sexta-feira, setembro 19, 2008

Qual é a espessura do presente?

Etiquetas:

3 Comentários:

At 21:38, Blogger Ana Camarra disse...

Rarefeito como um pedaço de nuvem, espesso como a rocha acumulada numa serra, que lhe dá altura e firmeza.
Aberto a todas as possibilidades de futuro, assim os homens (e mulheres bem entendido) o queiram.

Um abraço

 
At 11:55, Blogger Elisabete Ferrão disse...

Meu amigo:
O presente tem a espessura que interessar ter a "Alguém" ou a "Alguns".
Não convém dar muito espaço para que o Presente tenha consistência suficiente permitindo ao Individuo ser capaz de construir de base um projecto de vida com Futuro.
É conveniente construir uma Sociedade fundada sobre um Presente que, constantemente, é tratado como Passado. E fomentar a constante correria frenética para atingir o Novo Presente (moderno, actual, tecnológico e à frente do nosso tempo!)que não é nada mais nada menos que viver o Futuro no tempo Presente Ou seja: Fomentar a caça aos Ganbuzinos!

Meu queridíssimo amigo:
Desculpa o meu desabafo;
Raio os partam!

A consistência do Presente depende de quem o habita, e das capacidades que cada um tem, efectivamente.
Acredita no que sabes fazer Bem, e deixa lá a busca de papelinhos que dizem que fazes coisas. Porque quando chegar o momento de se fazerem essas mesmas coisas, quem será capaz de as fazer?!
E assim que se constrói a consistência do Presente, mas também a consistência do Futuro (um presente adiado), seja do Individuo, ou da Nação.

 
At 12:48, Blogger Cláudio Ferrão disse...

Lancemos um olhar para o passado, com os seus impérios em mudança, que se urguem e caem, e assim podemos prever o futuro também.À matriz será sempre a mesma, até ao mais pequeno pormenor; porque ele não pode deixar de acertar o passo com a firme caminhada da criação. Ver a nossa vida durante quarenta ou durante quarenta mil anos é tudo o mesmo;porque, que mais haverá para vermos de diferente?


Cláudio Ferrão

 

Enviar um comentário

<< Home

Past, present and future

Dei por mim a separar o presente dos outros dois tempos: o Passado e o Futuro.
É que qualquer um deles me pareceu mais concreto do que o primeiro. Senão, vejamos:
É ou não mais palpável, em termos de tamanho, aquilo que já passou ou aquilo que está para vir quando comparado com uma linha imaginária que simplesmente separa estes mundos? É que além da sua mobilidade relativa ser superior, ninguém tem uma recordação do presente ainda que já passado, ou uma visão de um presente...futuro!
Recordações e visões são estáticas e baseiam-se em planos, não em pontos.

Aqui, reparei que a minha percepção possível do presente é variável. Há dias em que o presente se escapa de tão fino. Outros, quando a coisa corre melhor, em que este abarca ligeiramente a sua vizinhança, passada e futura, de tal modo que lhe confere um carácter próprio: A espessura.

Esta sensação de espessura é o único motor mental que permite a interacção ou a participação em jogos cujas regras estão em permanente mudança. Ser o melhor no xadrez é uma questão de tempo e treino. Fazer o melhor da vida... já não é bem assim!

É preciso perguntar:
Onde estão as regras?
Quem as muda?
Quem acompanha este passo?
Qual é a nossa participação neste processo?

Para poder responder a:
Porque é o presente tão fino, às vezes?

Porque há tantas classes de profissionais descontentes?

Porque é a política transformada num espectáculo de circo?

Porquê tanta atenção dada a este circo pelos media?

Porque ficámos dependentes da EURIBOR, pagando o risco do jogo dos outros?


Façamos uma pausa, só por um breve instante. Mas desta vez um instante mais alargado... Aceitemos que o presente pode ser gordo o suficiente para interagirmos com ele. Afastemos os limites, eles que mudem incessantemente. Quando ao que estiver no meio, há de ser suficiente para cabermos lá dentro. Tem de dar pelo menos para ter uma visão.
Google
Ferrao.org Web

Powered by Blogger


hits: