domingo, setembro 13, 2009

As contas do senhor engenheiro

Os adversários continuam a fazer de conta que o homem é engenheiro, e o dito cujo continua a fazer de conta que aceita a alcunha.
A Ordem dos Engenheiros, essa continua a fazer de conta que a alcunha pode ser utilizada na vida pública como equivalente a um título social, em prejuízo de todos os seus associados.
O único engenheiro que o precedeu na vida pública, coitado, esse apesar de ser um engenheiro a sério, ficou para a história como mais deastrado a fazer as contas do que um qualquer advogado ou economista, que possuem menos cadeiras de Matemática no currículo do que a engenharia.
Mas voltemos ao nosso engenheiro, que esse é que conta para o momento que vive o país.
A retórica que gosta de debitar contra os adversários, resume-se na pobreza franciscana de atirar com números para cima dos outros, como quem lança como se fossem mísseis teleguiados, que desferem um golpe durante o calor do debate, que tem por detrás toda uma preparação que pode corresponder a uma séria de meses de investigação a toda uma equipa de funcionários públicos. E que para ser desmontada, exigiria uma resposta que não pode estar na ponta da língua, porque exigiria uma outra investigação equivalente à anterior.
Até porque o senhor engenheiro, detesta atirar com esses números para cima de homens da sua igualha, ou seja, detesta agredir outros primeiros-ministros com os números da sua governação. Um é porque actualmente se encontra como presidente, portanto não fica bem; outro é porque foi primeiro-ministro na altura em que ele próprio era ministro, portanto realmente daria um tiro não no seu próprio pé, mas na sua própria cabeça; o outro, esse então em vez de o agredir com a sua aritmética, ainda se põe a ridicularizar aqueles que ousam discordar da sua reeleição para a comissão europeia; e finalmente o último, era só o que faltava com meia dúzia de meses de guerrilha palaciana com o presidente, ser responsabilizado pelos males de todos aqueles que o precederam.
À falta de responsáveis a quem atirar com os seus números, entretém-se a agredir os subordinados, esperando que a escumalha ignorante e votante se excite com os resultados da sua aritmética.
É capaz de contar uma a uma, as pequenas e médias empresas que foram ajudadas no consulado de Durão Barroso, e no seu próprio. E pretende esmagar a adversária com a mesma simplicidade com que se compara um milhar com trinta e sete mil.
Mas quando se pergunta porque é que ao ser eleito subiu os impostos, que tinha prometido não subir antes das eleições, aí culpa a mesma aritmética que lhe serve para agredir os adversários com os seus mísseis teleguiados.
É que antes de ser eleito, ele "não sabia" como é que estavam as contas do estado, a única coisa que sabia era o número de PME que tinham sido ajudadas.
Se o homem fosse avaliado da mesma maneira como a sua ministra pretende avaliar os professores, o resultado só podia ser um redondo "não satisfaz". E porquê? Não, não é porque ele se encontrava como deputado, e nessa condição era pago para saber. A razão, é mais simples do que isso. É porque, simplesmente, na altura própria não tinha apresentado uma queixa de lhe andarem a esconder as contas do estado.

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1 Comentários:

At 00:55, Blogger el comunista disse...

Ainda ha pouco,acabaram os debates com os lideres dos cinco principais partidos,onde conclui,que afinal o problema do atraso e da perda de competitividade económica reside no facto de as pequenas e médias empresas não terem os meios para poder competir,acontece que todos os lideres acharam por bem que estas devem ser ajudadas.
Ontem no debate dos pequenos partidos,pelo que ouvi,também estão todos de acordo com as ajudas aos ditos "pequenos e médios capitalistas".
Não acha, que não havendo matéria divergente quanto as questões de fundo da resolução dos problemas da economia,que em vez de se andar a perder tempo em discussões,sobre a possibilidade de um governo minoritário ou de bloco central,que se poderia sugerir antes um governo TRANSVERSAL a todos os partidos?
Só mais esta questão,afinal onde está a diferença entre os ditos partidos de esquerda e de direita?

 

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