domingo, setembro 30, 2007

Avaliar o quê?

A avaliação dos professores é certamente um tema merecedor da atenção, pela positiva, dos seus principais interessados, segundo proposta de Paulo Guinote, e torço para que valha o esforço. Porém, estou em crer que, pior que o avaliação dos professores pelo Ministério, ou a avaliação dos alunos pelos professores, está o assunto das próprias matérias leccionadas.
Olho para os novos programas de Física e vejo barbaridades a seguir a barbaridadess, autêntico assassínio da Física, tergiversada de ecletismo tecnológico estéril. Querem pôr alunos que não sabem cálculo vectorial a dissertar sobre padrões de radiação das antenas, nomenclaturas sobre faixas do espectro radioeléctrico, distinções entre modos de propagação transverso eléctrico e transverso magnético, tudo conceitos normalmente apresentados nas cadeiras finais de engenharia electrotécnica (ramo de Telecomunicações e Electrónica) e omissas em quase todos os restantes ramos de engenharia. Fará muito sentido falar-se, nestas condições, de sucesso nos métodos de avaliação? Ou o trabalho de profs e alunos não estará já comprometido antes de avançarmos a primeira proposta que imaginamos positiva neste domínio?

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sexta-feira, setembro 28, 2007

Helena Langrouva - Maria Faia

CamponesaOs cantos de trabalho

A maioria dos cantos de trabalho pertencem à Beira Baixa. São canções que acompanham a ceifa (“Oh que calma vai caindo”, Cantos Velhos, Rumos Novos), a monda (“Milho Verde, Cantigas do Maio), a colheita da azeitona (“Maria Faia”, Traz outro amigo também). Em todos perpassa a relação do trabalho com a paz e a beleza da mulher.

“Maria Faia” é uma canção de grande beleza musical e de notável riqueza simbólica. O seu nome vive da fusão de Maria com o nome de uma árvore – Faia - , símbolo da vida na sua expansão e verticalidade bem enraizada na terra. Quem a ela se dirige procura dar-lhe um outro nome, do qual ficam excluídos “rosa” e “cravo” , para escolher “espelho”: “chamo-te antes espelho”. A simbólica multímoda do espelho converge na luz, na procura de verdade, da manifestação da inteligência criadora, da alma, de uma realidade englobante:

Eu não sei como te chamas,

Ó Maria Faia

Nem que nome te hei-de eu pôr

Ó Maria Faia, ó Faia Maria

Cravo não que tu és rosa…

Rosa não que tu és flor…

Chamo-te antes espelho…

Onde espero de me ver

Zeca Afonso:

Maria Faia


in JOSÉ AFONSO E A POESIA POPULAR PORTUGUESA CANTADA BREVE SÍNTESE TEMÁTICA
De 1964 a 1977

Helena Langrouva

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quinta-feira, setembro 27, 2007

Mamed ElBaradei - No fio da navalha

Mamed ElBaradei é o presidente da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), criada pelas Organização das Nações Unidas para impedir a proliferação das armas nucleares.(AF)




MOHAMED ELBARADEI
  • Spiegel - (Com o antecedente da Coreia do Norte) Não se estará a enviar a mensagem errada aos governantes déspotas -- adquiram armas nucleares e ameacem com um programa de desenvolvimento a sério dessas armas, se quiserem ser respeitados?
  • Mamed ElBaradei - Há esse risco. Mas também é verdade que, para sermos credíveis junto dos estados que procuram o armamento nuclear, temos que exigir aos estados que detêm armas nucleares que sejam dados passos no sentido do desarmamento. -- um compromisso estabelecido pelo tratado de não-proliferação, mas que não está a ser cumprido. Lastimo esta abordagem de dupla-face. Se quase todas as actuais potências nucleares estão neste momento a modernizar, em vez de reduzirem, os seus arsenais nucleares, como podemos argumentar junto dos estados não-nucleares?
  • Spiegel - Há também especulações de que a Al-Quaeda procura equipar-se com armas nucleares. Pensa que há um risco sério de que os terroristas venham a obter uma bomba moderna?
  • Mamed ElBaradei - Essa constitui a minha maior preocupação, um cenário de horror. Mas não estou a pensar numa bomba atómica. Nenhuma organização terrorista dispõe do necessário conhecimento técnico ou recursos para adquirir estas armas. Mas armas pequenas, as chamadas bombas sujas com materiais radioactivos, que podem ser detonadas em qualquer parte numa grande cidade, podem custar vidas humanas e espalhar o terror massivo com consequências económicas sérias. Por vezes penso que é um milagre que isto não tenha ainda acontecido. Rezo para que assim continue.
  • Spiegel - Encontra-se à frente da IAEA há dez anos. O seu trabalho tornou-se mais fácil ou mais difícil com o passar dos anos?
  • Mamed ElBaradei - Mais difícil. Prestamos demasiado pouca atenção às ameaças verdadeiras, as condições de vida inhumanas de milhares de milhões de pessoas, as alterações do clima e os riscos do holocausto nuclear. Estamos numa encruzilhada e aproximamo-nos rapidamente do abismo. Existem actualmente 27000 projécteis atómicos no mundo. Se não mudarmos a nossa forma de pensar, a previsão de John F. Kennedy de que poderiam aparecer 20 potências atómicas tornar-se-á uma realidade em pouco tempo. E, por cada novo jogador ou nova bomba atómica, os riscos de uma explosão intencional ou fortuita acrescam.
  • Spiegel - O que gostaria de deixar como legado?
  • Mamed ElBaradei - Propugno um acordo multinacional em matéria de enriquecimento e reprocessamento de urânio: em última instância, nenhum país isolado estaria em posição de produzir material nuclear independentemente.
  • Spiegel - Deve estar a sonhar.
  • Mamed ElBaradei - Nunca devemos esquecer-nos de que a corrida às armas nucleares não é um jogo, mas um assunto mortalmente sério. Facilmente conduz à catástrofe e pulveriza as bases da existência do género humano. Precisamos de um sistema internacional de garantias que permita a todos os países sentirem-se seguros sem necessidade da bomba atómica. Já não podemos adiar este objectivo por mais tempo. Nem um só dia.


Excerto da entrevista dada por Mamed ElBaradei publicada pelo
Spegel Online International a 3 de Setembro de 2007

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quarta-feira, setembro 26, 2007

Educação - mais uma opinião,esta de Cecília Honório

OPINIÃO
"O Provedor de Justiça faz duras advertências sobre as irregularidades do concurso de acesso a professor titular mas a Ministra desmente. Foi violado o princípio da igualdade de oportunidades com um concurso feudal, feito escola a escola e dependendo da maior ou menor benevolência dos poderes locais, mas a Ministra garante que melhor não podia ter sido. O Tribunal Constitucional declara que, com a repetição dos exames de Química e Física de 12.º ano em 2006, o Ministério da Educação (ME) violou a Constituição, o Supremo Tribunal Administrativo confirma, mas a ministra clama que não se arrepende.

E não lhes acontece nada. Lai vai o tempo em que uma incompetente ministra da educação do PSD caía por conta da trafulhice de um concurso. Esta viola o princípio da igualdade todos os dias e "está tudo bem".

A DECO apresenta um estudo a dar conta que as escolas são húmidas e frias e é acusada de fazer uma campanha de difamação da escola pública e do ME. Então esta gente não está fartinha de saber que faz frio nas salas e que o ar irrespirável da maioria é garantia da colectivização de doenças? Se não soubesse, não empandeirava parte do parque escolar público para uma empresa pública empresarial, destinada a reformar as escolas do secundário a troco de casamentos e baptizados. A Ministra sabe e, se não estivesse mesmo "zangada", obrigava as escolas à vacinação contra a gripe para arranjar fundos para os aquecedores, ao invés de vitaminar o ano lectivo com computadores, enrolando professores com campanhas duvidosas e seleccionando escolas, alunos e órgãos de gestão à medida da fotografia.
Passando ao lado do espectáculo populista, que só tira seriedade à universalização do acesso às novas tecnologias, a computomania faz parte da virose de uma nova burocracia que contamina as escolas.

A apoteose de papéis com várias colunas, muitas percentagens, e de preferência a cores, as fotografias a cores que levam horas a serem coladas nos pequenos rectângulos, mil tarefas de secretaria que asfixiam professores (e será que os pais e as mães sabem que o Estado lhes paga para passarem horas e horas atafulhados em papéis, quando deviam ter tempo para discutir e preparar seriamente o que vão fazer com os seus filhos?) são sinais dessa ditadura silenciosa.

E faz mal apresentar as coisas bonitinhas ou dar visibilidade e acessibilidade a todos os instrumentos de trabalho e de avaliação? Claro que não. O que faz mal é o sobredomínio da forma sobre o conteúdo. O que faz mal é que quanto maior a pressão para a normalização, mais cada um@ faz o que lhe apetece quando a porta se fecha. O que faz mal é que o tempo dado aos papéis é tempo retirado às pessoas e que cada vez se trabalha menos em grupo nas escolas e que quanto mais se uniformiza mais cada sala de aula é um reino isolado.

E a Ministra dos computadores tem lá culpa que as escolas e os professores se atafulhem em papéis... A Ministra que garante ao povo que o problema do ME não são os "sentimentos" e que, numa sublime lucidez, vai ainda mais longe: motivação d@s professores e sucesso escolar são coisas completamente distintas...

Sentimentos à parte, empresarialização e gestão por resultados é o que está a dar e as escolas que não alinhem no esquema não passarão de mercearias. "

Cecília Honório 21 de Set de 2007

José Sócrates - Prova prática de Inglês Técnico

José Sócrates«The clima moves are obliged to have quantified objectives or else we that live in the Middle-West will not be pleased. Pós-Quioto demands that we do more. As a Latino dictate says: «O tempora, o mores», meaning that the weather will better if we try harder as an Avis salesman. Remember that we are the world. Quoting a policeman that is now in Lisbon, I hope the united-statesians love their children too».

Texto indecentemente roubado do Espuma da mente

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Primado do tempo

O tempo tem-se transformado na grandeza de primeira ordem em todos os domínios. Vejamos.
  1. Física há grandezas fundamentais e derivadas: comprimento, massa e tempo são fundamentais; velocidade, massa específica e quantidade de movimento são derivadas. O Système International seleccionou sete grandezas fundamentais, entre elas o comprimento e o tempo. Mas, lendo com mais atenção descobrimos que a unidade de comprimento - o metro - é definido, não como a décima milionésima parte do quarto do meridiano terreste, mas antes como o comprimento percorrido pela luz no vazio num intervalo de tempo de 1/299792458 do segundo (Guilherme de Almeida, "Sistema Internacional de Unidades", Plátano Editora, Lisboa, 1988).
  2. Poder político - distingue-se pela capacidade em definir o tempo em que determinada acção se executa. Quem está fora do poder, pode até antecipar-se. Quem está dentro, sai no momento em que não consegue determinar o curso dos acontecimentos.
  3. Economia, digo, o milagre da multiplicação dos pães. Se o teu sustento de hoje depende apenas do teu tempo de trabalho, tens boas razões para recear que amanhã estarás a trabalhar mais para conseguir igual resultado. Se o teu sustento de hoje é conseguido principalmente com o tempo de trabalho de outros, tens boas razões para acreditar que amanhã estarás a fazer menos para conseguir igual resultado (conf. a escala das taxas de variação dos lucros brutos dez vezes superior à das taxas de variação dos salários brutos).


Lucros e aumentos salariais

Gráficos: Market Observations
publicado por Contrary Investor em Setembro de 2007

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segunda-feira, setembro 24, 2007

Marc Pitzke - Mercenários debaixo de fogo

Mercenários

Os mercenários tornaram-se indispensáveis no Iraque. Mas, depois de os empregados da Blackwater term morto 11 civis no domingo, o governo de Bagdad quer expulsá-los. O problema é que as companhias de segurança que actuam no Iraque encontram-se acima da lei - e os Estados Unidos da América querem mantê-los nesta condição.

Fonte: Marc Pitzke (mpitzke@mac.com),
'Whores of War' Under Fire
publicado por Spiegel Online International
em 19 de Setembro de 2007

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Entrevista imaginária

- Senhor Procurador Geral, afiança então a lisura dos processos pedagógicos que permitiram ao actual Primeiro Minsitro obter o grau de licenciado em Engenharia Civil?
- Mas que palavra tão exagerada. Nada na Universidade Independente se aproxima sequer de um esboço de processo pedagógico. Aquilo que a nossa investigação permitiu apurar é que não houve qualquer tipo de favorecimento específico dedicado ao aluno que refere.
- Significa isto que todos chegaram a enviar provas realizadas em casa por fax para que os professores as corrigissem (junto com cartões de visita com timbre dos departamentos do governo central)?
- Todos os alunos da Universidade Independente que estavam nas condições que descreve fizeram-no, não houve sombra de qualquer favorecimento por parte dos professores.
- Quantos alunos estiveram nessas condições?
- Um. Dos restantes nada posso concluir pois, como sabe, a ocasião faz o ladrão.

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sexta-feira, setembro 21, 2007

Ermelinda Duarte - Somos livres

Gaivota

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Fonte:SomVoz do Seven
TextoUniversidade do Minho
ImagemBill Horn's Birds of Oklahoma

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Alexis Debat - Escalada da guerra

Alexis Debat é director do terrorismo e segurança nacional no Nixon Center. A posição aqui mencionada foi tomada numa reunião organizada pelo jornal "The National Interest" a 2 de Setembro de 2007.(AF)


O Pentágono preparou planos para ataques aéreos massivos ao Irão, tendo em vista aniquilar a capacidade militar deste país em três dias.Alexis Debat


Fonte: Sarah Baxter, Pentagon ‘three-day blitz’ plan for Iran
publicado por TimesOnline
a 2 de Setembro de 2007

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quinta-feira, setembro 20, 2007

Alan Greenspan - Politicamente incorrecto

O economista Alan Greenspan foi presidente da Reserva Federal dos EUA entre 1987 e 2006.



Lamento que seja politicamente incorrecto reconhecer aquilo que toda a gente sabe: a guerra ao Iraque é sobretudo uma questão de petróleo.Alan Greenspan


Fonte: Ray McGovern in
Greenspan Misses Cheney’s Memo: Spills the Beans on Oil
publicado por Information Clearing House
em 16 de Setembro de 2007

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Croácia - Gerador de números aleatórios

DadosA melhor notícia que nos chega de Zagreb é a de que esta fonte de ruído de alta qualidade pode ser usada por todos para alimentarem os seus simuladores, através de programas-cliente que se instalam nos computadores de cada um.(AF)



Usamos um 'Quantum Random Bit Generator' (QRBG121), que é um gerador não-determinístico rápido de algarismos binários aleatórios, cuja aleatoriedade repousa intrinsecamente no processo quântico da foto-emissão dos semicondutores e posterior detecção do efeito fotoeléctrico. Neste processo, os fotões são detectados ao acaso, um por um, independentemente dos restantes. A informação temporal associada aos fotões detectados é depois usada para gerar os algarismos binários aleatórios. A característica singular deste método é a de que usa um só detector para gerar tanto 0's como 1's, do que resulta um desequilíbrio muito reduzido entre eles e uma elevada imunidade às flutuações dos componentes, assim como ao seu envelhecimento. Além disso, a detecção dos fotões é feita por foto-multiplicação (PMT). Comparado com os detectores de fotões transistorizados, o PMT tem uma relação sinal-ruído drasticamente superior e a probabilidade de surgirem impulsos induzidos, que constituiriam uma fonte indesejável de correlações, é muito mais baixa.

Ler mais em Ruder Boskovic Institute

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quarta-feira, setembro 19, 2007

Os raciocínios da nossa ministra da educação

Maria de Lurdes Rodrigues não merece tanta atenção, é um facto, mas eu não me contenho, sou do tipo sanguíneo - também é verdade - e tenho algo para dizer!

MLR disse hoje que a DECO procura protagonismo quando investiga em 20 escolas a qualidade do ar que lá se respira e outras coisas que eu não ouvi. Que 20 escolas não são mil e tal, etc.

Mas MLR também se esqueceu, concerteza das suas aulas de probabilidades, nas quais deve ter aprendido que para se estudar determinado fenómeno, ou facto, se fazem as ditas amostragens aleatoriamente ou seguindo determinados parâmetros.

Portanto ela não tem a noção do que diz nem do que fala e é arrogante, convencida!
Pois eu tenho, na minha escola, uma qualidade do ar má, para não dizer péssima, devido a indústrias que a envolvem e que, não respeitando a legislação, emitem gases poluentes pelas redondezas. Dias há que tem que se fechar as janelas para não aspirar o cheiro a soja de uma fábrica de rações bem perto dali. A soja não faz mal dirão! Pois é, mas dá vómitos e náuseas quando se respira aquele ar parado!

Mais os telheiros da minha escola são de Lusalite ainda e contêm amianto, substância cancerígena e proibida de utilizar nos tais telheiros! O problema é quando eles têm muitos anos e começam a desfazer-se! A Deco referiu igualmente a existência destes telheiros.

Pois é, quem está a mentir não é a DECO mas MLR que não deve saber o que é o amianto mas pode perguntar antes de falar, para não fazer má figura!

Aceito que é muito dispendioso trocar aqueles telheiros todos de uma só vez mas o que MLR deveria ter dito era que iria auscultar o problema e tentar resolvê-lo, se não de uma vez por todas, pelo menos devagarinho!

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Andrew Meyer versus John Kerry

Jornalismo é uma profissão de risco, já sabíamos. Neste vídeo podemos assistir a uma autêntica aula prática, com a presença de solícitos monitores, que ajudam os alunos a compreender alguns aspectos muito subtis e sofisticados da sua espinhosa e nobre missão no futuro mundo global.(AF)




No fim da sua dissertação, John Kerry apontou para Andrew Meyer, um estudante de jornalismo de 21 anos, para que fizesse a sua pergunta. Meyer trazia consigo um livro do repórter de investigação Greg Palast, da BBC, e perguntou se Kerry estava ciente da investigação feita que indicava que ele, Kerry, tinha sido afinal o vencedor da eleiçao. Porque razão - perguntou Meyer - Kerry concedeu tão depressa a vitória, se havia tantos e tão óbvios indícios de fraude? Porque razão, terminou Meyer por perguntar, se recusa Kerry a apoiar a impugnação de Bush, quando este se prepara para iniciar mais um acto de agressão militar, desta feita contra o Irão?

Fonte: Paul Craig Roberts
Why Did Senator John Kerry Stand Idly By?
publicado por Counterpunch a 19 de Setembro de 2007

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terça-feira, setembro 18, 2007

Angela Merkel - Quem tem medo da China?

Dalai Lama

É sempre bom confrontar comportamentos. Ajudam-nos a avaliar aspectos da vida política com mais frieza.(AF)

Angela Merkel convidou o Dalai Lama para um encontro para "troca de ideias em privado" na Chancelaria. As autoridades chinesas não gostaram e os homens de negócios alemães também ficaram preocupados.

Fonte: Andreas Lorenz, correspondente em Pequim, in
Dalai Lama Visit Jeopardizes German Business Interests
publicado por Spiegel Online Internacional em 17 de Setembro de 2007

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segunda-feira, setembro 17, 2007

Rubén Capitanio - Igreja Católica e Ditadura

Rubén CaputanioEstima-se que, durante a Ditadura entre 1976 e 1983, 15 mil cidadãos argentinos tenham sido mortos e centenas de milhares torturados ou desaparecido.
Rubén Capitanio é padre argentino e testemunha de acusação no processo movido contra um antigo colega seu de seminário, o reverendo Christian von Wernich. (AF)




A atitude da Igreja foi tão escandalosamente próxima da da Ditadura que eu diria que foi pecaminosa. A Igreja comportou-se como uma mãe que não cuida dos seus filhos. Não matei ninguém, mas também não salvei.
Há quem pense que este julgamento é um ataque à Igreja mas eu entendo que isto é antes um serviço prestado à Igreja. Ajuda-nos a encontrar a verdade. Muitos homens e mulheres da Igreja, até bispos, acabaram por partilhar a minha visão da realidade e do papel da Igreja. Temos muito que nos penitenciar.


Fonte: Argentine Church Faces ‘Dirty War’ Past
publicado em The New York Times a 17 de Setembro de 2007

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Professor titular observando aula de ex-colega


Inglês técnico
Inglês técnico
Inglês técnico
Inglês técnico
Inglês técnico
Inglês técnico
Inglês técnico
Inglês técnico
Inglês técnico


Fonte: desconhecido (pps recebido por email)

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domingo, setembro 16, 2007

Descubra as 7 diferenças...

Cavaco e Sócrates

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Tubarões - Avenoda Marginal

Mindelo Avenida Marginal

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Fonte: Octávio Mendes (som)

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sexta-feira, setembro 14, 2007

O Sol que nos dá Vida

Pôr-do-Sol em Cabo Verde
(clicar na foto para aumentar)

O nosso Sol no seu tempo de meia-vida. Já foi azulado, agora é amarelo e um dia será muiiiiiiiito maior e vermelho!
Envolverá os planetas próximos incluindo a nossa Terra e tudo se transformará num braseiro!
Daqui a 5 mil milhões de anos explodirá e, lentamente, enquanto se vão formando vários elementos que servirão para qualquer coisa num outro sítio qualquer, apagar-se-á todo o seu fulgor.
É uma bela foto e gosto de a olhar...

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Carlos Drummond de Andrade - Eu etiqueta



Poema de Carlos Drummond de Andrade dito por Paulo Autran, encontrado em I love kermit. Há mais motivos de interesse para justificar uma visita.(AF)



Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de baptismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça até o bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos de mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar, ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas indiossicrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco de roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio de estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, me recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo dos outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem,
meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.


Carlos Drummond de Andrade

Fonte (do poema): Universidade Estadual de Campinas

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Miguel Ibáñez - No lo consientas

Professor

Com a devida vénia a jm que divulgou este artigo como comentário a um post de Paulo Guinote na Educação do meu umbigo.(AF)



El pasado día 1/12/2006 en El Diario Montañés de Cantabria se publicó un artículo firmado por Miguel Ibáñez, profesor de secundaria, titulado "No lo consientas (Carta de un profesor veterano a un profesor joven)".
Reproduzco el texto para que lo podáis comentar.

Ya habrás notado que últimamente estamos de moda. Se habla de nosotros a todas horas, pero no por los excelentes resultados de nuestros alumnos ni porque las autoridades educativas hayan decidido que los institutos vuelvan a ser lugares de estudio y de trabajo, no. Desgraciadamente, los resultados de nuestros alumnos son más bien mediocres, y a nuestras autoridades les preocupan más la educación afectivo-sexual, el multiculturalismo y el pacifismo -por citar algunas de sus obsesiones habituales- que la física o la literatura.

Por qué estamos de moda, ya lo sabes. Una sociedad que ha consentido y alentado el desgobierno en las aulas ha descubierto ahora que hay alumnos que maltratan a los profesores, y con la misma mezcla de hipocresía e histeria con la que antes impulsó el tópico del profesor-verdugo impulsa ahora el tópico del profesor-víctima. De pronto hemos cambiado de malo en esta película de la educación, que sigue sin interesarle a nadie. Parece una de aquellas películas de Kung-Fu: el público bosteza cuando nos ponemos serios y sólo mira cuando hay tortas.

Afortunadamente, tú trabajas en Disneylandia. Te lo digo en serio. Cantabria es en general la autonomía de la 'Señorita Pepis', y no iba a dejar de serlo en esto de la educación: aquí la violencia es menor, los conflictos de menos intensidad y los problemas se disuelven en una amable indiferencia tediosa que a mí, por cierto, no me disgusta. Ojalá sigamos así.

Y expreso ese deseo porque ha sido así hasta ahora, pero eso no quiere decir que siga siendo así en el futuro. Que no lo sea depende de nosotros. De ti y de mí, quiero decir. Por eso me he permitido escribir estas líneas, estos consejos de compañero a compañero, sin querer dármelas de experto.

Para empezar, no consientas ninguna falta de respeto. No esperes al insulto, no tienes por qué tener tanta paciencia: las malas contestaciones, las malas caras y los gestos desabridos están fuera de lugar desde el primer día.
Házselo saber así a tus alumnos, y si no lo entienden haz que se lo explique algún miembro del equipo directivo. Los compañeros del equipo directivo están para recordarte a ti tus deberes -ser puntual, claro en tus explicaciones, objetivo en tus correcciones, etc.- y a los alumnos los
suyos. Cumple tú en primer lugar, por supuesto, pero no hagas el primo: no seas tú el único que cumple.

No consientas que te marginen. Estás dentro de un sistema en el que todo tiende a culpabilizarte, aislarte y marginarte. Directa o indirectamente te dirán que en el fondo la culpa de que los alumnos se porten mal es tuya, porque no has sido lo bastante lúdico ni lo bastante participativo ni lo bastante comunicativo como para motivarlos. A veces fingirán que te dan la razón mientras te sugieren que deberías cambiar de estrategia educativa, ser más cordial, pactar las normas de comportamiento, etc. Pero recuerda que tú eres un profesor, no un animador cultural ni un monitor de tiempo libre. ¿Has preparado tus explicaciones como es debido? ¿Has atendido las dudas de
los que sí estudian? ¿Has mandado hacer ejercicios que refuercen tus explicaciones? ¿La materia que has impartido está dentro del programa del curso? Si has respondido afirmativamente a las preguntas anteriores no tienes por qué parecer culpable: no lo eres.

No consientas que te enreden. La jerga pedagógica se basa, como todas las seudociencias, en el manejo de un vocabulario abstruso, para dar la impresión de que el que lo usa está investido de una autoridad esotérica e indiscutible. Pero te aseguro que no hay más ciencia en la pedagogía moderna que en la astrología, y al igual que en la astrología o la ufología no hay en esa engañifa más que falacias, experimentos trucados, subjetividad teñida de supuesta sapiencia y abracadabras. Tú sí eres el dueño de una ciencia concreta, la que tú enseñes, y del sentido común acumulado por muchas generaciones a la hora de educar. Para ser un buen profesor no necesitas más
que esas dos cosas.

No consientas que te paralicen. Cuando te ocurra algún incidente sé activo y no te quedes callado, no te hagas el muerto a la espera de que pase el peligro porque con esa actitud lo estás volviendo a provocar. Están los compañeros, para empezar: seguro que más de uno ha tenido los mismos problemas que tú con los mismos alumnos. Habla con ellos, pero no para desfogarte en la sala de profesores sino para tomar juntos la decisión de hacer algo, y verás hasta qué punto la firmeza serena y constante de un grupo puede más que la obstinación de un solo profesor. Reúnete con los compañeros, tomad decisiones concretas y planteadlas en el claustro, formad grupos de apoyo -no de lamentación- y actuad.

Después están los sindicatos. No te rías, no. Yo estoy en uno, y tú deberías estar afiliado a uno si no lo estás, y pagar tu cuota para que puedas exigirle a tu sindicato que te defienda si ha llegado ese momento. Plántate en el sindicato y recuérdales a tus compañeros liberados que no están allí sólo para asuntos de nóminas, traslados y sexenios. Si les hablas de dignidad profesional, orgullo y derechos del profesor tal vez te entiendan mejor de lo que habías pensado.

También están las leyes. Deja de reírte ya y escúchame, por Dios. Ya sé que un garantismo estúpido ha convertido al alumno en el pobre menor indefenso al que hay que proteger del profesor a toda costa, pero en esas leyes también tú tienes derechos, aunque haya que buscarlos con lupa. Que el abogado del sindicato se ponga al microscopio, que algo encontrará. Y tú no te olvides de dar parte por escrito de cualquier falta de respeto, insulto o agresión, así de todo eso habrá quedado constancia cuando lo necesites.
También está la opinión pública. Hasta ahora lo normal era que desde el propio centro se hiciera lo posible para ocultar estas cosas, como en las familias decentes cuando el señorito tenía un desliz con la criada. Pero tú no te dejes impresionar por argumentos decimonónicos: el buen nombre de un centro no puede basarse en el disimulo. ¿No te piden a todas horas que seas moderno? Pues sé moderno y denuncia en público, si tu caso ha sido lo bastante grave haz que los medios de comunicación se interesen, y tal vez así consigamos llegar algún día a la segunda fase, esa que sucede a la noticia, la de la reflexión y el análisis.

Sea como sea, no te calles: con tu silencio te perjudicas, me perjudicas a mí y perjudicas a todos tus compañeros.

Y por último, recuerda que en todo esto los menos culpables son los alumnos. Los han dejado solos, abandonados a su impulsividad adolescente sin que nadie se tome la molestia de educarlos, condenados muchos de ellos a vegetar en un sistema educativo que considera injusto y desigual enseñarles un oficio y por eso los han encerrado en las aulas contigo para que les expliques materias que no entienden ni les interesan. Y a ti, que querías ser profesor, te han encargado que los tengas guardados para que no molesten en la calle ni en su casa.

Tú puedes rebelarte con conocimiento de causa, sabes el porqué y el cómo, ellos no. Así que tuya es la responsabilidad de acabar con esto. Como profesor no consientas ninguna falta de respeto. No esperes al insulto, no tienes por qué tener tanta paciencia: las malas contestaciones están fuera de lugar desde el primer día.

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Ricardo Moreno Castillo

Fonte: PANFLETO ANTIPEDAGÓGICO

NB - relacionado com o tema e com maior desenvolvimento, está este artigo (pdf) de Ricardo Moreno Castillo.

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quinta-feira, setembro 13, 2007

Kate McCann e a imprensa

Hoje falou-se num tal diário que Kate McCann possuirá e divulgou-se parte do seu conteúdo ao público (notícias em http://www.sic.pt/ ).

A exposição de sentimentos passados para o papel, sem autorização dos seus autores, é uma atitude, no mínimo, de má-educação.

É grotesco ler palavras escritas por um(a) qualquer jornalista sobre o assunto, sublinhando que Kate se queixa da hiperactividade de Madeleine e do marido que não a auxilia nas tarefas da educação dos filhos! É grotesco porque não tem qualquer interesse senão o de vasculhar a vida alheia. Além de que o que foi dito não incrimina ninguém!

Mais: mesmo que no tal diário estivesse escrito "matei a minha filha" isso só poderia interessar à polícia e nunca deveria ser divulgado, antes do julgamento, aos meios de comunicação. Aliás, nada pode ser divulgado do tal diário à população, sedenta de casos que lhe toldem a visão nítida para o que está a ser feito neste país!

Notícias deste tipo são "a cereja" do bolo envenenado que nos estão a oferecer para comer com o café!

Ora bem há aqui 2 situações possíveis:
1 - É verdade o que foi divulgado. Implicações: suspensão imediata do funcionário que passou a informação.
2 - É falso o que foi dito. Implicações: penalização adequada ao autor do texto.

Creio que nenhuma destas possibilidades se vai concretizar pelo que me vejo forçada a concluir que, afinal, sempre existe mais uma República das Bananas e, infelizmente andamos todos a saboreá-la, mesmo sem o queijo para acompanhar!

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Norman Solomon - War Made Easy

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Baptista Bastos versus Alberto João Jardim

Baptista BastosAlberto João Jardim


Haja quem fale claro, de modo a que a gente entenda. (AF)





Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.

Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.

Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».

A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?

O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.

A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.

Baptista Bastos (b.bastos@netcabo.pt)
in "Alberto João Jardim - Um fascista grotesco"
publicado por Jornal de Negócios

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terça-feira, setembro 11, 2007

Um sorriso de Cabo Verde

Ilha do Sal
Entre irmãos por parte do pai e por parte da mãe somos dezoito. Tive um único irmão de pai e mãe, mas morreu ainda bébé num acidente. Na altura a minha mãe morava longe da cidade onde trabalhava e, ao chegar a casa, já não foi a tempo de socorrê-lo.
O grupo artístico onde trabalho formou-se em São Vicente, e todos vêm de lá. A Laurinda é quem prepara os novos elementos, o Joe é o criativo das coreografias.
Amílcar Cabral encorajou todos a estudar mas agora é-me difícil continuar porque tería que me deslocar todos os dias a Espargos e o trabalho é feito parte durante o dia e há espectáculos à noite.
O meu pai nasceu no alto mar, numa viagem que a minha avó fez de Bissau para Cabo Verde. Por isso se chamou Valdemar. O meu avô foi militar no exército que combateu pela independência da Guiné e Cabo Verde e chegou a 1º Tenente depois da Independência. Faleceu há poucos anos, quando ainda não tinha completado o seu 70º Aniversário.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Cabo Verde - Pôr-do-Sol na Ilha do Sal

Sal em Cabo Verde

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quinta-feira, setembro 06, 2007

Papel e lápis

paper and pencilConvivo com fantasmas do passado, receios sobre o futuro e constrangimentos no tempo presente; estou arriscado a perder-me no caminho. Em algum momento - há já bastantes anos - tive de parar para pensar. Inicialmente todas as ideias surgiram ao mesmo nível, as opções não foram claras. O que me atrevo a partilhar são ideias-guia a que eu próprio cheguei, não pretendendo que constituam receita para alguém. Surgiram em exercícios de subordinação (o que deve ser subordinado a quê?) com a ajuda do computador papel e lápis.
  • Nenhuma vivência passada condiciona de modo absoluto o presente.
  • Os sacrifícios de hoje não proporcionam a felicidade de amanhã, apenas decepções. As hipóteses de estarmos bem dispostos amanhã aumentam se a boa-disposição existir já hoje.
  • É provável que haja mais pessoas à minha volta atormentadas com dúvidas idênticas às minhas. Não poderei descobrir antecipadamente quem um dia me irá surpreender com a ideia-chave mais elegante. Pode bem acontecer que venha de uma pessoa que eu tenha classificado como inimigo.
  • Se agi movido pela força de um exemplo de vida alheio, não poderei assacar-lhe a responsabilidade dos meus actos.
  • O meu sofrimento não é função de opções de outrem, mas das minhas.
  • Se a disposição de hoje não é absolutamente subordinável à de ontem e menos ainda à de amanhã, então é um valor primitivo, um puro acto de invenção.
  • A minha boa disposição não é mais que a resultante geométrica da boa disposição dos que me rodeiam.
  • Há três esferas de afectividade principais, sendo a mais próxima a família e a mais distante a nação (a intermédia pode ser o clube, uma associação, o local de trabalho, etc, e satisfaz as minhas necessidades gentílicas). A regra de ouro: quanto mais pequeno o raio da esfera de afectos, maior a sua importância e também a sua complexidade.
  • Aprendemos mais com os erros que com os sucessos.
  • As consequências dos actos devem ter um prazo de validade (não há estigmas nem recompensas vitalícios).
  • A crítica é para ser usada de modo comedido e ajustado.
  • A liberdade tem a exacta medida da responsabilidade.
  • Os meus pensamentos são função estrita das minhas vivências; não tenho o direito de supôr que vivências alheias devam produzir pensamentos semelhantes.
  • Melhorar uma situação é semnpre possível, mas é muito difícil conhecer bem todas as suas condicionantes.
  • A vida é intrinsecamente frágil, complexa e efémera; fortes, grosseiramente simples e quase eternos são os canhões.
  • Descobrir a beleza da vida não vem de brinde; é preciso procurá-la.
  • Repetir uma afirmação anteriormente feita enfraquece-a.
  • Adivinhar é pecado - este ditado brasileiro havia sido demasiadas vezes esquecido.

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Luciano Pavarotti - Torna a Surriento

Luciano Pavarotti (1935-2007) partiu, mas ainda podemos escutá-lo cantando a sua bela Itália


Vide 'o mare quant''e bello!
Spira tantu sentimento,
Comme tu a chi tiene mente,
ca scetato 'o faie sunna'.

Guarda, gua' chistu ciardino;
Siente, sie' sti sciure arece:
Nu prufumo accussì fino
Dinto 'o core ase ne va...

E tu dice: "I' parto, addio!".
T'alluntane da stu core...
Da la terra de l'ammore...
Tiene 'o core 'e nun turna'?

Ma nun me lassa',
Nun darme stu turmiento!
Torna a surruento,
Famme campa'!

Vide 'o mare de Surriento
Che tesoro tene nfunno;
Chi ha girato tutto 'o munno
Nun l'ha vista comm'a cca'

Guarda attuorno sti Sserene,
Ca te guardano 'nacantate
E te vonno tantu bene...
Te vulessero vasa'.

E tu dice: "I' parto, addio!".
T'alluntane da stu core...
Da la terra de l'ammore...
Tiene 'o core 'e nun turna'?

Ma nun me lassa',
Nun darme stu turmiento!
Torna a surruento,
Famme campa'!


Letra: Canzioni napoletane

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Ciao, Luciano Pavarotti, ed grazie

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terça-feira, setembro 04, 2007

Rentrée politique

Com a devida vénia ao Marginal Zambi.


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segunda-feira, setembro 03, 2007

Maria de Lurdes Rodrigues e o seu ratio professor/aluno


Para quem não conhece os meandros do ensino deve ter ficado espantado com o razão de 7 alunos para 1 professor:
- "Pois então, nã querem lá ver... os mentirosos dos profs. a dizerem que nã guentam tanto trabalho! Afinal só têm 7 alunos por turma. Atão? Nã querem lá ver? É preciso mesmo é dar-lhes na cabeça e pô-los a trabalhar! Pois que lhes dêm mais turmas!".

Lurdes Rodrigues devia ter esta reacção do público em mente ( quando falou hoje no telejornal das 20 h, na RTP1) para justificar o acréscimo de horas de trabalho distribuído aos docentes, essencialmente aos mais velhos, aqueles que mais precisam que lhes aligeirem a carga do dorso já cheio de artroses!

Não tenho conhecimento prático daquela razão, apenas em alguns casos de professores de francês. Mesmo assim, esses poucos alunos são de várias turmas e são agrupados numa determinada hora, ou duas, perfazendo uma turma normal ( o número máximo é de 28 alunos ).
Como pode a ministra da educação dar-se ao luxo de falar tão irresponsavelmente?

Como pode dizer que é normal ficarem 40 e tal mil professores de fora quando ela, ao sobrecarregar os professores do quadro, sabe muito bem que poupa horas e, consequentemente, impede a entrada de mais uns cerca de 10 mil professores?

Até quando vai o M.E. espezinhar, desacreditar profissionais competentes que lhe deviam merecer todo o respeito?


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