quarta-feira, outubro 31, 2007

Kisangela - Solo do Maqui

Rio Kwanza

Rio Kwanza em Angola em fotos

Kisangela:
Solo do Maqui

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Fernando Sobral - O suicídio do Ministério da Educação

Fernando SobralDe reforma em reforma, a educação em Portugal aproxima-se do seu alegre suicídio. Mas a triste realidade deste sítio é que quem faz hara-kiri, após cada "revolução pedagógica" , é o próprio Minsitério da Educação. É simplesmente confrangedor ver ministros, uns após outros, anunciarem a reforma, e a estrutura adninistrativa servir-lhe o menu envenenado com que vão chacinando as escolas e o que lá se ensina. Cada reforma é a forma mais honesta de sucessivos ministros colocarem a sua cabeça no cadafalso. É curioso como o fazem, encaminhados pela administração que promete reformas pedagógicas e sistemas financeiros mais eficazes e baratos. É assim que, ano após ano, se fecham escolas, se coloca em causa a existência de faltas como meio disciplinar, se cria o mito das percentagens de sucesso escolar como se isso fosse símbolo de sapiência, se destroem disciplinas que questionam a sociedade (substituidas por outras de vulgaridades e de "educação cívica"), se colocam professores contra o Ministro, pais contra professores(como foram colocados como responsáveis da educação que não têm em casa) e alunos contra tudo e contra todos. Há um sinistro e sombrio grupo de gurus pedagógicos que têm, como eficiência estalinista, vindo a destruir a escola pública. Não é por acaso que o ensino privado é, nos "rankings", melhor que o público. É-o por muitas razões, mas também porque o Ministério da Educação vem, há anos, a disparar sobre o seu próprio parco neurónio. E depois derramam-se lágrimas de corcodilo.

Fonte: Fernando Sobral in
O suicídio da Educação
publicado pelo Jornal de Negócios em 31 de Outubro de 2007

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terça-feira, outubro 30, 2007

Helena Matos e a inteligência dos pobres/ricos

Não gosto de etiquetas. Classifica-se a pessoa A ou B como sendo de direita ou de esquerda, do PCP ou do PSD. Habituámo-nos a duvidar do conteúdo de um qualquer artigo só porque foi escrito por X ou Y e, muitas vezes, nem o lemos por puro preconceito. O mesmo sucede com as religiões: é ateu, é muçulmano, é católico, hindu...

Estou cansada destas catalogações e, perante os problemas que as sociedades actuais enfrentam, qualquer opinião com que eu concorde, que eu considere válida para mudar, alterar uma situação, ou simplesmente, tomar conhecimento de algo que desconheça, para mim é válida venha ela de onde vier, desde que reconheça os direitos do próximo e respeite as suas liberdades.

Vem isto a propósito de um artigo de Helena Matos, da revista Atlântico, considerada de direita.

O que ela escreveu no Público, 29/10, é crítico e no sentido de mudança, não de conservadorismo, por isso, me interessou. (M.R.)



Passo a transcrever:

"Em que escola estavas quando foi o 25 de Abril? Em que escola estão os teus filhos?"

À célebre pergunta "Onde é que estavas no 25 de Abril?" é imperioso que se juntem agora estas duas interrogações. Experimente-se por exemplo fazer estas perguntas aos ministros, deputados, autarcas, assessores, artistas, professores... e descobrir-se-á que a maior parte deles frequentou o ensino público, mas optou pelo ensino privado na hora de inscrever os seus filhos e netos na escola. Não porque os seus filhos sejam mais ou menos inteligentes, mas simplesmente porque têm medo que a falta de exigência os embruteça.


Duvido que alguns destes hipotéticos inquiridos o assumisse claramente. Dariam como justificação os horários, os amigos, às vezes até os piolhos, mas o que dificilmente diriam é que o fazem porque não acreditam na qualidade do ensino público. Muitos provavelmente serão oficialmente a favor do Estatuto do Aluno, tal como foram da afectação de tempos lectivos a "coisas" como a Área de Projecto ou da desautorização dos professores e funcionários. Na prática isso não os afecta, porque os seus filhos e os seus netos estão a salvo destes desmandos. O falhanço do ensino público em Portugal tornou-se uma ratoeira contra os mais pobres: pobreza e o insucesso escolar tornaram-se sinónimos. E assim continuaremos, para que ninguém preste contas por aquilo que começou por ser um erro e se está a transformar num crime.

Ao contrário do que se tornou quase banal dizer, não foi a massificação do ensino público que comprometeu a sua qualidade. Os responsáveis por aquilo que os rankings cruamente espelham foram aqueles que fizeram da escola pública um espaço de experiências sociológicas. Passamos a vida a discutir os programas, mas um mau programa ainda é um programa.

O pior foi baixar em cada ano lectivo o nível de exigência. Primeiro, porque era mais moderno. Depois, porque assim não se faziam distinções entre mais e menos inteligentes. Depois, porque o objectivo da escola não era ensinar conteúdos, mas sim ensinar a relacionar-se. Depois, porque já não podia ser de outro modo.

Os filhos dos pobres não são nem mais nem menos inteligentes que os filhos dos ricos. Tiveram sim o azar de os seus pais não ganharem o suficiente para os poupar a esse papel de cobaias de teorias que tanto vêem na ignorância o estado supremo da perfeição igualitária, como entendem que aprender tem de ser divertido e fácil.

Nada disto afecta quem legisla, porque os seus filhos não estão nas escolas públicas ou quando estão souberam souberam contornar o crivo das moradas e horários, de modo a frequentarem as turmas ditas "dos filhos dos professores". Quem não pode fugir das más escolas é quem não tem dinheiro nem conhecimentos.

Alguns como Francisco Louçã querem agora diabolizar os rankings, vislumbrando apoios da extrema-direita aos colégios que se encontram nos primeiros lugares. Engana-se redondamente. Quem fez a fortuna recente das escolas de maristas, jesuítas e da Opus Dei, dos colégios franceses, ingleses e modernos, sem esquecer as escolas alemãs e americanas, foram precisamente aqueles -às vezes de esquerda mas nem sempre - que resolveram que a escola pública não era o local onde todos tinham igual oportunidade de aprender, mas sim o espaço onde a irrelevância medíocre dos resultados provaria que todos podemos ser igualmente ignorantes e irresponsáveis.


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Forças Gravíticas

Foto retirada do jornal Público - carregar na foto para aumentar

Público - 30.10.2007 - 15h41 Dança de estrelas Uma dança de estrelas, gás e poeira, na constelação de Leão, a 300 milhões de anos-luz da Terra.
A imagem foi capturada em Fevereiro pelo telescópio espacial Hubble. As galáxias NGC 3808 (à direita) e a NGC 3808A (à esquerda) formam um par interactivo conhecido por Arp 87.
A força gravitacional que exercem uma sobre a outra molda-lhes os contornos.

Descobertas nos anos 1970, nunca tinham sido vistas como na fotografia divulgada hoje. Foto: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)




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Dalila Cabrita Mateus - Purga em Angola

Purga em AngolaHá muito tempo, em Luanda, assistindo a fragmentos dos acontecimentos que se precipitavam todos os dias no país, antecipava o que seria um dia a necessidade de reconstituição daqueles factos marcantes e o desafio que representariam para o historiador. A obra em epígrafe, pelo esforço de compilação e cuidado na fundamentação, abre perspectivas rasgadas para a compreensão do que foram os primeiros anos da independência do país que há muito se encontrava, segundo Basil Davidson, No Coração das Tempestades.
As principais vítimas dos acontecimentos subsequentes ao 27 de Maio de 1977 foram os militares das FAPLA. A seguir foram os angolanos instruidos. Nem uma nem outra circunstância se deve ao acaso.
Aguardo com expectativa a abordagem que um dia, inevitavelmente, este período conturbado da história desta jovem nação, merecerá da parte dos novos narradores que já despontam dentro dela.

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Espumante - Mainstream or not mainstream

Espuma da mente

O meu querido amigo que acredita nas virtudes rectificadoras do mercado e com quem troco agradáveis desinteligências espanta-se do meu esforço - coordenado, militante, activo e resistente - em divulgar opiniões de economistas, comparada com a bonomia com que ele próprio passa sobre o assunto.
Com o Partido Socialista a ultrapassar em desvario neoliberal tudo o que os partidos alegadamente mais à direita já haviam alguma vez ousado fazer; com o Banco Central Europeu a distorcer as regras do mercado (que, pelos vistos, só são duras para os trabalhadores) fabricando dinheiro às ordens dos bancos comerciais por mais inábeis que estes sejam na condução dos seus negócios; enfim, com a retaguarda de uma campanha dos meios de informação a servir os cidadãos com pestilências de auto-regulação do mercado, benefícios da livre concorrência enquanto se processa a concentração dos bancos, benefícios do ensino privado (financiado pelo Estado) contra o desorçamentado ensino público, se eu fosse liberal preferiria até estar calado.
Para quem não é, talvez nem reste outra hipótese além daquela que me aduziu. De facto, as coisas não são mesmo comparáveis.

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domingo, outubro 28, 2007

Alejandro Nadal - Liberalismo económico, uma questão de fé, não de ciência

Mão invisivel

As questões económicas e financeiras estão cada vez mais na ordem do dia. No artigo de Alexandro Nandal são divulgados alguns marcos recentes da teoria económica de onde concluimos que aos arautos do liberalismo resta aproveitar o espaço - não desprezável - permitido pelas dificuldades do ensino da matemática, além da força bruta dos media. (AF)

Artigo: Alejandro Nadal,
Prémio Nobel de Economia: paradoxos e metáforas
publicado por Resistir.info a 17 de Outubro de 2007

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Jeff Paterson - grandes manifestações contra a guerra

Manifestações
São Francisco (EUA), ontem


Fonte: Tens of Thousands March Against War SF O27
publicado por Indybay a 27 de Outubro de 2007

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David Prud'Homme - Não vendamos a nossa democracia ao desbarato

Agora Vox


O tratado modificativo europeu, sobre o qual chegaram a acordo os 27 estados membros, não removeu as lacunas democráticas já identificadas no defunto tratado constitucional. Estaremos condenados a subjugar-nos à vontade do príncipe ou existirá algum meio de influenciar a decisão final?

O cidadão lambda que eu sou foi recentemente informado que os 27 governos europeus concordaram entre si um tratado europeu dito modificativo (conhecido entre nós como simplificado). Este será ratificado pela França antes do final de Dezembro por via parlamentar. Não tendo conhecimento do texto até ao presente, apresso-me a escutar o alerta daqueles que seguem este processo e, à frente deles, o de Etienne Chouard, o primeiro a sinalizar o risco que representou para as nossas democracias o tratado constitucional europeu (TCE).

Que nos diz ele? Detalhes à parte, o essencial dos aspectos polémicos foram reconduzidos para o tratado simplificado. Nomeadamente nos cinco pontos seguintes (serei sintético, como habitualmente, mas os pormenores poderão ser apreciados na entrevista ao Liberation ou no portal do autor):
  • O executivo (a Comissão e o Conselho de ministros) dispõe de poderes excessivos, não submetidos ao controlo dos deputados.
  • Os juízes europeus são nomeados pelo executivo, o que é contrário ao princípio da separação dos poderes.
  • A persistência da perda de soberania monetária (impossibilidade de os estados emitirem moeda, efectiva desde Maastricht, mas crescentemente problemática segundo Chouard).
  • A revisão da constituição será feita sem participação popular.
  • Irresponsabilidade dos membros do executivo; nem o Conselho europeu, nem o Conselho de miinistros ou o Parlamento são responsáveis perante qualquer autoridade constituida.

É preciso lembrar que a separação dos poderes executivo, legislativo e judiciário é uma condição sine qua non do bom funcionamento democrático assim como a responsabilidade dos representantes de cada um dos poderes face aos restantes. Se o texto proposto po Nicolas Sarkozy e Angela Merckel for adoptado, renunciaremos por algumas dezenas de anos às frágeis conquistas democráticas da nossa própria Constituição.

Dado que, desta vez, estamos dispensados de nos pronunciarmos por meio de referendo, as nossas opiniões enquanto cidadãos de nada valem. Dever-se-á aceitar - sem fazer nada - que seja votado pelos parlamentares aquilo contra o que se levantaram os cidadãos dos países baixos e a França?

Alguns dos que votaram NÃO em 2005 fizeram-no por razões claramente europeístas. Quando nos falam de constituição europeia, isto é, de leis constitucionais supranacionais, devemos ter o cuidado de observar o que elas garantem ou seja, que melhorias trazem aos princípios democráticos já estabalecidos à escala nacional. O Tratado Constitucional Europeu ameaça os princípios democráticos, logo votámos NÃO.

O nosso cuidado é duplamente motivado. Por uma lado, a História mostra que nenhuma democracia está ao abrigo da sua própria destruição e, por outro lado, sabemos que num futuro próximo serão colocadas questões fundamentais para as nossas sociedades ou civilizações ou mesmo a para espécie humana no seu todo. Ignoramos alguns riscos ecológicos, dependerá da vontade política reduzi-los ou não. Também sabemos que as tecnologias biológicas comportam tantos benefícios quanto ameaças, a vontade política é novamente chamada a distingui-las. Finalmente, as nanotecnologias, ainda incipientes, contêm potencialidades de utilização abusiva que são assustadoras e também aqui será necessário um enquadramento político para definir a sua utilização.

Mas como conseguir isto? Há quem, como Anne-Marie Le Pourhiet (na tribuna publicada em Marianne e retomada pelo Contre Info), apele cruamente à insurreição ou, no mínimo, que os parlamentares se reunam em Corte Suprema para deliberar a "fuga do presidente às suas obrigações, cometendo actos manifestamente incompatíveis com o exercício do seu mandato". Outros pretendem que a oposição cumpra o seu papel, quando é certo que o PS se prepara, na melhor das hipóteses, para se abster.

Eu proponho uma petição, outra petição e mais outra petição, pois apenas podemos contar com isso: a nossa qualidade de cidadãos para conseguirmos ser escutados.

Pouco antes do referendo de 2005 já havia entre nós quem detectasse que tanto o SIM como o NÃO seriam insatisfatórios e, em conformidade, apresentámos uma petição para a eleição de uma assembleia constituinte europeia. Esta exigência mantem-se actual e está aberta aos cidadãos dos 27 países membros, estando agora ao critério de cada um julgar dos seus méritos.

Fonte: David Prud'Homme em
Europe : ne bradons pas NOTRE démocratie !,
publicado por Agora Vox, le média ctoyen em 26 de Outubro de 2007

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sábado, outubro 27, 2007

O fim do pessimismo como ideologia

Sonhar é preciso. Profetas do fim-do-Mundo não faltam por aí. As notícias do dia parecem dar-lhes razão. Tentamos escapar: liberalismo? comunismo? socialismo? tantos nomes... quantas as ocasiões em que hesitamos dar um passo em frente.
Mas qual frente? - se não conseguimos parar a guerra do Iraque, a fome em África, a prostituição por toda a parte?
Pois seja apenas um pequeno passo, em algo em que verdadeiramente acreditamos que está bem feito. Uma aula capaz de sacar perguntas de curiosidade dos alunos? Serve! Um muzungué bem agindungado? Também! Escrever mais uma página de um livro? Porque não? Se sabemos que o assunto merece atenção. Um poema, uma canção? Óptimo. Cada um é livre de escolher e aperfeiçoar-se.
Quase instantâneamente veremos a paisagem mudar de côr. Algumas brechas se abrem depressa por entre os castelos de nuvens e os poucos raios solares que escapam iluminam novas oportunidades para reforçar a confiança. Não demorará também a descobrirmos que outros à nossa volta, que anteriormente nem tínhamos reparado, fazem coisas semelhantes com os mesmos anseios.
O que não vale a pena é tentar encontrar saídas sem nos movermos, sem darmos um passo que não seja da nossa exclusiva e integral iniciativa; esperar que a nossa casa fique arrumada no dia em que conseguirmos resolver os problemas nacionais, continentais ou mundiais. Ao invés, estes últimos só serão resolvidos quando os domésticos, de todas as domus que existam dentro deles, estiverem bem resolvidos.
Boa sorte.

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sexta-feira, outubro 26, 2007

Índia espectacular

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Fonte: desconhecida (recebido por email)

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quinta-feira, outubro 25, 2007

Valter Lemos - Novo golpe no Ensino

Walter LemosAté quando um corpo enfraquecido resiste aos golpes do agressor? Porque os eleitores não encaram as eleições como uma batalha contra um exército invasor, foi possível instalar-se no Ministério da Educação um inimigo jurado do Ensino em Portugal. Absentista praticante, exibe no seu curriculo uma perda de mandato por faltas. A consideração que tem pelos professores é comparável à que se pode esperar de um mercenário da Blackwater para com os civis iraquianos. Hoje anunciou na TVI a grande medida para acabar de vez com retóricas de responsabilidade pedagógica: nenhum aluno reprova por faltas. Que se danem as condições em que as aulas são produtivas; que se dane a transmissão de conhecimentos; que se danem os limites materiais das forças - já muito esgotadas - dos professores; que se dane o aproveitamento dos não faltosos. Para este senhor, a água não é líquida à pressão atmosférica normal entre zero e cem graus centígrados. Com jeitinho, consegue-se mantê-la nesse estado pelo menos até aos mil graus. Só mesmo a sua arrasadora estupidez não tem limites conhecidos neste Universo.

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José Adelino Maltez - os donos do europês

..."breves aforismos conspiradores" ... por quem sempre se assumiu como "um tradicionalista que detesta os reaccionários", e que "para ser de direita, tem de assumir-se como um radical do centro..." (José Adelino Maltez)José Adelino Maltez

Apenas noto como os donos do europês começam a decretar que os defensores do referendo são uns perigosos anti-europeístas, só porque os engenheiros e arquitectos da super-estrutura institucional do OPNI (objecto político não identificado, na definição de Jacques Delors) querem que as regras processuais do mesmo sejam superiores às manifestações de comunhão dos cidadãos e à própria ideia de Europa como instituição. Por outras palavras: querem tapar com a peneira das cimeiras de chefes de Estado e de governo, precedidas pelas reuniões do PPE e do PSE, o sol das liberdades nacionais e a voz directa dos cidadãos. Querem que os conceitos se transformem em preceitos, nesta super-democracia sem povo que visa remediar as péssimas soluções da defunta convenção.

Desta forma, os grandes eurocratas correm o risco de lançar, para as garras do populismo anti-europeísta e para os manipuladores do descontentamento, segmentos fundamentais do eleitorado. O paradigma bismarckiano vencedor na cimeira do Mar da Palha, intrumentalizando a revolta gaullista do oui par le non, contra a Europa confidencial, gerou esta partidocracia global que corre o risco de levar os intermediários cimeiros das representações nacionais a perderem a legitimidade, embora mantenham a legalidade, nesse palco de abstracções, suceptível de se reduzir a mera teatrocracia de um império oculto.


Qualquer sondagem demonstra que a maioria dos povos europeus gostaria de pôr a funcionar a voz da Europa dos cidadãos, referendando os seus próprios destinos. A maioria dos seus governantes e comissários apenas quer conservar o poder pelo poder e chama a isso pôr a Europa a funcionar segundo o modelo dos Estados em Movimento. Para que os povos não venham a colocar inesperadas areias nas engrenagens, porque assim o murganheira poderia não fluir nas gargantas ao som de um restrito hino da alegria...

Fonte: José Adelino Maltez em Querem que os conceitos se transformem em preceitos...
publicado por Sobre o tempo que passa em 23 de Outubro de 2007

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quarta-feira, outubro 24, 2007

Gestão pública versus privada - 1200 milhões de dólares malparados

Ignoro se José Miguel Júdice sabe destas proezas da gestão privada. Mas podemos dormir descansados, que o homem sabe do que fala.

Cambalachos

O Departamento de Estado (Ministério da Defesa) dos Estados Unidos da América está com problemas em saber onde param mil e duzentos milhões de dólares confiados à eficiente gestão privada da Dyncorp para treino de polícias iraquianos.

Fonte: Report: Most of $1.2 billion to train Iraqi police unaccounted for
publicado por CNN a 23 de Outubro de 2007

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terça-feira, outubro 23, 2007

Aquecimento global...

Autor: desconhecido

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José Sócrates, o personagem dúplice

Aqueles que levantam a questão do referendo fazem-no pondo em causa a democracia representativa. Eu sou democrata, e por isso, acho que os parlamentos nacionais têm competência.



José Sócrates como presidente em exercício da União Europeia, respondendo hoje a dúvidas no Parlamento Europeu.

Mas a dúvida persiste: enquanto Primeiro-Ministro de Portugal, jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição, que inclui elementos de soberania alienados pelos cozinhados de gabinete do seu subordinado Luis Amado; enquanto eleito numa democracia representativa, ficou moralmente obrigado a realizar os compromissos eleitorais, que incluiram o referendo.

Enquanto democrata convicto de que se proclama, deveria saber que nada é absoluto, nem sequer a representatividade eleitoral. A maior catástrofe que o povo alemão permitiu no século passado foi provocada por um senhor eleito democraticamente, tanto como ele.

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Alemanha - Escassez de especialistas

Especialistas

Segundo um estudo do Instituto Económico Alemão (IW), a escassez de trabalhadores habilitados custa à economia alemã 18,5 mil milhões de euros por ano e ameaça o crescimento de algumas indústrias.

O ministro da economia Walther Otremba afirmou na segunda-feira que um estudo do IW, determinado pelo ministério, concluiu que a falta de especialistas em alguns campos resulta num prejuizo equivalente a 0.8 por cento do produto nacional bruto.

O estudo classificou a falta de especialistas como economicamente relevante e que o problema estava a travar o crescimento, acrescentou Otremba. Disse que este fenómeno era atribuível a um problema estrutural do mercado laboral alemão.

O estudo identificou o sector da indústria das telecomunicações e das Tecnoligias de Informação (TI)como especialmente em risco, dada a falta de especialistas em matemática e ciências da computação.

"Procuramos urgentemente novos trabalhadores", disse aos repórteres August-Wilhelm Scheer, o presidente da BRITCOM, a federação que representa as TI's, telecomunicações e novos meios de comunicação na Alemanha, durante a feira dos sistemas de computadores, segunda-feira, em Munique.

De acordo com as estatísticas da BRITCOM, cerca de 57% das empresas de informação ou comunicações precisam de pessoal e 62% admitem que as suas companhias sofrem com a falta de especialistas. A federação estima em 30 a 40 mil o total de vagas actualmente na indústria das TI's.

Scheer apelou às universidades para formarem mais especialistas e promover estudantes excepcionais nos negócios, assim como um esforço mais intenso para atrair estrangeiros altamente especializados. "Precisamos destes estrangeiros muito inteligentes", disse Scheer, "Eles ajudam-nos a assegurar o futuro."

Os actuais especialistas poderão abandonar a Alemanha

Também alertou para o facto de, se as companhias que têm vagas de especialistas não conseguirem preenchê-las, as próprias empresas sofrerão a os especialistas que ainda têm começarão a procurar lugar fora da Alemanha.

O ministro federal dos negócios estrangeiros, que patrocinou o estudo da IW, disse estar especialmente preocupado com a falta de especialistas nas indústrias que são importantes para o progresso tecnológico da Alemanha, tais como a engenharia macânica, a metalurgia, indústia eléctrica e a construção automóvel.

A má notícia é que a situação parece mais propensa a piorar que a melhorar, uma vez que a população alemã está a envelhecer, agravando o problema no futuro próximo. As estatísticas reportam cerca de 970 mil estudantes que saem este ano das escolas, contra cerca de 800 mil que entram para o primeiro ano.

Martin Wansleben, administrador da Câmara do Comércio e Indústria Alemã, disse aos repórteres que o número de empregos disponíveis para os jovens à procura do primeiro emprego e de pais qualificados deve aumentar e que as instituições alemãs devem melhorar a promoção de esquemas de treino vocacional. Também acrescentou que devem ser tomadas mais medidas para abrir o mercado de trabalho aos estrangeiros qualificados.


Fonte: Deutche Weller staff in
Study: Lack of Skilled Workers Costs German Economy Billions
publicado por Deutche Weller a 23 de Outubro de 2007

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Grande incêndio na Califórnia

Espantosa formação da gigantesca nuvem de fumo em apenas três horas e meia.(AF)



Visto do Espaço


Incendios na California
Os ventos de Santa Ana são o pesadelo dos bombeiros da Califórnia. Estes ventos turbulentos, secos e frequentemente quentes sopram à saída do deserto e atravessam os canyons e as fendas montahosas no seu caminho em direcção à costa. O ar é quente não porque traga calor do deserto, mas porque flui pelas encostas abaixo a partir dos cumes montanhosos. À medida que cai, o ar frio mergulha nas grandes bacias do deserto a Este da Califórnia. Ao se amontoar à superfície, produz altas pressões e começa o seu percurso descendente comprimindo-se, do que resulta o aquecimento e a perda da humidade. A temperatura do ar pode chegar a subir 10 graus centígrados num único kilómetro de descida. Os canyons e as fendas montanhosas comportam-se como funis que aceleram o ar.
Estes ventos não só espalham os incêndios como secam a vegetação, contribuindo para a tornar ainda mais inflamável.
Fonte: Fires in Southern California
publicado pela NASA Earth Observatory
a 22 de Outubro de 2007

Visto da Terra


Incendios na California
Incendios na California

Imagens: Agence France Presse

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Joaquim Chissano, Prémio africano de excelência governativa

Joaquim ChissanoPelo seu papel na reconciliação dos moçambicanos e por não se ter prestado para o terceiro mandato, Joaquim Chissano recebeu o prémio Mo Ibrahim destinado a realçar práticas governativas voltadas para a paz e a democracia em África.

Fonte: Mozambique ex-leader wins prize
publicado por BBC News a 22 de Outubro de 2007

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segunda-feira, outubro 22, 2007

Marquês de Pombal em 1930


De autor desconhecido recebi esta foto que achei de muito interesse!

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Benjamin Henrion - Economista crítico das patentes de software é galoardoado com o prémio Nobel

Eric MaskinA Foundation for a Free Information Infrastructure (FFII) congratula-se com a atribuição do Prémio Nobel de Economia a Eric S. Maskin, um crítico de longa data das patentes de software. O professor Maskin e dois colegas receberam este prémio pelas investigações sobre optimização de modelos de mecanismos económicos. Aplicando a sua teoria ao sector das Tecnologias de Informação (TI's), Maskin demonstrou que
numa indústria tão dinâmica, a protecção por patentes pode reduzir a inovação global e o bem-estar.
O FFII defendeu consistentemente que o modelo de patentes ao longo dos cerca de 20 anos de monopolismo é completamante desajustado ao sector em transfomação rápida que é o do software. Nas suas campanhas contra as patentes de software, o FFII realçou que poderiam constituir um obstáculo à inovação. O presidente Pieter Hintjens disse,
As patentes de software paralizaram a inovação em áreas onde dominaram como a multimédia e a telefonia comutada pública móvel. Em contrapartida, nas áreas livres de patentes como no e-mail, na web, na transmissão electrónica de mensagens ou o peer to peer a inovação foi rápida, rentável e promoveu a competição.
As pequenas e médias empresas são particularmente atingidas, disse Hitjens:
As grandes organizações podem sustentar infra-estruturas jurídicas e suportar os custos pesados das patentes e da litigância. As firmas pequenas não conseguem e por isso são mantidas fora do mercado.
Alguns estudos actuais feitos nos Estados Unidos da América (EUA) também mostram que menos de 20% das empresas de software em início de actividade (startups) patenteiam os seus programas nos primeiros quatro anos após os investimentos de capital de risco. O fundador da FFII, Hartmut Pilch explica,
as patentes de software são usadas pelos gigantes como a Microsoft e a Acacia. Não as vemos a criar qualquer valor para a sociedade ou a economia, à parte alguns advogados.

A introdução das patentes de software nos EUA possibilitaram uma rara ocasião para comprovar experimentalmente uma teoria:
...quando as restrições das patentes se estenderam ao software, pelos anos de 1980, [...] os argumentos apresentados a favor e em voga deveriam ter previsto um aumento da intensidade e produtividade da actividade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) entre as firmas patenteadoras. Pelo contrário e em sintonia com as previsões do nosso modelo, esse aumento não se verificou.
O galardão Nobel realça as bases sólidas da ciência económica em que a FFII se posicionou ao exigir um ambiente favorável à inovação. Graças a pessoas como o professor Maskin, a nossa compreensão dos efeitos das patentes melhorou, mas a Comissão Europeia continua a prosseguir os seus esforços para facilitar ainda mais as pretensões dos monopólios sem restrições quanto à particularidade da matéria nem as condições sociais propícias à invenção, e o European Patent Office (EPO) continua a "interpretar" à sua maneira a lei europeia das patentes de forma a resguardar com legalidade duvidosa milhares de patentes de software todos os anos. Ambos invocam o pretexto de defenderem assim os interesses da inovação e da produtividade na Europa, quando na verdade prejudicam tanto os inovadores como a indústria europeia.

A FFII exige que a Comissão reconheça finalmente as contribuições dadas por pessoas como o professor Maskin e abandonem as suas políticas ingénuas de proliferação de patentes:
Quantas mais provas serão necessárias? Se os profissionais das Tecnologias da Informação (TI), os economistas, os empresários - e, a partir de agora, um laureado Nobel - concordam que as patentes de software são nocivas para os negócios e para a inovação, a Comissão deveria aproveitar a oportunidade e abolir as patentes de software.


Antecedentes

Em conjunto com os seus colegas Leonid Hurwicz e Roger Meyrson, Eric Maskin foi contemplado com o prémio "Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences" 2007 em memória de Alfred Nobel, vulgarmente (e incorrectamente) conhecido como "Prémio Nobel em Economia".

Num texto conjunto com James Bessen, Maskin defendeu que os argumentos correntemente aceites nas discussões sobre patentes não são aplicáveis à indústria de programas para computadores. Onde quer que a um processo seja caracterizável como "sequencial e complementar" (como é o caso das TI's) "a imitação torna-se uma mola da inovação, ao passo que as patentes fortes se transformam em impecilhos."

A Comissão Europeia pugnou abertamente pela legislação de patentes de software, por via da directiva para as patentes nesse sentido de 2004/2005 e também pelo apoio à proposta da EPO para o Acordo Europeu sobre Litigância das Patentes de 2007. A FFII esteve na linha da frente pela derrota de ambas as iniciativas destinadas a escancarar as portas às patentes de software na Europa.

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Benjamin Henrion
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Sobre a FFII


É uma associação sem fins lucrativos, presente em cerca de cinquenta paises, dedicada ao desenvolvimento de bens informativos para benefício do público, baseado no copyright, competição livre e normas abertas. Mais de 850 membros, 3500 empresas e 100 mil apoiantes confiaram na FFII para os representar nas questões públicas de política respeitante a direitos de exclusão (propriedade intelectual) na área de processamento de dados.

Fonte: Benjamin Henrion,
Press Releases - Economist Critic of Software Patents gets Nobel Prize
publicado por Foundation for a Free Information Infrastructure em 17 de Outubro de 2007

Copyright (C) 2000-2007 FFII e.V.

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quinta-feira, outubro 18, 2007

Alexandre Rupert - medo ou motivação?

Nenhum trabalhador trabalha bem sob o peso de ameaças.(AF)


Agora Vox

O insucesso chegou à França: uma doença provocada pelas relações laborais.



Porque vai mal a França e como sair da espiral desastrosa do medo nos locais de trabalho?

Todos ouviram da boca do primeiro ministro, o Sr Filon, em visita no estrangeiro:
Estou à cabeça de um estado que está em derrapagem financeira.
Que estas palavras tenham sido contestadas ou atenuadas por outros políticos ou economistas não altera a clareza da mensagem: há uma doença na nossa sociedade. Será possível negá-la por mais tempo?
As estatísticas e a observação dos factos corroboram a afirmação: num inquérito reealizado em janeiro de 2003 - já lá vão quatro anos - pela revista Capital, que levantou bastante celeuma na altura, concluiu-se que apenas 3% dos quadros franceses se declarava pronto a empenhar-se no trabalho (inquérito Gallup). Os restantes 97% cumpriam honestamente um trabalho sem grande interesse pelos respectivos empregadores. Primeiro na Renault e mais tarde na Peaugeot-Citroën, houve mesmo casos em que o suicídio foi a melhor forma de empregados se libertarem do mau estar no trabalho.

Na Áustria ouve-se frequentemente:
Escolhe um trabalho onde te sintas bem, é importante; desde que aí permaneças todo o dia e por uma parte importante da tua vida.

Este conselho choca pela sua autenticidade e eu formulo-o a todos os que estão activos! Quantas pessoas gostariam de deixar os seus empregos, mas não o fazem dadas os problemas com que se defrontam os outsiders? Não permitem alguns dirigentes, dado o actual desiquilíbrio no mercado de trabalho, que nas suas empresas se instale um clima tenso, tentando que os seus empregados se esforcem pelo medo? Isto poderá funcionar a curto prazo, mas será mesmo possível construir o futuro da empresa com base no medo?

Isto não pode durar: sabe-se que a motivação é que faz o sucesso das organizações. Além disso, a motivação é que governa o comportamento das empresas (e o comportamento cívico, se falarmos à escala da nação). O resultado está à vista: estamos perante o sintoma de uma doença. A não motivação é a raiz, a causa da doença. A falta de motivação dos empregados hoje coverte-se nos maus resultados de amanhã. Empregados a trabalhar em condições mentais deploráveis só conduzem ao fiasco do Estado. Porquê? Porque a riqueza do país vem do trabalho dos seus activos. É por isso urgente considerar seriamente o impacto do bem-estar e da motivação nos objectivos da empresa, como têm sido demonstrados pelos estudos de organização.


Primeiro resultado: a nossa gestão privilegiou a visão de curto prazo sobre a administração dos recursos humanos.

Os indicadores relectem objectivos, quando seriam mais úteis para detectar sintomas. Por exemplo, uma alta taxa de absentismo leva ao aperfeiçoamento dos sistemas de controlo de presenças. Porque não são consideradas as causas do absentismo? A resposta é fácil: porque se procuram resultados a qualquer preço. Não dispõem de qualquer instrumento sintético: os grandes grupos como a McKinsey realizam análises multidimensionais de que não se inferem conclusões precisas e que, ademais, restringem as opções de decisão, dependentes da amplitude do problema.

Abdicam assim as organizações de empreender vias de solução consistentes, de se inovarem e condenam-se de arrasto a concentrar as atenções nas piores práticas. Não é de surpreender que tal via comece por desmotivar as pessoas mais expostas, as das direcções gerais, simultaneamente vítimas e responsáveis pela aplicação de decisões aberrantes, espraiando-se mais tarde e progressivamente pelos escalões intermédios. Contra a sua intuição mas caucionada por argumentação matemática, assistem à tomada de decisões que desde logo identificam como improcedentes mas cujas consequências se manifestam num prazo demasiado largo para poderem ser incorporadas num guia de acção a curto prazo. O conjunto dos empregados é naturalmente atingido pelo clima gerado na empresa e perde o gosto pelo trabalho.


Segundo resultado: não se tem em conta os ânimos dentro da empresa, e isto custa caro.

Desviadas as atenções para a gestão das catástrofes, a subtis relações entre os ânimos e o desempenho ou até a segurança desaparecem de cena. Forçados a intervir nos respectivos âmbitos de responsabilidade, pais, gestores e governantes voltam-se para os comportamentos como se estes fossem o alvo. Erro, o alvo é a fonte, os ânimos. Os instrumentos analíticos modernos também induzem em erro: fazem-se sondagens para tipificar a satisfação, a motivação, o ambiente geral de trabalho. Como os objectivos de melhoria, progressos e recompensas são construidos sobre o conjunto de sintomas detectados, alguns gestores são atraidos pela ideia de os influenciar directamente, sem acautelar as atitudes, que desconhecem, que gradualmente poderiam alterar as situações. Não contemplar as exigências dos ânimos das pessoas é mão reconhecer a hunanidade do indivíduo nem a realidade do nosso contexto.

Excerto de Alexandre Rupert in La France vue depuis L' Autriche
publicado por AGORA VOX - Le média citoyen a 17 de Outubro de 2007

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Ildo Lobo + Lura - Raboita Mundo

Por ocasião do terceiro aniversário do falecimento de Ildo Lobo.(AF)


IncondicionalCabo Verde... Allá en el atlántico, más cerca de africa dando la espalda a la temida américa, funesto destino para tantos africanos... Qué conocemos de esta Isla? SIempre se habla de Cesaria Evora, la embajadora de la Morna, el estilo más conocido .Pero a mi me apetecía hablar de otras cosas de otras personas. Este archipielago de origen volcánico, es pobre, muy pobre, y tiene dificultades de todo tipo. Las nubes pasan sobre las islas, mientras sus gentes miran hacia arriba esperando que la lluvia les sonría... pero al final se van como llegaron, sin decir adiós, sin dejar agua como recuerdo... La isla mira siempre al mar, todo lo que necesita para la vida llega de fuera. Praia es la capital de Cabo Verde, tiene serios problemas con el suministro eléctrico, así diferentes sectores de la ciudad se quedan sin luz regularmente para evitar la sobrecarga de los generadores. Tranquilos, que si váis a la isla el barrio de hoteles, turistas y embajadas, nunca se queda sin luz. Las carreteras, sin acabar, el trabajo se lo inventan los isleños y si no pueden el grog les ayuda a olvidar. Los músicos hasta hace unos años no podían grabar en la isla porque no había ningún estudio. Las cuerdas de guitarra se vendían como si fueran hilos de oro. La emigración se presenta como la única solucción, pero a su vez comporta otros problemas...

Según el músico Mario Lucio Sousa, la música del archipielago se centra en 4 o 5 temas: la saudade, que tiene que ver con la emigración, el mar y el amor (el amor que se va a otras tierras), el hambre y la lluvia. Esta claro que no hace falta hacer letras enrevesadas o surrealistas, para transmitir con tanta fuerza el sentir de un pueblo, sobretodo cuando la vida es lo suficiente dura para no necesitar de ello.

Ildo Lobo fue mucho antes que Cesaria uno de los embajadores de la música de este país. Era los años 70 cuando al frente de su grupo Os Tubarões, llevaba la música de estas islas por toda Europa. Aquel país alegre e ilusionado que acababa de conseguir la libertad, que buscaba signos de identidad tras la colonización portuguesa y que quería cantar sus esperanzas de una vida mejor. Músico muy comprometido con su gente, es fiel al marxismo que impulsó la revolución, pero a la vez es capaz de ser crítico con el poder. Grabó 3 discos en solitario tras la separación de su grupo. Este "Incondicional" (2004) fue su disco póstumo, publicado un més después de su muerte el 20 de octubre del 2004. Encontraréis en él todos los ingredientes de este género tan bello.

Sirva también como recuerdo de todos aquellos grandes músicos de la isla y de la diáspora: Herminia, Boy Gé Mendes, Vasco Martins, Mario Lucio de Sousa, el grupo Simentera, Lura, Tito Paris, Rita Lobo, Nancy Vieira,Danny Silva,Bana,Fantcha, Teofilo Chantré, Dulce Matias, Mayra Andrade...

ILDO LOBO "Incondicional" publicado por Alonsii em L'Arbre de les 1000 Musiques a 22 de Abril de 2007


...

Àfrica Lusófona (AL): Outra grande referência da música de Cabo Verde foi o Ildo Lobo, que faleceu recentemente. Qual foi foi a sua relação com o Ildo?

Lura (L): Foi menos duradoira do que eu gostaria. Mas enquanto durou foi boa e edificante para mim. Sempre tive uma atitude um bocado tímida em relação ao Ildo Lobo, como tenho, aliás, com todos os artistas e pessoas que admiro. No início, tinha difi culdade em tratá-lo por tu, como faziam todos os que o conheciam, grandes e pequenos. Ele insurgiase, claro, porque era uma pessoa muito aberta e generosa. Aos poucos fui combatendo essa timidez em relação ao Ildo, que antes de o conhecer julgava ser uma pessoa muito formal, devido à sua obra e à dimensão que ele tinha na música de Cabo Verde. E ele revelou ser exactamente o oposto.

AL: Entretanto, gravou um dueto com ele para o disco “Incondicional”, que teve edição póstuma...

L: Quando soube que o Ildo queria gravar essa canção comigo, fi quei siderada. Nem queria acreditar. É claro que era uma coisa que eu tinha em mente fazer um dia, mas nunca tive a ousadia de dizer isso a ninguém nem imaginava que pudesse chegar tão cedo. Foi a realização de um sonho, embora não tenha tido a oportunidade de estar ao vivo com ele, nessa gravação, que foi trabalho separado, de estúdio.

AL: Mas já tinham estado várias vezes juntos em concerto, embora nunca em dueto…

L: Sim, há cerca de 3 anos ambos fi zemos parte da tournée “Cesária Évora and Friends”, que nos levou a muitos países da Europa. Já antes tínhamos estado juntos naquele célebre espectáculo, também em homenagem à Cesária Évora, que se realizou em 2001 no Zénith, em Paris. E foi justamente desse concerto que nasceu a ideia da tournée, que me permitiu estar, pela primeira vez, durante um tempo prolongado, num ambiente genuinamente ligado à música de Cabo Verde. Aprendi muito com os outros artistas, não só sobre a nossa música mas também sobre outras coisas do dia-a-dia do nosso país. Costumo dizer que fiquei muito mais rica depois de ter participado nessa experiência. Basta dizer que, para além do Ildo Lobo, tínhamos a Fancha, o Luís Morais, o grupo Ferro Gaita, a Maria Alice e muitos outros. Foi também dessa vivência que me veio a inspiração para compor o tema “Tem Um Hora Pa Tudo”.

Excerto da entrevista Nha vida contada di corpu ku alma publicada por africaluso em 26 de Abril de 2005



Ildo Lobo e Lura:

Raboita Mundo

Som: Sharebee.com

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Cristophe Beaudouin - Federalismo por baixo da mesa

Federalismo
(clicar na imagem para carregar o artigo)


Fonte: Cristophe Beaudouin,
Des parlements nationaux sans pouvoir, un parlement européen sans peuple
publicado por AgoraVox a 18 de Outubro de 2007

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José Dez Milhões

Em coro afinado em uníssono - como convém a uma informação aberta e plural, - sopraram ontem as trombetas de todos os noticiários televisivos: Portugal vai receber 21 mil milhões de euros no próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Surpreendido com a algazarra, abeirei-me da janela para descobrir o que se passava. Atrás das motas da polícia vinha um carro descapotável onde uma figura atirava agitadamente notas para o ar enquanto berrava:
10 milhões por dia...
10 milhões por dia...
10 milhões por dia...
10 milhões por dia...
Se isto já foi negociado há meses e aprovado pela Comissão Europeia a 26 de Setembro, onde está a notícia? - cismei. Mas desisti e fui dormir.(AF)




José Sócrates
Desta vez vai haver referendo. Já no passado se prometeu um referendo e não se fez. Agora já não podemos correr o risco de um novo "chumbo" da pergunta,
referiu José Sócrates, numa acção de pré-campanha eleitoral na Rua de Santa Catarina, no Porto.

Fonte: Revista da Imprensa Europeia em 20 de Dezembro de 2004

Abandonou-se a perspectiva de adoptar um Tratado Constitucional e retoma-se a tradição das emendas aos Tratados já existentes. O novo Tratado será mais um Tratado internacional, sem natureza constitucional e sem pretender substituir em bloco os Tratados já em vigor,
sustentou então (a 27 de Junho, o primeiro-ministro José Sócrates).

Fonte: Lusa, a 11 de Outubro de 2007

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quarta-feira, outubro 17, 2007

Connors & Bingham - Conhece os teuos inimigos

Iraque
(clique sobre a figura para carregar o vídeo)


Uma sinopse do documentário filmado e em preparação, baseado em entrevistas com revoltosos iraquianos e realizado pelos directores da Meeting Resistance.

Senti um fogo no meu coração. Quando ocuparam o Iraque, subjugaram a mim, à minha irmã, à minha mãe; subjugaram a minha honra e o meu lar. Todas as vezes que os via, sofria. Eles rejeitaram-me. Assim, comecei a trabalhar.

Em 12 de Outubro, o general Ricardo Sanchez, anterior comandante das forças dos EUA no Iraque, foi notícia quando se juntou às fileiras dos políticos e pontífices que começaram por apoiar a guerra ao Iraque, mas que hoje declaram que a administração Bush é incompetente e converteu este empreendimento arriscado numa causa perdida.

Há limites para esta contenda.

A força da sublevação condenou a ocupação desde o início. Esta conclusão é baseada em inquéritos à opinião pública iraquiana feitos recentemente pela BBC e pela World Public Opinion - complementada por entrevistas a iraquianos feitas pela Meeting Resistance.

O guerrilheiro
Nos primeiros dois dias ainda sentíamos o ímpeto da guerra. Tirámos então partido deste momento. Pois, se tivéssemos esperado que a situação acalmasse e que todos se acomodassem, a resistência não teria aproveitado essa oportunidade.

O Iraque é o nosso lar, pertence-nos. Se não defendermos o Iraque, não defenderemos a nossa honra. Cada metro quadrado do Iraque merece a alma das nossas vidas. Cada metro quadrado merece o ar que respiramos.


A insurrecção é composta maioritariamente por iraquianos vulgares, não operacionais de Al-Quaeda ou membros do antigo regime.

Este grupo formou-se espontaneamente sob o manto do Islão. São engenheiros, oficiais, professores, pessoas normais, pessoas cultas. Uns têm instrução secundária, outros superior.
Todos são muçulmanos comprometidos, seguem as normas do Islão.

O professor
Antes destes acontecimentos eu não rezava. Nem sequer sabia o caminho da minha casa até à mesquita.

A maioria dos iraquianos não só se opõe à presença das forças da coligação no Iraque, como aprova a sua aniquilação física.

92% dos sunitas, 62% dos xiitas e 15% dos curdos aprovam os ataques feitos às forças de coligação conduzidas pelos EUA.

O guerrilheiro
À cabeça da lista dos alvos legítimos estão as forças militares que se encontram no Iraque. Estes são os mais importantes. Em segundo lugar estão aqueles que colaboram com os primeiros. Há alguns tradutores que ajudam as pessoas e o seu trabalho limita-se a explicar a situação. Mas também há
tradutores que agem contra as pessoas. Há polícias que fazem o trabalho normal de perseguirem gangs, proporcionando ordem e segurança, e estes deixamo-los em paz. Mas há também polícias que colaboram com os estado-unidenses. Como já lhe disse, as forças dos EUA, as forças de ocupação e os seus colaboradores que trabalham contra o povo iraquiano e contra os mujahedines. Esses são os nossos alvos legítimos.


De Abril de 2004 até Maio de 2007, uma média de 74% de ataques iraquianos significativos foram dirigidos contra as forças de coligação conduzidas pelos EUA. 16% foram dirigidos contra forças militares iraquianas e 10% contra alvos civis(segundo dados do Departamento de Defesa).

O professor
Mas a vontade de Deus, enquanto persistir o sentimento patriótico, correr sangue nas nossas veias e o nosso coração bater é a de que se vão embora.

78% dos iraquianos acreditam que os militares dos EUA provocam mais conflito que aquele que previnem. Houve iraquianos que nos disseram que a realização de eleições e o prosseguimento de "resultados" (benchmarks) não fazia diferença.

O guerrilheiro
Enquanto os americanos cá estiverem não aceitaremos governo ou constituição ou outra coisa qualquer que nos proponham. O que aprovamos é uma só coisa - a partida dos americanos.

71% dos iraquianos exigem a partida das forças dos EUA dentro de um ano.
65% pensa que não é plausível que a partida dos americanos ocasione o alastramento da guerra civil.

O guarda republicano
Os sunitas e os xiitas estão ligados por laços de sangue familiares. Por exemplo, eu estou casado com uma xiita, a minha irmã casou-se com um xiita. Não posso matar os tios dos meus filhos ou a minha mulher, mãe dos meus filhos.


A maioria dos iraquianos discorda da separação das pessoas segundo linhas sectárias dentro do território.
Se aquilo que ouvimos dizer fôr verdade - que Zarquavi ameaçou atacar os xiitas - isso significa que Zarquavi não é um mujahedin. Significa que nem sequer é muçulmano.


100% dos inquiridos reprovaram os ataques a civis iraquianos.

O Imã
Imagine que o Iraque invadia os Estados Unidos da América; que um soldado iraquiano, de passagem numa uma rua dos Estados Unidos, exibia a sua arma, ameaçando-os, atingia e desfazia as suas casas. Aceitaria isto?
É por isto que nenhum iraquiano pode aceitar a ocupação e não se surpreenda com as suas reacções. As suas atitudes são normais.

Ouvindo as pessoas do Iraque consegue-se perceber facilmente a razão principal do conflito: Ocupação.

Direccção e texto de Steve Connors e Molly Bingham.
Produzido por Daniel J. Chalfen.
Editado por David Emanuele.
Musicado por Richard Horowitz

Fontes estatísticas:
Worldpubliopinion.org, inquérito de 27 de Setembro de 2007
BBC/ABC, inquérito à opinião da bbc.co.uk de 27 de Agosto de 2007
Defenselink.mil, Departamento de Defesa (dos EUA), relatório trimestral de Junho de 2007


Fonte: Video Know Thine Enemy
publicado pelo The New York Times de 17 de Outubro de 2007

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terça-feira, outubro 16, 2007

Teixeira dos Santos - "Já sinto um cheiro no ar"

O tão apreciado Timming dos ciclos eleitorais está a mudar. Os problemas destes - como direi - dirigentes (?) em exercerem a pedagogia da democracia parecem ainda maiores que o dos dirigidos em os entender. Sempre resta a demagogia.(AF)


Teixeira dos Santos
Não podemos reprimir salarialmente os funcionários - asseverou o desaprendiz de político Teixeira dos Santos em resposta às exigências impertinentes do cavernícula Vítor Constâncio.

Fonte: Diário de Notícias de 16 de Outubro de 2007

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O sonho de Katulembe

Esta brasileira, autora do dicionário online de Kimbundo - uma preciosidade raríssima senão única, - foi entrevistada pelo ANGONOTÍCIAS.(AF)



Fátima ou simplesmente Katulembe é o nome de uma investigadora brasileira e médica de profissão, apaixonada pelos rituais tradicionais angolanos...
Katulembe

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Faz cinco anos que comecei o estudo do kimbundu. Sem medo, com ousadia, comecei a Kimbundo Home Page devido a falta de pessoas que falem a língua...
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Quando comecei o estudo, percebi a beleza da língua e passei a estudar com amor.
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Eu não sou professora, mas sou uma divulgadora da língua que está morrendo. Apesar de não preencher todas as necessidades das pessoas que desejam falar com habilidade, ofereço e deixo visível o estudo que estou fazendo sozinha. Escrevo na Kimbundo Home Page as coisas que leio, e repasso do modo como entendi. Mas se a língua está morrendo, se faltam professores e livros também, o pouco é um começo para nós que desejamos salvar a língua.
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Helli Chatelain no prefácio da "Gramática do Kimbundu"(1888-89), diz que o seu livro foi destinado aos nativos, para aprenderem a amar e cultivar a sua bela língua pátria; aos portugueses, funcionários e negociantes de Angola para melhor cumprirem seus deveres e atender seus interesses, particulares e nacionais; aos missionários cristãos, para anunciação do evangelho; e finalmente, aos africanistas.
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Nos dias de hoje, a gramática destina-se a quem? A língua portuguesa predomina hoje em Angola, e quem poderia estar com interesse em aprender línguas nativas? Restam-nos os africanistas que dedicam-se ao estudo profundo da Mãe África, e os angolanos que desejam preservar a sua história e sua cultura.
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Em ambos, o único desejo é o amor puro, despojado de qualquer conveniência ou qualquer desejo financeiro. Porém, estes últimos, motivaram sempre as ações da maior parte da humanidade.
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As línguas nativas de Angola estão morrendo. A língua carrega a história da terra, a maneira de ver, sentir, e pensar de um povo. Não podemos enterrar esta riqueza!
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Apesar das dificuldades, precisamos seguir com coragem, porque temos um compromisso com todo um passado que não podemos esquecer. Como diz minha Mãe Maza Kessy, "Angola tu és rica e poderosa!".
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Ndoko tuakabulule o unvama iú? Etu, ku ubeka uetu, ki tu kima etu, maji ni kisangela tutena ima ioso (Vamos preservar esta riqueza? Nós, sozinhos, não somos nada, mas com união podemos todas as coisas).


Excertos de Investigadora brasileira, fala em entrevista bilingue da sua paixão pelo Kimbundo
Publicado por ANGONOTÍCIAS em 23 de Abril de 2007

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segunda-feira, outubro 15, 2007

Tuna Universitária do Minho - Una furtiva lagrima

Ontem assisti a pequeno festival de tunas, na minha freguesia, onde tive a oportunidade de ver o desempenho da tuna de Agronomia. Muito boa! Vim ao You Tube mas não encontrei nada deles.

Entretanto, dei com a Tuna do Minho e fiquei espantada com a sua qualidade. Quero partlhá-la convosco.

Quando oiço e vejo uma Tuna a cantar o tempo desvanece-se e sinto-me da geração dos seus participantes. Eu sou estudante, eu canto, eu rio, grito e faço parte daquele grupo intemporal que tão bem nos transmite a sua alegria e juventude.

Vejamos este belo desempenho:

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Irão versus Estados Unidos da América

Irão-EUA

Fonte: Atlantic Free Press

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sábado, outubro 13, 2007

Dominic Frasca - Guitarra impossível

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Ártico - Novo recorde de degelo


Esta imagem é um mosaico de observações do Ártico registada entre 16 e 17 de Setembro passado. Sobrepostas à imagem estão os limites do gelo oceânico no seu ponto mínimo de extensão em 2007 (azul médio), os limites correspondentes em 2005 (azul claro) e a média a longo prazo dos limites correspondentes entre 1979 e 2000 (cinzento). O mínimo de 2007, razoavelmente correlacionado com a mancha de gelo visível através das nuvens nesta imagem, está substancialmente aquém dos outros mínimos. Em 2007, todos os anteriores recordes de degelo foram quebrados em Agosto, um mês antes do fim da época de fusão do gelo.

Fonte: NASA Earth Observatory

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Fernão de Magalhães e os nossos jovens

Numa aula do 10º ano, sobre a formação do Universo, referi as Núvens de Magalhães - galáxias cujo nome se deve ao facto de terem sido observadas e mencionadas pela primeira vez por Fernão de Magalhães.
Perguntei, de seguida, se alguém sabia quem foi este navegador e constatei que nem uma alminha conhecia o tal senhor!

- Meninos, como é possível? Quem fez a 1ª viagem de circum-navegação à Terra?

Silêncio absoluto! Eu não estava a entender. Ainda pensei que me estavam a provocar mas não, era assim mesmo!, não sabiam!

Bom, lá lhes dei uma pequenina lição de História: referi o descontentamento de Magalhães com D.Manuel I por não ter tido uma recompensa a que se julgava com direito, pelos serviços prestados na Índia e em África. Disse-lhes que esse terá sido um dos motivos pelos quais Magalhães foi oferecer os seus préstimos a Carlos V de Espanha tendo conseguido uma frota de cinco caravelas e, que depois, em Setembro de 1519, lá rumou ele para Ocidente, tendo descido a costa americana e passado por um estreito (hoje de Magalhães).
Já só seguiam 3 caravelas que penetraram no Pacífico, tendo descoberto as ilhas Marianas e as Filipinas. Aqui terá sido morto Fernão.

Depois da batalha com os autóctones sobrou 1 única caravela (a Vitória) que o espanhol Sebastian d' Elcano conseguiu conduzir, como piloto, de regresso até Sevilha, utilizando o rio Guadalquivir.

De 260 homens apenas regressaram 18, estando entre eles, António Pigafetta, geógrafo italiano que, meticulosamente, manteve o registo da viagem. Este manuscrito foi o primeiro documento a registar o Cebuano, uma das línguas filipinas.

- É, já não estou na aula, eu sei, mas o choque foi tão grande que até fiquei com vontade de aqui escrever esta pequena descrição da viagem. Quanto mais não seja para ter a certeza que os jovens da minha família não vão ficar com esta falha!...

-Esperem, já agora vou buscar uma foto dele ao Google. Já volto.

-Aqui está ela, retirada da Wikipedia:

-Barbudo, é verdade, mas não havia aquelas máquinas de barbear que deixam a barba curtinha e aparada! E boa pessoa também!

-Quanto às núvens de seu nome deixo aqui uma foto da galáxia maior:

E, já agora utilizem a referência seguinte para saber um pouco mais sobre estas duas maravilhas da Natureza, a núvem grande e a pequena:

http://www.astropt.com/ccviva/astronomia/noticias/2007/09/19_nuvens_magalhaes.htm

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