terça-feira, junho 09, 2009

As eleições para o Parlamento Europeu

Divagações avulsas:
  1. Há uma abstenção generalizada nas eleições europeias. A grande excepção é a Bélgica, onde o voto é obrigatório. É o tempo ideal para promover todas as conspirações de gabinete. A começar pelo Tratado de Lisboa, a respeito do qual o seu defensor e Primeiro Ministro da Irlanda declarou que "só um doido estaria disposto a estudá-lo e compreendê-lo"; a continuar no processo esquivo de re-nomeação/eleição colegial do Presidente Durão Barroso, que parece não agradar a Sarkozi.
  2. Família política é uma expressão quase tão destituída de sentido como democracia. Que relação esquerda-direita pode ser definida entre a gestão da crise, prudente e alheia aos ditames da Comissão Europeia, feita pelo governo de Ângela Merkel e o seguidismo irracional da cartilha capitalista feita pelo governo de José Sócrates? Ou, simplesmente, entre um verdadeiro governo social-democrata e um fanático pró-capitalista puro e duro como José Sócrates. Deixem-me rir. Comparada a Ângela Merkel, José Sócrates fica mais perto do populismo demagógico de Mussolini que de Guerard Schroeder.
  3. As condições para governar à direita com discursos de esquerda já tiveram melhores dias por esta Europa. A crise força as palavras a ajustarem-se aos actos. Tarefa tão difícil para um troca tintas como José Sócrates, como para os sofisticados socialistas franceses.
  4. Sentindo-se encurralada, a direcção do Partido Socialista em Portugal trata de radicalizar cada vez mais o discurso, abstendo-se de toda a racionalidade e recorrendo cada vez mais ao simples insulto.

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