quarta-feira, agosto 13, 2008

Oposição Judia - Apelo contra o ataque ao Irão

12/08/08 "Information Clearing House" -- Esforços para rufarem os tambores de guerra para um ataque às instalações nucleares do Irão estão a ser envidados tanto nos Estados Unidos da América (EUA) como em Israel. O recente artigo de opinião publicado em 18 de Julho pelo New York Times, escrito pelo historiador israelita Benny Morris, serve para dar alento a essas forças políticas. A Oposição Judia expressa aqui a sua consternação para contrariar esta proposta horrível.

Os clamores da guerra ao Irão não só enfrentam a oposição popular como prejudicam os esforços diplomáticos que o Irão desenvolveu com a Agência Nuclear das Nações Unidas, bem como as negociações comerciais com os próprios EUA. Israel está também comprometido com um cessar-fogo que dura há um mês, para alívio das populações tanto de Israel como de Gaza. Face à atmosfera política criada, favorável à prudência e ao diálogo, os militaristas renovam os seus argumentos tendentes a criar condições favoráveis ao conflito. Morris prestou-se a este papel ao afirmar:
"Parece que estão dispostos a usar qualquer bomba que fabriquem, quer porque tal decorre da sua ideologia, quer porque receiam um ataque preventivo de Israel. Logo, um ataque de Israel que impeça os iranianos de darem os passos finais para obterem a bomba é provável. A alternativa é deixar que Teerão consiga a bomba. Tanto num caso como noutro, o holocausto nuclear no Médio Oriente está em jogo."
http://www.nytimes.com/2008/07/18/opinion/18morris.html

Este sentido de inevitabilidade deflagra em Israel e entre os judeus a memória do Holocausto Nazi, assegurando um apoio imediato a um ataque militar ao Irão; suscita reacções conducentes à guerra que tem estado e ser preparada pelos EUA. Isto é especialmente deplorável, dado que as 16 agências de espionagem dos EUA concluiram que o Irão não possui armas nucleares e não está em condições de possuir a primeira dentro dos próximos cinco anos.

Enaltecemos a coragem heróica de Mordechai Vanuum ao alertar para o plano nuclear de Israel, juntando à nossa a sua voz de condenação do armazenamento por Israel de ogivas nucleares como uma actividade ilegal e apoiando o nosso apelo em prol de um Médio Oriente livre de armas nucleares.

Uma mente capaz de propugnar uma guerra de aniquilação mútua como solução para o problema da segurança é espantosamente auto-contraditória. Só a invocação de uma ameaça do tipo Nazi parece outorgar alguma força para tal chamamento à guerra, tal como a ocupação dos territórios palestinos vem sendo justificada por supostos planos palestinianos para afogar os judeus no mar. A referência à ideologia iraniana (o Islão) como móbil do confonto não resiste a qualquer exame, uma vez que o desafio político feito a Israel pelo Presidente Mahmoud Ahmadinejad não é um apelo ao extremínio, mesmo considerando a tradução tendenciosa.

Ao prosseguirmos o objectivo da segurança para todas as partes envolvidas, afirmamos o direito de todos à segurança. Ao repudiarmos o argumento da inevitabilidade da guerra, denunciamos ao mesmo tempo a histeria de funcionários iranianos, alardeando constantemente partidas falsas para uma guerra desnecessária. A tentativa de obrigar o Irão a sujeitar-se às resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) fica enfraquecida nos planos legal, diplomático e político se os EUA e Israel ignorarem ostensivamente a diplomacia da ONU e as decisões do Tribunal Internacional que pendem sobre a questão da Palestina. Exortamos todos os que se opõem à confrontação militar com o Irão a escrever aos respectivos governos exigindo que o Estado de Israel coloque as suas instalações nucleares ao dispor dos inspectores internacionais e subscreva o Tratado de Não-Proliferação de armas nucelares tal como já fez o Irão, em vez de proferir ameaças de guerra.

Apelo subscrito por organizações judias de vários países,
publicado por Information Clearing House em 12 de Agosto de 2008

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