terça-feira, julho 31, 2007

O leopardo e o babuíno

Através da National Geographic temos esta oportunidade única: vermos as dúvidas que assaltaram um predador perante um bebé indefeso:

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Fernando Venâncio versus José Saramago

Fernando VenâncioJosé Saramago
Fernando VenâncioJosé Saramago

Segundo um intelectual por desgraça luso, a subjugação militar, económica, cultural e mesmo linguística dos galegos, catalães, bascos e andaluzes aos castelhanos nunca existiu. (AF)


Muy señor mio

Me perdonará Usted mi pobre castellano, pero desde anteayer me entero de la urgencia de praticarlo. Al "Diário de Notícias" de Lisboa predijo Usted esto: "acabaremos por integrar-nos" en España. Preguntado por el periodista Joao Ceu e Silva si nuestro país seria entonces "una província de Espanha" (le sigo citando en nuestro antiguo idioma), Usted contestó:"Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla la Mancha e tínhamos Portugal".



Claro, nos asegura, podremos conservar nuestra lengua, nuestras costumbres, y asi mismo creo yo nuestro fado, pero (no lo dijo, uno entiende) nos gobernaria el jefe de estado madrileño. Y aunque diga Usted que no es profeta, no hay que olvidar su proverbial modestia. En fin, para gente sencilla como yo, sus palabras son un caritativo aviso del destino. Pues, señor, no y no. Usted, el más famoso de mis compatriotas, se permite en público unos juegos muy guapos de futurologia. Pero se los guarde para sus libros, los quales están perdiendo el suspense de antaño. Créame, el real futuro de un Portugal integrado en España lo conocemos ya muy de cerca. Está visible en la Galícia de hoy, donde la lengua dominante, y los derechos dominantes, y los partidos dominantes, son los de Madrid. Esto no es futurologia, si no lo qué uno ve. Si quiere verlo.

No creo que sea su caso, Don José. Me contaran que, hace poco, visitó Usted Galícia invitado por el Pen Club. Le rogaran que hiciera su discurso en Português. Todos podrían entenderle, sin problema, si hablara en nuestra hermosa variedad de gallego. Usted - como otras veces ya en Galícia - recusó y habló en Español.

Muchas gracias en realidad. Ahora sabemos cómo hablarán, en la Província española de Portugal, los futuros traidores.
Amsterdam, 17 de Julio de 2007


FERNANDO VENÂNCIO, Prof.Universitário e crítico de Literatura
in Diário de Notícias 18 de Julho 2007

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As revistas Visão, Visão Júnior e Activa em Braille

"O Net - Espaço Internet do Município de Óbidos conta, a partir deste mês de Outubro, com revistas em versão braille para consulta gratuita, do grupo editorial Controljornal, nomeadamente as publicações Visão, Visão Júnior e Activa.

Desde Março de 2006, o Espaço Internet dispõe de equipamento facilitador para pessoas com baixa visão ou invisuais.

A impressora Braille basic com editor gráfico incluído - winbraille 4 - permite às pessoas com insuficiências visuais realizarem as suas impressões sem ajuda. O leitor de ecrã Windows Eyes, transforma a imagem do ecrã em informação textual, disponibiliza em Braille ou em voz. Para aqueles que possuam uma baixa visão, o Zoom Text amplia a imagem do ecrã, à medida que se passa com o rato. Por último, o Espaço Internet conta, também, com o Poet Compact que, tendo aparência de um scanner normal, faz a leitura das páginas para o seu utilizador, em português."
Fonte: http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=13791


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Embora esta notícia seja do ano passado, ainda hoje existem muitas pessoas que não têm conhecimento da possibilidade de ler estas revistas.

Claro que há bastantes livros passados em Braille mas uma revista tem temas actuais e são de grande importância para a inserção de invisuais na nossa sociedade.

Quem conhece de perto, ou tem na família, pessoas com deficiência visual, compreende o quão importante é ter acesso a uma revista. São estas que em Portugal existem e, pelo que ouvi, são gratuitas. O facto de um invisual as poder "ler" é fundamental!

Poucas pessoas sabem disto; assim, aproveito este espaço para o divulgar.

Fico feliz com estas novas oportunidades. Um invisual tem um mundo seu, muito próprio, muitas vezes não coincidente com os mundos dos seus pares e poder "ler", em Braille, o que os outros lêem com os olhos torna-os menos "diferentes".


Nota: Quadro de Renoir - As duas irmãs.

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segunda-feira, julho 30, 2007

Chopin com chuva (pps)

http://www.montedospinheirinhos.com/

Agora que o calor aperta sabe bem ver chuva e relaxar ao som de Chopin.
Este pps foi-me enviado por mail e o autor assina: avior@gmail.com
Gostei, Avior!

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domingo, julho 29, 2007

PETIÇÃO EM FAVOR DAS LÍNGUAS CLÁSSICAS EM PORTUGAL

Retirado do Portugal mais Positivo, penso poder ajudar, deste modo, na divulgação desta petição que já assinei e que considero de grande importância. (MR)________________________________________________________

View Current Signatures - Sign the Petition


"Recebemos do Prof. Doutor António Damásio, a quem pedimos desculpas formais pelo lapso involuntário quanto ao nome, o seguinte comentário: “Defendi que o ensino das Artes e das Humanidades é tão necessário quanto o ensino da Matemática e das Ciências, e que Ciência e Matemática, por si, são insuficientes para formar cidadãos”. Em nossa opinião, o nosso texto subentende a mesma ideia e concordamos absolutamente com esta afirmação, agradecendo ao Prof. António Damásio por ter clarificado esta questão.

From Prof. António Damásio (and we apologize for the involuntary mistake regarding his name) we received a message with the following statement: “I did argue that teaching of the arts and humanities is necessary along with the teaching of math and science, and that science and math alone are insufficient to form citizens.” In our opinion, our text implies the same understanding and we totally agree with this statement. We would like to thank Prof. António Damásio for clarifying this issue.

To: Governo Português

PETIÇÃO EM FAVOR DAS LÍNGUAS CLÁSSICAS EM PORTUGAL

A PETITION IN FAVOR OF CLASSICAL LANGUAGES IN PORTUGAL

PÉTITION POUR LA DÉFENSE DES LANGUES CLASSIQUES AU PORTUGAL

No seguimento da recente reorganização da rede escolar e dos agrupamentos de disciplinas, o ensino das línguas clássicas passou a residual nas escolas secundárias, e em muito poucas, e corre o risco de desaparecer em breve do ensino superior.

Razões de ordem financeira limitam a oferta das línguas clássicas e das línguas e literaturas estrangeiras, também elas em grande perigo em todos os níveis de ensino, apesar de existir um escol de professores e especialistas, até de nível internacional, constituído com grande investimento económico e financeiro, em áreas que são índice de desenvolvimento e fazem parte da tradição cultural dos países que pretendemos igualar.

Ignorando que “a matemática e as ciências não formam cidadãos”, como lembrou Manuel Damásio (Expresso, 10/03/2006), os responsáveis políticos arriscam-se a privar os jovens portugueses da possibilidade de conhecer as raízes comuns da identidade nacional e europeia e dos valores que constituem a génese do património cultural, ético e cívico ocidental. É este também o parecer do médico e professor Nuno Grande, no seu comentário a propósito da herança clássica e do livro de George Steiner, A ideia de Europa (JN, 27/04/2006): “a recuperação dos direitos humanos, da solidariedade e da fraternidade com todos os povos, com respeito pelas diferentes identidades culturais ... são determinantes da dignificação da Humanidade, a qual se encontra na percepção da sabedoria, na demanda do conhecimento desinteressado e na criação da beleza”.

Ora, os valores enunciados constituem marca da própria identidade europeia, conforme recordou recentemente J. M. Durão Barroso, Presidente da Comissão Eurpeia (SIC – Notícias, 13/05/2006), e representam o essencial da formação humanista e clássica, razão suficiente para não serem eliminados do sistema educativo os seus instrumentos, as línguas clássicas.

Os signatários, cujos nomes se seguem, fazem, pois, um apelo aos nossos governantes e à opinião pública:

- pedimos que não reneguem as próprias raízes greco-latinas de uma concepção nobre da política e da sociedade, ética e à escala humana;

- reivindicamos o restabelecimento de condições que facultem a todos os jovens a possibilidade de estudarem as línguas e as culturas clássicas em todos os níveis de ensino, das escolas básicas e secundárias às politécnicas e universitárias.

Promotores: APEC — Associação Portuguesa de Estudos Clássicos Instituto de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra Departamento de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa




A PETITION IN FAVOR OF CLASSICAL LANGUAGES IN PORTUGAL Following the recent reorganization Portuguese school system and the subject groups it offers to students, the teaching of classical languages has been reduced to a residual status in the secondary schools, and has been eliminated in all but a very few of them. It also runs the risk of soon disappearing altogether from the university curriculum.

Financial necessities have limited the offering not only of classical languages, but of foreign languages and literature, which are also in danger at all levels of education. This is in spite of the fact that over the years Portugal has made a major investment of moneys and effort to create an elite cadre of internationally recognized professors and specialists in areas which are an index of development and make up part of the cultural tradition of countries that we would like to equal.

Ignoring the fact that “mathematics and sciences do not form citizens”, as Manuel Damásio reminds us (Expresso, 10/03/2006), politicians occupying positions of responsibility risk depriving Portugal’s younger generations of the possibility of learning about those roots which link our national identity with the wider European identity, and with the values that constitute the origin of the cultural, ethical and civic heritage of the West. In a recent commentary on our classical inheritance and on George Steiner’s book, The Idea of Europe (JN, 27/04/2006), Nuno Grande, professor and doctor of medicine, takes this same viewpoint: “the recuperation of human rights, of solidarity and fraternity among all peoples, with respect for different cultural identities … are factors in the ennoblement of Humanity, all of which is found in the perception of wisdom, the claim for disinterested knowledge and the creation of beauty.”

These values, which make part of our European identity as has recently been reminded by J. M. Durão Barroso, President of the European Commission (SIC – Notícias, 13/05/2006) are essential to the humanist and classical education, sufficient reason for not eliminating the instruments of this education, the classical languages, from the contemporary curriculum.

The signatories, whose names follow below, have made an appeal to our leaders and to public opinion:

- we ask that the Greco-Latin roots of a noble conception of politics and society, which is both ethical and cast on a human scale, not be abrogated;

- we once again argue for the reestablishment of conditions which would give the younger generations the possibility to study classical languages and cultures at all the levels of their education, from primary and secondary schools to the polytechnical schools and universities.

Sponsors:
The Portuguese Association of Classical Studies The Institute of Classical Studies of the University of Coimbra The Department of Classical Studies of the University of Lisbon


PÉTITION POUR LA DÉFENSE DES LANGUES CLASSIQUES AU PORTUGAL A la suite de la récente réorganisation du réseau scolaire et des regroupements de disciplines, l’enseignement des langues classiques se trouve maintenant à l’état résiduel dans le secondaire, et court le risque de disparaître bientôt de l’enseignement supérieur.

Des raisons d’ordre financier limitent l’offre en langues classiques et en langues et littératures étrangères, elles aussi gravement menacées à tous les niveaux de l’enseignement, et ce malgré l’existence d’une élite d’enseignants et de spécialistes, souvent de niveau international, représentant un important investissement économique et financier, dans des domaines qui sont un symbole de développement et qui font partie intégrante de la tradition culturelle des pays que nous voulons égaler.

Ignorant que “les mathématiques et les sciences ne forment pas des citoyens”, comme l’a rappelé le neurobiologiste Manuel Damásio (Expresso, 10/03/2006), les responsables politiques peuvent-ils priver les jeunes Portugais de la possibilité de connaître les racines communes de l’identité nationale et européenne et les valeurs qui constituent la genèse du patrimoine culturel, éthique et civique de l’Occident? C’est ce que rappelle le professeur de médecine Nuno Grande, dans son commentaire à propos de l’héritage classique et du livre de George Steiner, L’idée d’Europe (JN, 27/04/2006): “les droits humains, la fraternité, la solidarité avec tous les peuples, dans le respect des différentes identités culturelles… sont déterminants pour l’élévation de l’Humanité, qui se fonde sur l’aspiration à la sagesse, la soif de connaissance désintéressée et la création de la beauté.”

Or, de telles valeurs – origine et garantie même de l’identité européenne, comme l’a rappelé récemment J. M. Durão Barroso, Président de la Comission Européenne (SIC – Notícias, 13/05/2006) rassemblent l’essentiel de la formation humaniste et classique, raison suffisante pour que ne soient pas éliminés du système éducatif leurs instruments : les langues classiques.

Les signataires, dont les noms suivent, lancent donc un appel à nos dirigeants, en prenant à témoin l’opinion publique:

- nous leur demandons de ne pas renier les origines gréco-latines d’une conception noble de la politique et de la société, éthique et à l’échelle humaine;

- nous revendiquons la mise en place de conditions rendant accessible à tous l’étude des langues et des cultures classiques, quel que soit le niveau d’enseignement, de l’école primaire à l’université.

Promoteurs:

APEC – Association Portugaise d’Etudes Classiques Institut d’Etudes Classiques de l’Université de Coimbra Département d’Etudes Classiques de l’Université de Lisbonne
Sincerely,"

The Undersigned

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FranK Sinatra - "My Way"

As escolhas dos caminhos fazemo-las nós. São sempre as que devemos fazer. Não há que ter arrependimentos. Se não resultarem, fazem-se outras escolhas. É assim que tudo funciona! (MR)



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quarta-feira, julho 25, 2007

Os próximos concursos a professor titular

No tanks

Com estas novas regras de classificação vamos assistir novamente a um esvaziamento da bolsa de professores. As pessoas não gostam de ser espezinhadas, exploradas e humilhadas!

Pergunte um professor aos seus alunos de fim de secundário quem vai fazer carreira na docência. Talvez se espante se ouvir, como resposta, um silêncio incomodativo na sala!

Anos virão em que haverá necessidade de recorrer a pessoas não especializadas no ensino, com formações académicas insuficientes - como ainda há poucos anos aconteceu.

É este o presente envenenado que nos está a ser oferecido. São estas as regras puramente economicistas do M.E. que não está minimamente interessado no sucesso escolar real e na formação de adultos e adolescentes responsáveis e conscientes! ( MR )


Professores com nota inferior a 14 na análise curricular serão excluídos no acesso a titular 12.07.2007 - 18h20 Lusa:

Os docentes que obtenham uma classificação inferior a 14 valores na análise curricular ficam excluídos dos próximos concursos de acesso a professor titular, de acordo com a proposta regulamentar entregue pelo Ministério da Educação aos sindicatos.

A classificação final da análise curricular é expressa numa escala de zero a 20 valores e resulta da média ponderada da classificação da prova pública, da habilitação académica, da experiência profissional e da avaliação de desempenho. Segundo o documento, a admissão a concurso depende da aprovação prévia dos candidatos numa prova pública, que poderá ser requerida pelos docentes que tenham completado 15 anos de serviço com avaliação de desempenho igual ou superior a Bom.

Esta prova consiste na apresentação de um trabalho com um mínimo de 45 páginas, no qual o candidato deverá debruçar-se sobre a sua experiência do quotidiano escolar, como a preparação e organização de actividades lectivas, relação pedagógica com os alunos e projectos desenvolvidos, entre outros.

O trabalho será depois discutido com um júri, que determinará se o candidato foi Aprovado (com os graus de Excelente, Muito Bom ou Bom) ou Não Aprovado.

Este júri é constituído por três ou cinco elementos, entre os quais o director do centro de formação da associação de escolas associado, um ou dois professores titulares do grupo/área de especialização do docente e uma ou duas personalidades de reconhecido mérito no domínio da Educação.

Os candidatos que obtenham Não Aprovado podem ser admitidos a repetir a prova pública mais duas vezes, podendo também reclamar no prazo de cinco dias a contar da data de publicitação dos resultados.

Caso seja admitido a concurso, na sequência da aprovação na prova pública, será realizada uma análise curricular, que servirá como método de selecção, sendo ainda avaliada a habilitação académica e a formação especializada.

Neste critério, serão ponderados os graus académicos de mestre e de doutor em Ciências da Educação ou outro domínio relacionado com o grupo de docência, o desempenho de cargos de coordenação e supervisão pedagógica, o exercício de funções nos órgãos de gestão e administração, a publicação de trabalhos em livros e a autoria de programas e manuais escolares são alguns dos factores que serão ponderados na análise da experiência profissional.

Quanto ao júri que irá apreciar as candidaturas, este integra o presidente do conselho executivo, o presidente da assembleia de escola e o director do centro de formação a que a escola ou agrupamento está associado.

De acordo com a proposta do ME, durante o concurso não há lugar a reclamação, podendo apenas verificar-se recurso das listas de classificação final e de exclusão dos candidatos.

Esta prova consiste na apresentação de um trabalho com um mínimo de 45 páginas, no qual o candidato deverá debruçar-se sobre a sua experiência do quotidiano escolar, como a preparação e organização de actividades lectivas, relação pedagógica com os alunos e projectos desenvolvidos, entre outros.

O trabalho será depois discutido com um júri, que determinará se o candidato foi Aprovado (com os graus de Excelente, Muito Bom ou Bom) ou Não Aprovado. Este júri é constituído por três ou cinco elementos, entre os quais o director do centro de formação da associação de escolas associado, um ou dois professores titulares do grupo/área de especialização do docente e uma ou duas personalidades de reconhecido mérito no domínio da Educação.

Os candidatos que obtenham Não Aprovado podem ser admitidos a repetir a prova pública mais duas vezes, podendo também reclamar no prazo de cinco dias a contar da data de publicitação dos resultados.

Caso seja admitido a concurso, na sequência da aprovação na prova pública, será realizada uma análise curricular, que servirá como método de selecção, sendo ainda avaliada a habilitação académica e a formação especializada. Neste critério, serão ponderados os graus académicos de mestre e de doutor em Ciências da Educação ou outro domínio relacionado com o grupo de docência. O desempenho de cargos de coordenação e supervisão pedagógica, o exercício de funções nos órgãos de gestão e administração, a publicação de trabalhos em livros e a autoria de programas e manuais escolares são alguns dos factores que serão ponderados na análise da experiência profissional. Quanto ao júri que irá apreciar as candidaturas, este integra o presidente do conselho executivo, o presidente da assembleia de escola e o director do centro de formação a que a escola ou agrupamento está associado. De acordo com a proposta do ME, durante o concurso não há lugar a reclamação, podendo apenas verificar-se recurso das listas de classificação final e de exclusão dos candidatos.


A abertura de concurso está dependente de lugar vago na respectiva categoria.

Após a aprovação do novo Estatuto da Carreira Docente, a profissão passou a dividir-se em duas carreiras (professor e professor titular), quando anteriormente era constituída apenas por uma, dividida em dez escalões.

De acordo com dados do ministério, dos 49.884 professores que concorreram ao primeiro concurso de acesso titular, que teve um regime especial, 30.168 são do 8º e 9º escalões, estando por isso dependentes de vaga para aceder a titular.

Como a tutela abriu apenas 18.563 lugares nos agrupamentos de escolas, 11.605 docentes não terão vaga, ficando assim impedidos de subir na carreira.

Os docentes do 10º escalão acedem automaticamente desde que obtenham 95 pontos no conjunto dos diversos factores em análise, que excepcionalmente não incluíam uma prova pública.

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El Pais - Acidente aéreo em São Paulo

A320 São Paulo
Clicar na imagem para aceder à página de El Pais onde é feita a reconstrução gráfica do acidente com o Airbus A320.
Para os interessados, desenvolve-se no Civil aviation forum uma discussão sobre os motivos do acidente.


Civil aviation forum

TAM Crash video

[Forum index] [Post a message for this thread]

Message of speedbird9468
Sent 20 Jul 13:14

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Here is a video of the crash in CGH you can clearly see the crash at the end of the clip Also it compares the previous landings to the A320 that tragically crashed. It clearly appears that the aircraft was aquaplanning.


http://noticias.uol.com.br/uolnews/
brasil/2007/07/18/ult2486u946.jhtm


Message of Werkur737
sent 21 Jul 0:20
AIRFLEETS.NET STAFF
PHOTO SCREENER
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Nice video. My sentiments to the PR-MBK A320-233 victims.
Sure aquaplanning.

Message of captain bill
sent 22 Jul 16:46

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It is the speed of the A-320 that disturbs me. For the aircraft to land at this speed which is far too fast for a full stop landing either the throttles were opened as he came in over the fence to do a go around or was his glide slope approach far too fast which depending on the equipment at the airport ATC should have detected and advised. Did they ? at this stage we don't know so don't speculate.

We have seen other incidents with A-320's when the officer in charge wanted to do one thing but the Fly By Wire System took over and countermanned his decision of the officer and the incident ended up in disaster. I'm not saying this is what happened but I present it to you for your consideration.

Message of Endurance
sent 22 Jul 20:24

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I don't think it is aquaplaning.

Does not seems reasonably to me that a 62 ton plane had aquaplaned for almost 2000 meters of runway in a perfect straight line!!!!.

The ATR42 that had problems one day before had aquaplaned, spun and made a 180 degrees turn into the grass.


One thing that calls for my attention, doesn't look to similar to the following crash???

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19980322-0


Endurance

Message of speedbird9468
sent 23 Jul 1:55

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Interesting to read all your opinions. I guess we will soon find out when we get the report about what evidence there is from the black box

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terça-feira, julho 24, 2007

José Sócrates - Concerteza que não! Tem cada uma!?

Grato à Educação do meu umbigo pela lembrança; a Gabriel Silva pelas oportunas inserções de materiais no Youtube; e - last but not least - à reporter, que lamento não conseguir indicar o nome, pelo magnífico trabalho de jornalismo.(AF)



ReporterÉ com este plano que o governo quer colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados na tecnologia aplicada à educação. Para a demonstrar foram recrutadas dez crianças.
CriançaNós viemos parar aqui através de uma agência chamada NBP. Ligou para os nossos pais e depois os nossos pais avisaram-nos e trouxeram-nos para cá.
ReporterE vocês recebem alguma coisa para estar aqui? Sabem?
CriançaRecebemos.
ReporterSabem dizer quanto?
CriançaTrinta euros.
ReporterNão é responsabilidade do governo, portanto, a contratação de crianças?
José
Sócrates
Concerteza que não! Tem cada uma!?
ReporterPara a Ministra da Educação a contratação de crianças pela empresa que organizou este evento do governo é um pormenor irrelevante.

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segunda-feira, julho 23, 2007

O casamento de Saramago-Pilar

"O casamento é um vínculo conjugal entre um homem e uma mulher, nas condições sancionadas pelo direito, de modo que se estabeleça uma família legítima."
Muito bem, nada contra.

O que me confrange e considero ridículo é que um Nobel esteja tão preocupado em legitimar uma relação no país ao lado, já legitimada neste país, ao lado do outro! Ainda por cima se ele diz que devem fazer parte do mesmo! Só que, indo lá depois de se casar cá, está a realçar a quem ele presta homenagem! Simplex!

Um Nobel tem mais em que pensar do que ir fazer o que fez pois, para mim, um Nobel será uma pessoa que terá atingido um nível intelectual acima da média e que sabe que um casamento é uma união forte entre duas pessoas que não precisa de ser exibida!

Assim sendo, resta-me pensar que este casamento terá tido um dos dois objectivos seguintes( ou os dois ):
1 - amealhar mais alguns tostões das revistas côr-de-rosa;
2 - aproximar os dois países de acordo com as suas últimas declarações "anti-patrióticas".

Se vingou o primeiro objectivo nem há que falar sobre ele e lá se vai o pouco respeito que eu por ele nutria!

Se pensou no segundo objectivo, considero que Saramago está a ficar com demasiada informação na cabeça - estado que se atinje em idades já avançadas - e, na sua fantasia, deve imaginar-se um qualquer rei de séculos já passados que tentava selar acordos, casando filhas com os príncipes dos países vizinhos na, muitas vezes, vã esperança de evitar conflitos armados.

"A Pátria Portuguesa é a sua Língua" - mas Saramago não deve ter lido quem escreveu isto!

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O motor de pesquisa GOOGLE

A última revista da National Geographic, de Julho, explora estudos sobre o funcionamento de Enxames de qualquer tipo.

Embora os enxames, de formigas, de abelhas, de pirilampos, etc., actuem sem qualquer tipo de gestão, a coesão de grupo, por assimilação rápida de comportamentos vários, sinais de qualquer tipo, resulta num funcionamento inteligente, que permite ao conjunto a auto-defesa e a sobrevivência.

É muito interessante ler os vários comportamentos dos diversos "agrupamentos" e verificar como existe esta inteligência colectiva sem um líder. No entanto, as acções só resultam se "cada membro, a título individual, agir de maneira responsável e tomar as suas próprias decisões. Um grupo não será inteligente se os seus membros se imitarem, forem escravos das modas ou esperarem que alguém lhes indique o que fazer. Seja ele constituído por formigas ou por advogados, um grupo precisa que cada membro cumpra a sua função, para ser inteligente".

..."Os grupos sociais e políticos já adoptaram estratégias análogas às dos enxames. Por exemplo, durante as manifestações de rua ocorridas há oito anos em Seattle, os activistas antiglobalização utilizaram dispositivos de comunicação móvel para espalhar rapidamente notícias sobre os movimentos policiais, transformando aquilo que seria uma multidão indisciplinada num grupo inteligente capaz de dispersar e voltar a formar-se como um cardume de peixes".

Agora a parte relacionada com o título do post:

"As maiores semelhanças podem verificar-se na Internet. Repare na forma como o Google utiliza grupos inteligentes para encontrar aquilo que procura. Quando um utilizador introduz um tema de pesquisa, o Google investiga milhares de milhões de páginas da Internet nos seus servidores com índices para identificar as mais relevantes. Depois, qualifica-as pelo número de páginas que contêm hiperligações para elas, contabilizando as ligações como votos. As páginas mais votadas ocupam os primeiros lugares nos resultados da pesquisa. Desta forma, segundo o Google, é utilizada a inteligência colectiva da Internet para determinar a importância de uma página."

Esta trancrição é importante para se perceber a razão pela qual aparecem vários sites ordenados após uma pesquisa na Internet. Eu própria já me tinha questionado sobre a situação, sem que alguém me tivesse dado uma resposta tão clara!

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quarta-feira, julho 18, 2007

Angélica - Não, não temos o que merecemos

Vagueando pelos blogs, acontece tropeçarmos num ponto de vista em contra-ciclo da pieguice generalizada. Este comentário, assinado por angelica, foi encontrado no artigo Nada de mais em João Tilly. (AF)


Mary quite contrarynão, não, temos que ter um espírito positivo.
Também eu ingénua a pensar que era esperta dizia aos meus gaiatos que temos o que merecemos quando não nos esforçamos etc...
há dias ouvi essa frase num café, onde se pode falar de política além das esquinas (risos) e a frase chocou contra os meus alicerces, Não e Não "eles" os indefinidos os medíocres querem que pensemos assim e nos conformemos, Não, não contam mais comigo, já dei nesse peditório Nós não Merecemos isto, trabalho no duro sou responsável lido com esperanças, emoções e vidas muito novinhas eu e Nós não merecemos isto recuso aceitar essa "tentativa de proto evidência" continuarei até que a consciência me abandone, na hora da morte ( ou seja Nunca) porque mesmo depois de morta eu não entrego o meu destino aos medíocres. touché

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terça-feira, julho 17, 2007

Johannes Vermeer - pintor holandês - séc XVII

Para conhecer melhor este pintor intimista, consultar a página:
Johannes Vermeer, publicada por Casthalia, Brasil.

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José Sócrates ensaia velhas práticas

José SócratesNada fere mais a autonomia intrínseca à democracia que a intromissão de pessoas alheias a quem será afectado pelas decisões. No domingo passado, por motivo do mais normal exercício do jornalismo, ficou vergonhosamente demonstrado até onde pretende ir a direcção do Partido Socialista na domesticação de sectores que esmorecem o seu entusiasmo pelo Chefe. É certo que o PS ganhou em todas as freguesias de Lisboa, mas pressentindo que o entusiasmo seria insuficiente para saciar a fome de consagração da vitória, lá foi refrescando velhos procedimentos de longa tradição em Portugal. O sorriso de espanto e de incrudelidade de Pacheco Pereira, em directo na televisão, deve ter sido o mesmo que o de milhões de portugueses que àquela hora de domingo assistiam a tão insólito espectáculo. Esperemos que se trate apenas de um ensaio a não repetir.

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segunda-feira, julho 16, 2007

A Revolução, vista por Chico Buarque

A primeira versao de "tanto mar" tinha sido censurada no Brasil, então ainda na ditadura, devido a canção ser uma saudação à Revolução de Abril de 1974 em Portugal. Foi gravada totalmente pela primeira vez num espectáculo ao vivo em Portugal com a Maria Bethania, que foi passado para disco (em 1975). Apenas a versão instrumental foi gravada no Brasil.

Tanto Mar




A segunda versão foi gravada no início de 1976 e refere-se ao Novembro de 1975 em Portugal e ao fim do período mais revolucionário que por cá se vivia.

Tanto Mar



Fonte: Projecto Natura da Universidade do Minho

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O quebra-nozes de um corvo

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domingo, julho 15, 2007

As artimanhas do PS/Governo

http://port.pravda.ru
Tenho estado a ver as várias intervenções dos candidatos à Câmara de Lisboa.

Todos respeitaram os tempos de antena dos outros e esperaram que cada qual acabasse para depois se pronunciar...à excepção, claro está, de António Costa que, seguido por Sócrates, começou a falar ainda Helena Roseta não tinha acabado. É a segunda vez que faz isto, algures noutras eleições, em que reparei na "delicadeza".
Também quem vai reparar? As velhinhas que vieram do Alandroal, não sabem bem porquê?
Os que vinham numa excursão e que foram amavelmente "convidados" para irem ver uma festa?
Mas que festa? Onde está a juventude e o verdadeiro contentamento?
Será que os movimentos de cidadãos começam a ser incomodativos?
Sessenta e tal por cento dos que votaram não estão com António Costa. Não sabem fazer contas?
E os que não votaram, que são mais que muitos? Serão todos anti-sociais, estar-se-ão "nas tintas"?
Há que tirar conclusões de tudo o que se está a passar e remodelar o que é preciso!

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Alentejanos chamam loucos aos alfacinhas- em público!

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Cavaleiro andante



De facto começo sentir a falta da transparência deste tipo de artistas: Os trovadores.
Abafados pela aculturação capitalista.
Silenciados pelas pressas.
Torneados pela máquina.

O Rui está a ficar a ficar cansado e precisa que o substituam.
Quem se chega à frente?

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Baile da paróquia

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sexta-feira, julho 13, 2007

Os olhos da Serafina

Vou ter com a Serafina.

Espera-me uma semana intensa de trabalho e de desmandos governamentais!

É preciso retemperar forças.

É tempo de relaxar.

Esquecer as querelas e ver a vida de uma forma mais doce.

Doces são os olhos da minha Serafina e dos seus filhotes que vou conhecer.

Quem vai para a praia que se salgue, quem for para a piscina de água doce que tire o sal...

Eu vou suar,
dessalgar-me para ficar menos azeda!
Bom fim-de-semana!

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quinta-feira, julho 12, 2007

Não queiras saber de mim

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António Costa - Terrenos do Aeroporto de Lisboa

Os terrenos do Aeroporto de Lisboa estão destinados a uma nova zona verde.António Costa



Zona verde

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quarta-feira, julho 11, 2007

Café Guru

Café guru

Marin Marais - Capricho:


Jovens músicos conjugando forças.


Fonte: Café guru

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Sarkozy - Adiar o equilíbrio da balança comercial

SarkoizyQuando se trata da política fiscal europeia, o presidente Sarkozy não brinca. Quer adiar por dois anos os objectivos do déficit e questiona a independência do Banco Central Europeu, para grande desgosto da Alemanha.
...

O presidente franziu o sobrolho quando se convidou a si próprio para uma reunião de 13 ministros das finanças da zona euro na passada segunda-feira.
...


Realces de: Sarkozy's 'General Attack' on the Eurozone
Publicado por Spiegel Online em 11 de Julho de 2007

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Três notas para dizer "eu quero-te"



Vicente Amigo

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MINISTRA DA EDUCAÇÃO VAI AO PARLAMENTO - HOJE

É espectáculo A NÃO PERDER! Penso que seja na RTP 2, pelas 14,00 h. Será?
Na programação da RTP diz: sociedade civil - directo.
Se não for , corrijam!

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terça-feira, julho 10, 2007

Joseph Kosma - Les Feuilles Mortes

Andrea Bocelli





LES FEUILLES MORTES


paroles: Jacques Prévert
musique: Joseph Kosma

Oh! je voudrais tant que tu te souviennes
Des jours heureux oú nous étions amis
En ce temps-lá la vie était plus belle,
Et le soleil plus brülant qu'aujourd'hui
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle
Tu vois, je n'ai pas oublié...
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Et le vent du nord les emporte
Dans la nuit froide de l'oubli.
Tu vois, je n'ai pas oublié
La chanson que tu me chantais.

C'est une chanson qui nous ressemble
Toi, tu m'aimais et je t'aimais
Et nous vivions tous deux ensemble
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais
Mais la vie sépare ceux qui s'aiment
Tout doucement, sans faire de bruit
Et la mer éfface sur le sable
Les pas des amants désunis.

Les feuilles mortes se ramassent á la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Mais mon amour silencieux et fidèle
Sourit toujours et remercie la vie
Je t'aimais tant, tu étais si jolie,
Comment veux-tu que je t'oublie?
En ce temps-lá, la vie était plus belle
Et le soleil plus brülant qu'aujourd'hui
Tu étais ma plus douce amie
Mais je n'ai que faire des regrets
Et la chanson que tu chantais
Toujours, toujours je l'entendrai!


Frank Sinatra



Fonte: Comnet (Canadá)

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José Sócrates - Estudos sobre Jornalismo Técnico

Jornalista perfeito
Se não acredita que este é o paradigma do jornalista perfeito segundo José Sócrates, confirme aqui.

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Rui Rodrigues - OTA, um vôo sem sentido

Aeroporto

Uma visão crítica sobre a OTA.(AF)

  1. Conclui-se que, para além das ligações ferroviárias para a Ota serem deficientes, as ligações rodoviárias serão ineficazes pelas dificuldades já existentes no troço da A1.
  2. As vantagens apresentadas pela localização da Portela no que respeita à sua coexistência com outros meios de transporte, levam-nos a concluir que se deverá pensar em soluções para manter o actual aeroporto.
  3. As perdas no sector turístico, acrescidas do aumento nas despesas para os utentes no transporte para o novo aeroporto, representarão dezenas de milhões de contos anuais.
Fonte: Rui Filipe Rodrigues
AEROPORTO DA OTA - Um vôo sem sentido (pdf)
publicado em Abril de 2001

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João Figueiredo - Quotas para a classificação do desempenho

João FigueiredoA necessidade de quotas para a classificação do desempenho dos funcionários públicos foi justificada por João Figueiredo, Secretário de Estado da Administração Pública, no Jornal das Nove da SIC Notícias de hoje. Segundo o estadista, desde 1984, portanto, desde há 20 anos, que vigora um "esquema" de avaliação que permite que todos (sic) os funcionários obtivessem classificações acima dos 99%. Essa situação obrigou o governo agora a implementar as quotas (25% para BOM, 5% para EXCELENTE).

O que ficou por explicar:
  1. O que fizeram os legisladores ou membros dos governos do Partido Socialista para evitarem que essa situação se prolongasse por tanto tempo?
  2. O que fez a inspecção do Trabalho nesse período, pelo menos enquanto foi tutelada por um ministro do Partido Socialista? Limitou-se a aceitar sem discussão os resultados?
  3. Se não eram discutidos objectivos anuais a atingir por cada funcionário público, com base em que critérios era feita a avaliação? O que falhou na aplicação desses critérios?
  4. Qual a objectividade de um método que impõe um padrão uniforme para as milhares de secções do funcionalismo público?
  5. Porque copiou tão acriticamente esta prática das grandes empresas privadas?

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segunda-feira, julho 09, 2007

Nando versus Miguel Júdice

José Miguel Júdice

De uma interessante discussão originada em A educação do meu umbigo, retirei esta lúcida réplica a um artigo de José Miguel Júdice, assinada por Nando. Nestes tempos de demagogia fácil, faz falta alguém para contrariar os esquemas mentais simplistas, as inferências rápidas do mainstream. Com a devida vénia a Paulo Guinote, o animador da sessão.(AF)



  1. Nando Diz:

    Desculpa Paulo mas mais perigosas do que o argumento imbecil ou irónico para a defesa dos exames ou a sua condenação, parecem ser as afirmações paradigmáticas de que os exames promovem o rigor e a exigência e a não existencia de exames promove a igualdade.

    Estas afirmações parecem ser aceites como naturais e nem a solução irónica, ou imbecil, do articulista o consegue esconder.

    Assim teremos que quem defende os exames defende a desigualde,isto porque defender a igualdade não é respeitar a diferença mas sim escondê-la! Ao contrário, quem acha que os exames não são necessários fica a defender a igualdade mas irremediavelmente associado à preguiça e ao laxismo, como se um simples exame pudesse garantir o fim de tudo isto!

    Pois! O que é perigoso são estas simples ideias que ninguém descodifica, uns por pensarem nelas como absurdos, outros por serem evidências, outros ainda por nem sequer pensarem no assunto. e os brilhantes articulistas da nossa praça. com a sua ignorância. vão transformando imbecilidades em verdades absolutas … com o perigo que tal sempre comporta.

    Um abraço

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Em defesa da vulgar besta quadrada.

A rotunda tem duas faixas.
Eu circulo na faixa exterior com pisca para a esquerda.
Um anormal trava-me a passagem vindo da faixa da esquerda, e grunhe qualquer coisa sobre a obrigação que eu tinha de sair da rotunda.
Abri a janela e perguntei se ele estava com algum problema.
Ele respondeu "estou!"
Dei-lhe passagem pelo que ele com duas manobras de marcha-atrás conseguiu sair onde pretendia, ou seja, onde eu não queria.
Alguém dentro do meu carro disse que agora é assim...

Meu caro cumpridor zeloso da lei da estrada:
Quando bateres em alguém porque te atravessaste na sua faixa, sempre podes dizer à Polícia que apenas estavas a mudar de faixa para tomares a saída seguinte e não a que desejavas verdadeiramente.


Já assisti a três acidentes por causa destes meninos tão iluminados.
Da próxima vez, não travo.

Agradeço comentários: Estou com preguiça de ir comprar um livro de código com menos quinze anos do que o meu...

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É hoje

statcounter

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Duo Ouro Negro - É Verão

É Verão
E o Sol queimando
Nossos corpos nesta praia,
Onde o vento, sussurrando,
Traz-te os beijos
Que chegam mais quentes a mim
Baía Azul
A cidade inda dorme ao longe
Preguiçosa de calor.
Tanta gente ao meu redor
Mas p'ra mim
Na praia só estás tu!
Baía Azul
E as ondas,
No seu vai-vem,
Espreitando o nosso amor...
Baía Azul
E à tardinha já cansados
Bem juntinhos, abraçados,
Lá voltamos p´rá cidade
Esperançados
Nesse Sol que virá.

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Baía Azul...
Quantas vezes lá fui?
Não me recordo já!
Mas lembro-me das centenas de quilómetros, percorridos com avidez, para atingir a costa, o mar, com o único objectivo de mergulhar, boiar, sentir a água azul, era mesmo azul!
Não importava o pó da estrada que se ía respirando, engolindo, os sucessivos saltinhos da estrada batida mas esburacada aqui e ali, o calor que fazia brotar pérolas de suor nos nossos rostos, que se secava com as janelas todas abertas!
Quantas vezes íamos na parte de trás do jeep, em pé, agarrados à capota cantando, cantando de bocas escancaradas ( e, quando calhava, lá se engolia mosca ou mosquito! ).
Não posso esquecer um dia em que fomos presenteados com uma costela de baleia já toda descarnada e meio enterrada na areia. Nem força tínhamos para a remover!
Estas fotos e a música fazem-me recordar esses tempos inesquecíveis, tão férteis em experiências e plenitude de vida! (MR)




Imagens da
Baía Azul (Benguela)
Ante et Post
Kimbo Bengela
SomQuipiri

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domingo, julho 08, 2007

Marques Mendes - alhos e bugalhos

Marques Mendes

A maioria das juntas de freguesias de Lisboa é do PSD. A maioria da Assembeia Municipal de Lisboa é do PSD.



Para quem aprecia a vida, cada dia é um dia; para um observador atento, as pequenas diferenças têm significado; para o eleitor de Lisboa, a clareza do programa de cada candidato à Câmara é o que importa, não as amarguras de cada eleito no relacionamento com demais instâncias da democracia.
Para Marques Mendes estas eleições são a próxima instância das anteriores eleições para as juntas de freguesias de Lisboa e para a Assembleia Municipal; para Marques Mendes, basta advertir os pobres munícipes que sem Negrão podem esperar guerrilha institucional da grossa. Pobre Marques Mendes, que tem tanto jeito para cacique.

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Um alucinogénio natural e barato...

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Duo Ouro Negro - Por um chamiço

Duo Ouro Negro

Por um chamiço
Comprei uma moça
E essa moça
Deu-me um mocito


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ImagemMarius 70
SomQuipiri

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sábado, julho 07, 2007

Sport Lisboa e Benfica - Perguntas idiotas

Benfica

Será que, por estas bandas, ainda alguém ignora que a colocação de uma instituição em bolsa é o exacto equivalente de colocar um produto na montra? De que se queixam, se alguém se aproximar com vontade de comprar? Fere o bairrismo, se fôr chinês? Desde quando tem pátria, o capital?

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sexta-feira, julho 06, 2007

Resultados dos Exames Nacionais

Exames


Hoje, num dos telejornais das 20,00 h ouvi a ministra da Educação tecer alguns comentários sobre os resultados dos Exames Nacionais. É natural que ela fale, faz parte do folclore educacional com que este ministério nos tem vindo a presentear.

A parte que me interessou foi a correspondente aos resultados da prova de Física e Química A.
Revelou que foram muito fracos e que para o ano escolar que vem será necessário estabelecer estratégias ( se bem entendi! ) para melhorar o sistema de aproveitamente à semelhança do que fizeram em Matemática... Bem, senti que me agrediram no meu profissionalismo e que, grosso modo, a culpa é dos professores.

O que Lurdes Rodrigues não referiu, melhor dizendo, omitiu, foi que uma das perguntas da prova em questão não tinha solução possível, que o erro cometido não foi comunicado aos examinandos, que eles perderam tempo com a questão, baralhando conceitos. Mais, não disse que a cotação da questão não foi atribuída nas correcções, no seu valor total, mas que a nota final obtida foi multiplicada por um factor que poderia dar uma percentagem ou a totalidade da cotação da questão errada.
Por miúdos, à classificação obtida não foi somado o valor total da questão em todas as provas, só àquelas que tinham uma boa classificação.
Também não disse que os critérios de correcção foram apertadíssimos. Só assim se percebem os resultados tendo em conta que o teste era acessível.

Devo acrescentar que o programa é extensíssimo, são 2 anos de Física e 2 anos de Química, com grande número de actividades experimentais de carácter obrigatório e é de todo impossível fazer "revisões" do ano anterior de preparação para o exame final. O programa até é interessante mas de difícil exequibilidade. Isto é verdade, tanto que o próprio M.E. já disponibilizou mais 1 tempo para esta disciplina, para o ano lectivo que vai entrar.

Se acrescentarmos que não se consegue aproveitar todo o tempo disponível para trabalhar à conta da irrequietude constante dos alunos, teremos quase tudo dito.

Mais, o M.E. exige um desempenho rigoroso dos seus docentes e critica-os facilmente. Onde está essa exigência relativamente aos professores designados para executarem as provas de exame? Pelo que se sabe as equipas formadas dispõem de muito mais tempo do que nós, simples professores mortais, para realizar essas provas. Quantas vezes nós não temos senão um par de horas para executar um teste que se pretende correcto cientificamente, equilibrado no tempo e nas cotações, nos temas abordados, no encadeamento das questões?

Onde está o fiel da balança, Senhora Ministra? Nã há que aprender com os erros? Porquê escondê-los?
Admite-se o erro desta prova? Não se abre um inquérito para apurar responsabilidades?

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Maria Lisboa - o lado inusitado da vida

Maria Lisboa

Vale a pena remar contra a maré? Porquê construir, se podemos comprar? Lenga-lengas, que é isso? O jogo do pião existe? Bonecas que não sejam a Barbie? Canções infantis de todos os tempos. Com os pés bem assentes na terra e talvez um sorriso nos lábios que a linguagem escrita não transmite, Maria Lisboa vai acenando para estas minudências que tendem a escapar-nos. Pequenos segredos a levar muito a sério.

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Helmut Schmidt - Danger pour l’économie mondiale

Helmut Scmidt
Interessante, este depoimento vindo de um homem da direita, antigo chanceler da República Federal Alemã. (AF)




«Indépendamment de l’actuel boom économique, l’état des marchés financiers mondialisés, avant tout, constitue un danger pour le fonctionnement de l’économie mondiale dans son en-semble. Nous avons un excès de liquidités dans le monde entier et c’est très dangereux car on peut les faire circuler comme on l’entend. On peut également, pris de panique, renoncer à tous les financements à court terme et déclencher une récession. Pour empêcher cette évolution fatale, les grands pouvoirs économiques doivent contrôler les marchés financiers qui se déve-loppent de manière sauvage. Ils doivent isoler les îlots qui échappent aux impôts et à la sur-veillance. On pourrait, au moyen d’une législation américaine, allemande ou anglaise, «assé-cher» la totalité des paradis fiscaux des Caraïbes, de même que ceux du Luxembourg, de Chypre, etc. On pourrait également soumettre les dix mille fonds spéculatifs à la surveillance des banques. Certes, tout cela a échoué jusqu’ici parce que l’Amérique et l’Angleterre en par-ticulier estiment que leur intérêt à court terme prime sur le risque d’un effondrement du sys-tème.»

Source: Helmut Schmidt dans
Die Zeit du 7/6/2007

Citado aqui por Horizon et Débats.

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terça-feira, julho 03, 2007

Adriano Moreira - exportar mão-de-obra

Adriano Moreira
A sorte dos países pobres do Sul da Europa é exportarem mão-de-obra; os ricos exportam capitais.
Adriano Moreira, entrevistado por Mário Crespo em 2 de Julho de 2007.


Nesta cândida afirmação, perfeitamente ajustada àquilo que assistimos todos os dias, o salazarista Adriano Moreira diz mais sobre o futuro de Portugal que todas a promessas mal fundamentadas do Partido Socialista. É triste reconhecê-lo. É o corolário lógico de uma longa história de abstenção dos portugueses aos actos eleitorais; da avaliação insuficiente das propostas em jogo e das práticas governativas.
Contrariar o êxodo de mão-de-obra qualificada para os países ricos do Norte exigiria, antes de mais, a confiança não fingida do Governo nas capacidades de realização dos portugueses. Exigiria uma profunda confiança do Governo no trabalho dos professores do ensino público em primeiro lugar. Exigiria que as partes mais dinâmicas da Universidade pública não fossem dadas de mão-beijada (ao preço simbólico de um euro) a fundações privadas. A história do ensino universitário privado em Portugal, salvo uma ou outra excepção, é uma história bem triste de se contar; e o acesso selectivo tornam-no impróprio para vencer batalhas de desenvolvimento nacional. Globalmente visto, o ensino universitário privado está hoje politicamente derrotado, pois não conseguiu cumprir qualquer papel complementar ao ensino público, apenas fornecer ao mercado de trabalho fornadas de trabalhadores mal preparados. Não contentes com tão tristes resultados, conscientes da inutilidade do seu papel social, voltam-se para o ensino público com a sanha dos vampiros à procura de sangue fresco. Claro que problemas dessa natureza não constituem preocupação para os burocratas cinzentos e apátridas da OCDE, cujas recomendações são prontamente transformadas em decreto-lei por governantes acéfalos, medíocres e vende-pátrias. Favorecendo as condições que levam a mão-de-obra qualificada a emigrar para os países ricos, o governo do PS está a comprometer não já o presente, mas o futuro de Portugal.

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segunda-feira, julho 02, 2007

Qual o nome colectivo de coisas?

Fernanda CarrilhoFernanda Carrilho justifica a oportunidade desta obra.
Durante a minha experiência enquanto professora de Língua Portuguesa e mais tarde como Encarregada de Educação, tenho constatato a dificuldade que os alunos sentem, quando confontados com determinados exercícios que envolvem nomes colectivos.
Se, por um lado, é relativamente fácil encontrar o individual correspondente a um determinado colectivo, bastando para isso recorrer a um bom dicionário de Língua Portuguesa, o mesmo não se passa com a situação inversa, onde o usual dicionário não é solução. Saber, por exemplo, qual o colectivo de epigramas, poetas ou remadores torna-se, então, uma espinhosa e nem sempre bem sucedida tarefa.
...

Este dicionário é constituido por duas partes: na primeira surgem os nomes individuais e os respectivos colectivos e na segunda procedeu-se de forma inversa.
Ideal para animar serões com filhos ou netos desde o princípio da aprendizagem da língua. (AF)

Fonte: Dicionário de Nomes Colectivos
de Fernanda Carrilho, publicado por Publicações Europa-América em 2006

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