavizo. Obrigo o relógio a andar mais devagar... seguro aquele ponteiro dos segundos durante 4 reais (30 imaginários) e depois solto a mola até sentir que ninguém na sala está a respirar.
Paro.

No meio do grupo de vinte, há um que pergunta "como é que fizeste isso?"
Já posso começar com o dó,ré,mi.
Daqui a quarenta e três minutos, já só faltam sete sessões.

Cada falhanço custa três sucessos.
Cada sucesso custa quatro sacrifícios.
Cada sacrifício custa cinco curas.
Cada cura são seis anos.
Cada ano que passa não volta.

Que o diga o Mestre, agora na segunda cura, um sorriso e um telemóvel onde pode escrever.
Força! Nós seguramos a barra enquanto não vem a rendição...

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sexta-feira, maio 04, 2007

O vórtice




O vórtice acelera. Farrapos de pensamentos adquirem vida independente, alinham-se num carrossel, sucedem-se sem pedir licença e repetem-se. O Sol do meio-dia parece uma Lua cheia. A vontade esmorece, os planos evaporam-se. Mais uma aula para preparar. Todos os gestos são maquinais. Mais uns candidatos para a infelicidade. Porque será que o desconhecido com quem me cruzei me desejou bom dia? Que percebe ele? Porque ri aquele grupo de estranhos? Porque se esforça o locutor em esclarecer alternativas? Se é tudo irrelevante. Por onde deixei passar tamanha confusão? Que fiz eu? Mais um gesto maquinal: ler uma história ao miúdo. Surpresa: o fim da história fez-me rir.


Maldito círculo vicioso de imagens que rodopiam e não me largam. Como concatenar dois pensamentos? Abro o livro de exercícios de lógica - sim, aquela mais básica - binária, da SCHAUM. Divirto-me a enumerar as operações como se fossem tabuadas. Parecem-me mesmo tabuadas. Mas se as operações se podem dispôr em ordem como simples números, o que as distingue dos elementos da classe sobre a qual operam? Serão apenas números de espécie diferente? Poderemos trocar os símbolos das operações pelos símbolos dos operandos. Afinal, tudo são apenas símbolos, meras convenções que algumas pessoas imaginaram que serviam para alguma coisa.

Terrível vício este círculo, como gostaria de me ver livre dele. Como quebrá-lo? Pelo ponto mais fraco? Qual será o ponto mais fraco? Um convite para organizar o Côro Universitário de Luanda. Vem mesmo a calhar. Estou farto de racionalizações, cada uma mais estéril que as anteriores. Os artistas podem ajudar. E é tudo maquinal. É preciso um maestro. Num país como Angola, pode faltar tudo, mesmo comida, mas músicos e maestros não faltarão nunca, isso eu sei. Jorge Macedo: ó Ferrão, já me chateaste uma vez, vai dar uma volta. Desta vez é a sério. É preciso cartazes. Vamos atacar o pré-universitártio, os jovens têm mais sangue na guelra. É preciso uma direcção. Faz-se a reunião, direcção eleita. É preciso um maximbombo. Há um parado junto ao pavilhão de Informática. É preciso um condutor: um camionista amigo, de São Tomé, oferece-se. É preciso salário para o condutor e para o maestro: chateia-se o reitor. Os ensaios começam. As obras ganham vida. As apresentações chegam depressa. "Ataquei uma bruta farra" arranca risos e aplausos de uma plateia habituada a outro tipo de novidades.

A questão de conhecer o ponto mais fraco talvez não faça sentido. Que tal: em qualquer ponto? Parece-me uma boa ideia. Criando imagens fora do círculo. O novo convívio surgiu a preceito. Todos os objectos e pessoas exteriores ao coro estavam contaminadas e só conseguiam dar vida aos fantasmas. Lentamente, estes foram perdendo vigôr. Já conseguia aproximar-me do espelho, de manhã, sem ser maquinal. Ri! - ordenava. Esbocei um esgar. Valeu pela tentativa.

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quinta-feira, maio 03, 2007

O hipopótamo e o cão




Para os meus cinco netos que há muito pediam para verem o hypo e eu já não sabia dele...

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Eugénio Rosa e a produtividade



Pode-se assim dizer que, para aquilo que os trabalhadores portugueses recebem, ainda têm uma produtividade superior à média comunitária.

...Em relação à produtividade do capital o silêncio tem sido absoluto. E isto porque falar desta produtividade tornaria visível, a nível da opinião publica, a responsabilidade dos empresários. Entre 2000 e 2004, segundo o INE, a produtividade do capital diminuiu em Portugal nas empresas com menos de 100 trabalhadores em -36,8% e, mas com 100 ou mais trabalhadores, a quebra atingiu -43,2%. A produtividade do trabalho embora tenha aumentado pouco (0,6% ao ano), cresceu sempre.

Excertos de: Eugénio Rosa,
BANCO DE PORTUGAL ABANDONA A INDEPENDENCIA
publicado por O diário.info em 29 de Abril de 2007

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Socialismo Moderno à Tony Blair

É nos excessos de definição que normalmente se perdem as boas idéias. Por isso desconfio dos que sentem uma necessidade crónica em adjectivar. Mais vezes do que o contrário, tenho visto o resultado empobrecido.(AF)





Fonte: Richard Orange
"FTSE 100 firms report £140bn record net profit"
publicado no The Business Online em 1º de Fevereiro de 2007


Nos últimos quinze anos a riqueza dos súbditos de Sua Majestade mil contribuintes mais ricos do Reino Unido aumentou sete vezes.

Fonte: John Nada
"Je ne crois aux statistiques que lorsque je les ai moi-même falsifiées"
publicado no AgoraVox de 2 de Maio de 2007

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quarta-feira, maio 02, 2007

ARBEIT MACHT FREIHEIT


Intervenção registada por Kaos em 2 de maio de 2007

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Mais papista que o Papa

Luciano Amaral, em "A guerra por procuração"
publicado no Diário de Notícias de 20 de Julho de 2006
Talvez até já seja tarde, mas a única coisa que há a esperar é que esta Quarta Guerra de Israel corresponda à acção preventiva necessária para restaurar alguma ordem nas fronteiras israelitas e devolver o Irão a uma certa humildade. É muito importante que seja bem sucedida, até porque é muito mais do que apenas isso o que está em causa.
Comissão governamental israelita de avaliação da guerra ao Líbano de 2006.
Publicada no The New York Times em 2 de Maio de 2007
O Primeiro ministro cometeu graves falhas de avaliação, responsabilidade e moderação.
O senhor Olmert foi demasiado precipitado ao decidir a guerra, que avançou sem um plano militar detalhado, estabeleceu metas irrealistas e não consultou os militares para além de um círculo restrito de convencidos.

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O ruído ensurdecedor do silêncio


A aluna A, em perliminares avançados, aperta no corredor o aluno B, ao mesmo tempo que vigia de soslaio a aproximação da professora C. Face ao olhar reprovador desta, dispara: “O que tu tens é inveja”.
C segue o seu caminho em silêncio simplesmente porque...

...depois de ter observado cidadãos honestos a serem vilipendiados, suprimidos ao convívio familiar, académico ou profissional de um dia para o outro, tratados na imprensa - sem direito a réplica - como seres merecedores dos piores castigos;
...depois de conhecer relatos da guerra pelos seus irmãos;
...depois de ter sido presa enquanto grávida,

convenceu-se em determinado momento de que o respeito que cultivássemos por nós próprios e pelos que nos rodeiam não mais seria objecto de perseguição;
...de que as autoridades políticas se comportariam desse momento em diante como dignas do respeito dos cidadãos.


Para seu espanto, foi-se dando conta de que os exemplos de não respeito das novas autoridades, de forma muito gradual mas persistente, foi recuperando o seu antigo fôlego;

...de que a irresponsabilidade dos actos dos governantes procurava refúgio em incitações à desobediência contra todas as autoridades representadas pelos servidores do Estado;

...de que, pelo crivo da chacota que os novos governantes fizeram questão em levantar, passaram primeiro os que haviam derrubado o antigo regime: os militares; depois os polícias; depois os juristas; depois os professores; outros se perfilam no horizonte.

A professora, incapaz de pensar liberdade que não contenha em si o respeito; desnorteada com incitamentos do governo à irresponsabilidade; segura da barragem legal que protege o comportamento observado; certa de que a libertinagem, quando caucionada pelo governo, é a pior ameaça para a liberdade; revoltada, indefesa, esgotada, com vontade de desaparecer daquele corredor...
segue silenciosamente o seu caminho.

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