terça-feira, junho 24, 2008

A Central fotovoltaica de Moura


Continuamos a ouvir falar desta Central como sendo a maior do mundo. No entanto, já em fins de 2007 se sabia que isso não iria acontecer, conforme se pode ler no extracto do jornal "Água e Ambiente" de 19/9/2007.
Agora parece que a maior do mundo fica situada na Alemanha e já arrancou com a sua produção de energia eléctrica, conforme se pode ler no penúltimo post deste blog.
É só para chamar a atenção para o que de facto é e não para o que desejaríamos que fosse!

Tutela obriga central fotovoltaica de Moura a reduzir potência
2007-09-19

A maior central fotovoltaica do mundo, cuja construção foi anunciada durante anos em Moura, deixou de o ser. O jornal Água&Ambiente soube em primeira mão que os 62 MW inicialmente previstos para a unidade terão de ser reduzidos, de acordo com as indicações da tutela à Amper Central Solar, empresa criada para gerir a central.

«O projecto inicial contemplava a instalação de painéis fixos, só que as alterações ao projecto em virtude do tempo decorrido sobre a apresentação do mesmo conduziram, nomeadamente, à mudança no fornecedor dos painéis. Assim, optou-se agora pela introdução de painéis móveis, que têm uma rentabilidade superior em cerca de 30 por cento, ou seja, com os mesmos megawatts consegue-se produzir mais 30 por cento de energia», explicou ao Água&Ambiente fonte ligada ao processo.

Ora, esta alteração implicaria que «a subsidiação inicialmente prevista também teria de ser superior em 30 por cento, o que não estava contemplado», acrescenta. Por isso, optou-se por reduzir a potência instalada. O Água&Ambiente tentou saber junto da Amper a nova potência da unidade, no entanto, ainda não obteve qualquer resposta.

As obras para a construção da central, na freguesia da Amareleja, deverão ter início em Outubro. «Oo desafio que a Acciona, investidora do projecto, tem agora pela frente é o de conseguir finalizar todo o projecto até ao final do próximo ano, de forma a que ainda possa usufruir dos fundos provenientes do Quadro Comunitário de Apoio em vigor», adianta a mesma fonte. Para acelerar o processo cerca de 800 pessoas estarão a trabalhar no desenvolvimento do projecto, quase o triplo do que estava previsto.

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