quarta-feira, maio 28, 2008

Maria Amélia Dalomba - Herança de Morte

Imbondeiro

Lírios em mãos de carrascos
Pombal à porta de ladrões
Filho de mulher à boca do lixo
Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas
Assim construímos África nos cursos de herança e morte
Quando a crosta romper os beiços da terra
O vento ditará a sentença aos deserdados
Um feixe de luz constante na paginação da história
Cada ser um dever e um direito
Na voz ferida todos os abismos deglutidos pela esperança


in Antologia da Poesia Feminina Angolana
publicado pela União dos Escritores Angolanos em 19 de Outubro de 2005

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3 Comentários:

At 16:51, Blogger CRN disse...

A morte, cada vez mais, deixa de significar o final do projecto de uma vida, restando valor a um desvirtuado legado.

http://caparicaredneck.blogspot.com

(Kaizen antropológico)

CRN

 
At 23:22, Blogger António Chaves Ferrão disse...

Caro CRN
Obrigado pela visita. Há mais pulsar dos angolanos na antologia referida no post. Pelo comentário que deixou, estimo que seja do seu interesse.

 
At 03:17, Blogger C.F disse...

"A morte pode não ser um fim mas sim um princípio"


C.F

 

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