"The Meatrix" ou a origem da carne

Escolha a pílula vermelha para conhecer a origem da carne que consome...
Escolha a pílula azul para continuar a viver na ilusão de um mundo perfeito...

Costuma-se utilizar o Máximo Divisor Comum (MDC) para simplificar fracções, ou então para adicionar fracções ou resolver determinados problemas na Matemática.
Segundo o método tradicional, que se aprende nesta disciplina há já muitos anos sem alteração, começa-se por decompor cada um dos números em produto de números primos, e em seguida multiplica-se todos os primos comuns que se encontrou, obtendo-se deste modo o MDC.
Este método envolve uma série de divisões, e necessita de uma tabela de números primos, resultando num processo muito trabalhoso, que frequentemente não se justifica confrontando o volume de trabalho com a magreza dos resultados alcançados.
Vamos começar por apresentar um método alternativo, de execução muito simples, procurando em seguida justificar o seu funcionamento.
O processo não envolve nenhuma divisão, e muito menos carece de uma tabela de números primos; de facto, resume-se a uma sequência repetitiva de operações de subtracção, embora se possa aceitar algumas operações de divisão para acelerar o processo.
A apresentação mais simples consiste em escrever os dois números, separados por um traço vertical; em seguida, compara-se os números, e em baixo do maior deles coloca-se a diferença entre os dois. Agora compara-se o último número que se escreveu, com o que ficou na outra coluna, repetindo-se o processo até que se obtenha igualdade entre os números nas duas colunas, que é o resultado procurado.
O exemplo seguinte ajudará a compreender a sequência:
15 | 24 | 15 | 24 | 15 | 24 | 15 | 24 | 15 | 24 | ||||
9 | 6 | 9 | 6 | 9 | 6 | 9 | |||||||
3 | 3 | 3 |
Depois de substituir sistematicamente o número maior pela diferença, obtivemos o 3 nas duas colunas, terminando o processo com o resultado MDC (15, 24) = 3.
O leitor poderá experimentar o método com outros exemplos, nomeadamente presentes na actividade académica, para ganhar mais segurança, e comparar a carga de trabalho contra o método dos números primos.
Para melhor compreender o funcionamento do método, basta recorrer a um raciocínio muito simples. Com efeito, se observarmos com atenção a tabuada da multiplicação de um número qualquer, podemos ver que a diferença entre dois produtos é sempre um produto que figura na mesma tabuada, o que não é difícil de aceitar. Portanto, se dois números forem múltiplos de um terceiro, então a sua diferença também é, o que nos permite substituir o maior deles por essa diferença, para efeitos de cálculo do MDC; e tudo isso tantas vezes quantas forem necessárias, até que se chegue a um ponto em que os dois números se identificam no mesmo, o que nos remete para a questão mais simples: qual é o MDC de dois números iguais? – que é precisamente a situação a que se chegou no nosso método.
O menor múltiplo comum (mmc) pode-se obter directamente do MDC, usando a relação MDC x mmc = a x b, ou seja, o produto dos números é igual ao produto do seu MDC pelo mmc. No nosso exemplo, dá mmc (15, 24) = 15 x (24 / 3) = 120. A justificação fica fora do âmbito deste artigo, guardando-se para outra ocasião.
Como nota final, observamos que este processo é essencialmente repetitivo, o que proporciona a vantagem adicional de ser extremamente fácil de automatizar, seja numa linguagem de programação, numa folha de cálculo ou numa simples máquina de calcular.
Professor José Ferrão – Janeiro de 2006.

Qu’il est bon et doux d’écrire,
É verdade: imaginar não custa. Então, está o Leitor convidado a imaginar que vive num País onde a expressão em epígrafe foi banida para os manuais da História.
"Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida.
Caro (a) amigo (a)

As minhas artes não se situam na economia mas tenho sempre interesse em perceber o mundo em que estamos e ler artigos que não se cingem ao nosso pequeno país é sempre enriquecedor. Dá para comparar com o que é por cá dito...