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Foto e texto: Der Spiegel
Etiquetas: Alemanha, ditadura, poder, tecnologia
Etiquetas: Alemanha, ditadura, poder, tecnologia
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| A subida ao poder dos nazis em 1933 pôs termo aos 14 anos da República de Weimer. |
DW: Uma das premissas do seu livro é a de que a República de Weimer não deve ser vista apenas como o prelúdio da ditadura Nazi, mas como uma era por direito próprio.Eric Weitz: Certamente que deve ser vista como uma era por direito próprio. A República de Weimer foi um esplêndido período de criatividade. Não deveríamos olhar para os 14 anos da República de Weimer somente a partir do período de 12 anos do Terceiro Reich que se seguiu, pois a República de Weimer foi um período de grande importância de inovação política, cultural e social. Temos de recordá-la e avaliá-la como uma entidade por direito próprio. Cada questão relacionada com a República de Weimer, sobre a vida na Alemanha na década de 1920 foi intensamente debatida no livro - tanto pelos valores intelectuais ímpares na altura, como pelo seu elevado nível artístico e também ao nível político e social.
DW: Como explica o florescimento cultural e artístico da Alemanha e em Berlim especialmente durante a década de 1920? Apesar de tudo, tratou-se de uma nação fustigada pela guerra, com milhões de mortos, e flagelada pela superinflacção e pela instabilidade.Eric Weitz: A intensa inovação da altura está precisamente relacionada com esses factores. Muita gente limitou-se a registar o desespero resultante da Primeira Grande Guerra. Claro que houve desespero em abundância. Morreram dois milhões de alemães durante a Primeira Grande Guerra, quatro milhões ficaram feridos e os homens que regressaram estavam muitas vezes feridos tanto física como psicologicamente. As mulheres nas frentes de batalha interna suportaram quatro anos de privações extremas. Logo a seguir, sobreveio a crise do pós-guerra - reajustamento e hiperinflacção.
![]() | Otto Dix, que criou este trabalho em 1920, foi um dos artistas proeminentes da República de Weimer. |
DW: No entanto, havia pessoas na Alemanha que odiavam a República de Weimer. Quem eram? Porque desejaram o seu fim, se parecia tão prometedora e atractiva?Eric Weitz: Tudo na República de Weimer foi objecto de contestação. O tipo de artistas, os pensadores, os arquitectos que menciono no livro - tudo ou quase tudo no seu trabalho foi intensamento desafiado pela direita. Por direita, entendo a direita instalada - os aristocratas ultrapassados, altos funcionários do estado, oficiais das forças armadas, homens de negócios, banqueiros, pessoas das igrejas que, no seu conjunto, não eram apenas anti-socialistas e anti-comunistas mas também anti-democráticas. A revolução de 1918/1919 deixou o seu poder intacto. Estabeleceu uma democracia política mas não afectou de todo a situação social e o poder desta elite conservadora.
DW: Afirmaria que a República de Weimer foi uma vítima antecipada da globalização? Pensa que poderia ter sobrevivido, caso não ocorrese a Grande Depressão económica de 1929?Eric Weitz: A Grande Depressão foi o sopro final. Se observarmos a economia e as eleições de 1928, imediatamente antes da Grande Depressão, notamos um regresso ao centro político e progressos económicos sérios. Sem a Grande Depressão, a república teria pelo menos algumas hipóteses. Tinha conseguido sobreviver à hiperinflacção de 1923, mau grado a sua natureza socialmente disruptiva. Foi seguramente a depressão proveniente dos Estados Unidos que se alastrou muito rapidamente para a Alemanha com grande estrondo que deu o golpe final.
| A hiperinflacção de 1923 na Alemanha tornou insignificante o valor da moeda e desencadeou uma crise económica. | ![]() |
DW: O que terá conduzido finalmente à capitulação da república de Weimer? Apesar de tudo, nas eleições gerais de 1928, os nazis apenas tinham conseguido 2,8 porcento dos votos; cinco anos depois encontravam-se no poder.Eric Weitz: É verdade. Em 1928 o Partido Nazi era um grupo marginal, desprovido de importância e com pouca audiência fora de algumas zonas já bem localizadas, onde a depressão já se notava mesmo antes da Granda Depressão - zonas rurais em particular. Mas a república encontrava-se seriamente ameaçada de múltiplas formas e o sistema político havia-se polarizado antes da subida ao poder dos nazis. Durante uma depressão, as pessoas procuram soluções e a república não conseguia oferecer qualquer resposta para a crise. A partir de 1930, a Alemanha foi governada por uma ditadura presidencial porque o sistema político se encontrava tão fragmentado que o parlamento (Reichtag) não conseguiu formar uma maioria parlamentar. Desta forma, os chanceleres que governaram desde a Primavera de 1930, Heinrich Brüning e seu sucessores, fizeram-no quase sempre ao abrigo de medidas de emergência proclamadas pelo presidente, o Marechal de Campo Paul von Hidenburg.
![]() | Os nazis nunca receberam um voto maioritário. |
DW: Que lições podem depreender-se da República de Weimer? Implícita em todo o seu livro está a questão: será possível que as democracias contemporâneas sucumbam às forças neo-nazis da mesma forma que a República de Weimer caiu sob os nazis?Eric Weitz: A Alemanha actual é uma democracia bem estabelecida. Não me preocupa de modo algum. Para dizer a verdade, há alguns grupos da extrema-direita que podem ser perigosos e a reacção contra eles peca às vezes por lentidão. Mas estes grupos são marginais e Berlim não é Weimer.
DW: Em meses recentes parece ter havido um renascimento do interesse da República de Weimer nos Estados Unidos, quer relativamente à moda, quer à música ou à arte em geral. Como explica isso?Eric Weitz: É bastante curioso. Isso é verdade especialmente em Nova York. Penso que se prende ao tipo de fragilidades evidenciadas com os ataques de 11 de Setembro. O que as pessoas adoptaram foi a imagem da República de Weimer veiculada pela produção americana "Cabaret" onde, por exemplo, há uma associação da Weimer à degenerescência e à eminência da crise, o que em parte até é verdade.
| Trabalho de George Grosz, de 1922. | ![]() |
Etiquetas: Alemanha, democracia, ditadura, Historia
Etiquetas: Falta de dignidade profissional

Etiquetas: economia
Os professores estão a atravessar o momento mais negro da sua vida profissional desde o 25 de Abril. Com um pacote legislativo concebido em sucessivas fases, começando pelo novo Estatuto da Carreira Docente e culminando com o novo modelo de gestão escolar, passando pelo Decreto Regulamentar da avaliação de desempenho, a actual equipa do Ministério da Educação desferiu um golpe profundo na imagem social dos professores, na sua identidade enquanto grupo profissional e nas condições materiais e simbólicas necessárias para que os mesmos se empenhem na qualidade do ensino. A um sentimento de enorme frustração soma-se hoje a insegurança quanto ao futuro profissional, uma insegurança decorrente de todos os mecanismos de fragilização da carreira e de instabilidade de emprego que o governo actual tem vindo a introduzir.Etiquetas: cidadania, educação, escola, intervenção cívica, professores
POR SE TRATAR DE UM TEMA DE SAÚDE PÚBLICA, POR FAVOR, REPASSEM ESTE E-MAIL A TODOS DO SEU CATÁLOGO DE ENDEREÇOS, PARTICULARMENTE OS QUE TÊEM JOVENS NA FAMÍLIA.
Etiquetas: Adolescentes
Esteve reunido no sábado 26 de Janeiro 2008 um grupo de membros signatários do Apelo que circula desde 12 de Janeiro (de autoria de Isabel Guerreiro, Paulo Guinote, Manuel Baptista e Luís Mateus e assinado por mais de 1700 subscritores), ao qual se juntou outro grupo, que está centrado nas Caldas da Raínha (mas não só) e que tinha congregado cerca de 40 professores em torno de um manifesto. Os mais de trinta participantes presentes aprovaram um documento, com um conjunto de resoluções (logo que postado será aqui reproduzido).Etiquetas: educação, intervenção cívica

A economia americana está dominada pelo abrandamento. Que sobrevenha uma recessão (três trimestres consecutivos de crescimento negativo) é menos importante que o facto de a economia estar a funcionar bem abaixo do seu potencial e o desemprego estar a subir. O país precisa de um estímulo, mas como qualquer coisa que façamos irá aumentar o nosso já elevado défice é importante que consigamos tanto proveito quanto possível das despesas. O pacote ideal de medidas conterá uma de efeitos rápidos junto com outras que poderão conduzir a um aumento de despesas mas apenas no caso de a economia continuar a afundar-se.
Etiquetas: beleza, fisica, metereologia
Etiquetas: Direitos humanos, EUA, igualdade, liberdade, militancia
A 20 de Janeiro de 1973 - há 35 anos - foi assassinado um dos homens mais marcantes do século XX (AF)

Etiquetas: Cabo Verde, Guiné-Bissau, independência nacional
Etiquetas: abaixo-assinado
Não aprecio símbolos bíblicos por aí além, mas desta vez é irresistível. Aos sete pecados mortais, quem quer que seja que os tenha inventado, faltou o mais apreciado pelos adeptos da iniciativa privada portuguesa: usufruir privadamente dos bens públicos. Durante anos o sucesso da banca privada foi apontado como o grande exemplo em como a acção do estado é dispensável na economia. Logo agora, que eu estava quase disposto a resignar-me, eis que 97 porcento das acções (que não dos accionistas) do maior banco privado português dizem amén ao casamento contra-natura com o estado. Os arautos da superioridade da iniciativa privada parece terem-se esquecido, nas suas campanhas de esclarecimento, de elucidar a nata da sociedade quanto à desejável independência do sector privado. O que torna doravante a sua missão junto do resto da sociedade praticamente impossível. Bad luck Jeff. Mais facilmente convenceriam agora toda a gente que a lei em vigor é: público nos custos, privado nos lucros.
Etiquetas: Portugal, publico versus privado
Provavelmente é num certo sentido, embora não saiba.
"A parte dos lucros é hoje invulgarmente elevada (e a parte dos salários invulgarmente baixa). Na realidade, a amplitude desta evolução e o leque dos países a que diz respeito não tem precedentes nos últimos 45 anos."... estas linhas ... estão num artigo do Banco de Pagamentos Internacionais (BPI), instituição que todos os meses , em Basileia, reune os responsáveis dos bancos centrais... Não se trata propriamente de um covil de marxistas, mas o seu requisitório contra a referida "margem de lucro de um valor sem precedentes" ocupa vinte e três páginas do referido texto (Luci Ellis e Kathrin Smith, "The Global Upward Trend in the Profit Share", Bank of International Settlement, Working Papers, nº 231, Basileia, Julho de 2007).
Etiquetas: capitalismo, economia, lucros, repartição da riqueza, salários

Etiquetas: pessoas desaparecidas, Portugal
Etiquetas: Gestão escolar, petição, Portugal

Para os jovens que não conhecem,
Etiquetas: Música; Itália; Década de 60
"O impacto directo sobre as finanças públicas, que se projectará por um período longo, resultante das transferências referidas, tem um efeito positivo sobre as receitas do Estado no ano em que ocorreram, mas têm um efeito inverso nos anos posteriores, uma vez que as receitas não serão suficientes para suportar o valor das despesas".Neste cenário, bem descrito pelo Tribunal de Contas, afirmamos que não se augura nada de bom para os reformados e trabalhadores no activo com a transferência do Fundo de Pensões para o Estado. Denunciamos a apatia e a ingenuidade dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores do BCP em não verem e não perceberem o fundo real da situação. Ou, será que querem ver e perceber? Porque será que não defendem os legítimos interesses dos trabalhadores com absoluta firmeza e determinação?
Etiquetas: finanças, Portugal, Segurança Social
Eis um site com uma nova visão de crianças e adultos sobre-dotados.
| Fonte: FENPROF |
| Se pretender assinar, clique aqui. |
Etiquetas: educação, Gestão escolar
"A lavoura nacional não passa dos 700 Kg de trigo por hectare, enquanto que os franceses produzem 5 mil Kg por hectare".
Etiquetas: ecologia, globalização, política, produtividade
Peço um referendo consultivo europeu sobre a Constituição Europeia, a realizar no mesmo dia que as eleições para o Parlamento Europeu de 2009.
Etiquetas: constituição, Europa, referendo
Já que não se percebe como a tutela pensa envolver todos os interessados na discussão do novo modelo de gestão escolar, para além do espaço reservado no site do ME para quem quiser deixar o seu contributo, parece sentir-se a necessidade em muitos de nós de conhecer melhor o novo modelo proposto para a gestão das escolas públicas, assim como de debater a solução apresentada.
Olá Paulo
Não me conheces mas como tu sou professora e descobri há pouco tempo o teu blogue, onde me revejo (como muitos outros colegas aliás) nas tuas tomadas de posição perante o descalabro que tem sido a actuação deste governo no campo da educação.
Ao mesmo tempo constato, com desânimo, que muitas das vozes de protesto que se ouviam/liam se remeteram ao silêncio (de mim falo) ou andam por aí espalhadas pelos vários umbigos da blogosfera.
Esta notícia do Público (ver anexo) não é uma surpresa e faz antever a machadada final que se preconiza para a escola pública, republicana e laica.
Penso que, se não fizermos alguma coisa agora, será muito difícil reavê-la mais tarde.
Sabemos como é a nossa “classe” e os nossos “sindicatos” mas ninguém me convence de que esperarmos de braços cruzados é a única alternativa.
Por que não esquecermos as divergências pontuais de alguns professores e pedagogos mais lúcidos e activos da nossa (pobre) praça (estou a pensar em Santana Castilho, Mithá Ribeiro, Amélia Pais e outros tantos que certamente conhecemos) e nos reunimos para tomar uma posição firme e clara perante tudo isto?
O projecto de lei vai estar em debate público durante o mês de Janeiro, não há tempo a perder.
Um dos pontos de partida poderia ser um abaixo-assinado on line que permitisse também agregar o maior número de pessoas em torno desta questão central para a democracia, de modo que, mesmo o governo leve avante o seu projecto, se possa constituir um grupo mais ou menos organizado de resistentes.
A escola pública tem de ser uma questão transversal de cidadania acima de lógicas “politiqueiras” mesquinhas!
Uma vez que muitos colegas nossos frequentam o teu blogue, deixo-te este desafio: não queres tomar a iniciativa de promover um debate público aberto sobre esta questão (não faltarão espaços onde um evento desses possa ter lugar)?
Isabel Guerreiro
(professora de educação musical)
Etiquetas: blogs, cidadania, debate, escola, gestão, legislação, professores
"Quem viu ontem os Gatos, na passagem do ano, contente-se agora com a sua recordação e diga-lhes adeus pelo menos até Outubro. É que o grupo tem contrato de exclusividade com a RTP, mas está impedido de trabalhar até lá. Quer dizer: recebem para não trabalhar. Pareceria uma enorme estupidez, pagar balúrdios a gente que consegue a liderança das audiências, neste preciso momento... para não fazerem nada, cedendo desta forma estúpida uma liderança certa à concorrência. Mas é preciso perceber que quem lhes paga somos nós. O contrato é com a RTP e os buracos da RTP são sucessivamente cobertos pelo estado. Portanto não faz mal a ninguém. E depois é preciso perceber-se que eles estavam a ser incómodos de mais para Sócras e a sua pandilha. Pode dizer-se até que os Gatos eram, neste momento, a única pedra no sapato de Sócras, já que toda a comunicação social está controlada, desde as rádios às televisões, passando pelas sondagens e pela imprensa escrita propriedade de 3 grandes grupos financeiros. A estratégia parece-me simples: o povo será submetido, a partir de agora, a uma medicação diária de 2 anos, com lavagens sucessivas e permanentes ao cérebro onde se lhe incute que, por pior que os portugueses vivam, este "é o melhor governo do mundo" e a coisa fica assim mais composta e a revolta natural, provocada pela vida cada vez mais difícil e já quase impossível para a esmagadora maioria dos portugueses, fica abafada. Etiquetas: comunicação social