quinta-feira, dezembro 31, 2009

Bom Ano Novo

Via Charges

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terça-feira, dezembro 29, 2009

Carta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara

Senhor Presidente,
Não vou colocar em causa a capacidade que a Câmara possui, para distinguir entre os milhares de portugueses que consomem uma vida inteira de trabalho para conseguir pagar a casa em que vivem, daqueles que ficam dispensados dessa maçada para poderem usufruir de uma casa adquirida à custa da sensibilidade social dos governantes eleitos pelo povo.
Deve tratar-se com certeza, de pobres cidadãos que não foram bafejados pela mesma fortuna que transferiu os “outros” para o campo daqueles que, de uma maneira ou de outra, adquiriram a capacidade de dispensar os favores daquela citada sensibilidade social.
Entre esses “outros”, encontram-se por exemplo os filhos ou herdeiros dos coitadinhos, que depois de coabitarem nas residências sociais com os pais, conseguiram emancipar-se económicamente, cumprir uma carreira laboral autónoma, pagar a casa em que vivem e quem sabe chegando mesmo a esquecer que os donos das casas não são todos iguais, havendo aqueles que pagaram as suas casas com o produto do seu trabalho, e aqueles que as pagaram com o trabalho alheio.

Senhor Presidente,
Sem colocar em causa nada disso, o que me leva a escrever estas linhas é o paradeiro das habitações que desempenharam o seu papel de servir de abrigo aos coitadinhos até à hora da sua morte, e que felizmente não foram enterradas na mesma cova que recebeu os seus habitantes.
Integrada na mesma lógica da transmissão de bens que regula a transferência da propriedade para os herdeiros, o que acontece é que uma propriedade que foi construída, paga e distribuída na base da satisfação de uma necessidade social, ou pelo menos considerada como tal, acaba por ser apropriada por herdeiros que são alheios a essa necessidade social, e que recebem essa propriedade sem que tenham trabalhado para o seu usufruto, e sem terem solicitado a ninguém a necessidade social da sua apropriação.
Não se trata aqui apenas de uma questão moral, de distribuir um bem social a quem nem sequer invocou a sua necessidade, mas de uma questão material, que decorre da chamada ao ambiente em que se insere a propriedade, de um proprietário que se distanciou desse mesmo ambiente.
Esse novo proprietário, recebe a habitação social do mesmo modo como um adolescente que nunca trabalhou recebe um automóvel topo de gama: o mais certo, é acabar como dador de órgãos num qualquer hospital.
Mas se o problema do adolescente acaba no hospital que lhe recebeu os órgãos, no caso da herança da habitação social o problema é transferido para a vizinhança, que se vê forçada a coabitar com um intruso que procura apenas tirar o máximo proveito da sua aquisição sem ter sequer a noção dos problemas que provoca, num ambiente que, não apenas desconhece, como simboliza para ele tudo aquilo que de mais negativo a sociedade produziu.
Portanto, a mesma propriedade que foi produzida para satisfazer uma necessidade social, transforma-se por morte do destinatário num factor de hostilidade sobre essa mesma necessidade social.
E não me venham dizer que a Câmara não pode inverter esse destino da sua política social. Quando a Câmara transfere a propriedade para os beneficiários, impõe as cláusulas que entende de modo a não escandalizar demasiado os resultados das suas políticas sociais (ou anti-sociais, conforme os pontos de vista). Existem cláusulas que impedem a alienação onerosa do imóvel por um período de dez anos, por exemplo. Porque não há-de existir uma cláusula que diga que o herdeiro da propriedade social por morte do beneficiário será a própria Câmara, e não os descendentes do beneficiário?

Senhor Presidente,
Porque é que estamos condenados a transferir fundos sociais a quem é hostil à necessidade desses fundos?
A entupir o ambiente da habitação social com automóveis topo de gama e a sufocar edifícios de construção económica e de estrutura precária, com aparelhos industriais de ar condicionado?
A mendigar aos eleitores a solvabilidade financeira da Câmara e a engordar senhorios de última hora com alugueres e sub-alugueres clandestinos?
A aceitar a aplicação dos regulamentos elaborados para os imóveis particulares, em imóveis que foram construídos segundo normas de construção económica?
Esta carta é aberta no destinatário, porque existem dezenas e dezenas de Câmaras municipais que não controlam a utilização dos equipamentos que são construídos com fundos públicos e distribuídos com critérios sociais; Câmaras que são impermeáveis às denúncias que todos os dias chovem nos gabinetes de atendimento camarário.
É aberta no remetente, porque existem milhares e milhares de cidadãos que se sentem indignados com a exploração desses equipamentos por indivíduos não têm nada a ver com a redistribuição dos recursos públicos pelos sectores mais carenciados, e que fogem aos seus deveres de contribuintes com a máxima impunidade e à vista de toda a gente.
Mas é fechada no endereço do remetente, pela simples razão de vivermos numa sociedade onde o abuso é mais ouvido do que a indignação; onde o abuso é perseguido pelos que procuram a impunidade, e a indignação é perseguida pelos que procuram a autoridade.

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segunda-feira, dezembro 21, 2009

Saturnália

A propósito do solstício de Dezembro, do Natal et all
Sarurnalia


No ano 217 antes de Cristo, no lago Trasimenus, os cartagineses mataram quase todos os soldados romanos. Na sequência desse desastre, a 17 de Dezembro, Roma introduziu um festival destinado a levantar os ânimos dos seus cidadãos. O festival designou-se por Saturnália e foi dedicado ao deus da agricultura, Saturno. Os tribunais e as escolas encerravam e as campanhas militares eram interrompidas para que os soldados pudessem celebrar. Era o tempo da boa vontade e da alegria em que se faziam visitas, banquetes e troca de presentes.

Macrohistory

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David Fonseca: Postal de Natal 2009



http://www.davidfonseca.com

(via http://www.hamaisvidaalemdodefice.com)

domingo, dezembro 20, 2009

Museu da Marioneta


Já conhece o Museu da Marioneta?
Aproveite a época natalícia e leve os pequenos até lá. É um lugar onde podem encontrar o encanto dos bonecos com vida. Vale a pena ver as peças de teatro de marionetas.

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segunda-feira, dezembro 14, 2009

Aquecimento global? Mudanças climáticas?

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sábado, dezembro 12, 2009

A comparação pela operação inversa

Toda a gente sabe como se comparam dois números: coloca-se um ao lado do outro, e escolhe-se um dos sinais, “maior” > ou “menor” <, que se aplica entre os dois números para transmitir o sentido à comparação.

O problema coloca-se, quando se pretende comparar valores, em vez de números. A diferença é que há certos valores que não são representados por números simples, mas sim por resultados de operações sobre dois ou mais números. Um exemplo simples é a comparação de números racionais, representados por fracções que são constituídas por um par de números inteiros.

Neste caso, temos duas opções:

Uma delas é completar as operações que são indicadas pelos valores que se querem comparar, e proceder à comparação final entre os números que foram calculados. Este é o procedimento mais corrente, mas não é o único, e apresenta o inconveniente de poder obrigar a fazer arredondamentos dum lado ou de outro, os quais podem até viciar o resultado final da comparação.

Se apenas se pretende o resultado da comparação, e não interessa obter o valor de cada um dos comparandos, dispomos de uma opção mais interessante que é a comparação pela operação inversa.

Chamei a esta opção por este nome, porque podemos considerar dois casos, que são a divisão e a subtracção, as quais se podem substituir pelas operações da multiplicação ou da soma, para efeitos de proceder à comparação final.

Assim, se o que pretendo é comparar as fracções 4/3 e 7/5, por exemplo, em vez de fazer as divisões posso comparar os produtos 4x5 =20 e 7x3 =21. como 20 <21, logo se conclui que 4/3 será menor do que 7/5.

O mesmo procedimento se pode aplicar aos resultados de uma subtracção. Utilizando os mesmos números, posso comparar 4 – 3 com 7 – 5 substituindo as subtracções indicadas pelas somas 4+5=9 e 7+3=10. Como 9 <10, logo 4 – 3 será menor do que 7 – 5.

Em qualquer um dos casos, o raciocínio é o mesmo: coloca-se num dos lados, a contribuição positiva de um dos lados, seguida da contribuição negativa do outro lado; aplica-se aos termos a operação inversa, e comparam-se os resultados. O resultado dessa comparação, é aplicado à comparação final que se pretende.

Nos exemplos acima, o 4 e o 7 contribuem positivamente para a comparação, ao passo que o 3 e o 5 contribuem negativamente para os resultados das comparações.

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terça-feira, dezembro 08, 2009

Walden Bello - Programa para a desglobalização

    Walden Bello
  1. A produção para o mercado interno tem que voltar a ser o centro de gravidade da economia, antes da produção para os mercados de exportação.
  2. O principio de subsidiariedade deveria respeitar-se como um tesouro na vida económica, promovendo a produção de bens à escala comunitária e à escala nacional, se tal se puder fazer a custo razoável, a fim de preservar a comunidade.
  3. A política comercial – quer dizer, excedentes e tarifas— tem que servir para proteger a economia local da destruição induzida por mercadorias subsidiadas por grandes corporações com preços artificialmente baixos.
  4. A política industrial –incluídos os subsídios, tarifas e comércio— teria que servir para revitalizar e robustecer o sector manufactureiro.
  5. Algumas medidas, sempre adiadas, de redistribuição equitativa da renda e redistribuição da terra (incluindo uma reforma do solo urbano) poderiam criar um mercado interno vigoroso que serviria de âncora da economia e geraria os recursos financeiros locais para o investimento.
  6. Dar importância ao crescimento, dar importância à melhoria da qualidade de vida e maximizar a equidade reduzirá o desequilíbrio ambiental.
  7. Propiciar o desenvolvimento e a difusão de tecnologia que se conjugue bem com o meio ambiente, tanto na agricultura como na indústria.
  8. As decisões económicas estratégicas não podem entregar-se nem ao mercado nem aos tecnocratas. Em seu lugar, deve-se aumentar o raio de alcance da tomada democrática de decisões na vida económica, até que todas as questões vitais (como quais as indústrias a desenvolver ou condenar, que proporção de orçamento público se deve dedicar à agricultura, etc.) estejam sujeitas a discussão e a eleição democráticas.
  9. A sociedade civil tem que controlar e fiscalizar constantemente o sector privado e o Estado, um processo que deveria institucionalizar-se.
  10. O conjunto institucional da propriedade deveria transformar-se numa «economia mista» que incluiria cooperativas comunitárias, empresas privadas e empresas estatais e excluiria as corporação transnacionais.
  11. As instituições globais centralizadas, como o FMI e o Banco Mundial, deveriam ser substituídas por instituições regionais fundadas, não no livre comércio e no livre movimento de capitais, mas em princípios de cooperação que, para usar as palavras de Hugo Chavez na sua descrição da Alternativa Bolivariana para las Américas (ALBA), «transcenda a lógica do capitalismo».


Walden Bello, Chegou a hora de pôr fim à globalização?
publicado por ODiario.info a 8 de Dezembro de 2009

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segunda-feira, dezembro 07, 2009

Marta Cochat-Osório - Notícias do Chile

Victor Jara


Ao fim de 36 anos confirmou-se o que já se sabia. Víctor Jara foi torturado, esmagaram-lhe as mãos, vararam-no com dezenas de balas.

Ao fim de 36 anos voltamos a lembrar o Estádio Chile cheio de trabalhadores, intelectuais, estudantes, militantes de partidos de esquerda e democratas em geral, que aos milhares ali foram encerrados, para dia após dia serem torturados e assassinados, enquanto se instalava definitivamente a ditadura militar de Augusto Pinochet, idealizada, cozinhada e levada a cabo a partir dos gabinetes da CIA e da Casa Branca.

Ao fim de 36 anos o seu país tentou sarar essa ferida, dando-lhe um funeral de Estado, acompanhado por milhares de chilenos. Não o que merecia, pois o que Víctor Jara merecia era continuar vivo, ou, a ter já morrido, que tivesse sido de morte natural, rodeado pela ternura da sua família e amigos e não vítima de assassinos.

Ao fim de 36 anos proclamou-se o que já se sabia. Víctor Jara era um homem íntegro e bom!




Manifesto



Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,
tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.



Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.



Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.



Victor Jara


(via email)

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sábado, dezembro 05, 2009

Filipe Diniz - Forças Armadas e Segurança Interna

No passado dia 2 de Dezembro a revista “Segurança e Defesa” promoveu um debate com o Chefe de Estado Maior do Exército (CEME), Pinto Ramalho.

A notícia que o “DN” (02.12.09) dá do evento tem um título alarmante: ”Exército disponível para intervir na segurança interna”. O conteúdo da notícia confirma as preocupações que o título inspira.

Um chefe militar da mais alta responsabilidade sente-se à vontade para opinar contra aquilo a que chama “ambiguidade constitucional”, ou seja, o enquadramento constitucional que, definindo o papel, o âmbito e as finalidades de intervenção das Forças Armadas, exclui claramente qualquer missão do domínio da segurança interna.

Não se trata de qualquer ambiguidade. Trata-se da consagração de um princípio democrático fundamental. Trata-se de consagrar, na Constituição de Abril, o papel patriótico que as Forças Armadas reconquistaram com o regime democrático, pondo fim à humilhante situação a que a hierarquia militar se sujeitou durante 48 anos, assumindo-se como um dos principais esteios do regime fascista.

As concepções reaccionárias relativas às questões da segurança interna envolvem sempre uma componente militar. Por um lado, nos objectivos de militarização das forças de segurança, de manutenção do seu carácter militarizado como sucede com a GNR, de um insólito e desproporcionado treino de tipo militar como sucede com a ASAE. Por outro lado, na tentativa de atribuir às Forças Armadas missões no âmbito da segurança interna.

O quadro nacional e internacional em que ressurgem tais concepções é o de uma das mais profundas crises do sistema capitalista, cujas consequências estão ainda muito longe de ter atingido o seu auge, e que serão (já estão a ser) socialmente devastadoras. Em que a taxa de desemprego em Portugal atingiu os dois dígitos. Em que alastram as situações de fome e de miséria extrema, em que as injustiças e desigualdades sociais atingem uma dimensão brutal.

É também o quadro em que recrudesce a ambição da ofensiva imperialista contra os povos. Em que o “tratado de Lisboa” consagra a militarização da UE. Em que prosseguem as tentativas de criminalização da resistência dos trabalhadores e dos povos.

É neste sombrio quadro que esta tomada de posição de um chefe militar ganha uma muito preocupante ressonância. Tanto maior quanto nos lembremos que para a política de direita a Constituição é letra morta, e que o actual ministro da Defesa é Augusto Santos Silva, um personagem amigo de “malhar”.


Filipe Diniz em ODiario.info a 5 de Dezembro de 2009

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Pesquisa documental com técnicas de Inteligência Artificial

Investigadores de la Universidad de Granada han desarrollado un buscador inteligente que servirá para catalogar las colecciones documentales del Parlamento Andaluz. Este prototipo, denominado SEDA, es un sistema de recuperación de información para documentos estructurados, basado en técnicas de inteligencia artificial, para buscar y recuperar los documentos pertenecientes a los Diarios de Sesiones y al Boletín Oficial del Parlamento de Andalucía.

Este prototipo se ha desarrollado bajo el auspicio del proyecto de excelencia de la Junta de Andalucía, con título "Sistema Inteligente para el acceso a las Colecciones Documentales del Parlamento de Andalucía", y ha sido dirigido por el doctor Luis Miguel de Campos Ibáñez, profesor del Departamento de Ciencias de la Computación e Inteligencia Artificial de la Universidad de Granada. En dicho proyecto han participado investigadores de la UGR, así como de la Universidad de Almería, y personal del Servicio de Publicaciones Oficiales y del Servicio de Informática del Parlamento de Andalucía.

Las partes más relevantes

El objetivo del proyecto era desarrollar un buscador inteligente para los documentos oficiales editados por el Parlamento, pero con la capacidad de no sólo recuperar documentos completos, sino también de determinar qué partes de éstos son las más importantes a la hora de satisfacer una consulta realizada por un usuario. Así, en vez de devolver un diario de sesión completo se devuelven las partes más relevantes (por ejemplo, las intervenciones de un diputado concreto), evitando así que el usuario pierda el tiempo buscando lo que le es relevante en el documento completo.

Para tal fin, el sistema de búsqueda diseñado en la UGR emplea técnicas de inteligencia artificial, concretamente basadas en Modelos Gráficos Probabilísticos.

Otra prestación interesante es que, además de las partes de documentos, el buscador es capaz de devolver los vídeos asociados a las partes relevantes, teniendo el usuario dos fuentes para consultar (el texto y el vídeo), convirtiéndose así en un sistema multimedia.

Con este software, la cámara autonómica se convierte en una institución puntera, desde el punto de vista de las tecnologías en buscadores, en su ámbito, ya que es la única de entre los diecinueve parlamentos autonómicos y las dos cámaras nacionales, que dispone de un sistema con tales prestaciones. Además, la institución también es pionera en este campo en Europa.

Los investigadores responsables de este proyecto lo han presentado recientemente a los miembros del servicio de Documentación del Parlamento Europeo, a quienes han explicado los pormenores del nuevo sistema.


EurekAlert, 2 de Dezembro de 2009

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quarta-feira, dezembro 02, 2009

Novos mapas a 3 dimensões

A terceira dimensão é obtida por medidores a laser a partir do solo e de aviões.
A precisão da representação tridimensional da ArmChair é de 4 centímetros; a GoogleEarth é de 15 metros.
É quase como se estivéssemos a sobrevoar a zona.



3D mash-up maps let you 'edit' the world
publicado por New Scientist a 30 de Novembro de 2009

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