terça-feira, julho 08, 2008

Eugénio Rosa - O efeito stock

Caro(a) amigo(a)

O presidente da GALP multiplicou-se nas últimas semanas em declarações aos órgãos de informação com o objectivo de branquear o comportamento das petrolíferas e justificar a continuação da escalada de preços dos combustíveis que se continua a verificar no nosso País. Ao semanário Expresso de 28 de Junho chegou mesmo a afirmar:
"Não gosto que nos chamem ladrões"


No entanto, como já tinha acontecido com a Autoridade da Concorrência (AdC) e com o próprio governo fugiu às principais questões, não esclarecendo as causas internas que estão também a contribuir para a escalada de preços em Portugal.

Neste estudo, utilizando dados oficiais mais recentes, analiso as questões que o presidente da GALP, a AdC e o próprio governo ainda não esclareceram os portugueses. Utilizando dados da própria GALP calculo que os lucros extraordinários obtidos por esta petrolífera em 4 anos devido apenas ao chamado "efeito stock" , ou seja, lucros que resultam do aproveitamento feito por esta empresa da especulação que se verifica no mercado internacional do petróleo, já ultrapassam os 1.000 milhões de euros.

Espero que este estudo possa ser útil.

Com consideração

Eugénio Rosa
edr@mail.telepac.pt

Economista

Publicado em 6 de Julho de 2008

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2 Comentários:

At 21:24, Blogger CRN disse...

Que tal incrementar o imposto sobre esses tais profits??

http://caparicaredneck.blogspot.com/

 
At 22:50, Blogger António Chaves Ferrão disse...

CRN
Acho que a tributação sobre rendimentos haveria de ser mais igualitária. porém, não sobre o petróleo, que tem reflexos quase imediatos na inflacção. O Estado em Portugal já carrega demasiado sobre os produtos petrolíferos.
Atendendo ao que está em jogo, apoiaria mais uma multa dissuasora sobre lucros não baseados na actividade principal da empresa: qualquer coisa como umas centenas de milhões de euros. Logo aprenderia que os depósitos de stockagem não são o seu principal asset, nem a especulação financeira o seu ramo de negócio. Como, porém, o próprio Estado é accionista e porventura o que retira maiores dividendos (onde se incluem os impostos)...

 

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