segunda-feira, dezembro 31, 2007

FELIZ ANO 2008

FELIZ ANO NOVO
E
BOAS ENTRADAS PARA TODOS OS NOSSOS AMIGOS E LEITORES

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Eugénio Rosa desmente José Sócrates

Mais umas mentiritas do nosso Primeiro-Ministro, revelando um estado agudo de analfabetismo funcional. (AF)
...

Eugenio RosaSe a comparação for feita entre a média do emprego nos primeiros três trimestres de 2005 (5.118,8 mil) e a média do emprego nos três primeiros trimestres de 2007 (5.163,5 mil), em que o efeito da sazonalidade está mais diluído, o aumento de postos de trabalho foi apenas de 44,7 mil, que corresponde a 42% do aumento referido por Sócrates na sua mensagem de Natal.

No entanto, se analisarmos com maior profundidade o aumento do emprego verificado durante o governo de Sócrates , procurando conhecer as causas e características desse aumento, as conclusões a que se chegam talvez surpreendessem o próprio 1º ministro se ele estivesse realmente interessado no rigor e em conhecer a verdade.

Tomando como base de comparação a média dos números do emprego dos primeiros três trimestres de 2005 e dos primeiros três trimestres de 2007 conclui-se que, entre 2005 e 2007, o emprego total aumentou em 44,7 mil, mas o emprego a tempo parcial cresceu em 45,2 mil. Portanto, o crescimento no emprego que se verificou deveu-se apenas ao aumento do emprego a tempo parcial porque o emprego a tempo completo até diminuiu, como mostram também os dados do INE constantes no quadro.

Como os portugueses não conseguem arranjar emprego a tempo completo são obrigados a aceitar emprego a tempo parcial (os chamados “biscates”), em que a remuneração corresponde a cerca de 47% da remuneração a tempo completo (em 2006, segundo o INE, a remuneração média a tempo completo era de 730 euros, e a tempo parcial de apenas 340 euros).

Eugénio Rosa in
MENSAGEM DE NATAL DO 1.º MINISTRO
Falta de Rigor como instrumento de Manipulação política

publicado por Sindicato dos Professores da Regiao centro
a 28 de Dezembro de 2007

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O Tempo

Antes das bagas estarem vermelhas eram verdes. Foi preciso passar algum tempo, o suficiente, para que elas amadurecessem. Essa transformação, acontecimento, necessitou de Tempo.

Os acontecimentos deram origem ao Tempo. Antes do Nada ele não existia.. No momento da explosão do Big Bang surge o Tempo com a sucessão de acontecimentos. De facto, esta sucessão é que dá sentido à ideia de Tempo. Se não acontecer nada o tempo não passa, como todos sabemos.
É uma entidade abstracta, não se vê, não se toca, simplesmente, sentimo-la. E só tem uma sentido do zero para o + infinito, em todas as direcções.

A sucessão de reacções químicas no nosso organismo ao longo da vida vai-nos transformando, mudando-nos, até que a desordem, a entropia, atinge o seu máximo e deixamos de existir como nos fomos conhecendo ao longo da nossa existência. É aquilo a que chamamos Morte ou o seu início. É o fim do Tempo que nos estava destinado!

Por uma questão prática relacionámos o Tempo com a sucessão dos dias e das noites assim como com as diversas estações que se manifestam de acordo com a posição da Terra em relação ao Sol, a nossa estrela, a nossa guia, que nos dá a vida também.
Com a mudança do tamanho dos dias, eles que diminuiram e que agora começam a aumentar, escolheu-se um período para celebrar essa mudança, desejando boas colheitas passado o frio. Coisa que nem sempre aconteceu porque a sucessão de temperaturas/chuva nem sempre foi favorável ao longo dos tempos.

Recorremos aos sonhos para pintar a nossa realidade mais agradável. Inventou-se um Natal, que está intimamente ligado ao renascimento da Vida, e uma família em cujo berço ela se vai desenvolvendo, melhor ou pior. (De facto, ainda hoje são as famílias as células mais fortes da sociedade).
Houve ainda a vontade de celebrar a Passagem de Ano como um ritual que tem a sua origem na subsistência do agregado familiar. E eis-nos, todos sorridentes, a pular, a rir, a desejar Boas-Festas uns aos outros, esquecendo mágoas, tornando-nos mais tolerantes uns em relação aos outros. É uma celebração, é um Sonho e nós vivemos de sonhos que vamos inventando todos os dias.

É um Ritual cujas origens estão esquecidas. É um espaço de Tempo que nos permite conviver, sorrir, esquecendo-nos muitas vezes que quer o celebremos quer não, o Tempo avança independentemente do que quer que façamos ou resolvamos fazer.
De facto, é uma homenagem ao Tempo!

Nota: imagem pública retirada do Google


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sábado, dezembro 22, 2007

Weihnachtslieder

Três canções de Natal em vozes brancas, como eram cantadas na Escola Alemã da Chicuma em Angola. Votos de boas festas para todos os nossos visitantes. (AF)



Stille Nacht


Stille Nacht! Heilige Nacht!
Alles schläft; einsam wacht
Nur das traute hochheilige Paar.
Holder Knabe im lockigen Haar,
Schlaf in himmlischer Ruh!
Schlaf in himmlischer Ruh!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Hirten erst kundgemacht
Durch der Engel Halleluja.
Tönt es laut von Ferne und Nah:
Christ, der Retter ist da!
Christ, der Retter ist da!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Gottes Sohn! O wie lacht
Lieb aus deinem göttlichen Mund,
Da uns schlägt die rettende Stund,
Christ in deiner Geburt!
Christ in deiner Geburt!

Oh du Fröhliche


Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Welt ging verloren,
Christ ward geboren,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Christ ist erschienen,
Uns zu versühnen,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh du fröhliche,
Oh du selige,
Gnadenbringende Weihnachtszeit.
Himmlische Heere
Jauchzen Dir Ehre,
Freue, freue dich, oh Christenheit!

Oh Tannenbaum



Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter.
Du grünst nicht nur zur Sommerzeit,
Nein auch im Winter wenn es schneit.
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Wie grün sind deine Blätter!

Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!
Wie oft hat nicht zur Winterszeit
Ein Baum von dir mich hoch erfreut!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Du kannst mir sehr gefallen!

Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren:
Die Hoffnung und Beständigkeit
Gibt Mut und Kraft zu jeder Zeit!
Oh Tannenbaum, Oh Tannenbaum,
Dein Kleid will mich was lehren


Fonte: bassam1958

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Jean Claude Trichet - Conter a inflacção

Registo
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EuroNews:
Os preços do consumo subiram imenso nos últimos meses em Espanha, em França, na Alemanha, em Itália, um pouco por toda a parte, e atingiram na zona euro o nível mais elevado dos últimos seis anos. Qual é para si a solução?

Jean Claude Trichet:Jean Claude Trichet
Temos que fazer de forma a que este aumento dos preços, que esperamos que seja transitório, não se estenda a outros aspectos, como às recompensas e aos salários e também aos outros preços. Nesse caso, teríamos aquilo a que chamamos efeitos secundários e uma inflação que, em vez de ser transitória, causada pelos aumentos que observámos nas matérias-primas e no petróleo, seria uma inflação duradoura e não teríamos a possibilidade de estar à altura do nosso mandato, de garantir a estabilidade dos preços e não faríamos o que os nossos concidadãos nos pedem.
...


In Jean-Claude Trichet: "incertezas são grandes em relação a 2008"
publicado por EuroNews em 20 de Dezembro de 2007

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sexta-feira, dezembro 21, 2007

António Avelãs - Atropelos do Ministério da Educação


Porque considero esta pequena prosa importante para mais um texto vir clarificar o que se está a passar na Educação em Portugal passo a transcrever: (MR)


"OS SALVADORES

Antes deles seria o caos, a desordem, a irracionalidade. Antes deles, os professores não davam aulas - faltavam. Antes deles, os alunos não estudavam brincavam. Antes deles, a escola não se preocupava com os seus alunos - apenas se limitava a criar condições para que eles se divertissem e namorassem. Antes deles, os professores não estavam nas escolas. Armada com a (terrífica) aura do justicialismo, como que ungida para salvar o ensino e a educação do inferno a que os "românticos rousseaunianos" a tinham condenado, Lurdes Rodrigues e "sus muchachos" resolveram estabelecer a ordem, a dedicação e o mérito. Venceriam a própria História, que já mais que uma vez sublinhou, os desastres a que conduz o messianismo doentio.

Falharam em toda a linha. Os professores mais dedicados, mais intervenientes, mais apaixonados pela profissão não aceitaram a desfaçatez de quem sobre eles construiu verborreicos discursos, fundados na ignorância do que é a vida quotidiana em cada escola e no esforço, quantas vezes gigantesco, necessário para que cada escola funcione de modo adequado; os que faltavam por motivos menos aceitáveis, continuam a faltar; os que raramente faltavam, continuam a não faltar, mas contam desesperadamente os anos que lhes faltam para a aposentação; perderam a alegria com que antes se lançavam nas aulas e nas actividades que as escolas organizavam e eles próprios "patrocinavam". Presos na escola com horários absurdamente pesados a que se acrescentam intermináveis reuniões, falta-lhes tempo (e disposição) para se dedicarem à preparação das sua aulas e à sua actualização permanente. Os alunos não brincam nem conversam. Não têm recreios, e, quando um professor falta, esperam, mais ou menos angustiados, que passem os 90 minutos, acorrentados numa qualquer sala com um professor que desconhecem. Mas não consta que aprendam mais ou desenvolvam melhor a sua formação moral e cívica. Em suma, a escola degradou-se. E ameaça degradar-se ainda mais quando começar a ser vivida "na pele" pelos professores mais novos o bloqueio quase definitivo imposto pela divisão da carreira - a possibilidade de chegar a "titular"(!) é uma aboluta miragem e deste modo se sentem não só prejudicados financeiramente mas também amputados no conteúdo da sua profissão - e quando os "titulares"(!) sentirem que lhes são pedidas tarefas para as quais não estão - nem tinham que estar - minimamente preparados.

A escola baterá no fundo se, como infelizmente tudo indica, for obrigada a envolver-se no processo inauditamente burocrático da "avaliação de desempenho" que espíritos abstrusos lhe cozinharam.

Tudo isto passa à margem do iluminado messianismo justicialista desta equipa, de 3ª ou 4ª escolha que ocupou o Ministério da Educação. A arrogância é filha predilecta da incompetência.

A greve de 30 de Novembro foi também um modo de dizer "não em meu nome" a este estado de coisas. Foi um modo de exigir que as mudanças que se impõem tenham como rumo a reabilitação da profissão docente e da sua carreira e a reconstrução de uma escola que ponha os interesses reais dos seus alunos no centro da sua actividade. Ou seja: uma inversão completa do rumo actual."



Fonte: António Avelãs,
Editorial do Escola Informação
edição de Novembro/Dezembro de 2007


Considero tudo o que foi escrito absolutamente verdade. Só quem está diariamente nas escolas pode sentir como tudo isto faz sentido, perceber como a escola se burocratizou em detrimento da formação dos seus alunos. Perceber o cansaço, a desmotivação dos docentes, a falta de alegria, a desconfiança que se espelha nas faces dos colegas que connosco se cruzam! (MR)

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quarta-feira, dezembro 19, 2007

Fernando Ornelas Marques - Certificação de manuais escolares

Curiosos sinais dos tempos: um blog especializado no ensino, revelando temas de actualidade publicada ou não na imprensa, com a marca de um conhecedor da matéria, vai-se transformando aos poucos num abrigo de resistência de toda uma classe profissional contra os desvarios da actual detentora da pasta ministerial. Foi nessa qualidade que A Educação do meu Umbigo acabou por ser contactada pelo professor Fernando Ornelas Marques como forma de ultrapassar a recusa do Público em dar a conhecer a sua Carta aberta à Ministra da Educação. O que se segue é a parte final desta carta, relacionada com os novos processos de certificação de manuais escolares. (AF)
Fernando Ornelas MarquesSra. Ministra, os Programas de Estudo do ME, presentemente em vigor, são na sua generalidade maus. São enormes, e/ou irrelevantes, e/ou desactualizados, e/ou definem muito deficientemente as competências a adquirir/desenvolver pelos alunos. Como espera a Sra. Ministra que se possa fazer bons manuais sobre maus programas? Note que os programas existentes já são o resultado de Comissões nomeadas com base em critérios nunca explicitados e nunca claros. Talvez seja por isso que eles são tão maus!

A nova Lei contém muita burocracia, mas não aborda os temas mais críticos. Propõe a constituição de um Conselho e de Comissões, e refere que há cargos a tempo inteiro, e que até têm direito a subsídios de deslocação e ajudas de custo. No entanto, a Lei nada diz sobre os critérios que fundamentarão a escolha dos conselheiros e dos comissários. Não lhe parece, Sra. Ministra, que este aspecto é muito mais importante do que a burocracia dos subsídios? Ou será que a Sra. Ministra não se quer comprometer com critérios rigorosos e quantificáveis de escolha de avaliadores? Porque não diz, claramente, na proposta de Lei que os critérios de selecção terão como base (1) o curriculum científico (publicações internacionais em revistas cotadas no ISI - Institute for Scientific Information – preferencialmente como primeiro autor), como se faz nos países mais desenvolvidos, e (2) a prática corrente de avaliação de manuais escolares (por exemplo número de relatórios de apreciação de manuais escolares enviados ao ME nos últimos 10 anos)? No caso das Ciências Físicas e Naturais, os Conselheiros/Comissários deveríam ter um curriculum de excelência nas áreas da Física, das Geociências e das Ciências da Vida, e terem a prática, comprovada, de avaliação regular de manuais escolares das respectivas disciplinas. Não é assim que são constituídos os Conselhos Editoriais e escolhidos os revisores das revistas científicas conceituadas? Porque não adopta sistemas de avaliação há muito testados e eficientes, e de contornos perfeitamente claros?

Conselheiro(s) e Comissário(s) a tempo inteiro?! Como espera a Sra. Ministra que uma pessoa, cientificamente competente/excelente, vá deixar o seu trabalho de investigador e os seus projectos para se dedicar, a tempo inteiro, à causa dos manuais? É uma causa muito importante e nobre, mas não necessita de ocupação a tempo inteiro. Só quem desconhece o que é a avaliação de manuais e como se faz é que pode pensar o contrário. Este tipo de emprego (leia-se job) vai tornar-se apetecível a quem? É fácil de prever: (1) a amigos (leia-se boys) que apenas almejam poder político, mas que têm pouca ou nehuma competência/excelência científica e pedagógica para levar o processo a bom termo; (2) a burocratas que vão tornar um processo simples de revisão num amontoado de regras e papéis que tornarão a avaliação num inferno e que não conduzirão a nada; (3) a pessoas arrogantes que acham que sabem tudo mas que vão certificar os mesmos maus manuais actualmente existentes no mercado; (4) a fracos que se vão deixar corromper pelo grande poder do lobby editorial. E porquê a tempo inteiro, num tempo de grande contenção de despesas?! O trabalho de avaliação deve ser por peer review dos mais competentes (cv científico de excelência e experiência de avaliação de manuais), tal e qual como se faz nas revistas internacionais de grande impacto: um editor (de reconhecido renome na sua área científica) que escolhe os melhores revisores de entre os melhores especialistas numa determinada área. Como é que a Sra. Ministra espera que um Conselho de Avaliação (equivalente de um Conselho Editorial de uma revista científica), constituído como propõe no ponto 2 do artigo 10º do anteprojecto de Lei, seja capaz de desenvolver o trabalho próprio de um Editor ou Conselheiro Editorial de uma revista científica? Como é que a Sra. Ministra espera que uma Comissão de Avaliação (equivalente de um Revisor de uma revista científica), constituída como propõe no ponto 2 do artigo 12º do anteprojecto de Lei, seja capaz de realizar trabalho eficiente, de qualidade e rápido? Se escolher um bom revisor já não é tarefa fácil (o seu anteprojecto nem explicita critérios de escolha!), imagine-se escolher um grupo com a dimensão proposta, e que mantenha uma coerência tal que evite gastar o seu tempo em discórdias e discussões estéreis!

A nova Lei não prevê a aceitação de relatórios oriundos da sociedade civil, que incidam quer directamente sobre os manuais quer sobre o produto da avaliação efectuada pelas comissões. Neste aspecto a nova Lei é muito pior que a anterior. A não existência de controlo por parte da sociedade civil levará inevitavelmente à arrogância dos avaliadores, por acharem que não existirá controlo “legal” do produto da sua avaliação. Os avaliadores têm que saber que eles próprios são objecto de avaliação. A Sra Ministra espera que este trabalho seja então feito na comunicação social, com os efeitos perniciosos que tem a lavagem de roupa suja em praça pública?

Uma empresa privada como a Elsevier, de grande poder económico, prestígio e renome mundial na edição de trabalho científico e tecnológico, não paga aos editores nem aos revisores de centenas de revistas por ela publicadas. Mas o Estado Português, pobre, prepara-se para publicar uma Lei que prevê gastos avultados para o orçamento do estado. Como o estado não fabrica dinheiro e é constituído pelo somatório dos governantes mais a restante população, em especial a que paga impostos, vão ser estes a suportar mais uma despesa supérflua proposta pelos governantes. Ponha-se os investigadores competentes/excelentes a prestar o serviço de peer review, suportado pelo vencimento que o Estado lhes paga mensalmente. O prestígio que advém de se ser escolhido como avaliador devia ser reconhecido por toda a sociedade civil, e ser paga suficiente para a nobre tarefa de melhorar efectivamente o nosso precário sistema de ensino.


in Fernando Ornelas Marques
Certificação de Manuais,
publicada por A Educação do meu Umbigo em 18 de Dezembro de 2006

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terça-feira, dezembro 18, 2007

Adriana Calcanhotto e as crianças

Um fenómeno musical junto das crianças.

Adriana é suave e sabe captar a atenção de milhares de jovens recorrendo a melodias que as encantam. (MR)

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Alan Greenspan - Descartar os sinais precoces

Até a Reserva Federal já põe limites às liberdades da banca...(AF)

2007 subprime
(clicar para ver o gráfico todo)

in Edmund L. Andrews,
Fed Shrugged as Subprime Crisis Spread,
publicado por The New York Times Logo em 18 de Dezembro de 2007

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segunda-feira, dezembro 17, 2007

Nós e as crianças

Ensinar uma criança é um desafio monumental.
Educá-la é um trabalho desmedido.
É necessário adaptarmo-nos a ela, pensar e observar o mundo como ela o vê, para conseguirmos perceber a sua realidade. Só assim conseguiremos compreender algo das suas atitudes, entender as suas dúvidas, viver os seus medos.
É tão difícil que muitas pessoas com crianças à sua guarda desistem e deixam simplesmente que as situações vão acontecendo, ora vendo-as como meros espectadores ora reagindo bruscamente porque não as preveniram ou previram.
Para evitar isso é preciso estudar, falar com outros que experienciam problemas semelhantes, não se isolar e dar amor, muito amor.

Uma criança desde o berço precisa do contacto de pele para se desenvolver equilibradamente. Conheço mulheres que evitaram esse contacto íntimo que só uma mãe sabe dar. Mais tarde, os adultos que se formarem saberão utilizar essa doacção e transmiti-la à geração seguinte.

Educar é saber perdoar também mesmo quando não se entendem as motivações de determinados actos.
É ser-se firme mesmo que custe; é negar oportunamente e não porque não nos apetece explicar ou simplesmente por posição de retaliação.

Ter crianças como "suas" é para toda a vida, não é para "experimentar".

Muitos pais estão extenuados quando, no fim de um dia de trabalho, chegam a casa. Só pensam em repôr forças e, vezes sem conta, põem os filhos a jogar computador ou a ver televisão para não incomodarem nas tarefas domésticas.
Corajosos são aqueles que, quase na exaustão, se organizam e, enquanto um faz os ditos trabalhos, o outro ensina, brincando com os seus filhos também. Outro modo de agir poderá ser envolvê-los no grupo distribuindo-lhes pequenos trabalhos, não perigosos. Mesmo que eles desarrumem e pouco resulte da sua actividade estão a desenvolver-se e para a próxima estarão mais aptos.

As crianças não são pequenos adultos. Muitos pais vêem-nas como tal e exigem-lhes comportamentos desajustados. A estrutura mental de uma criança vai-se formando por etapas, como se se estivesse a construir uma escada. Se os degraus de baixo não estiverem firmes será um ser desajustado que vai encontrar mais tarde muitas dificuldades de integração e mesmo de desenvolvimento. Se muitas conseguem ultrapassar esses desequilíbrios, outras não. E há tantos, tantos mas tantos adolescentes desajustados!
E cada um de nós, cada pai, cada mãe, cada professor, pode estender a mão e dizer:"diz-me o que se passa que eu oiço".

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Bjarne Stroustrup - Factores da inovação

Respostas do inventor da linguagem de programação C++ a duas perguntas de Roberto Zaciri para a Sys-Con Media. (AF)


Bjarne Stroustrup
Bjarne Stroustrup


Roberto Zaciri: Na sua carreira profissional, abandonou a sua Dinamarca para estudar no Reino Unido e emigrar mais tarde para os Estados Unidos da América (EUA) como investigador. Na sua opinião, qual é a influência do "lugar" (país/região) sobre o êxito de um inovador?

Deixei a Dinamarca para me juntar a pessoas que estavam a fazer um trabalho interessante dispondo de mais "brinquedos" (ie, computadores avançados e software) que os que dispunha perto de casa. Após algum tempo, reparei que já não era fácil regressar. O tipo de trabalho que estava a fazer não era feito na Dinamarca e, tanto a indústria como a academia pareciam fechadas a esta espécie de forasteiro em que me trensformei, ao trabalhar em Cambridge nos laboratórios Bell. Acredito que hoje a Dinamarca (e a Europa em geral) esteja, de longe, mais aberta às ideias da investigação prática, porém, ao tempo, poucos lugares estavam de acordo com o que eu procurava.

Para mim, como jovem investigador, a qualidade dos meus colegas prevaleceu nas minhas opções. A Dinamarca é um dos melhores sítios do mundo para se viver, mas lá não estão pessoas como Maurice Wilkes, David Wheeler e Roger Needham completando uma organização estabelecida que inclui estudantes brilhantes. Cambridge é uma cidade que - no aspecto social - não tem rival, mesmo se comparada com a minha Aarhus natal, de modo que não senti estranheza. Ne entanto, os subúrbios a norte de Nova Jerssey não se adaptam a qualquer um e, nessa altura, senti uma perda. Por outro lado, o Bell Labs Computer Science Research Center foi um ambiente singular no seu poder estimulante. As pessoas de lá, tais como Doug Melroy, Al Aho, Brian Kernighan, Bob Morris, Sandy Fraser, Denis Ritchie e muitas outras, simplesmente fizeram com que o laboratório fosse o melhor "terreno de jogo" para um jovem cientista de computadores. Aspecto importante, todos os que mencionei e muitos outros que não mencionei para não ser enfadonho são pessoas não só grandes tecnicamente, mas com uma grande variedade de interesses não-técnicos.

Voltarei ao assunto do "lugar" na sua próxima pergunta, mas, para mim, "pessoa" prevalece sobre "lugar".


Roberto Zaciri: O que recomendaria para tornar um lugar apelativo para a inovação?

Ao mencionar "lugar", penso imediatamente nas paisagens espantosas da Califórnia (lembre-se de PARC, Stanford, CalTech, etc), Provence (INRIA em Sofia Antipolis). Depois ocorrem-me outros, como Cambridge da Inglaterra ou Cambridge de Massachussets, onde estão grandes universidades que criaram os seus próprios ambientes com pouca contribuição do país envolvente. Uma grande universidade é essencial: é onde encontra o talento e a inspiração.

A família é crucial. Nenhum lugar permanece grande a menos que cumpra dois requisitos: atrair os jovens e oferecer-lhes a possibilidade de aí constituirem as suas famílias e criarem os seus filhos. Os recrutadores falam no "problema dos dois corpos" e normalmente esquecem-se que não basta atrair o talento; há que fazer crescer famílias inteiras em comunidade. De modo que todos os que procurem trabalho consigam facilmente encontrá-lo.

Todos os lugares fantásticos que visitei tinham - pelo menos nos primeiros anos - pessoas excepcionais. É necessário alguém completamente fora de série para um bom começo. Mais tarde, bastam pessoas competentes para manter a instituição até que apareça a próxima geração excepcional. As organizações que geram inovação parecem albergar pessoas que inspiram e, além disso, concedem tempo e espaço alargados aos jovens talentos para que imaginem e desenvolvam áreas inexploradas.

Construir um ambiente propício à inovação não se consegue de um dia para o outro - são precisas décadas. Deve envolver uma organização - universidade ou governo - que seja estável por décadas. As organizações comerciais têm - por boas razões - dificuldades em perspectivar-se a prazos tão alongados, porém, florescem melhor quando estão perto de uma grande universidade, bem como de uma panóplia de outras firmas comerciais (concorrentes ou parceiras). Daí os parques de investigação que aparecem por todo o lado.


in Roberto V. Zaciri
C++ Inventor On Factors That Make for Great Technology Innovation
publicado por Sys-Con Media em 14 de Dezembro de 2007

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António Jacinto Pascoal - A fraude

Grato à Moriae pelo lembrete e a Martim Gouveia e Sousa pela publicação no seu blog. Quanto ao professor Pascoal, rendo-lhe a minha homenagem pela sua coragem e verticalidade. Quando um dia esta situação se inverter, poderá reclamar com justiça o seu quinhão de responsabilidade. (AF)

O ensino não vai bem e dele não se esperam melhorias. Dos resultados, o melhor é dizer que, se, em geral, não são francamente baixos, é porque são confeccionados. Um pequeno grão de uma longa fraude. A mentira é o sintoma do sistema. E começa na cúpula.

Para chegar a esta conclusão, não tomei muitas notas nem delineei a estrutura de qualquer tratado: constata-se. Todos o sabem, embora não esteja nos livros. O espectáculo, bem montado, vincula-nos (quando não nos premeia) a todos, professores, pais, alunos: celebramos, é certo, o mais infeliz dos papéis, que é o de bobos estultos.

Actualmente, um estabelecimento de ensino - em geral, público - é um lugar desconfortável. Os docentes, à falta de melhor, destilam fel; os alunos, feita a ressalva devida, são rudes; os auxiliares vivem o ingrato dilema de vigiar professores e ser desautorizados por alunos. E o caos só não escandaliza porque é tacitamente aceite. Ninguém leva a mão à boca de espanto, pois já ninguém estranha.

Acresce que domínios curriculares como Formação Cívica (a bem dizer, uma obrigação de família), Estudo Acompanhado (na verdade, um pressuposto do estudo, que é nem mais do que verificar uma matéria) ou Área de Projecto (entenda-se trabalhos em grupo sob mote), cujo sentido talvez fosse possível admitir numa fase inicial da escolaridade (e, ainda assim, diluídos nas disciplinas vigentes de 1.º Ciclo - ler, escrever e contar continuam a ser objectivos - e tanto faz que se leia competências - essenciais), não passam de folclore dessa farsa a que se convencionou chamar reorganização curricular e gestão flexível do currículo.

Não será preciso ter dois dedos de testa para perceber que as turmas de 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico não comportam mais de 15 alunos (número arbitrário, mas razoável, a atender ao perfil do modelo actual de aluno).

A destituição do poder a que os professores têm sido sujeitos gerou um paradigma comportamental profundamente enraizado nos discentes, a transcender a ética humana: banalização do estudo, privando-o de importância e solenidade; incumprimento de tarefas; transformação da aprendizagem em divertimento ou entretenimento fútil; infantilização; boicote do sistema de ensino; desvalorização do esforço e sacrifício; iliteracia; desregramento, desrespeito e imbecilidade.

Recordo duas gratas figuras a quem ouvi chamar algumas coisas pelos nomes: Marçal Grilo e Lobo Antunes. Este último, se bem me lembro, aconselhava a que se tratasse os alunos como cães (entenda-se a metáfora, sem precipitações). Não acredito num ensino em que um professor não tenha, muitas vezes, de ser austero, e um aluno, não raro, de ser espartano. Por isso me espanta que o que dimana do Ministério da Educação contrarie tudo isto: erradicação da importância da Filosofia, rasura da literatura, despenalização das faltas, elaboração de planos redentores (Plano de Recuperação, de Acompanhamento, da Matemática, etc.), criação de inúmeras fraldas pedagógicas, elaboração de exames manifestamente caricaturais, invenção de "aulas" substitutas, e tanto mais. Os fautores do ministério não são incompetentes: são, antes, irreais. E irracionais.

Na sua nefasta acção, ajudam o aluno a ser esmoler e a pedinchar notas, convencem os encarregados de Educação a reivindicar o irrazoável e a encarnar um largo espectro de qualidades diabólicas e boçais e obrigam os professores a capitular na sua missão - se é ainda possível imaginar que o ensino assim tenha sido alguma vez considerado.

Nem tudo é deste modo, mas muito do que sabemos é-o. Vemos, ouvimos e lemos: não podemos ignorar. Contudo, este silêncio é de ouro, e nem sequer os sindicatos perturbam as boas consciências (as greves de sexta sucedem-se como a expressão de um mundo sinistramente repetitivo). (...) Não nos rebelando contra o sistema - o que exigiria, no mínimo, uma paralisação de todos os sectores de ensino por tempo indeterminado -, só nos resta sermos as chocas da arena morna em que pactuamos. E a haver desculpa, só a de não darmos por nada.

Para coroar o fracasso deste modelo de ensino, a recente alteração no estatuto, que prevê a "titularidade" dos docentes, e a proposta de modificação na gestão, que antevê a figura do "director", têm um duplo imperativo: fazer dos professores galos de combate e amplificar a divisão no seio da docência. Nada mais hábil, vindo da parte da classe política, a quem só resta limpar as mãos, já lavadas por inúmeros Pilatos. O que se adivinha, contudo, não se revela muito animador para o futuro da Educação em Portugal.

A actual ministra, entretanto, balanceia-se entre uma rigorosa verve e uma logorreia falsa. Não é dela a culpa: muitos outros vieram antes e indicaram-lhe o caminho. Ela só teve de caminhar.
Nota - Ficou a jeito esta minha cabeça. Se ela rolasse, não seria sinal de ser incómoda. Seria antes a prova de que o Big Brother não é ficção literária.

António Jacinto Pascoal (professor)
Escola Secundária Fernando Assis Pacheco, Lisboa

Carta ao Director do jornal O Público, publicada em 16 de Dezembro de 2007 e reproduzida em post por martim de gouveia e sousa em Ave azul a 17de Dezembro de 2007

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Yves Smith - Liquidez e inflacção

Notas de banco

Andy Xie, que foi economista-chefe da Morgan Stanley até ao ano passado (aparentemente, tornou-se impopular por ser demasiado cândido para com Singapura), criticou sem rebuços a decisão tomada na semana passada pelos bancos centrais sobre uma nova infusão de liquidez, no artigo do Financial Times intitulado "É tempo de os bancos centrais pararem de salvar os nossos mercados".

A conclusão de Xie é a de que a crise foi provocada por uma intervenção especulativa: salvar os irresponsáveis apenas os encoraja a prosseguir as suas acções. Também se referiu ao medo das autoridades pela recessão, que teria o salutar efeito de apertar a multidão. Não sendo estes comentários uma novidade especial, à parte o reconhecimento de que a acção dos bancos centrais está a alimentar a crise inflaccionária, são eloquentes e sugestivos.

É de notar que alguns comentadores classificaram como menor a intervenção da Federal Reserve (FED - banco central dos Estados Unidos da América); a Brad DeLong observou a propósito que o último movimento foi precedido de um disparo dramático do ritmo de atribuição de fundos pelo FED.
(Yves Smith)



Do Financial Times:
A bolha do crédito global está a estoirar. Esta bolha é alimentada, em primeira instância, pela aplicação de fundos próprios em operações financeiras nominalmente de alto rendimento associado ao risco elevado. Os responsáveis pelo que aconteceu jogaram com o dinheiro de outrem, negociaram produtos financeiros arcanos por meio de falsas promessas de lucros chorudos, mas encheram os seus bolsos com bons prémios. Nem estes mestres do universo, nem os seus ávidos e ingénuos investidores merecem ser salvos. Merecem tudo o que lhes aconteceu.

Os banco centrais partilham igual responsabilidade na situação que se criou. Depois do 11 de Setembro de 2001, os bancos centrais reduziram drasticamente as taxas de juro, proporcionando dinheiro barato para fazer crescer a bolha. Não deveriam inundar novamente o mundo com liquidez para suster esta bolha e criar a próxima. Os bancos centrais deveriam concentrar-se na estabilidade dos preços e promover liquidez apenas suficiente para conter a escalada dos efeitos na economia devidos à explosão da bolha.

Tampouco deveriam os bancos tentar evitar a recessão a qualquer preço. Os ciclos de negócios não são maus. Aos tempos altos devem seguir-se os baixos. A última fase de crescimento durou demasiado devido ao efeito de estímulo da bolha. Após quatro anos de uma taxa de crescimento global de 5%, uma recessão moderada é um pequeno preço a pagar. Se, em resposta à crise actual, os bancos centrais estimularem a bolha a crescer novamente, os actos irreflectidos na economia global agravar-se-ão e tornar-se-ão mais penosas as medidas correctivas.

Nos últimos cinco anos, a bolsa de Nova York (Wall Street) mudou radicalmente e, porventura, não para melhor. O colapso das agências promotoras de negócios obrigou os bancos a apostar os seus activos para conseguir receitas, vendendo produtos combinados de "altas margens" aos seus clientes. A sua ânsia de vender produtos novos e mal compreendidos, tais como derivados de hipotecas sub-prime, é um factor preponderante na génese da crise actual. Com já aconteceu na crise dos anos de 1980, a Wall Street arrisca-se a ser processada legalmente nos próximos anos.

As agências de classificação do risco de crédito partilham a culpa. Forneceram indicadores de alta segurança aos derivados das hipotecas de casas baseados na longevidade das prestações cobradas. Infelizmente, o comportamento do conjunto dos devedores depende de condições macro-económicas. Logo que os preços das casas desceram significativamente, as prestações dos empréstimos tenderam a descer e a longevidade deixou de valer grande coisa. Como em crises anteriores, as avaliadoras do risco de crédito comportaram-se como negociantes de ocasião. As análises de risco são supostas servir de guia aos investimentos em maus tempos, não para serem aplicadas quando a situação se torna crispada.

O inchaço dos fundos industriais são igualmente culpados. Quando estes fundos se tornaram enormes, os gestores concentraram-se nos 2% dos seus salários em vez de participarem nos investimentos produtivos. Assim, trataram de arrecadar activos super-promissores.
Enquanto não chegar a hora da verdade, poderão reportar os lucros que entenderem. Quando isso acontecer, não conseguirão vender o que têm e ainda terão que recusar o resgate.

Se os bancos centrais tentarem salvar Wall Street, provocarão uma inflacção alta durante anos. O efeito inflaccionário de uma política despesista no passado foi compensada pelo efeito deflaccionário da globalização. Agora a China e outros países em vias de desenvolvimento já sofrem uma inflacção alta e em crecimento. Dinheiro mal gasto irá directamente para a inflacção. O círculo vicioso da espiral de salários e preços de 1970 não regressará enquanto o trabalho e o capital acreditarem no poder dos bancos centrais em conter a inflacção. Se isso for descurado para salvar a Wall Street, essa confiança pode ser desperdiçada. A espiral de salários e preços que se seguiria poderia arruinar a economia global por anos.

Esta é uma oportunidade de os bancos centrais restabelecerem a sua credibilidade. Os mercados tomaram mais riscos que deveriam, porque contaram que os bancos centrais os salvariam em tempos de crise, como agora. A declaração de Alan Greenspan, ex-presidente do FED, de inundar o mercado com liquidez em períodos de instabilidade financeira está na origem desta crença que "o banco central põe". Enquanto esta espectatitiva existir, as bolhas financeiras reaparecerão. Agora é tempo de agir. Deixemos os torpes ir para a bancarrota. Os bancos centrais deveriam enterrar de boa mente o "põe" de Greenspan.


in Andy Xie Criticizes Central Bank Liquidity Infusion
publicado por naked capitalism em 14 de Agosto de 2007

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sábado, dezembro 15, 2007

Natalie Cole e Nat King Cole

Graças à tecnologia foi possível Natalie Cole ter o prazer de acompanhar o pai nesta e noutras canções mesmo após a morte deste.

Muito bonito!

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Imagens captadas pelo Hubble

Recebidas por email de Maria Lisboa


Hubble photo
A Galáxia do Sombrero - distante 28 milhões de anos luz da Terra - foi eleita a melhor foto, captada pelo Hubble. As dimensões desta Galáxia, oficialmente denominada M104, tem uma aparência espectacular. Ela têm 800 bilhões de sois e um diâmetro de 50.000 anos luz.



Hubble photo
A Nebulosa da Formiga, que é uma nuvem de poeira cósmica e gás, cujo nome técnico é Mz3. Assemelha-se a uma formiga quando observada por telescópios fixos. Esta Nebulosa, está distante da nossa Galáxia, e da Terra, entre 3.000 a 6.000 anos luz.



Hubble photo
Em terceiro lugar está a Nebulosa NGC2392, chamada Esquimó, pois assemelha-se a um rosto circundado por chapéu ou gorro enrugado. Este chapéu, na realidade, é um anel formado por estruturas ou restos desagregados de estrelas mortas. A Esquimó está a 5.000 anos luz da Terra.



Hubble photo
Em 4º lugar temos a Nebulosa Olho de Gato , que tem uma aparência do olho esbugalhado do feiticeiro Sauron do filme "O senhor dos anéis".



Hubble photo
A Nebulosa Ampulheta, distante 8.000 anos luz , que tem um estrangulamento no meio, por os ventos que modelam a nebulosa serem mais fracos na sua parte central.



Hubble photo
Em 6º lugar está a Nebulosa do Cone. A parte que aparece na foto tem 2.5 anos luz de comprimento (o equivalente a 23 milhões de voltas ao redor da Lua).



Hubble photo
A Tempestade Perfeita, uma pequena região da Nebulosa do Cisne, distante 5.500 anos luz; descrita como "um borbulhante oceano de hidrogênio, e pequenas quantidades de oxigênio, enxofre e outros elementos".



Hubble photo
Noite Estrelada, assim chamada por lembrar aos astrónomos um quadro de Van Gogh com este nome. É um halo de luz que envolve uma estrela da via Láctea.



Hubble photo
Um redemoinho de olhos "furiosos" de duas galáxias, que se fundem, chamadas NGC 2207 e IC 2163, distantes 114 milhões de anos luz, na distante Constelação do Cão Maior (Canis Major).



Hubble photo
A Nebulosa Trifid. É um "berçário estelar", afastado da Terra 9.000 anos luz e é um lugar onde nascem as novas estrelas.

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quinta-feira, dezembro 13, 2007

O perigo dos telefones móveis

Mobile phone evolution

Um grupo de investigadores israelitas publicou a 6 de Dezembro um estudo no American Journal of Epidemiology, que foi citado em várias outras publicações.
  • Em altas doses, as radiações emitidas pelos aparelhos portáteis aumentam consideravelmente o risco de cancro nas glândulas parótidas, que ficam perto da orelha.(Informatique et média)
  • O risco aumenta se os utilizadores puserem o aparelho sempre junto à mesma orelha, ou se viverem habitualmente em zonas rurais.(Cyberpress)
  • É preciso reavaliar as normas em matéria de telefonia móvel.(Dr Sigal Sadetski)


in Téléphoner tue
publicado por AgoraVox le média citoyan em 12 de Dezembro de 2007

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França - Inflacção anual atinge 2,4%

Artigo: L'inflation au plus haut depuis trois ans
publicado por Le Monde a 13 de Dezembro de 2007
Bandeira francesa
Institut national de la statistique et des études économiques (Insee):
A progressão do índice de preços ao consumidor registada em Novembro resulta essencialmente da nova subida dos preços dos produtos petrolíferos.

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quarta-feira, dezembro 12, 2007

L'arbre de les 1000 Musiques

Há um lugar da internet onde todos os melómanos se sentem bem. Alonsii vive na Catalunha, porém os músicos de quem fala podem estar em qualquer parte do Mundo. Sobre cada música tem uma história para contar.
Em tempos chegou a pedir às visitas portuguesas que manifestassem as suas preferências musicais.
Reflexivamente, fez-me notar que quase nada conheço da música catalã. Nem fica nada longe, a Catalunha. Vivemos demasiado tempo de costas voltadas. Escolhi por isso um tema, mas deixo a apresentação a Alonsii.
(AF)

Txala
Txala:
La Mestressa


En catalán Xalar significa divertirse. Y suena como Txala, el diminutivo con el que los Vascos llaman la Txalaparta. Txala es el nombre que adoptan esta formación catalana centrada en la fusión de los folklores Vasco y Catalán. Así instrumentos de las dos tierras comparten historias. El flabiol y el tamborí típicos de la música catalana acompañan a txalapartas de todos los tamaños y materiales. Temas típicos de aquí (Catalunya) que suenan con sabor de allá (Pais Vasco). Instrumentos de allá con sabor de aquí.

Pero que nuestros amigos del PP no se preocupen, que tan solo es música, cultura, no separatismo nacionalista. Que si se junta un catalán y un vasco , puede ser que, con toda seguridad, también salga algo bueno. Pero por desgracia, a veces se niegan como propias las diversas herencias culturales de la península; la música, las palabras, la comida, la gente, las ideas van siempre se un lado para otro y al final no son ni de aquí ni de allá. Quién lo entienda ya sabe de lo que hablo.

El disco me lo cede el amigo Txiribita, de ekaitzaldi, Posiblemente el blog más importante dedicado a la música y cultura de Euskalerria. De verdad, no dejéis de hecharle un ojo.

Si queréis saber cómo se ve el tema de Txala desde Euskalherria, mirar lo que nos dice Txiribita, aquí.


in Xalar é divertir-se
publicado por Alonsii em L'arbre de les 1000 musiques em 3 de Dezembro de 2007

Som: Rapidshare

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Carlo Marafioti - Obscurantismo contra a ciência

Carlo Marafioti era Presidente da Associação Santilli - Galileu para a Verdade Científica. O texto seguinte é a parte final do apelo feito em 2000 para conter o declínio da física.(AF)
Abusando da clemência dos ouvintes, atrevi-me a dizer que, no limiar do terceiro milénio estamos face à intromissão de uma forma de obscurantismo na ciência, comparável à do tempo de Galileu, mas talvez ainda mais profunda e diversificada.
Defino "ciência" como representações matemáticas, capazes de previsões numéricas invariantes, podendo ser sujeitas a confirmações experimentais, com técnicas disponíveis. Santilli - Galilei Association on Scientific Truth
O primeiro sinal do obscurantismo que detectei está, portanto, ao nível da matemática pura, pois não são admitidas insuficiências fundamentais nos trabalhos académicos, por exemplo, para a representação clássica da antimatéria; para uma representação das interacções não-lineares, não-locais e não-hamiltoneanas por meio de um operador clássico invariante; para uma axiomática consistente com a irreversibilidade das reacções químicas, dos sistemas biológicos ou dos de outros campos.
Passámos depois em revista o obscurantismo que se instalou em vários domínios da física, clássica, das partículas e nuclear, como também na química quântica, na supercondutividade, na biologia, na astrofísica e nas cosmologias, com particular realce para o obscurantismo resultante das limitações das teorias de Einstein e da mecância quântica perante um acervo crescente de dados empíricos.
Para oferecer uma perspectiva histórica provisória, fiz um paralelo com o obscurantismo dos tempos de Galileu. Em particular, mostrei que as técnicas usadas pelos jesuitas na sua tentativa de eliminar as novas ideias, não só são plenamente aplicadas hoje em dia, como foram refinadas ao nível de uma arte sofisticada. Eesbocei depois uma série de paralelos entre as técnicas obscurantistas específicas em vigor na cena científica actual com aquelas que foram implementadas contra o trabalho de Galileu. Finalmente, concluí lembrando que o obscurantismo científico empreendido em Itália contra Galileu atrasou por séculos a aquisição de conhecimentos científicos fundamentais. Uma perspectiva desanimadora idêntica pode resultar do obscurantismo científico actual, porém com consequências muito mais sérias tais como: incapacidade para satisfazer necessidades realmente básicas das nossas sociedades; desenvolver novas fontes de energia limpas; reciclar os resíduos radioactivos ou outros deixados pelas gerações precedentes. Tudo avanços que exigem que se ponha termo aos fanatismos quanto à validade universal das teorias einsteinianas quaisquer que sejam as condições de existência possíveis do universo.

in Carlo Marafioti
CALL TO CONTAIN ETHICAL DECAY IN PHYSICS
publicado por Santilli - Galilei Association on Scientific Truth em 31 de Janeiro de 2000

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terça-feira, dezembro 11, 2007

José Croca e o Princípio de Heisenberg

Entrevista conduzida por Rita Silva Freire para o Jornal de Letras

Jornal de Letras: O que significa ter refutado o princípio da incerteza de Heisenberg?

José CrocaJosé Croca: As relações de Heisenberg impõem um limite à nossa capacidade de conhecer. De acordo com estas relações, a partir de um certo limite, definido precisamente por elas, não podemos colocar questões, pois este constitui uma barreira intransponível. Estas relações, descobertas por Heisenberg em 1927, imperaram até há pouco tempo como omnipresentes. Desmontei teoricamente essas relações e depois mostrei que, na realidade, a natureza é muito mais complexa. As relações de Heisenberg são válidas a uma dada escala de descrição da realidade, mas não limitam realmente a possibilidade de conhecer. A imaginação humana vai sempre mais longe que qualquer barreira que possamos tentar construir. As relações de Heisenberg tentaram impor essas balizas. E o que mostrei é que podemos ir além delas.
Jornal de Letras: E que balizas eram essas?
José Croca: Imagine um automóvel em movimento. Quer saber onde ele está. De acordo com Heisenberg, posso saber a posição do automóvel. Mas se quiser saber a posição com rigor absoluto, não poderei saber a velocidade a que circula e vice-versa. As relações de Heisenberg dizem-nos que é impossível prever o valor destas duas grandezas conjugadas.
Jonal de Letras: Refutou essa teoria. O que propõe?
José Croca: Que é possível ir muito para além dessas relações de Heisenberg. Dentro do limites impostos pelas relações de Heisenberg não é possível prever com rigor a posição de uma partícula e a sua velocidade. Mas eu mostrei que é possível, não só teórica como também experimentalmente, ir muito além desses limites.
Jornal de Letras: E como é que isso se aplica na prática?
José Croca: Admitamos que num DVD, de acordo com o limite de Heisenberg - uma consequência directa da ontologia de Fourier - podemos ter só duas horas de gravação. Rompendo com essa ontologia e usando a análise por onduletas, podemos ter oito horas ou mais.
Jornal de Letras: E no plano teórico?
José Croca: As relações de Heisenberg são a expressão matemática do princípio da Complementaridade de Niels Bohr, que afirma a existência de uma dualidade intrínseca na natureza. Tal como acontece numa moeda, ou vejo a cara ou vejo a coroa. Não posso ver as duas faces simultaneamente. Mas podemos, com um espelho. Por outro lado, a mecânica quântica nega a existência de uma realidade objectiva, independente do observador. Em última instância, nesta teoria, é a consciência do observador que cria a realidade. O que estamos a fazer é criar uma nova mecânica quântica causal e não-linear, mais geral e em que a realidade não seja criada pelo observador. O objectivo é desmistificar a mecânica quântica.
Jornal de Letras: Quais as consequências, no plano do conhecimento, destes avanços?
José Croca: Romper com a hipótese - horrenda - de que há barreiras intransponíveis para o conhecimento. As relações de Heisenberg constituem uma prisão para o espírito humano. Mostrei que tal barreira não existe. Ou que podemos ir muito para além dela. É possível explicar em termos causais fenómenos tidos como misteriosos e inexplicáveis. Não há fenómenos misteriosos em Ciência. Há fenómenos muito complexos. Se lhe perguntar porque chove, não vai dizer que foram os deuses que estavam mal dispostos, como se pensava antes. Chove porque o Sol aqueceu mais determinada região da Terra, dando origem à precipitação de água. A mecânica quântica bohreana induziu, de certa forma, a ideia de que os fenómenos acontecem sem que para isso exista explicação causal. O que se mostra é que os fenómenos apresentados como incompreensíveis são perfeitamente explicados em termos causais e racionais, dentro do quadro da nova mecânica quântica não-linear. Do ponto de vista do conhecimento humano, isto é importantíssimo. Pelo menos para aqueles que acreditam que o mundo é compreensível.

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John Kiriakou - A culpa morre solteira

John Kiriakou é um ex-agente reformado da Central Inteligence Agency (CIA). (AF)
John Kiriakou
Como muitos americanos, fui confrontado pelo dilema de saber que a submersão (waterboarding) pode ser uma forma de tortura e a qualidade da informação que através dela se obtém. Enfrentei esse dilema. Que aconteceria se, por nos abstermos de aplicar esta técnica a alguém, não obtendo a peça de informação que precisávamos, permitíssemos um ataque? Teria problemas em perdoar-me a mim próprio. É como desligar um interruptor. É fácil apontar falhas - ou aparências de falhas - aos serviços de informação, mas o público deve compreender quão difíceis são as condições de trabalho de quem lhe oferece a segurança.
in ABC News, 11/Dez/2007


Na terça-feira, Kiriakou desviou a responsabilidade da CIA para a Casa Branca, ao dizer que a decisão de usar certas técnicas nos interrogatórios não se encontra entre as pessoas do seu nível.
Esta foi um política definida pela Casa Branca, em conjunto com o National Security Council (NSC) e o ministério (department) da Justiça.
A administração de George W. Bush sempre manteve que não permite o uso da tortura.
in BBC News, 11/Dez/2007

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Daniel Pereira da Silva - STOP ao Cancro do Cólo do Útero

IPO Coimbra

Mensagem do Dr. Daniel Pereira da Silva director do serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra... 2 minutos...
(Moriae, via email)
Caros Amigos e Amigas

Preciso da vossa ajuda.

Assinem a petição www.cervicalcancerpetition.eu. para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no parlamento europeu, de modo a que os rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onse só existe na região centro.

Bem Hajam

Daniel

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segunda-feira, dezembro 10, 2007

Gordon Brown - Your war is over

War is over
(clique sobre a figura para aceder à fonte)

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Gato Fedorento - Dicionário Português-Machadês

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Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Trata do acordo ortográfico que entrará em vigor em 2008


Petição: Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

As alterações à ortografia da língua portuguesa incluem, por exemplo, passar a ser correcto escrever palavras com a seguinte ortografia: "umor", "úmido", "oje", "ato", "açao", "fato", "aver", etc.

Se quiser preservar a Língua Portuguesa com a integridade e complexidade que a tem caracterizado, se estiver de acordo com a petição, por favor, assine-a.

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Quinta frase da página 161

Sermão

Rogerio Leite da Silva, lançou-me o desafio seguinte, que agradeço:

Pegar num livro à distância de um braço, abrir na página 161 e reproduzir a quinta frase. Depois passar a mais cinco candidatos o mesmo desafio.

Como geralmente acontece, o enunciado de um exercício é mais fácil que a sua execução. À distância de um braço tenho Probability Theory - The Logic of Science, de Edward Jaynes, mas na posição indicada está algo entre parêntesis cheio de símbolos matemáticos difíceis de reproduzir em HTML; tenho Eduquês: Um Flagelo sem Fronteiras, de Roger Balian e outros, que termina na página 97; tenho Angola - Processos Políticos da Luta pela Independência, de Maria do Carmo Medina, que na página 161 já contem anexos e, por azar, é a primeira página de fac-simile de um texto jurídico contendo apenas as três primeiras frases; em desespero, peguei nos Provérbios & Adágios Populares, de Cláudia Ribeiro onde está:
Quem encomendou o sermão que o pague.
Agora, passar a quem o desafio? Creio que à minha volta já quase todos passaram por ele. Aqui vai, com algum atrevimento:
Sendo muito restrito o grupo de blogs que comento, tenho de socorrer-me da prata da casa:


Bonne chance.

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Cimeira União Europeia - União Africana

O dircurso de encerramento

A Cimeira fechou, como a maior parte dos encontros deste género, com sorridentes fotos de família.

O Primeiro Ministro de Portugal, José Sócrates, produziu um dircurso de encerramento extraordinário com pontes que estavam a ser construidas, passos que estavam a ser dados em frente e visões que estão a ser prosseguidas.

De tal forma me enlevou tamanho vôo oratório, que fiquei mesmerizado pela beleza da língua portuguesa e pela elegância da sua eloquência.

Tão fascinado fiquei, que não consegui registar qualquer ponto do seu discurso.

Talvez nem houvesse. Mas soou bem.
José Sócrates
in Mark Doyle
Tough issues dog ambitious summit
publicado por BBC em 9 de Dezembro de 2007
(grato ao comentador H5N1 pela revelação na Educação do meu umbigo)

Luis Amado

Ministro dos Negócios Estranhgeiros de Portugal
Luis AmadoTodos os objectivos propostos para esta cimeira foram atingidos.
in Presidency of the European Union
8 de Dezembro de 2007

Abdoulaye Wade

Presidente do Senegal
Vamos deixar de falar de Acordos de Parceria Económica (EPA's). Já dissemos que os rejeitamos. Para nós, acabou-se.

Reunir-nos-emos mais tarde, discutiremos coisas, a União Europeia voltará a apresentar as EPA's dela, nós apresentaremos outra coisa qualquer, mas hoje os países africanos rejeitaram as EPA's.
Abdoulaye Wade
in Deutsche Presse-Agentur
Rows fail to overshadow EU-Africa 'new partnership'
publicado por Monsters and Critics em 9 de Dezembro de 2007

Alpha Oumar Konare

Presidente da Comissão da União Africana
Alpha Oumar KonareNinguém irá convencer-nos de que não temos o direito de proteger a nossa infra-estrutura económica.
in Major topics set for 2nd EU-Africa summit
publicado por China View em 9 de Dezembro de 2007

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domingo, dezembro 09, 2007

Pascal Lamy - Capitalismo tout court

Como alguém já reparou, o termo clássico "capitalismo", sob a ofensiva ideológica do sistema, foi sendo substituido pelo termo "neoliberalismo". Tal, porém, não aconteceu com o actual Director da Organização Mundial do Comércio (OMC). (AF)
O sistema tende a tornar os ricos cada vez mais ricos, desde que possuam capital; e os pobres cada vez mais pobres, desde que possam contar apenas com a sua força de trabalho.Pascal Lamy



Entrevista completa: Daniel Fortin & Mathieu Magnaudeix,
Nous ne pouvons pas nous satisfaire du capitalisme

publicado por Chalenges.fr a 6 de Dezembro de 2007

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sábado, dezembro 08, 2007

Alemanha - Inflacção anual atinge três porcento

Artigo: Michael Sauga e Christian Reiermann,
A Double Blow to Germany's Economy
publicado por Der Spiegel a 6 de Dezembro de 2007
Bandeira alemã

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Isabel do Carmo e o Serviço Nacional de Saúde

Isabel do Carmo
As críticas nas áreas da Educação e da Saúde feitas pelos partidos da direita, pelos cronistas fazedores de opinião ideológica à direita e pela sua movida tão presente na comunicação social, e particularmente na televisão, têm um objectivo de fundo, expresso ou oculto – apresentar como alternativa os benefícios do sistema privado. Mas como as críticas se baseiam muitas vezes sobre problemas reais, misturam-se em amálgama com as críticas dos partidos mais à esquerda. E estes deixam-se cavalgar e cavalgam as críticas de direita, sem fazerem uma separação higiénica e pedagógica. Há sempre um afã eleitoralista imediato ou mediato que cega e afasta os objectivos estratégicos. Será esta uma irremediável lógica partidária? Ou seja, as críticas centram-se muito mais no governo e nos seus protagonistas do que no sistema e na sua enxurrada. Assim se ajuda a abrir portas ao avanço da direita, do neoliberalismo e dos seus desígnios.


Ler o resto do artigo em Isabel do Carmo,
O "bota-abaixo" do Serviço Nacional de Saúde

publicado pelo Le Monde diplomatique em 22 de Novembro de 2007

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sexta-feira, dezembro 07, 2007

A borboleta monarca

Exemplar do Jardim Botânico

Esta borboleta fez parte do meu mundo infantil. Corri atrás dela, admirei-lhe o rigor do desenho e acho que ainda espetei alguma(s) com um alfinete para uma possível colecção. Coisa que não sucedeu pois não me recordo de a concretizar!

É muito conhecida e famosa pelas longas viagens migratórias que a leva desde a América do Norte ao México, em número de milhões, todos os anos, pela altura do dia de finados, motivo pelo qual muitos mexicanos as vêem como almas de antepassados seus.
Elas fixam-se em terrenos onde cresça a sua planta hospedeira, a Asclepia cuvassarica. Existe há muito na ilha da Madeira onde encontrou a planta e as condições ecológicas de que necessita mas tem sido difícil a sua fixação no continente. Durante muito tempo foram observadas estas borboletas mortas junto à costa, no Algarve. Porém, conforme publicado no Boletim da Sociedade Portuguesa de Entomologia pelos biólogos Luis Palma e A. Bivar de Sousa, esta borboleta acaba de conseguir constituir uma colónia reprodutora em Portugal Continental, com centenas de indivíduos na ribeira de Seixe, na Serra de Monchique. Aqui as borboletas descobriram uma planta, a Gomphocarpus fruticosus, uma espécie de origem afro-asiática, que adoptaram para proliferar por ter compostos químicos semelhantes à de que depende na sua origem.
É uma notícia feliz!



Gomphocarpus fruticossus


Fonte: National Geographic


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O profeta republicano

Com a devida vénia, não resisto a transcrever aqui uma passagem "picada" de uma referência citada no "do Portugal Profundo".

...em 24 de Abril de 1911, ao comentar, em Braga, a promulgação da lei da separação do Estado e da Igreja, que culminava um século e meio de atropelos aos direitos dos católicos e, nalguns casos, de perseguições até à morte, o maçon Afonso Costa, ministro da Justiça (!) e dos Cultos, podia afirmar:
"Está admirávelmente preparado o povo para receber essa lei; e a acção da medida será tão salutar, que em duas gerações Portugal terá eliminado completamente o catolocismo, que foi a maior causa da desgraçada situação em que caiu."
E, como se isso não bastasse, rematava, triunfante:
"Saiba ao menos morrer quem viver não soube..."
(cf. Padre Miguel de Oliveira, "História eclesiástica de Portugal, 4ª ed., Lisboa, 1968, p.357")

O Mosteiro do Cós

Aqui está uma ilustração da necessidade que invoquei anteriormente, em analisar e relativizar a versão republicana da História de Portugal, que não hesita em associar ao demónio seja o que for, desde a monarquia, o estado novo e até a igreja, para fazer a lavagem dos seus próprios defeitos, de modo a apresentar-se como a vítima impoluta, íntegra e serena nos seus mais nobres, cândidos e eternos princípios, pretendendo transmitir a ideia de que a política actual seria a herdeira das mais puras tradições representadas pela revolução republicana.

Percebe-se por estas e por outras, que ao pretender-se renegar o estudo e a divulgação da implantação e da consolidação do estado novo, em nome duma alegada idiomática anti-fascista, o que se pretende não é mais do que abafar a monstruosidade das traições que se fizeram e que se continuam a fazer, dos políticos carreiristas provenientes de todos os quadrantes sobre o seu próprio povo.

Porque os piores inimigos dos portugueses, não são nem espanhóis, nem fascistas, nem católicos, nem nada disso: são e sempre foram, os próprios portugueses, e cada um à sua maneira: uns porque fazem as asneiras, outros porque as deixam fazer, outros porque se acomodam a elas.

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quinta-feira, dezembro 06, 2007

Der Spiegel - Fricções germano-gaulesas

Já começam a manifestar-se ao mais alto nível as forças centrífugas latentes dentro da União Europeia. As posições agora assumidas pelos mais altos dirigentes dos principais estados europeus não são novas, mas foram sempre pronunciadas à boca pequena. Assim foi, até que a presidência da comissão e a presidência da União foram entregues a duas figurinhas ridículas. Agora podemos assistir ao vivo e a cores ao resultado lógico dos gestos precipitados, que não têm em conta as condições políticas. (AF)

Angela Merkel e Nicola Sarkozy


A chanceler alemã Angela Merkel opôs-se firmemente à visão do presidente francês Nicolas Sarkozy de uma União Mediterrânica. Merkel crê que o bloco proposto põe em risco o núcleo da União Europeia e pode libertar forças explosivas.

Como contrapartida à formação pela França de uma união mediterrânica excluindo a Alemanha, esta poderá formar uma união com os países do leste, nomeadamente a Ucrânia...


Ler mais em: Merkel Slams Sarkozy's 'Club Med' Plans
publicado por Spiegel Online Internacional a 6 de Dezembro de 2007

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Marte Cheia

É já no próximo dia 24 de Dezembro que o disco de Marte vai aparecer completamente iluminado, quando este planeta ficar situado em oposição ao Sol, visto da Terra. Esta imagem é de 18 de Novembro. (AF)

Marte

Fonte: Mars in View
publicado por Astronomy Picture of the Day (NASA) a 6 de Dezembro de 2007

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quarta-feira, dezembro 05, 2007

John Cox - Cursos do MIT disponíveis na Internet

MIT


Esta semana o MIT anunciou um feito importante: acabou de completar o seu projecto pioneiro OpenCourseWare. Todos os envolvidos pareceram satisfeitos, embora não estivessem convencidos sobre o que exactamente é importante neste projecto.

A meta era digitalizar todos os materiais didácticos das aulas respeitantes a cada um dos 1800 cursos ministrados, colocá-los na rede (online) e convidar toda a gente a fazer desta informação o que lhes aprouver. Designámo-lo por projecto Unlocking Knowledge, Empowering Minds (OCW) e já provocou uma onda generalizada de acessos - por parte professores e educadores de toda a parte - daquilo que até agora foi um recurso didáctico ciosamente guardado.


Pode encontrar-se a apresentação geral de um curso sob o título "fundamentals" em data network, incluindo sumário e notas das aulas. Há uma apresentação PowerPoint de 2006 sob o título Trends in RFID Sensing. Proposto em 2000 por uma comissão, anunciado em 2001 e lançado em 2002, o OCW dispôs de um orçamento de 29 milhões de dólares, sendo 5 milhões do MIT e o restante contribuições voluntaŕias de fundações ou indivíduos. Um patrocinador-chave, a William and Flora Hewlett Foundation, decidiu atribuir nos próximos cinco anos mais 100 milhões de dólares em vários outros programas de educação aberta, em grande parte motivado pela experiência que teve no OCW, segundo declarações de Marshall Smith, director do programa educacional da fundação.

O MIT decidiu ir mais além que o inicialmente planeado para o OCW. Durante a festa de celebração no campus de Cambridge do MIT na quarta-feira, a Presidente Susan Hockfield anunciou a abertura de um novo portal do OCW, concebido especificamente para professores e estudantes do secundário (high school). Baptizado “Highlights for High School", este portal ambrange selectivamente cursos introdutórios de Ciências, Engenharias, Tecnologias e Matemáticas incluindo notas dos professores, leituras recomendadas, exames e outras informações das aulas. Os recursos do OCW, incluindo filmes de actividades laboratoriais, simulações, exercícios e outros materiais prontos a serem utilizados, correspondem todos aos requisitos da categoria de Advanced Placement do ensino.


in John Cox
MIT digitizes its courses, throws them online, and asks ‘What now?”
publicado por Network World em 29 de Novembro de 2007

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Finlandia - Truly free lunch

Finlândia
"According to Finnish law schools must organize a free lunch for all their students. The meal must be healthy and balanced and it must fulfill a third of the daily nutritional requirements. It must contain main course, salad, drink and bread and margarine every day. School lunch is an important part of school's educational and social values."
in The Finnish School

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Trovante - "Perdidamente"

De um poema de Florbela Espanca fizeram uma canção lindíssima juntando-lhe a melodia que nos faz sonhar também.


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terça-feira, dezembro 04, 2007

Budabola

Olha, Raul! Já não és o caçula budabola. Cresceste um bocadinho. Conseguires fazer o que o Primeiro Ministro não conseguiu não é grande coisa nesta tua segunda pátria (em boa verdade, nem na primeira).

Raul Ferrão


É com muito prazer que lhe comunicamos que o seu Relatório de Estágio foi aprovado a 22 de Novembro de 2007 e está em condições de proceder à sua inscrição como membro efectivo da Ordem dos Engenheiros.


Estás feito ao bife. Esperam-te quarenta anos de serviço sem descanço suficiente. Os gestores precisam dos técnicos, mas cedo descobrirás que só não os esmagam quando não conseguem. Vai-te aguentando como puderes, de preferência em empresas pequenas. Boa sorte.

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Liberdade versus segurança

"Those who would give up Essential Liberty to purchase a little Temporary Safety, deserve neither Liberty nor Safety."

Não valerá a pena considerar, apesar de a autoria da expressão ser objecto de polémica?

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Harry Reid versus Dick Cheney

Harry Reid é o líder da bancada do Partido Democrata dos EUA no Senado. O resumo executivo do relatório a que se refere foi publicado pela BBC e está disponível aqui. (AF)
O último relatório de avaliação das agências de espionagem dos EUA desafiam directamente alguns pontos da retórica alarmística da administração (da Casa Branca) sobre a ameaça representada pelo Irão.Harry Reid

Fonte: Mark Mazzetti
U.S. Finds Iran Halted Its Nuclear Arms Effort in 2003
publicado porThe New York Times logoa 4 de Dezembro de 2007

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Em nome de Portugal

Exijo o conhecimento e o reconhecimento público da História nacional, desde o início do século XX e até aos nossos dias. Já não é admissível que, em nome de uma dogmática perpétuamente transitória, de cariz supostamente anti-fascista e alegadamente anti-colonialista, se procure eternizar a superioridade dos políticos actuais e das políticas contemporâneas sobre os titulares políticos do passado e a sua condução das políticas nacionais e internacionais.
Os orgulhosos republicanos de hoje, que acusaram o regime anterior ao 25/4 de intransigência no reconhecimento do direito à independência das antigas colónias, erguem ao altar os garbosos republicanos de ontem, que acusaram a monarquia de ceder aos britânicos os territórios do mapa cor-de-rosa.
Os nossos políticos cor-de-rosa, que não sabem esgrimir as suas virtudes sem ser a trocar acusações à volta do défice, que não sabem governar uma câmara sem ser a pedir empréstimos para pagar empréstimos, preferem chamar nomes aos políticos do passado, do que estudar e aplicar a maneira como eles conseguiram sanear as contas públicas, credibilizar a economia e impor a moeda nacional a nível externo.
E tudo isso sem enganar ninguém: não prometeram a liberdade, mas ofereceram a segurança, que era o que as populações desejavam acima de tudo o resto. Hoje, promete-se a liberdade, e tira-se a segurança. Antigamente não havia eleições, mas hoje em dia as populações não só se recusam a exercer o seu direito de voto, como ainda invocam essa recusa como a única maneira que lhes resta para tentar colocar os políticos na ordem.

Em nome de Portugal, abandone-se de uma vez por todas, o estigma ridículo do regresso ao passado, e estude-se sem preconceitos, tudo o que de melhor e de pior ocorreu no século XX, independentemente dos titulares dos cargos públicos.
Porque feitas as contas, nenhum dos políticos que temos agora, conseguiu vencer o défice das contas públicas como aquele que é mais atacado por todos eles, e sem recorrer a qualquer ajuda externa.

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segunda-feira, dezembro 03, 2007

José Sócrates - Os portugueses emigram por gosto

José Sócrates tem uma interpretação muito pessoal da diáspora portuguesa. (AF)
"Pero muchos emigraron: hay cinco millones de personas fuera. Eso es un valor, una riqueza para Portugal, como lo ha sido en Irlanda o Italia. Nos gusta la diversidad cultural, somos un país muy abierto."José Sócrates


Fonte: Miguel Moras
Sócrates a toda velocidad, publicado por El País a 2 de Dezembro de 2007

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