sábado, maio 31, 2008

Novas Oportunidades

Grato a TsiWari por me dar a conhecer esta preciosidade. (AF)


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sexta-feira, maio 30, 2008

Mário Crespo - Por que não nacionalizar?

Mário CrespoSe o mercado não consegue disciplinar os preços, os lucros nem o selvático prendar dos recursos empresariais com os vencimentos multimilionários dos executivos, então por que não nacionalizar os petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu este revolucionário comentário foi Maxine Waters, Democrata da Califórnia, durante o inquérito conduzido pelo Congresso, em Washington, às cinco maiores petrolíferas americanas. Face à escalada socialmente suicidária dos preços dos combustíveis, o órgão legislativo americano convocou os presidentes para saber que lucros tinham tido e que rendimentos é que pessoalmente cada um deles auferia. Os números revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos. Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro da Exxon no ano passado, ao milhão de euros mensais do ordenado base do chefe Executivo da Conoco-Phillips, às cifras igualmente astronómicas da Chevron, da Shell e da BP América. Esta constatação do falhanço calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada no caso português, ainda é mais gritante. Digam o que disserem, o que se está a passar aqui nada tem a ver com as leis de oferta e procura e tem tudo a ver com a ausência de mercado onde esses princípios pudessem funcionar.

Se na América há cinco grandes empresas que ainda forçam o mercado a ter preços diferentes, em Portugal há uma única que compra, refina, distribui e vende. É altura de fazer a pergunta de Maxine Waters, traduzindo-a para português corrente

- Se o país nada ganhou com a privatização da Galp e se estamos a ser destruídos como nação pela desalmada política de preços que a única refinadora nacional pratica, porquê insistir neste modelo? Enunciemos a mesma pergunta noutros termos

- Quem é que tem vindo sistematicamente a ganhar nestes nove anos de privatização da Galp, que alienaram um bem que já foi exclusivamente público? Os espanhóis da Iberdrola, os italianos da ENI e os parceiros da Amorim Energia certamente que sim. O consumidor português garantidamente que não. Perdeu ontem, perde hoje e vai perder mais amanhã. Mas levemos a questão mais longe houve algum ganho de eficiência ou produtividade real que se reflectisse no bem-estar nacional com esta alienação da petrolífera? A resposta é angustiantemente negativa. A dívida pública ainda lá está, maior do que nunca, e o preço dos combustíveis em Portugal é, de facto, o pior da Europa. Nesta fase já não interessa questionar se o que estamos a pagar em excesso na bomba se deve ao que os executivos da Galp ganham, ou se compram mal o petróleo que refinam ou se estão a distribuir dividendos a prestamistas que exigem aos executivos o seu constante "quinhão de carne" à custa do que já falta em casa de muitos portugueses. Nesta fase, é um desígnio nacional exigir ao Governo que as centenas de milhões de lucros declarados pela Galp Energia entrem na formação de preços ao consumidor. Se o modelo falhou, por que não nacionalizar como sugeriu a congressista Waters? Aqui nacionalizar não seria uma atitude ideológica.

Seria, antes, um recurso de sobrevivência, porque é um absurdo viver nesta ilusão de que temos um mercado aberto com um único fornecedor. Se o Governo de Sócrates insiste agora num purismo incongruente para o Serviço Nacional Saúde, correndo com os existentes players privados e bloqueando a entrada de novos agentes, por que é que mantém este anacronismo bizarro na distribuição de um bem que é tão essencial como o pão ou a água? Como alguém já disse, o melhor negócio do Mundo é uma petrolífera bem gerida, o segundo melhor é uma petrolífera mal gerida. Na verdade, o negócio dos petróleos em Portugal, pelas cotações, continua a ser bom. Só que o país está exangue. Há fome em Portugal e vai haver mais. O negócio, esse, vai de vento em popa para o Conselho de Administração da Galp, para os accionistas, para Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos. Mas para mais ninguém. A maioria de nós vive demasiado longe da fronteira espanhola para se poder ir lá abastecer.

Muito bem! Enquanto o nosso Governo não nacionaliza a GALP, vamos nós boicotar a GALP.

Mário Crespo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras

Publicado pelo Jornal de Notícias em 26 de Maio de 2008

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quarta-feira, maio 28, 2008

Maria Amélia Dalomba - Herança de Morte

Imbondeiro

Lírios em mãos de carrascos
Pombal à porta de ladrões
Filho de mulher à boca do lixo
Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas
Assim construímos África nos cursos de herança e morte
Quando a crosta romper os beiços da terra
O vento ditará a sentença aos deserdados
Um feixe de luz constante na paginação da história
Cada ser um dever e um direito
Na voz ferida todos os abismos deglutidos pela esperança


in Antologia da Poesia Feminina Angolana
publicado pela União dos Escritores Angolanos em 19 de Outubro de 2005

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Liam Tiernan - Easy Come, So Easy Go

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Ser professor em Portugal

Recebido por email, sem identificação de autor. (AF)

Professor

Missão Quase Impossível.

Esta é uma profissão em que se trabalha em casa (de graça, entenda-se) aos sábados, domingos, feriados, madrugada adentro e muitas vezes, até nas férias!

Férias, sim, e sem eufemismos, que bem precisamos de pausas ao longo do ano para irmos repondo forças e coragens.(De resto, é o que acontece nos outros países por essa Europa fora, às vezes com muito mais dias de folga do que nós: 2 semanas para as vindimas em Setembro/ Outubro, mais duas para a neve em Novembro, 3 no Natal e mais 3 na Páscoa , 1 ou 2 meses no verão)

É a única profissão em que se tem falta por chegar 5 minutos atrasado.(também neste caso, exigirá a senhora Ministra um pré-aviso com 5 dias de antecedência?)

É uma profissão que exclui devaneios do tipo hoje preciso de sair meia hora mais cedo, ou o corriqueiro volto já justificando a porta fechada em horas de expediente.

É uma profissão de enorme desgaste! Ainda há bem pouco tempo foi divulgado um estudo que nos colocava na 2ª posição, a seguir aos mineiros, mas isto, está bom de ver, não convém a ninguém lembrar.

É uma profissão que deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos na nossa dignidade ou mesmo fisicamente. Enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho (e as cordas vocais não são um apêndice despiciendo).

É uma profissão cujos agentes têm de estar permanentemente a 100%. Não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias (físicas e psíquicas) ou problemas pessoais.

É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos, se tem de repetir o mesmo processo, exigente e desgastante, de chegar a horas, "conquistar" várias vezes ao longo do dia, um novo grupo de 20 a 30 alunos e todos ao mesmo tempo (não se confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2, 3 filhos...)

(Batemos aos pontos as competências exigidas a qualquer dos nossos milionários bancários, dos inefáveis empresários, dos intocáveis ministros!)

É uma profissão em que é preciso ter sempre a energia suficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma, manter a disciplina e o interesse, gerir conflitos, cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação e produção.

É uma profissão em que sofremos, ainda, a angústia do nosso próprio desempenho pelo insucesso dos alunos, o qual depende, igualmente, de factores que não controlamos:
- Problemas sociais e relacionais das respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica e social do país!

Será bom que a “opinião pública” comece a perceber que, nas "imensas" faltas dos professores, são contabilizadas também situações em que, de facto, estão a trabalhar. A fazerem em casa a preparação de aulas (que é o sítio que lhes oferece condições), elaboração ou correcção de testes e afins, porque não é suficiente o tempo atribuído a essas tarefas.

No acompanhamento de alunos em visitas de estudo. Em acções, seminários, reuniões, etc., para as quais até podem ter sido oficialmente convocados. Como por exemplo:

Se é professor, sabe o quão verdadeiro é o texto acima registado. Se não é professor, creia que é verdade e apoie quem está a lutar simultaneamente pela dignificação da Carreira Docente e por uma educação de verdadeiro sucesso. Acarinhe os professores! Eles precisam do seu apoio!

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segunda-feira, maio 26, 2008

Peter Weatherall - O que é a fotossíntese?

De um modo simples e claro este vídeo mostra o básico para o entendimento da formação de oxigénio na Natureza, gás fundamental para a sobrevivência dos animais, onde nos incluímos. É interessante como relata a formação da celulose a partir do açúcar formado! Para não nos esquecermos...




Fonte: Peter Weatherall
Vídeo original em inglês: What is photosyntesis?
Tradução e legendagem: António Ferrão

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Armas silenciosas para uma guerra tranquila

Tentar compreender José Sócrates à face do programa do Partido Socialista é tão inglório que até uma pesssoa tão bem informada como Almeida Santos já desistiu. Porventura o documento que aqui citamos torne mais fácil entender esse comportamento. (AF)

Energia

É reconhecido que a energia á a chave de todas as actividades na Terra. O papel das ciências naturais é o de estudar as fontes e o controlo da energia da Natureza e o papel das ciências sociais, expressas teoricamente através da economia, é o de estudar as fontes da energia social e o seu controlo. Tanto uma como outra devem tributo à matemática. Então, a matemática é a ciência da energia por excelência.

Toda a ciência é, essencialmente, um meio para atingir um fim. O meio é o conhecimento. O fim é o controlo. Resta apenas uma questão: "Quem será o beneficiário?"

Em 1954 esta foi uma preocupação maior. Ainda que se tenham levantado as chamadas questões morais, do ponto de vista da lei e da selecação natural, foi reconhecido que uma nação ou a população mundial que não utilizasse a sua inteligência não seria melhor do que animais destituidos de inteligência. Tais pesssoas são bestas de carga por escolha ou consentimento.

Segue-se que, no interesse da futura ordem mundial, da sua paz e da sua tranquilidade, foi decidido conduzir uma guerra silenciosa contra o público americano com o objectivo último de deslocar a energia social e natural (riqueza) da massa indisciplinada e irresponsável para as mãos de alguns afortunados autodisciplinados e responsáveis.

Para se atingir tais fins é necessário criar, proteger e utilizar novas armas que, como se verá no futuro, pertencem a um tipo tão subtil e sofisticado no seu princípio de funcionamento e imagem pública que serão chamadas "armas silenciosas".

Em conclusão, o objectivo da investigação económica, tal como é dirigida pelos dirigentes do capital (bancos) e das indústrias de bens e serviços, é o estabelecimento de uma economia totalmente previsível e manipulável.

Para se chegar a uma economia totalmente previsível os elementos das classes inferiores da sociedade devem ser sujeitos a um controlo total, isto é, devem ser desgarrados do lar, subjugados e assignados a um desígnio social a longo prazo desde a mais tenra idade, antes que tenham a oportunidade de se questionar sobre a sua sorte. Para se atingir este grau de adaptação a célula familiar das classes inferiores deve ser desintegrada por meio de processos que empolem as preocupações dos pais.

A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser do mais pobre possível, de modo que o fosso de ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores permaneça fora da compreensão das classes inferiores. Com tais deficiências de base, mesmo os elementos brilhantes das classes inferiores possuirão apenas uma vaga hipótese de escapar ao desígnio que tenha sido atribuído à sua vida. Esta forma de escravidão é essencial para manter um certo nível de ordem social, de paz e tranquilidade para as classes superiores dirigentes.

in Armes silencieuses pour guerres tranquilles
publicado por Syti.net
Maio de 1979

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domingo, maio 25, 2008

Paradigma para uma economia sustentável

Uma economia sustentável deve basear-se num paradigma totalmente distinto, mais especificamente, no paradigma dos seres vivos. As coisas vivas são, por natureza, auto-produtoras, auto-renováveis, reprodutivas e regenerativas. As plantas têm a capacidade de capturar, organizar e armazenar a energia solar, tanto para dar suporte a outros organismos vivos como para compensar a energia que inevitavelmente se perde em entropia. As coisas vivas também têm uma tendência natural para reproduzir-se dentro da espécie. Os humanos, por exemplo, dedicam muito tempo e esforços para o crescimento das famílias, com bem pouco incentivo económico para esse efeito. Está claro que a vida de um indivíduo isolado não é sustentável pois cada coisa viva acaba, eventualmente por morrer. Porém, as comunidades e as sociedades de coisas vivas possuem claramente a capacidade e a propensão natural para serem produtivas, dado que canalizam uma parte significativa das suas energias vitais na concepção e alimentação da geração seguinte.

As relações entre os sistemas vivos saudáveis caracterizam-se por serem mutuamente benéficas e têm, por isso, uma natureza selectiva. Todos os seres vivos são contituidos por células e cada célula está contida numa membrana selectiva ou semi-permeável. Esta menbrana semi-permeável mantém algumas coisas dentro deixando escapar outras, de igual modo que mantém algumas coisas fora deixando entrar outras. Também as coisas vivas são definidas pelas suas fronteiras - pele, casca ou escamas, - que, selectivamente, permitem a diversas subastâncias - ar, água, alimentos, desperdícios - entrar ou sair do corpo. Se estas fronteiras fossem totalmente permeáveis ou impermeáveis o organismo seria incapaz de vida, logo incapaz de produzir ou de se reproduzir.

Os mesmos princípios se aplicam aos sistemas sociais: ecosistemas, famílias, comunidades, economias e culturas. As relações entre os diversos componentes de um mesmo ecosistema saudável são, por natureza, de benefício mútuo. Porém, os humanos dispõem de escolha nas suas relações com a Natureza ou com os outros homens, logo, estão obrigados a fazer uma opção consciente e propositadamente selectiva. As pessoas têm que empenhar a sua vontade para escolher e para manter as boas relações com as outras pessoas e têm que optar por cuidar da Terra, não apenas para seu próprio benefício, como para benefício das gerações futuras.

O Capitalismo não oferece incentivos económicos para sustentar a vida na Terra, porém os homens dispõem da capacidade inata e da tendência natural para o fazer. Ao longo de toda a História da Humanidade, as pessoas preferiram viver em famílias, em comunidades e sociedades à vida em isolamento, até mesmo quando, no curto prazo, não era do seu interesse pessoal fazê-lo. Ao longo de toda a História da Humanidade as pessoas desenvolveram um sentido de respeito e reverência para com a Terra e tentaram cuidar dela, mesmo quando não dispuseram de incentivos para o fazer.

in Is Capitalism sustainable?
publicado por Small Farm Today Magazine,
Missouri Farm Publications, Clark, MO.
November-December 2006.

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A Guerra segundo Mark Knopfler


These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Some day you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn
To be brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battles raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different worlds
So many different sounds
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to heaven
And the moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line on your palm
We're fools to make war
On our brothers in arms


Texto: Sing 365

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Keith Obermann - Manifesto anti-Hilary Clinton

Agora é que as coisas correm mesmo mal para Hilary Clinton (AF)

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sexta-feira, maio 23, 2008

Entendimento ME/Plataforma Sindical

O que mudou?



ANTES

DEPOIS

1.Negociação

  • Intransigência Negocial ME/Ministra
  • Abertura Negocial ME/Ministra
  • Respeito pelo papel e propostas das organizações sindicais

2.Avaliação

  • Implementação integral do Modelo de Avaliação com regras diversificadas de escola para escola
  • Avaliação com efeitos penalizadores a partir de 2007/2008
  • Aplicação do modelo de Avaliação sem acompanhamento pelos docentes
  • Modelo de Avaliação sem alterações
  • Contratados sem avaliação impossibilitados de renovarem os seus contratos
  • Avaliação Simplificada e Uniformizada para 2007/2008
  • Avaliação experimental sem efeitos penalizadores (2007/2008 e 2008/2009)
  • Com acompanhamento pelas organizações representativas dos docentes através de uma Comissão Paritária
  • Modelo de Avaliação com alterações sujeitas à negociação em Junho/Julho de 2009
  • Contratados com avaliação simplificada para garantia de renovação de contratos

3.Horário de trabalho

  • Formação contínua em horário Pós-Laboral sem redução da componente não lectiva
  • Horário de Trabalho sem definição do número de horas da componente não lectiva individual e de horas para reuniões
  • Desempenho de Funções/Cargos sem definição de crédito de horas
  • Horas da Formação contínua a deduzir na componente não lectiva de estabelecimento
  • Assegurado um número mínimo de horas para a componente nãolectiva individual entre as 8h e as 11h semanais, estabelecido em função do número de alunos que os professores têm
  • Definição de créditos de horas e condições remuneratórias para exercício de Funções/Cargos

4.Autonomia, Administração e Gestão

  • Implementação imediata do novo regime de Autonomia, Administração e Gestão
  • Diferimento dos primeiros procedimentos decorrentes do novo regime de Autonomia, Administração e Gestão para o ano lectivo 2008/2009

5.Carreira

  • Perda da equiparação salarial à Carreira Técnica Superior da Administração Pública
  • Garantia da revisão da Carreira Docente, recuperando a equiparação no topo da Carreira Técnica Superior da Administração Pública
  • Garantia do não aumento do número de anos de serviço para atingir o topo da Carreira Docente, o que implica necessariamente rever os actuais índices e escalões da Carreira Docente

O que se mantém em desentendimento

  • Estatuto da Carreira Docente
  • ingresso na profissão
  • divisão dos docentes em "professores" e "titulares"
  • cotas na avaliação e progressão na carreira
  • Modelo de avaliação do desempenho
  • Modelo de direcção e gestão escolar
  • Nova legislação sobre Educação Especial
  • Todas as medidas que visam desvalorizar a Escola Pública e não dignificam o exercício da profissão docente
Um entendimento que, no imediato, resolve alguns problemas e abre perspectivas para alterações nas questões de fundo do ECD

A nenhum docente, este ano lectivo, se aplicará o modelo de avaliação do ME

Com o "Memorando de Entendimento" assinado entre a Plataforma Sindical dos Professores e o ME, os professores obtiveram importantes resultados
A nenhum docente, este ano lectivo, se aplicará o modelo de avaliação do ME
Com o "Memorando de Entendimento" assinado entre a Plataforma Sindical dos Professores e o Ministério da Educação, os professores obtiveram importantes resultados, só possíveis devido ao grau de mobilização e à unidade que, com as suas organizações sindicais, conseguiram construir. Tais resultados, no que à avaliação dos docentes diz respeito, passam por:
  • Não aplicação, este ano lectivo, do modelo de avaliação do desempenho imposto pelo Ministério da Educação a qualquer professor;
  • Aplicação, este ano, apenas de procedimentos mínimos e somente a cerca de 5% dos docentes, não se admitindo qualquer outro procedimento em nenhuma escola, mesmo nas que já os tinham desenvolvido;
  • Salvaguarda, neste e no próximo ano lectivo, de garantias que permitam a não aplicação das sanções legalmente previstas, que decorram das classificações de "Regular" e "Insuficiente";
  • Aplicação do modelo, de facto, experimentalmente, no ano 2008/2009;
  • Acompanhamento do modelo e sua aplicação, nestes dois anos lectivos, pelas organizações sindicais, através de comissão paritária criada para esse efeito e com o objectivo de alterar o modelo.
As normas legais que constarão do Decreto Regulamentar que visa dar letra de lei ao que, sobre avaliação do desempenho, consta do "Memorando de Entendimento", são as que constam do projecto que se anexa e que poderá ainda merecer alguns acertos designadamente os colocados pelos Sindicatos:
  • No artigo 2º, nº 4 deverá clarificar-se a necessária observação do disposto no nº 5, do artigo 33º, do Decreto Regulamentar nº 2/2008 (consideração de acções de formação concluídas em 2005/2006 e 2006/2007);
  • A supressão de "? em ano escolar seguinte", no final da alínea b), nº 3, do artigo 5º;
  • No artigo 8º, a referência expressa às "escolas", como refere o "Memorando de "Entendimento", em vez de "designadamente".

Comissão Paritária

Entretanto, foi (24/04/2008) enviada a proposta sindical para constituição da Comissão Paritária que deverá contar com dois elementos, respectivamente, da FENPROF e FNE e um representante de cada uma das restantes organizações (SPLIU, SNPL, SEPLEU, FENEI, ASPL, Pró-Ordem, SINAPE, SIPPEB e SIPE).

Gestão

Por fim, relativamente à gestão escolar, chegará às escolas, no início da próxima semana, uma informação oficial, do ME, dando conta que a constituição dos Conselhos Gerais Transitórios, previstos no novo regime de gestão escolar, poderá ter lugar até 30 de Setembro de 2008, conforme consta do "Memorando de Entendimento", e não no prazo de 30 dias úteis, conforme estabelece o diploma legal recentemente publicado.
Em suma, da concretização do "Memorando de Entendimento", que obriga à publicação de diversos quadros legais e ao desenvolvimento de processos negociais até agora não previstos, tornar-se-á mais visível o sentido positivo dos resultados obtidos pela luta dos professores que, com confiança reforçada, deverá continuar.

Publicado pelo SPZN

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quinta-feira, maio 22, 2008

Li e apeteceu-me partilhar!

Pergunto-me:
O que andamos a fazer com o nosso povo, e com o nosso país?

LegumesRedução de cereais, grão e peixe
Portugueses cada vez mais dependentes do exterior para comer
Os portugueses dependem cada vez mais do exterior na hora da refeição: 85% dos cereais e leguminosas vêm de fora. Num país de alimentos importados, o vinho, ovos e mel ainda são produtos da terra.


Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), entre 2003 e 2006, o consumo de cereais manteve-se estável: os portugueses consumiram cerca de 1.330.000 toneladas de cereais por ano. Com um mercado nacional a produzir cada vez menos, os vendedores precisam de recorrer ao mercado externo.

Há dezoito anos, os campos nacionais de cereais e arroz produziam quase metade do consumo dos portugueses. Treze anos depois, a produção destes produtos diminuiu, cobrindo apenas 27,4 por cento do consumo anual.

Quando se analisa apenas os cereais produzidos em 2006, a situação é ainda mais preocupante: apenas 16 por cento das necessidades são colmatadas pela agricultura portuguesa. Dados do INE indicam que o país importa mais de 90 por cento do trigo e de cevada, cerca de 70 por cento do milho e mais de 60 por cento do centeio.

A secretária-geral da Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares, Domitília Lopes da Silva, lembrou que hoje "as farinhas têm de ser importadas porque não há quantidade suficiente nem para fazer o pão e os bolos".

"Muitos agricultores deixaram de produzir", disse a responsável da associação, que ilustrou a situação da agricultura portuguesa: plantações artesanais, produções pequenas, IVA muito elevado e preços pouco competitivos.

"Houve gente que abandonou o campo rumo às grandes cidades à procura de uma vida melhor, porque perceberam que era impossível competir com os estrangeiros. Além disso deixámos de ter muitos produtos porque a União Europeia disse que não era para plantar mais, como aconteceu com os cereais", recordou Domitília Silva.

Também outros alimentos nacionais começam a perder importância face ao mercado externo, como é o caso do feijão seco e do grão-de-bico.

Há quase duas décadas, os portugueses produziam mais de metade das leguminosas secas necessárias. Em 2003, 87 por cento das leguminosas eram importadas.

A presidente da Associação de Comerciantes e Mercados de Lisboa, Luísa Carvalho, ressalvou que apesar dos agricultores produzirem menos, os produtos nacionais continuam a ter procura.

"Nós temos um pouco de tudo, mas a produção é escassa e os preços não são competitivos", afirmou Luísa Carvalho, acrescentando que os operadores dos mercados recebem queixas de pessoas que não conseguem encontrar nas bancas o que é "nacional". Os consumidores estão "mais informados e atentos", e queixam-se quando lêem no rótulo que o produto é estrangeiro. “Recusam-se muitas vezes a levar para casa laranjas espanholas ou ameixas argentinas", disse Luísa Carvalho.
Com Lusa

Fonte: SIC Notícias

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terça-feira, maio 20, 2008

Almocreve das Petas - cinco anos

One of a kind blog. As correntes por baixo das ondas. O que vê masson (assim com minúscula, que é como gosta de assinar) quando olha à sua volta? (AF)masson




Com o sol a crescer dia-a-dia e apesar disso, não muda de opinião. "Por toda a noite bebida" [Éluard], toca, apalpa com devoção, capricha na libertinagem. O Almocreve não é um "murmúrio casual", é a sombra da memória. Da nossa!

A vidinha está boa é para contabilistas. De lápis afiado sobre a orelha, é bom de ver. Hoje a galeria de técnicos & travestis de políticos que "trocaram de alma" [como diria R. Proença] é a recitação da nova paróquia. (ler aqui o resto)


Fonte: Almocreve das Petas

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Vodafone entra na rede fixa

Os méritos da banda larga móvel, aparentemente, não chegaram para encantar os accionistas da principal empresa mundial de telefonia móvel. Depois da ilusão de que o sucesso do GSM - projecto da Comissão Europeia - se iria repetir com com o UMTS - projecto da União Internacional das Telecomunicações (agência especializada da ONU) - depois de tentar convencer os seus clientes do serviço móvel sobre as maravilhas da banda larga móvel, a Vodafone volta-se para a rede fixa onde a banda larga é um negócio real e não virtual.

Notícia completa em Deutche Weller

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segunda-feira, maio 19, 2008

Central eléctrica de Castelo de Bode

Dúvida remanescente de uma visita de estudo:

Porque será que a Central do Pêgo, térmica (carvão), poluente (emissora de dióxido de cabono) e privada, está em produção e a Central de Castelo de Bode, hídrica, não poluente e da EDP está fora de produção por ordem de uma central de gestão não identificada?

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Novas Oportunidades

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Anúncio recuperado da pasta de spam com os números de telefone omitidos. (AF)

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sexta-feira, maio 16, 2008

Horst Köhler - Colapso do sistema financeiro

O sistema financeiro mundial está à beira do colapso.Horst Köhler
Não se trata de uma previsão catastrófica de Lenine ou de Álvaro Cunhal, tão pouco de um homem suspeito de cultivar simpatias comunistas, ou até de esquerda - ainda que moderada. Trata-se, nem mais nem menos, de uma declaração de Horst Köhler, actual Presidente da República Alemã, em cujo currículo constam cargos como:
  • Presidente do Partido Cristão Democrata Alemão CDU,
  • Presidente do Fundo Monetário Internacional,
  • Ministro alemão das Finanças,
  • Presidente da Associação Alemã dos Bancos de Aforro,
  • Presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento.

Outras declarações de Horst Köhler:
  • Os mercados foram incapazes de resolver o problema por si próprios.
  • O mundo financeiro desgraçou-se sozinho.
  • Gostava de ouvir um mea culpa alto e bom som da parte dos bancos .
  • Os honorários dos gestores financeiros são bizarramente elevados.
  • A complexidade excessiva dos produtos financeiros e a possiblidade de multiplicar desmesuradamente o capital à custa de pequenos investimentos iniciais deram origem ao monstro.


Fonte: Der Spiegel

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quinta-feira, maio 15, 2008

Américo Tavares - A moeda contrafeita

Como instrumento de análise, a balança de braços iguais produz três resultados possíveis entre o que é colocado no prato da esquerda e no da direita:
  1. Mais pesado que...
  2. Menos pesado que...
  3. Tão pesado como...
Claude Shannon diria o mesmo de outro modo:
A máxima informação disponível através de uma operação com uma balança de pratos iguais é log(3)/log(2)=1.58496 bits ou, de forma exacta, 1 unidade ternária.
Para se isolar um caso entre 27 equiprováveis precisamos obter uma informação equivalente a log(27)/log(2)=4.7548 bits ou 3 unidades ternárias. Claude Shannon apenas nos chama a atenção para o grau de incerteza que está inerente a qualquer problema, logo a quantidade de informação que é necessário adquirir por qualquer processo, usando qualquer instrumento de análise. Nada adianta sobre o método de resolução, nem sequer garante que ele exista ou que seja praticável. Assim, no problema da moeda contrafeita, se é fácil concluir que o número de operações excede o mínimo necessário - o limite de Shannon - fica totalmente em aberto saber-se como chegar lá.
Porém, Shannon diz-nos algo mais:
Para que a balança produza o máximo de informação, é necessário que a medida incida sobre casos equiprováveis.
A solução do problema apresentada por Luísa Novo, retirando conclusões úteis das duas condições de desiquilíbrio da balança e da condição de equilíbrio e dividindo em cada etapa a suspeita de modo equitativo entre os dois grupos usados nos pratos e um terceiro que ficava de fora, satisfaz as duas condições de Shannon, constituindo por isso uma solução optimizada (nas condições enunciadas, o número de operações com a balança ou pesagens para reduzir a incerteza inicial a zero obtem-se dividindo esta pela informação ganha em cada operação: 4.7548 bits/1.58496 bits=3).


Blog Problemas e Teoremas de Américo Tavares

Américo Tavares dá vida a um blog - Problemas e/ou Teoremas - dedicado à matemática. Introduziu um elemento de complexidade que me escapou: a moeda contrafeita poderia ser mais pesada que as genuinas em ouro. Logo, o grau de incerteza inicial viria aumentado em 1 bit ( 5.754887 em vez de 4.754887), sendo este bit suplementar devido ao facto de não possuirmos a informação sobre a desigualdade dos pesos ser por excesso ou por defeito. Como o poder resolvente da balança é o mesmo e excede este bit suplementar, teoricamente bastará mais uma operação para se isolar a moeda falsa. Mas, para que isso seja possível, é necessário que os grupos de moedas sobre os quais se opera distribuam entre si a suspeita de conterem a moeda falsa de forma aproximadamente equitativa. A solução é um exercício muito interessante de engenharia e pode ser consultada no blog do autor.

PS: Teoricamente, pode-se imaginar uma moeda contrafeita por deposição electrolítica de uma camada externa de ouro num núcleo de volfrâmio. Como este metal possui a mesma massa volúmica que o ouro, fica aberta uma terceira hipótese, a de que a moeda contrafeita tenha o mesmo peso que as genuinas. O problema, colocado nestes termos, deixa de poder ser resolvido com recurso a uma balança.

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quarta-feira, maio 14, 2008

George Soros - As duas funções dos especuladores financeiros

George Soros, o segundo especulador de maior sucesso no mundo, quando fala de finanças, sabe o que diz. É muito curioso que não partilhe, de forma alguma, a confiança no papel auto-regulador e socialmente benéfico da mão invisível keynesiana que ainda constitui a bandeira ideológica dos liberais dos nossos dias. (AF)


George SorosOs participantes racionais desempenham uma função dupla. Por um lado, procuram compreender a situação. Chamo a esta a função congnitiva. Por outro lado, tentam alterar a situação. Chamo a esta a função manipuladora. As duas funções produzem efeitos contrários e, em determinadas circunstâncias, podem interferir mutuamente. Chamo a esta a interferência reflexiva.


George Soros in Soros: Financial Crisis Stems from 'Super-Bubble',
publicado por NPR em 12 de Maio de 2008

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China - Terramoto de 12 de Maio

Terramoto China, 12 de Maio de 2008

A maior parte da actividade sísmica na Ásia Central e Oriental deve-se à pressão constante que a placa tectónica indiana exerce sobre a placa eurasiática.

Notícia completa em Earth Observatory

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terça-feira, maio 13, 2008

A serenata do rouxinol

Oiço muitas vezes os trinados diferentes do rouxinol, especialmente ao anoitecer e mesmo durante a noite, quando estou no campo. É dos sons mais relaxantes que se escutam naquelas circunstâncias.
Recebi este pps por e-mail e desconheço-lhe a autoria mas a beleza das imagens valem alguns minutos de paragem assim como os sons registados. E é bom parar para readquirir forças consumidas durante o dia.
É só clicar:

nachtegalen-serenade.pps


Também se pode ouvir Andre Rieu numa interpretação mais completa

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Francisco - Formação dos professores

96 Mandamentos
Aprox. 2 euros/mandamento
Uma pechincha
Aproveite

(AF)




O Instituto Nacional de Administração, é um instituto público, com autonomia científica, administrativa, financeira (esta suspensa em 2003) e patrimonial. A sua lei orgânica, Decreto-Lei nº85/2007, de 29 de Março, estabelece-lhe como missão: “contribuir, através da formação, da investigação científica e da assessoria técnica, para a modernização da Administração Pública e para a actualização dos seus funcionários”
É neste Instituto Público que podemos encontrar, várias acções de formação para Avaliação de Pessoal Docente.
Os Destinatários são Membros de Conselhos Executivos, Coordenadores, Docentes, e outras pessoas envolvidas no processo de avaliação do pessoal docente.
Formador(es): Dr. Jorge Fatal Nogueira.
Nº máximo participantes: 25
Preço (privadas/públicas): 200€ / 200€
O Dr. Jorge Fatal é formador do INA e no seu currículo NADA consta na área da Supervisão mas anda a "vender" às escolas um sistema de avaliação baseado em condutas profissionais.

Jorge Fatal Nogueira:
  • Licenciatura em Engenharia de Sistemas Decisionais (Faculdade de Engenharia de Sistemas de Lisboa, 1985).
  • Pós-graduação em Marketing - Curso Aberto de Marketing para Executivos (Universidade Católica Portuguesa, 1995)
  • MBA (Insead França, 2000).
  • Director de projectos em várias organizações internacionais.
  • Expert em Liderança e Gestão de Equipas, Gestão do Tempo, Motivação e Gestão da Mudança.
  • Consultor e formador em diversas empresas internacionais.


E o programa em curso faz correr milhares de euros. É só fazer as contas, como dizia o "outro". Parece um verdadeiro NEGÓCIO fomentado e no seio de uma instituição pública, como pública é a escola e o ministério que a tutela.

Seminário Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente
Semide, 9 e 10 de Maio, Agrupamento Escolas Ferrer Correia
INA, Oeiras, 12 e 13 de Maio - esgotado
Coimbra, 22 e 23 de Maio,
Agrupamento Escolas Martim de Freitas
INA, Oeiras, 6 e 7 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 11 e 12 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 20 e 21 de Junho - esgotado
INA, Oeiras, 30 de Junho e 1 de Julho
Póvoa do Varzim, 4 a 5 de Julho
Portel, 2 e 3 Julho


O "sistema" que o Dr. Jorge Fatal anda a "vender", consiste no enunciado de 96 "condutas" e mesmo assim, diz ele, que ainda funciona melhor se as condutas forem 12o, (com ponderações que a escola decide) de resposta Sim/Não.
E o que é GRAVE é que, para que "este sistema" seja usado, a escola tem de assinar um termo de compromisso de confidencialidade na base de um secretismo e confidencialidade inadmissíveis e inqualificáveis que vão contra todos os princípios avaliativos.
Vejamos então, as referidas Condutas, algumas delas perfeitamente incríveis e já denunciadas no Terrear de Matias Alves:


CONDUTAS


  1. É pontual.
  2. Disponibiliza-se para actividades que ultrapassam obrigações horárias/profissionais.
  3. Cumpre prazos.
  4. Quando trabalha em equipa é um elemento participativo e não conflituoso.
  5. Zela e preserva material/equipamento escolar.
  6. Proporciona ambiente calmo, propício à aprendizagem.
  7. Numa reunião tem uma atitude de colaboração e de entreajuda.
  8. Manifesta opinião própria e construtiva relativamente a assuntos debatidos.
  9. Não gera mau ambiente no local de trabalho.
  10. Evita banalidades e perda de tempo.
  11. É receptivo à mudança.
  12. Dá sugestões / tem opiniões críticas para melhoria de serviços.
  13. Faz formação de acordo com o projecto educativo da escola (1/3).
  14. Faz formação na sua área específica (2/3).
  15. Disponibiliza-se para apoiar os alunos após as horas lectivas, sempre que considere necessário.
  16. Regista e avalia o cumprimento das actividades planificadas.
  17. Estabelece planos de acção para corrigir desvios.
  18. Apoia o desenvolvimento de métodos de aprendizagem / estudo.
  19. Estabelece e faz respeitar regras de convivência, colaboração e respeito.
  20. Aplica os critérios de avaliação aprovados pelos órgãos competentes.
  21. Cumpre o horário - substituir parâmetros de assiduidade.
  22. Mantém a calma perante uma situação de tensão com alunos, professores ou pais.
  23. Mantém limpo e arrumado o local de trabalho.
  24. Oferece-se para ajudar em outras áreas que não a sua quando é necessário.
  25. Predispõe-se para ajudar as pessoas aquando da necessidade de urgência no serviço.
  26. Conhece o PE da escola, a missão e a visão da escola.
  27. Utiliza correctamente os equipamentos.
  28. Verifica o estado dos equipamentos antes e depois da sua utilização.
  29. Zela pelo cumprimento do regulamento interno da escola.
  30. É educado e cordial com todos os elementos da comunidade escolar.
  31. Perante uma situação determinada, apresenta diferentes alternativas como solução.
  32. Comunica por escrito ao conselho executivo sugestões a implementar (por ex:com base na análise de melhores práticas de outras escolas ou organizações) que ajudam a garantir um serviço de mais qualidade.
  33. Mantém a confidencialidade e discrição perante determinadas situações.
  34. Recolhe diferentes opiniões ou sugestões procurando criar sinergias com os seus colegas com a mesma função.
  35. Colabora / age no sentido de proporcionar um bom clima de escola.
  36. Resolve situações de conflito sem ter que solicitar ajuda extra.
  37. Assiste a aulas de colegas sempre que considera útil.
  38. Permite que outros colegas assistam a aulas suas.
  39. Actua de forma rápida e eficaz, de acordo com critérios predefinidos, dentro das acções previstas nos processos de trabalho em que está envolvido.
  40. Age com assertividade e discernimento, encontrando as soluções mais pertinentes para cada situação, apresentando-as ao respectivo responsável hierárquico.
  41. Analisa problemas e toma decisões relativas a rotinas de trabalho, não necessitando de apoio superior.
  42. Avalia sistematicamente os resultados que se propõe atingir e reformula as actividades para atingir os resultados de forma mais eficaz.
  43. Cumpre prazos.
  44. Transmite a sua opinião de forma racional e controlada.
  45. É receptivo à mudança e envolve os seus pares para melhorar a sua área, a dos outros e a escola no seu todo, não se opondo às questões.
  46. Quando é chamado a desenvolver outras actividades, encara sempre a situação de uma forma positiva, predispondo-se para actuar.
  47. Revela empenho no desenvolvimento das tarefas, realizando-as antecipadamente.
  48. Toma decisões e assume a responsabilidade não jogando a culpa dos problemas para cima de outros.
  49. Sugere soluções inovadoras, antecipando a ocorrência de problemas.
  50. Gere com eficiência todos os meios existentes na escola.
  51. Procura todas as oportunidades de formação de forma a alargar conhecimentos específicos relativos à área da sua intervenção.
  52. Propõe actividades com vista à modernização e desenvolvimento da comunidade onde se integra (extravasando os limites da escola).
  53. Supera as expectativas do grupo com contribuições activas de desenvolvimento, motivando estes a seguir o exemplo, oferecendo ajuda e dando opiniões construtivas (não havendo rejeições das suas contribuições).
  54. Assiste a eventos desenvolvidos por qualquer tipo de entidade.
  55. Está ao corrente de situações e dificuldades de outras escolas desenvolvendo soluções na escola como prevenção.
  56. Perante uma dificuldade na escola conversa com outros colegas que possam partilhar situações similares e sugere determinadas acções.
  57. Traz à escola pessoas de assuntos de interesse partilhando experiências.
  58. Desenvolve planos de acção para a implementação de melhores práticas pesquisadas e adequadas à escola.
  59. Fomenta o networking interno e externo através de comunicações e actividades.
  60. Analisa continuamente as tendências dos outros e procura implementar as melhores práticas para encontrar as melhores soluções.
  61. Aplica a formação recebida nas tarefas que lhe são atribuídas.
  62. Aproveita ideias de outras áreas ou de organizações semelhantes e adapta-as à sua.
  63. Avalia sistematicamente os resultados que se propõe atingir e reformula as tarefas, no sentido da melhoria, ou seja, faz alterações ao previsto, para atingir os resultados de forma mais eficaz.
  64. Consegue sinergias com outras áreas da organização no sentido de facilitar ou agilizar o serviço.
  65. Identifica situações que fogem do padrão do controle previsto e apresenta soluções ao Coordenador no sentido de evitar possíveis problemas.
  66. Organiza e coordena actividades consideradas por outras áreas como melhores práticas e incorpora-as com vista à superação dos resultados previamente estabelecidos, apresentando propostas ao Coordenador para superação de objectivos através de um plano de aula.
  67. Orienta e planeia acções com uma visão partilhada que potencia a missão e os valores da organização.
  68. Partilha técnicas, ferramentas e conhecimentos dentro da organização.
  69. Partilha técnicas, ferramentas e conhecimentos fora da organização, por exemplo fazendo apresentações em congressos, palestras, etc.
  70. Partilha técnicas, ideias e recursos melhorando o trabalho em equipa através de aconselhamentos aos seus colaboradores.
  71. Predispõe-se para ajudar as pessoas aquando da necessidade de urgência no serviço.
  72. Procura todas as oportunidades de formação de forma a alargar conhecimentos específicos relativos à área da sua intervenção.
  73. Sempre que verifica alguma anomalia mesmo que não seja da sua área sugere soluções simples mas concretas.
  74. Contribui para a mudança planeando melhores práticas e tomando iniciativas, com base em projectos de autonomia e liderança, medindo o grau de satisfação de pelo menos 75% dos seus colaboradores através de pesquisas de satisfação rápidas.
  75. Apresenta por escrito propostas de soluções novas de problemas fora da sua área de trabalho e de actuação.
  76. Cria acções novas e motivadoras para a manutenção da disciplina na sala.
  77. Cria e implementa novas formas e metodologias que favorecem a participação dos alunos na realização da aula.
  78. Cria ferramentas de controle da sua actividade ou de outros dentro da organização que sejam simples mas resolvam os problemas de acompanhamento.
  79. Cria instrumentos que proporcionam auto avaliação dos alunos com rigor e objectividade.
  80. Cria novos métodos de estudo para os alunos, demonstrando a sua eficácia.
  81. Cria novos sistemas ou metodologias nas turmas que estimulam o processo de ensino-aprendizagem.
  82. Cria processos e critérios de avaliação e partilha com os avaliados, obtendo consenso e validação.
  83. Desenvolve recursos inovadores para a realização de actividades lectivas.
  84. É capaz de desenhar condutas observáveis dos colegas avaliados de forma simples e objectiva.
  85. Envolve-se em projectos comunitários inovadores por iniciativa própria.
  86. Estabelece mecanismos novos de seguimento ou acompanhamentos da implementação dos planos de melhoria negociados com os avaliados.
  87. Executa um projecto de liderança inovador e consegue implementar ideias revolucionárias e estratégicas, envolve as pessoas nesses projectos não deixando de fora ninguém.
  88. Inova com ideias jamais testadas em algum lado e prova que a organização poderá beneficiar disso.
  89. O professor cria e implementa processos claros e reconhecidos pelos alunos para facilitar a sua disponibilidade e apoio aos mesmos.
  90. Preocupa-se no desenho e implementação de novas ideias criadas por ele que ajudem a escola na redução do abandono escolar.
  91. Propõe novas actividades com vista à modernização e desenvolvimento da comunidade onde se integra.
  92. Quando apresenta os problemas apresenta também hipóteses de várias soluções criadas por ele, devidamente estudadas e analisadas e dá a sua opinião de como o problema pode ser resolvido da melhor forma.
  93. Sugere novas estratégias para a resolução de problemas.
  94. Sugere novos critérios que permitam fazer uma análise da planificação e estratégias de ensino para a adaptação ao desenvolvimento das actividades lectivas.
  95. Sugere soluções inovadoras, antecipando a ocorrência de problemas.
  96. Utiliza os resultados da avaliação dos alunos como base para criar novas formas de actividade lectiva que permitam desenvolver com eficácia e competência as atitudes dos alunos.



Apêndice (às 20:30h do dia 11 de Maio)

Alertado pelo Paulo G. de ameaças do Dr. Fatal a diversos Blogs que tenham publicado aquilo a que ele parece chamar de "ferramentas" sobre as quais também não sei se tem alguns direitos autorais, quero reafirmar que estas 96 condutas não são de facto minhas, nem as quero rigorosamente para nada. Supostamente serão dele, do dr. Fatal, pelo menos parece que foi isso que fez passar aos seus formandos nas referidas acções onde cada um pagou a módica quantia de 200 euros. Ele a mim (ainda) nada me disse nem escreveu pelo que mantenho algumas reservas sobre as eventuais ameaças.
Mesmo assim, espero e faço mesmo questão que nenhum colega use estas tretas. Tem mais proveito, como se vê o dr. Fatal que qualquer um dos colegas. Noventa e seis (96) condutas? É de doidos, já nem questiono os conteúdos.
Aqui deixo também, para que conste, a menção quanto ao copyright, não sei quem possa estar interessado na "ferramenta" do dr. Fatal.

Francisco in O NEGÓCIO DA AVALIAÇÃO DE PROFESSORES COM O BENEPLÁCITO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
publicado por PSITACÍDEO em 8 de Maio de 2008

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Madya Kandimba


Neves e Sousa, "Viuva da Quissama"
Imagem: Malambas


Madya Kandimba

Em 1875 surge-nos uma composição, que tem por título Madya Kandimba (Maria Coelhinho). É uma das primeiras peças de coro de Masemba recolhida por Óscar Ribas e que ele nos apresenta no seu livro Misoso III, (1964).
A peça conta-nos a história de um europeu de amores com a sua empregada africana. A mulher, ao tomar conhecimento deste romance, de pistola em punho, põe-se à procura da empregada, que foge de barco. Pela sua estrutura melódica e poética, somos levados a crer que Madya Kandimba é já um produto definido em termos de simbiose cultural. Outras peças mais recentes, têm a mesma estrutura, o que nos leva a crer que a génese da música suburbana é já anterior a 1875.

in Consulado Geral de Angola no Brasil



Duo Ouro Negro e Sivuca

No ano seguinte (1959, Sivuca) retorna à Europa, residindo em Lisboa e Paris até 1964. Em Portugal, como produtor, gera o primeiro disco de música Angolana, Africaníssimo, Sivuca/Duo Ouro Negro.

Duo Ouro NegroSivuca
in Som Barato


A canção


Duo Ouro Negro e Sivuca:

Maria Candimba


Algumas palavras


“...Madya Kandimba wakambe o sonyi
Madya Kandimba tirivida
Wabiti bhu mwelu dya sinyiola...”

Incontrolavelmente, meu corpo ginga e treme sob a imposição do ritmo, exatamente como acontecia outrora...

“...Malê, malê
Male, malê
Ituxi ngana
Ya kidiwanu!...”

A volta no tempo, aos anos de juventude irresponsável, das noites perdidas com cerveja, suor e ritmo nos ambientes pesadamente carregados com uma mistura de fumaça de cigarro e kangonha, katinga e lavanda, em recintos mal iluminados como convinha...

“...Sinyiola wakwata pixitola
Wandala kulosa Madya Kandimba!
Madya Kandimba watele o kulenga...
Kandimba walenge mu vapolo ê...”

A rebita tomou conta e só fisicamente eu permaneço atado ao presente...


in Mukandas do Nelsinho

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Isabel Guerreiro - Música e Matemática

Retirado de A Educação do meu Umbigo, com a devida vénia. (AF)
Musica e Matematica

A música, essa aliada esquecida da matemática


A pretexto de uma conferência com especialistas internacionais para debater o insucesso na disciplina de Matemática em Portugal, a Ministra da Educação veio chamar a atenção para o “passivo enorme” nesta área. Atribuídas (mais uma vez) as culpas aos professores, estando presentemente alguns milhares a receber formação contínua nesta matéria; lançado um Plano de Acção para a Matemática, aumentando a carga horária na disciplina, resta‐nos prever quais serão as recomendações que resultarão de mais esta conferência.

Porventura os sucessivos responsáveis pela pasta da educação em Portugal – eles próprios fruto de uma sociedade com fraquíssima cultura musical – não têm sido sensíveis ao papel fundamental que a música pode e deve ter na formação integral do indivíduo, não só ao nível da sensibilidade estética e do desenvolvimento emocional mas também ao nível da estruturação do pensamento lógico e do raciocínio matemático/geométrico, estimulando a concentração, disciplinando a actividade de grupo, favorecendo a comunicação, a cooperação e a entreajuda – tudo isto num clima de grande criatividade e franco prazer.

No entanto, desde Pitágoras – que para além de um contributo fundamental para a Matemática e a Geometria, também estabeleceu as bases da Teoria Musical – têm vindo a comprovar‐se as muito estreitas relações entre a Música e a Matemática.

Na verdade, vários estudos revelam que a maioria dos jovens que aprendem música, para além de serem alunos mais criativos em todas as áreas, também obtêm bons resultados em Matemática, sendo certo que, para alem de um papel muito positivo no ensino de crianças disléxicas e autistas, a Música é, de facto, aquela aliada que, como por encanto, leva qualquer criança a fazer a ponte entre o concreto e o abstracto, levando‐a a descobrir novas formas de comunicação e linguagem e ajudando‐a assim a apreender a lógica e a simbólica da Matemática.

A Educação Musical consta, de facto, do currículo da escola em Portugal desde 1971, ano da reforma de Veiga Simão que introduziu alterações significativas neste campo. No entanto, ao contrário do que sucede em muitos outros países, para lá de se iniciar já numa idade tardia, a Educação Musical tem estado confinada ao 2º Ciclo do ensino básico – no 3º Ciclo tem expressão muitíssimo limitada – e, a partir da última reforma curricular, a sua carga horária sofreu mesmo uma redução substancial de 45 m, passando a dispor apenas de 90 m semanais.

Foi feita alguma avaliação destas reformas?

Ainda a este propósito, é importante também referir que uma manifesta falta de instrumentos disponíveis nas salas de aula – e o facto de muitos dos que existem já estarem anificados – o que limita, muitas vezes, os professores a um ensino elementar da prática de flauta, impedindo, dessa forma, os alunos de adquirirem as “competências” (irrealistas) previstas para a disciplina pelo próprio Ministério da Educação.

A nível do 1º Ciclo, a recente introdução do ensino da Música, embora louvável, mais não fez do que pôr em prática um aspecto que, previsto no currículo, geralmente se não cumpria, sendo que os professores, recrutados em empresas privadas, trabalham em condições muito discutíveis.

Como se tudo isto não bastasse, mais recentemente ainda, sob a capa de uma alegada “Democratização do Ensino Artístico” o Governo decidiu acabar com o chamado regime de ensino supletivo, que permitia a frequência de disciplinas de formação especializada nos Conservatórios, a par das de formação geral numa escola à sua escolha.

Promovida pela Unesco, teve lugar em Lisboa, em 2006, a 1ª Conferência Mundial de Educação Artística, da qual resultaram orientações importantes no domínio da educação artística. A sua aplicabilidade foi debatida no ano seguinte na Conferência Nacional de Educação Artística. Que repercussões têm tido eventos como estes no ensino da Música em Portugal?

O Ministério da Educação insiste agora na avaliação dos professores mas não deveria ser o próprio Ministério a ser objecto de avaliação, entre outras coisas, pela sua manifesta desatenção relativamente ao ensino da Música?

Ainda vamos a tempo de investir numa formação musical de qualidade desde o jardim de infância, da qual a Matemática, bem como as outras áreas possam vir a beneficiar e de que possa resultar um maior equilíbrio emocional dos jovens.

Sigamos então as tão apregoadas “boas práticas”: sigamos o exemplo da Finlândia onde os pais podem mandar os filhos para escolas de música patrocinadas pelo estado desde tenra idade; sigamos o exemplo da própria Venezuela (retratado numa reportagem transmitida na televisão há dias), onde a fundação «El Sistema» recorre à música para reabilitar, ensinar e proteger crianças de meios desfavorecidos, prevenindo comportamentos criminosos...!

Leibniz (filósofo e matemático alemão) afirmou: Musica est exercitium arithmeticae occultum nescientis se numerare animi (A música é o exercício oculto de matemática do espírito que não se apercebe que calcula).

Os fracos resultados dos estudantes portugueses na disciplina de matemática estarão, seguramente, na proporção exacta do desprezo que tem sido dado ao ensino da Música na Escola Pública.

Isabel Guerreiro
Professora de Educação Musical do Ensino Público
Monte Estoril


Fonte: Opiniões - Isabel Guerreiro
publicado por A Educação do meu Umbigo em 12 de Maio de 2008

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domingo, maio 11, 2008

Petite fleur - de Sidney Bechet


A letra, em francês, que Charles Aznavour cantou:

J'ai caché
mieux que partout ailleurs
au jardin de mon coeur
une petite fleur
cette fleur
plus jolie qu'un bouquet
elle garde en secret
tout mes rèves d'enfant
l'amour de mes parents
et tout ces clairs matins
fait d'heureux souvenirs
lointains.

Quand la vie
par moment me trahie
tu reste mon bonheur
petite fleur.

Sur mes vingt ans
je m'arrete un moment
pour respirer
ce parfum que j'ai tant
tu fleuriras toujours
au grand jardin d'amour
petite fleur.

Prend ce present
que j'ai toujours gardé
meme a vingt ans
je ne l'avais jamais donné
n'ai pas peur
cueuillir au fond d'un coeur
une petite fleur
jamais ne meurt.


O autor desta melodia.
(1897 - 1997)
Nova Orleães

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Birmânia - Ciclone Nargis

Ciclone Nargis

Foto de cima - Myanmar (Birmânia), a 7 de Maio de 2008. Escombros, árvores desaparecidas, campos de arroz inundados.

Foto de baixo - Myanmar (Birmânia), a 3 de Maio de 2007.

Fonte: Cyclone Nargis Floods Burma (Myanmar)

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sexta-feira, maio 09, 2008

Luisa Novo - A moeda contrafeita

Luisa Novo, uma visita que nos honrou com um comentário seu pela primeira vez, apresentou a estratégia correcta para se extrair a máxima informação a partir dos resultados possíveis de uma balança. Pela participação de todos, agradecemos. (AF)




3 pesagens no mínimo.

1ª em conjuntos de nove moedas em cada prato
2ª em conjuntos de 3 em cada prato
3ª uma em cada prato

Sempre que a balança equilibre com 2 conjuntos, a moeda falsa estará 3º conjunto no grupo que ficou de fora. Cada vez que a balança desequilibrar a moeda estará no prato com menos peso.

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quarta-feira, maio 07, 2008

ACÇÕES DE FORMAÇÃO SOBRE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Recebido por e-mail divulgo o conteúdo desta pequena carta escrita por alguém que, como eu, pretende denunciar as negociatas por detrás das acções de formação.
Quando nas empresas privadas se paga a formação aos seus colaboradores, com o fim de se obter o máximo no desempenho das suas funções! Quando até há um ano atrás também nós, professores, tínhamos a nossa formação em exercício paga! Mais, agora fazemos as nossas acções fora do horário de trabalho, muitas vezes ao fim de semana ou à noite, durante a semana.
Como acreditar que este governo tem como objectivo a melhoria do ensino utilizando docentes cansados e revoltados?
Eu acredito que o único objectivo deste governo é diminuir gastos com a nossa classe e apresentar números de sucesso falseados! (MR)

"Colegas:

Quero partilhar convosco a minha perplexidade perante a oferta do INA(Instituto Nacional de Administração, IP) para acções de formação visando a Avaliação do Desempenho docente ao preço de DUZENTOS EUROS por pessoa.Poder-se-á deduzir daqui a "pressão" no processo de avaliação ou, então,fica confirmada a americanização do sistema de ensino em Portugal?!...
Ao consultar a página do <http://www.ina.pt/> INA, poderá verificar-se que relativamente à oferta de 7 Seminários propostos, quatro, em Oeiras, já estão esgotados. Sabendo que cada Seminário tem um número máximo de 25 formandos, nestes quatro seminários o Instituto Público vai "arrecadar" 20 000 Euros. Se os outros 3 se vierem a realizar (um em Oeiras, outro em Semide e outro ainda na Escola Martim de Freitas em Coimbra) são mais 15 000Euros, ou seja, um total de 35 000 Euros no espaço de um mês.
Os temas propostos nestas acções são importantes para os ConselhosExecutivos, Coordenadores, Docentes, etc., mas será que os Professores ganham assim tanto que possam estar a pagar a sua formação ou é ao Ministério da Educação que compete financiar a Formação que se propôs fazer?Se estas acções continuarem a "esgotar", significa que há público para elas e há quem possa pagar.
Se os professores se juntarem e exigirem formação gratuita ao Ministério, então estes Institutos poderão ser financiados através dos nossos impostos e não duplamente pelos professores. Reajam a esta situação! Encaminhem para outros colegas professores.

Um abraço.

Vem assinado "

http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/

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terça-feira, maio 06, 2008

Elis Regina - Fascinação

Uma voz e uma melodia difíceis de esquecer para quem as ouviu tantas vezes!



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Adivinhar a carta

Adivinhar a carta
O Leitor não precisa treinar as artes de manipular as cartas durante horas e horas a fio. Este truque é uma aplicação da Teoria da Informação, não da prestigiditação, e está ao alcance de todos. Tem um grande valor pedagógico.

Em que consiste o truque?


Retiram-se de um baralho 27 cartas quaisquer. Dispõem-se na mesa em três colunas. Informa-se alguém, que denominaremos por céptico, de que se trata de adivinhar uma carta escolhida ao acaso e não declarada. Apenas é pedido que seja indicada três vezes a coluna em que a carta escolhida se encontra.

Modo de proceder


  1. Para colocar as cartas na mesa, dispõe-se sempre linha a linha, nove linhas de três cartas cada, com as figuras viradas para cima (a descoberto).
  2. Para se retirar as cartas da mesa, agrupam-se sempre coluna a coluna. Ao se retirar as cartas da mesa, voltam-se de face para baixo, mas não se baralha.
  3. A coluna seleccionada de cada vez pelo céptico é recolhida entre as outras duas, isto é, não pode ser nem a primeira nem a última. Novamente no baralho, este é voltado de costas para cima e redistribuido sobre a mesa.
  4. Procedendo sempre como anteriormente, ao fim de três identificações de colunas contendo a carta mistério, esta fica identificada.
  5. Depois de se recolher, sempre do mesmo modo, as cartas da mesa após a terceira identificação de coluna, a carta-alvo passa a ocupar a décima quarta posição no baralho.

O que sucedeu?


A idéia central é organizar meticulosamente a informação, ao mesmo tempo de que se dá a idéia de que se empastela tudo de cada vez. O Leitor observará que, ao espalhar as cartas após a primeira resposta, as nove cartas que faziam parte da coluna seleccionada (suposta no meio, no exemplo da figura) passaram a estar uniformemente distribuidas pelas três novas colunas. Ao identificar a coluna segunda vez, o céptico restringe para três esse conjunto de nove cartas suspeitas. O método de recolha e redistribuição vai promovendo a centragem da carta escolhida, independentemente da sua posição original, até chegar exactamente à equidistância entre as cartas extremas, isto é, à décima quarta posição.

Os mais entusiastas fazem de conta que reconhecem a carta certa pelo tacto, mesmo estando a figura voltada para baixo. Há mil maneiras de ludibriar pessoas sugestionáveis.

Boa sorte.

NB: A exigência de colocar a coluna seleccionada entre as outras duas pode ser removida. Pode mesmo colocar-se à discrição do céptico qual é a coluna que ele quer que se remova de cada vez. Porém, se assim acontecer, é necessário fazer contas de cabeça: A coluna identificada em primeiro lugar passa a valer zero, 9 ou 18 conforme se trate da primeira, segunda ou terceira. A segunda coluna seleccionada passa a pesar zero, 3 ou 6 respectivamente. A terceira coluna seleccionada passa a valer zero, 1 ou dois. Somando os pesos, obtem-se a posição final da carta a menos de uma unidade (pois contamos a partir de um e não de zero). Reparar que, com o procedimento inicialmente descrito, as colunas seleccionadas, por serem sempre as do meio, valeram respectivamente 9, 3 e 1. Este exercício, como se disse atrás, não é de adivinhação, mas de determinação. Quem faz a determinação é o céptico. O falso adivinho apenas processa a informação prestada.

PS: O desafio de 21 de Abril, "Moeda contrafeita", continua sem resposta convincente. O desafio de hoje contém uma sugestão para aquele, pois também faz uso de testes tricotómicos (uma forma de rebeldia que cultivo nesta Era de Ditadura dos Algarismos Binários, ou bits para os amigos).

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domingo, maio 04, 2008

Nascimento, vida e morte do Sol (5)

Aqui o último vídeo desta pequena série da National Geographic

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sábado, maio 03, 2008

Michael R. Krätke - Distribuir o que se produz

Há quem tome por adquirida a equivalência entre Liberdade e Capitalismo. É fácil, quando se tem os olhos bem fechados. (AF)

Os 3 macacos


Os pobres e os muito ricos

Foi há mais de mais de 250 anos que a Academia de Dijon (1754) lançou uma pergunta e ofereceu um prémio a quem conseguisse respondê-la: Qual é a origem da desigualdade entre os homens? Será porventura a consequência de uma lei natural? Jean Jacques Rousseau interessou-se pela pergunta, e em resposta escreveu a sua obra Sobre a origem da desigualdade entre os homens. Como apontou Rousseau, a desigualdade social e política não é natural, não deriva da vontade divina, nem sequer é uma consequência da desigualdade natural entre os homens. Pelo contrário, a sua origem é o resultado da propriedade privada, da apropriação privada da riqueza do mundo inteiro, e dos benefícios privados derivados dessa apropriação. Desde esse momento, tentar explicar a origem da desigualdade social tornou-se uma questão central para as ciências sociais, e também desde essa altura, que a crítica à sociedade burguesa aponta tanto para mostrar a estrutura da desigualdade social, como a da falta de liberdade – intimamente ligada à desigualdade – de uma imensa maioria das pessoas por todo o mundo.

É já bem conhecido que actualmente milhares de milhões das pessoas estão condenados a subsistir com menos de um dólar por dia, e que a metade da população mundial vive com apenas 2 dólares diários. Também sabemos que a desigualdade mundial aumenta rapidamente, e que a desigualdade entre "pobres" e "ricos" dentro dos países está a aumentar. Nos tempos de Rousseau – de acordo com os dados conhecidos – a desigualdade económica entre as diferentes regiões do mundo era menor. Desde 1800 a situação mudou radicalmente. Aproximadamente a partir do ano 1900 alargou-se o fosso entre o nível de rendimento médio nos países ricos do "norte", e o dos países pobres do "sul", até chegar a uma proporção de 1 para 4. Um século depois, na era da globalização, a proporção é de 1 para 30.

O ferro em brasa

Por conseguinte, está a aumentar o fosso entre ricos e pobres, ainda que ultimamente pareça ter diminuido o número de pobres em termos absolutos. Isto deve-se principalmente à ascensão dos "países emergentes" como a China, Índia, Brasil, Sul Coreia e Turquia. Porém, agora, tal como antes, existem 2,8 mil milhões de pobres no mundo inteiro, e 1,3 mil milhões vivem na miséria. Na Alemanha, um dos países mais ricos, o número de pobres cresceu até chegar a 13,5% da população, como entretanto ficou explícito em dois relatórios do governo sobre a pobreza. Uma boa prova disso está na incapacidade dos sete anos do governo vermelho-verde.

Os estudos científicos sobre a distribuição da riqueza e da pobreza são escassos. Os relatórios mais actuais sobre a evolução dos rendimentos datam de 1998. A medição da desigualdade social mundial nunca foi um assunto prioritário para o Banco Mundial ou para o FMI. Apenas o foi para as Nações Unidas. O relatório sobre o Desenvolvimento Social Mundial de 2005 considera que a crescente desigualdade económica entre as diferentes regiões do mundo e dentro dos próprios países é a causa decisiva da violência e do perigo de guerra (civil), e duvida que seja possível aproximar-se e, menos ainda, alcançar a meta para o milénio fixada pela Conferência Mundial de Copenhague de 1995: reduzir a pobreza mundial à metade.

Pouco antes do fim do ano, o Instituto Mundial para a Investigação do Desenvolvimento Económico – World Institute for Development Economics Research (WIDER) – da Universidade das Nações Unidas em Helsínquia, publicou um novo estudo, no qual pela primeira vez se investiga de modo detalhado a distribuição do rendimento, da riqueza e da sua evolução até ao ano 2000, englobando cerca de 94% da população mundial. Com este estudo, inicia-se a eliminação de uma grande lacuna na investigação, de que se queixara o governo federal alemão no seu relatório de 2006 sobre a pobreza. É do conhecimento geral que qualquer investigação que incida sobre a riqueza dos ricos e super-ricos de todo o mundo – assim como sobre as fortunas privadas ou sobre o capital, bases do poder mundial actual – será sempre um ferro em brasa do qual a ciência social oficial tem sistematicamente afastado os dedos.

Há muito que sabemos – através dos estudos nos diferentes países – que em geral a distribuição da riqueza é ainda mais desigual do que a dos rendimentos. Para ter uma imagem mais exacta da real desigualdade económica é necessário analisar ambos os parâmetros, isto é, riqueza e rendimento. Os investigadores do estudo do WIDER fizeram-no pela primeira vez. Graças ao seu trabalho pioneiro, contamos finalmente com dados medianamente fiáveis sobre a relação entre ricos e pobres, e sobre a riqueza no mundo de hoje. Investigou-se a distribuição global da riqueza na população adulta em função do rendimento familiar (liquido, após deduções). O estudo chega até ao ano 2000; dados mais recentes não estão disponíveis à escala planetária. O WIDER só pôde contar com estatísticas completas para um número relativamente pequeno de 18 países. Para um conjunto bem maior de outros teve de se contentar com dados obtidos de inquéritos, os quais, como é obvio, têm um tremendo inconveniente: as dívidas e o património financeiro (particularmente o imobiliário) em geral não são apanhados na sua totalidade, mas sim num nível muito inferior. Isso está reflectido nas estimativas dos autores, que se viram obrigados a extrapolar para os 150 países, os dados obtidos das estatísticas do conjunto de 38 países.

Na primeira divisão dos ricos

Do material recolhido conclui-se o seguinte: cerca de 90% da riqueza mundial (rendimento familiar líquido) está concentrado na América do Norte, na Europa e na região pacífico-asiática (Japão e Austrália). Só ao norte do continente americano, com 6% da população adulta mundial, corresponde um terço do rendimento mundial; à Índia, com mais de 15% da população adulta mundial, pelo contrário, corresponde apenas um escasso 1%. Porém, também entre os países ricos do norte o nível de riqueza varia de um modo significativo. Dos 1% dos rendimentos familiares privados mais elevados em termos mundiais, à Irlanda corresponde 10,4%; à Suíça, não menos que 34,8%; e aos EUA (devido à notória incompletude dos dados acerca dos muito ricos), "só" uns 33%. A isto há que acrescentar que aos grupos situados no topo dos 10% dos rendimentos mais elevados nos EUA corresponde quase 70% do rendimento familiar privado de todo o país; na China, os 10% do topo detêm exactamente 40% do rendimento familiar privado.

Quem quiser pertencer à primeira divisão dos ricos deste mundo, deverá ter uma fortuna superior a 500.000 dólares. Este grupo de topo compreende um total de cerca de 37 milhões de adultos. No entanto, desde o ano 2000, a soma mínima para aceder a este grupo aumentou, segundo se estima, uns 32%.

Daqui se conclui que uns bons 85% da riqueza mundial pertencem ao decil mais elevado. Para estar nesse grupo de 10% de eleitos, é necessário possuir, em média, quarenta vezes mais que o cidadão médio do mundo. Na metade de baixo dessa pirâmide, no entanto, a metade da população mundial adulta tem de se conformar com 1% da riqueza mundial.

Tomemos a famosa tarte, o prato predilecto de senhoras e cavalheiros conservadores que se querem convencer, e convencer-nos, de que qualquer redistribuição não tem sentido, na medida em que, como é óbvio, não se pode distribuir mais do que se produz. Transportemos a estrutura da distribuição mundial da riqueza para um grupo de dez pessoas que repartem a tarte tradicional. Temos então de imaginar um cavalheiro que reclama para si 99% da tarte, enquanto os restantes nove têm de dividir entre si o sobrante, ou seja, 1%. Se a tarte fosse redistribuída, o cavalheiro não morreria, e os outros nove ficariam muito melhor.

Onde estão os ricos e os muito ricos da Terra? A América do Norte, a Europa, o Japão e a Austrália já foram mencionados. Nos EUA, por exemplo, vivem 37% dos muito ricos; a seguir vem o Japão com 27%. Ao Brasil, Índia, Rússia, Turquia e Argentina, corresponde-lhes, a cada um, um escasso 1% do grupo de topo global; a China já tem uns 4,1% dos cidadãos mais ricos no mundo. De acordo com o estudo WIDER, no ano 2000 já havia 13,5 milhões de pessoas que detinham mais de um milhão de dólares (notoriamente mais do que indicam os estudos dos administradores de fortunas Merrill-lincham e Forbes), e exactamente 499 fortunas de mais de mil milhões de dólares. Agora serão bastante mais.


Michael R. Krätke in Estatísticas fiáveis sobre a distribuição da riqueza no mundo
publicado por resistir.info em 12 de Janeiro de 2007

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sexta-feira, maio 02, 2008

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