quarta-feira, novembro 25, 2009

O 25 de Novembro de 1975 visto por Chico Buarque

Fado Tropical

Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

«Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,
trucidar
Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora...»


Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebato um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

«Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intencão e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa»


Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Transcrição da letra: Universidade do Minho










Tanto Mar


Revolução

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente alguma flor
No teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera pá
Cá estou doente
Manda urgentemente algum cheirinho
De alecrim

Transcrição da letra: João Gabriel Galdea




Contra-Revolução

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim



Transcrição da letra: João Gabriel Galdea



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segunda-feira, novembro 23, 2009

Fátima Inácio Gomes versus Pedro Duarte

Pedro Duarte
A postura do PSD em todo este processo permitiu grandes avanços e mudanças no sistema educativo.

Com a aprovação do Projecto do PSD acabará a divisão na carreira e o actual modelo de avaliação dos professores, em 30 dias.

Creio que este contributo do PSD vai ao encontro das expectativas da generalidade dos professores.



Estamos, hoje, numa situação em que podemos ir bem mais além do que uma mera suspensão que criaria uma situação de impasse de consequências imprevisíveis nas escolas,

De resto, a suspensão imediata do processo (do 1º ciclo avaliativo, como é proposto pelos outros partidos da oposição), nesta fase, poderia prejudicar severamente os docentes, em matéria, por exemplo, de progressão na carreira. Não é esse o objectivo do PSD.



Move-nos a estabilidade nas escolas, a dignificação dos professores e a qualidade de ensino.

Cumprimentos



Pedro Duarte






Fátima Inácio GomesSou professora titular da Escola Secundária de Barcelos. Sou também Adjunta da Direcção desta Escola. Interpelo-vos para manifestar a grande inquietação com que acompanho a acção do vosso partido. Não me prendo com particularidades ditas "semânticas" (apesar de ser professora de Português), se bem que é completamente diferente, no campo jurídico e não apenas semântico, falar-se de "suspensão" e de "substituição". No vosso programa eleitoral, que acreditava não ser meramente eleitoralista, reafirmavam a proposta da "suspensão imediata". Não votei PSD (outrora, fui votante PS). Contudo, são muitos os meus colegas que, sendo habituais votantes do PS (alguns deles, até, militantes) votaram no PSD acreditando que seria o único partido a poder fazer frente ao Governo - acreditaram naquilo que muitos designaram de "voto útil". Todos se sentem defraudados.

Da minha parte, entendendo que deve haver capacidade de diálogo, até dou de barato essa questão "terminológica". O vosso Projecto tem muitos pontos positivos. Preocupa-me sim que, e escrevo ainda antes da votação na Assembleia, passando o vosso projecto de resolução, como prevejo, embarquem numa profunda injustiça com todos os professores, mascarada de boas intenções (e excuso-me de lembrar o velho ditado) e refiro-me, especificamente, ao ponto três. Diz nesse ponto que devem ser criadas "condições para que do 1º ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira".

O meu apelo, em jeito de indagação, prende-se com o seguinte: não bastará não penalizar os professores que não entregaram objectivos, ou aqueles a quem uma Direcção/Executivo mais seguidista impediu de apresentar a sua auto-avaliação. Será igualmente imperioso que não se distinga o "mérito" de alguns (com Muito Bons e Excelentes) com base num modelo que já nem pode ser tido como tal, quando sofreu inúmeras mutilações e descaracterizações. Um modelo simplex, vergonhoso e simplista, a que muitos professores com mérito reconhecido nas suas escolas não se sujeitaram, pois tiveram a coragem e a decência moral de colocar o interesse de todos sobre o seu particular no combate a um modelo iníquo. Não fará qualquer sentido que se distingam professores com base num modelo que se reconhece ineficaz e injusto a ponto de o substituir. Se assim acontecer, estarão a prejudicar muitos outros professores que, legitimamente, conscientemente e com elevado sentido democrático, lutaram contra a prepotência de um governo maioritário que não reconhecia a aberração que criara.

Ainda não é tarde, caros senhores.

Com os melhores cumprimentos,

Fátima Inácio Gomes

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quinta-feira, novembro 12, 2009

Cucha Carvalheiro - Porquê máquina de somar?

Cucha Carvalheiro


Para dirigir o espectáculo de inauguração desta nova etapa do Teatro da Trindade desafiei a Fernanda Lapa. Questão de confiança artística e profissional, questão também de homenagear uma Mulher de Teatro que desde sempre tem lutado por uma maior presença feminina no tecido teatral português. Com ela partilhei a minha vontade de apresentar um espectáculo musical e popular, cujo tema fosse relevante e actual, que simultaneamente divertisse e levantasse questões na ordem do dia.

Vivemos numa época em que a política tem vindo a ser reduzida à economia, a economia ao crescimento e ao lucro. Os cidadãos, convertidos em seres descartáveis que perderam referências e horizontes, refugiam-se na rotina entre o trabalho (aqueles que o têm) e a vida privada, sentindo-se impotentes perante um sistema que lhes é apresentado como inevitável. Cada vez convivemos menos, cada vez discutimos menos, cada vez nos confrontamos menos connosco próprios, cada vez ousamos menos expor sentimentos genuínos.

Máquina de somar, de Else Rice, escrita à 88 anos e cuja recente adaptação musical apresentamos, veio ao encontro destas preocupações, cumprindo uma das mais nobres funções do Teatro desde as suas origens atenienses, a reflexão sobre a condição humana e a Polis, o Teatro ao serviço do exercício da Cidadania.

Não posso deixar de agradecer ao António Lagarto que, desde o primeio momento, abraçou o Projecto; à Ana Zanatti, que aceitou o desafio de traduzir e adaptar o texto; ao João Paulo Soares, que assumiu a direcção musica; à Marta Lapa, que assina a coreografia e ao Paulo Sabino, responsável pelo desenho da luz.

Mas Máquina de Somar é mais do que a soma de algumas cumplicidades. è o encontro feliz de uma equipa cujo entusiasmo nos contagia, graças ao empenhamento de um brilhante conjunto de criativos e ao talento e entrega de todos os intérpretes.


Este espectáculo estreou-se no Teatro da Trindade de Lisboa, no Salão Nobre, a 17 de Outubro e está em cena até 24 de Novembro de 2009

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sábado, julho 11, 2009

BPP - Ecos de uma campanha publicitária

Estas pérolas de retórica foram recuperadas graças à atenção da matriarca Wanda. (AF)


Banco Privado Português

  • Expresso, 5 de Fevereiro de 2000 - Hoje abrimos o livro na página do patriotismo. O dinheiro viaja, não tem pátria, não tem língua, não tem fidelidades. O dinheiro anda de um lado para o outro, de onde nada se passa para onde passa a render.
    Sempre que vir o seu dinheiro a desaparecer, pense antes que ele está a aparecer no bolso de outra pessoa qualquer. (...) Pode parecer patriótico ter todo o dinheiro em bancos portugueses, investido em fundos compostos por acções dos próprios bancos e de empresas a eles ligadas. Um patriotismo duvidos e que sai caro. Caro, porque com rentabilidades decepcionantes na nossa bolsa de valores e com taxas inferiores à inflacção na maioria dos produtos financeiros, você perde dinheiro. E duvidoso porque, ao perder aqui o seu dinheiro ele está a aparecer noutros blsos que não de portugueses.
  • Expresso, 3 de Junho de 2000 - Hoje ter dinheiro já não é o que era. Mesmo uma fortuna não é condição suficiente para se ter uma renda permanente.
    As razões ... prendem-se com a baixa rentabilidade de grande parte dos produtos tradicionais a que, por hábito, tradição ou falta de alternativas, os portugueses mais recorrem.
    Neste contexto é difícil, mesmo com um considerável património financeiro, obter uma boa renda ou, no mínimo, assegurá-la para que você se reforme sem comprometer o nível de vida.
  • Expresso, 24 de Junho de 2000 - Somos especialistas em gestão de activos. Isto significa procurar por esse mundo fora a maior rentabilidade para um mesmo nível de risco. Significa trabalhar xom os melhores gestores e com os mais rentáveis activos e ser-se independente para dizer não quando os mellhores deixam de ser.
    Um último conselho para os autodidactas. Nos mercados, a "automedicação" pode ser fatal. É que se tomar as opões erradas e perder tudo, não há nos mercados o equivalente à lavagem do estômago.
  • Expresso, 8 de Julho de 2000 - Passar o dia a pensar em dinheiro é uma opção de vida... Claro que o Banco Privado Português tem Private Bankers para que os seus clientes passem a vida a pensar noutras coisas.
    Mas se essa é a opção do investidor, quem somos nós para recriminar quem quer que seja.
    Afinal, pensar em dinheiro é a nossa vida.
  • Expresso, 17 de Julho de 2000 - ...o melhor, se calhar, é ter a grande parte do dinheiro quietinho numa qualquer conta a prazo. "Não vá o diabo tecê-las", pensa você.
    Pois pensa mal.
    Não é a primeira vez que falamos sobre os perigos de ter o dinheiro parado. E se hoje voltamos ao assunto é porque temos boas razões para o fazer. (...)
    O Banco Privado Português é um banco com uma missão: fazer dinheiro para os seus clientes.

Canto de sereia

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quinta-feira, julho 02, 2009

Porto - Teatro infantil

Teatro Fidra

O que é que fazem duas marionetas antes do espectáculo começar? Ao descobrirem que ambos se mexem e falam como as pessoas, Marocas e Bilocas decidem contar tudo aquilo que já viveram, para se conhecerem melhor um ao outro. É nesta conversa, mantida num palco sem público, que os bonecos partilham segredos, demonstram receios, revelam sonhos, enquanto o Homem não chega.
Vizinhos de personagens como o Lobo Mau, a Cinderela, o Gato das Botas e vítimas das maldades de duas bruxas, eles vão tentar perceber como vivem as pessoas: as grandes e as pequeninas. Serão os seus mundos tão diferentes dos deles? Saberá um boneco seguir o seu coração? Poderá uma boneca vestida de seda ter sonhos de menina?

Teatro Fidra



Mais informações: Grupo de Teatro Fidra

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terça-feira, junho 16, 2009

Eu quero progredir na carreira, mas não de qualquer maneira

Dizem-me que eu tenho que ser avaliado, porque se não for avaliado também não terei legitimidade para poder avaliar os meus alunos.

Pois bem, aqueles que falam assim são os mesmos que colocaram as licenciaturas de cinco anos a valer a mesma coisa que as modernas licenciaturas de três anos.

São os mesmos que igualaram as carreiras dos educadores de infância, que não tinham qualquer formação superior, às carreiras dos professores que tinham adquirido uma licenciatura seguida de um estágio profissional: enquanto uns andavam a queimar pestanas, os outros andavam a fazer anos de serviço. Chegando ao cúmulo de considerar a carreira de educadores de infância mais desgastante do que a de professor do ensino básico, para efeitos de antecipar a idade da reforma, introduzindo uma diferença de mais dez anos entre os profissionais do ensino.

Sou daqueles que nunca progrediu na carreira por antiguidade: sempre que pretendi progredir na carreira, ou fui à procura de outro patrão, ou de outro país, ou de outro curso, ou simplesmente de outro contrato.

Aquilo que pretendem fazer agora, transcende todos os horrores que já fizeram até hoje, em termos desvalorizar o esforço, o mérito, a iniciativa e o desgaste ao longo da vida laboral.

Se para eu poder avaliar os alunos tive que fazer uma formação profissional específica, o que pretendem fazer agora é colocar docentes que nunca tiveram formação para isso, a avaliar outros colegas que têm as mesmas ou até mais habilitações do que eles.

Querem colocar professores que progrediram na carreira por antiguidade, a avaliar professores que nunca progrediram na carreira por antiguidade.

Querem colocar professores que, a partir dos dez anos de serviço, tiveram reduções na carga horária lectiva, a avaliar colegas a quem esse direito só será atribuído a partir dos quinze anos de serviço.

E pretendem fazer tudo isto em nome do rigor, dos critérios científicos, utilizando uma terminologia que não tem outro objectivo senão desprestigiar a profissão, o ensino, a escola, na mais completa inversão de valores que apenas se tornou possível a coberto do exercício de uma maioria absoluta por quem não possui capacidades nem conhecimentos para tal, com governantes que nunca trabalharam fora da mesma função pública que pretendem apontar como a responsável pela degradação da situação do país.

Por tudo isto venho aqui juntar àquela já tomada por outros, a minha posição pública de recusar o preenchimento da ficha de auto-avaliação do desempenho docente promovida pelo ministério da educação.

ES c/ 3º ciclo D. Dinis, Lisboa

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sábado, junho 13, 2009

Contra a avaliação dos docentes enquanto mistificação

Esta é a declaração de uma intenção tomada em consciência e coerência com as atitudes e posições por nós assumidas num passado recente. Não é um apelo a um qualquer movimento de desobediência civil, nem o seu contrário, assim como também não é uma recusa em nos submetermos à avaliação da qualidade do nosso desempenho enquanto docentes.
É apenas a manifestação pública da impossibilidade, de acordo com princípios de coerência e responsabilidade de que nos orgulhamos, de aceitarmos seguir as directrizes de um modelo de avaliação do nosso desempenho que de forma alguma cumpre os objectivos afirmados pela tutela, em particular no regime simplificado em vigor, de constitucionalidade duvidosa e escassa qualidade técnica.
Em conformidade com posições adoptadas por todos nós em momentos anteriores, os subscritores desta declaração afirmam a sua indisponibilidade para entregar a ficha de auto-avaliação nos moldes predeterminados pelo Ministério da Educação.
Esta posição implica rejeitar a transformação do biénio 2007-09 numa pseudo-avaliação com base em objectivos definidos entre três a cinco meses do final das actividades lectivas deste período. Esta atitude significa a recusa frontal em participar de forma activa numa mistificação pública cujo objectivo é fazer passar por verdadeira uma avaliação falseada do mérito profissional dos docentes, mistificação esta que sabemos ter objectivos meramente eleitoralistas mas que terá consequências profundamente negativas para a qualidade da educação em Portugal.
Estamos conscientes das potenciais consequências da nossa tomada de posição, nomeadamente quanto à ameaça da não progressão na carreira por um período de dois anos lectivos, assim como de um eventual procedimento disciplinar que todos contestaremos em seu devido tempo. Esta é uma atitude cujas implicações apenas recaem sobre nós, estando todos preparados para continuar a lutar pela demonstração da ilegalidade do regime da chamada avaliação simplex.
Estamos ainda conscientes de algumas críticas que nos serão dirigidas de diversos quadrantes. Todas elas serão bem-vindas, venham de onde vierem, desde que se baseiem em argumentos e não em meras qualificações destituídas de conteúdo.
Aos que nos queiram apontar que não compete a cada cidadão definir a forma de cumprimento das leis que se lhe aplicam, poderíamos evocar o artigo 21º da Constituição da República Portuguesa, mas bastará sublinhar o que acima ficou explicitado sobre a forma como encaramos as consequências dos nossos actos. A todos os que considerarem que esta é uma radicalização excessiva do nosso conflito com o Ministério da Educação reafirmamos que o fazemos em consciência e coerência com os nossos princípios éticos, sem calculismos ou outros oportunismos de circunstância.
Por último, salientamos que esta declaração não é um apelo a qualquer tomada de posição semelhante por ninguém, mas tão-só a afirmação da nossa. Não podemos, porém, deixar de constatar que a força de qualquer atitude é tão mais poderosa quanto consciente e esclarecida a convicção de quem a toma.
Ana Mendes da SilvaEsc. Sec. da Amadora
Armanda SousaEsc. Sec./3 de Felgueiras
Fátima FreitasEsc. Sec. António Sérgio, Porto
Helena BastosEB 2/3 Pintor Almada Negreiros, Lisboa
Maria José SimasEsc. Sec. D. João II, Setúbal
Mário MachaqueiroEsc. Secundária de Caneças
Maurício de BritoEsc. Sec. Ponte de Lima
Paulo GuinoteEB 2/3 Mouzinho da Silveira, B. Banheira
Paulo PrudêncioEBI Santo Onofre, Caldas da Rainha
Pedro CastroEsc. Sec. Maia
Ricardo SilvaEB 2/3 D. Carlos I, Sintra
Rosa Medina de SousaEsc. Sec. José Saramago, Mafra
Teodoro ManuelEsc. Sec. Moita


Fonte: A educação do meu umbigo, 13 de Junho de 2009

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terça-feira, junho 09, 2009

Portugal - Professores unidos

150 000: tantos e ainda tão poucos.
Tentaram dividir-nos
E conseguiram em carreira,
Mas não em número.
Lutámos defendendo os nossos princípios
Viemos do Norte, do Sul, do Centro, do Litoral e Interior.
Enchemos cidades, ruas e praças
Unimos gerações
Fizemos história.
Partimos em busca da verdade,
Percorremos km
Estendemos bandeiras
Cantámos até ficar sem voz
Mas nunca nos calámos.
Já fizemos cordões
Entregámos providências
Dormimos na rua.
Chamaram-nos incompetentes e mentirosos
Sem nunca o termos sido.
Fomos julgados injustamente
Desprestigiados
Confrontados
Manipulados
Demos lições
E continuaremos a dar.
Tantos..
Tantos não podem estar errados.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=yHxvPMxkO08

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As eleições para o Parlamento Europeu

Divagações avulsas:
  1. Há uma abstenção generalizada nas eleições europeias. A grande excepção é a Bélgica, onde o voto é obrigatório. É o tempo ideal para promover todas as conspirações de gabinete. A começar pelo Tratado de Lisboa, a respeito do qual o seu defensor e Primeiro Ministro da Irlanda declarou que "só um doido estaria disposto a estudá-lo e compreendê-lo"; a continuar no processo esquivo de re-nomeação/eleição colegial do Presidente Durão Barroso, que parece não agradar a Sarkozi.
  2. Família política é uma expressão quase tão destituída de sentido como democracia. Que relação esquerda-direita pode ser definida entre a gestão da crise, prudente e alheia aos ditames da Comissão Europeia, feita pelo governo de Ângela Merkel e o seguidismo irracional da cartilha capitalista feita pelo governo de José Sócrates? Ou, simplesmente, entre um verdadeiro governo social-democrata e um fanático pró-capitalista puro e duro como José Sócrates. Deixem-me rir. Comparada a Ângela Merkel, José Sócrates fica mais perto do populismo demagógico de Mussolini que de Guerard Schroeder.
  3. As condições para governar à direita com discursos de esquerda já tiveram melhores dias por esta Europa. A crise força as palavras a ajustarem-se aos actos. Tarefa tão difícil para um troca tintas como José Sócrates, como para os sofisticados socialistas franceses.
  4. Sentindo-se encurralada, a direcção do Partido Socialista em Portugal trata de radicalizar cada vez mais o discurso, abstendo-se de toda a racionalidade e recorrendo cada vez mais ao simples insulto.

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segunda-feira, junho 08, 2009

Poetria - Pessoa de vão de escada

Recebido por email (AF)


No próximo dia 13, cento e vinte e um anos após a data do seu nascimento, pelas 16,00h, a Poetria apresenta uma sessão dedicada a Fernando Pessoa com o título:

"PESSOA DE VÃO DE ESCADA" - Um retrato solarengo do poeta que dia 13 fará anos.

Nos vãos das lombadas dos livros, nos vãos dos dias, nos vãos das datas - até mesmo das de aniversário -, nos vãos das celebridades dos autores - até mesmo dos mortos -, nos vãos em que se recolhe a poesia como gatos, encontramos, como uma sombra, como um salteador, como uma festa surpresa, Pessoa.

"No dia em que festejavam o dia dos meus anos
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma..."

Crónicas, Notas, Poemas, Leituras: Nuno Meireles

Da sessão constará uma mostra filatélica evocativa deste poeta único, múltiplo e eterno e desta vez decorrerá na vizinhança da Poetria, no Centro Comercial Galerias Lumière (ruas José Falcão e Oliveiras) - Porto

Haverá serviço de café, com oferta de estimulantes biscoitos de gengibre.

Livraria Poetria

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quinta-feira, junho 04, 2009

Ana Mendes da Silva - Caciquismo nas escolas de Pinhal de Frades

Recebido por email (AF)




Ex.mos srs/sras. Deputados/Deputadas.

Venho mais uma vez dirigir-me a vós para denunciar uma situação extremamente grave do ponto de vista da legalidade e da democracia, democracia esta em que as nossas escola deveriam funcionar como exemplo e modelo.

Assim, reproduzo uma situação que apareceu denunciada no blog "A educação do meu Umbigo" e que me foi confirmada como absolutamente verídica por um familiar de uma das professoras do agrupamento:

Agrupamento de Pinhal de Frades, Seixal, em estado de choque com decisão da Direcção Regional da Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT).

A novela mexicana deste agrupamento começou com um pedido da presidente do conselho executivo a solicitar ao Conselho Geral transitório (CGT) a rápida eleição do director do agrupamento, também por motivos de gestão e não apenas monetários. Apesar de uma parte do CGT não estar de acordo, porque queria penas centrar-se no Regulamento Interno, a maioria resolveu atender ao pedido da senhora presidente do Conselho Executivo (CE).
A primeira surpresa surgiu aquando da entrega das candidaturas: além da presidente do CE, apareceu uma outra candidata. Tínhamos, então, a experiência versus a sapiência: a candidata com 14 anos de executivo e a candidata com mestrado e em fase de tese de doutoramento.

A segunda surpresa: a sapiência vence 12 a 6, com a abstenção da autarquia, claro. Foi o renascer de um agrupamento: respirava-se novamente.

Mas eis que tudo o que é bom, ou excepcional!, acaba: a candidata vencida interpõe um recurso, alegando falta de habilitações da sua adversária. Apesar do Director Regional já ter homologado esta candidata, vem uma revogação por falta de 1 número de acreditação da parte curricular do doutoramento!

Sai a directora, entra a presidente do CE. Todos os professores e funcionários do CGT são convocados para uma reunião com o Director Regional. Neste encontro o Director refere que homologou a directora porque o documento ficou uma semana preso nos serviços, sendo depois indevidamente enviado para a escola (?!). Assim, dever-se-ia continuar com o mesmo concurso, mas apenas com 1 candidata: a vencida. Interpelado sobre a legalidade do acto, referiu ter “resmas de advogados” e que ele é que iria tomar a decisão final. Apresentou de seguida várias hipóteses para solucionar este caso:
  • a candidata vencida demitia-se;
  • o CGT demitia-se ou faltava às reuniões;
  • elegia-se a candidata vencida, uma vez que uma CAP poderia ser terrível;
  • o CGT aprovar 1 documento expressando que não estavam reunidas as condições para a eleição do director, documento este que teria que ser aprovado por uma maioria de dois terços dos votos.


No entanto, ter-se-ia que garantir a calma do agrupamento e a tranquilidade de toda a comunidade. A presidente do CGT apresentou 1 abaixo-assinado que lhe fora dirigido pela comunidade (o qual já era do conhecimento do sr. Director – “por via oficial e outras” sic) a solicitar a reposição da democraticidade na eleição do director do agrupamento. Este documento que revelava a instabilidade vivida nas escolas do agrupamento, não teve efeitos porque, segundo o senhor director, “muitos gostam de se manter longe destas situações” (porque será?!).

Indignados com tais propostas, e com a atitude de quem quer governar a todo o custo, todos os professores, efectivos e suplentes, demitiram-se, juntamente com 1 elemento cooptado e 2 representantes dos encarregados de Educação (EE). Esta difícil decisão foi tomada com o intuito de “matar” 1 eleição viciada e repor a democraticidade no agrupamento.

Resultado: o sr. Daniel Rodrigues telefona ao elemento mais velho do CGT remanescente, a chefe dos serviços administrativos, dizendo-lhe que deve assumir a presidência (uma vez que a presidente era professora) e prosseguir com a eleição.

Mal vimos a convocatória, ligámos a este senhor que, também oralmente, nos disse ser legal existir 1 CGT sem a representação de professores e com outros elementos demitidos. E era assim, porque ele dizia, sem apresentar uma justificação legal. Enviámos-lhe um e-mail a solicitar 1 esclarecimento por escrito… até agora nada. E a reunião está marcada para sexta-feira, às 18:30 para, numa eleição viciada, se eleger uma candidata vencida.

Como é óbvio, não existe nem calma, nem tranquilidade neste agrupamento. Mas parece que, afinal, isso não era importante!

Pinhal De Frades: Uma Outra Forma De Assalto Pela DRELVT

Como podem constatar, a situação é tão grave que não carece de comentários adicionais. Como muito bem saberão, este verdadeiro atropelo às leis não é novo (relembro o Agrupamento de Santo Onofre e o Agrupamento de Escolas da Freixianda, em que os Conselhos Executivos, democraticamente eleitos e ainda em pleno exercício das suas funções, foram compulsivamente demitidos e substituídos por comissões administrativas provisórias (CAP's) e temo que tenda a disseminar-se neste verdadeiro jogo político pelo poder dentro das escolas.

Como professora e como mãe, peço que intervenham dentro das vossas competências e que façam um esforço adicional para devolver a paz e a tranquilidade às escolas públicas, reconhecendo todos os esforços que envidaram até ao presente nesse sentido. Uma escola deverá ser um local de trabalho, de saber e de promoção da cidadania e não pasto de quezílias e arremessos nada democráticos.

Os nosso alunos, os que dependem DESTA escola pública para poderem crescer livres e terem sucesso como cidadãos e como indivíduos, dependem do que conseguirmos, todos nós, fazer AGORA!

Grata pela atenção dispensada e pedindo a urgência possível na análise e denúncia desta situação:

Ana Mendes da Silva,
cidadã, encarregada de educação
e professora do Grupo de Recrutamento 300 na
Escola Secundária da Amadora

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quarta-feira, junho 03, 2009

Vital Moreira, absentista

Via email de Manuel Sanches.


Vital Moreira
(clique na imagem para ampliar)


O Diabo, 19 de Maio de 2009

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segunda-feira, junho 01, 2009

Marisa - O mundo cruel faz de ti o que não és!

Porque hoje é o Dia Mundial da Criança (AF)


Imagem criança

O mundo cruel faz de ti o que não és!
A tão jovem idade que se escapa,
Que se esconde por debaixo da capa
Não do como és, mas sim daquilo que és.

E tornas-te adulto mas não maturo
E é difícil ouvir tuas preces!
Tens o que te dão, não o que tu mereces!
Sorriso tão inocente, olhar tão puro!

Teu sorriso de mentiras repleto,
De contentos tua vida é movida,
Alegrias escuras são mentira

Um sorriso estanque de tão incompleto
Pôs-te alguém nos subúrbios da Vida?
Não! Mas também ninguém daí te tira!



Marisa, No limiar das palavras, 14 de Maio de 2009

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sábado, maio 30, 2009

Medina Carreira e o estado das coisas

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quarta-feira, maio 27, 2009

Rui Correia - Manifestação dos professores

Tenho percebido um pouco por todo o lado que os professores andam soturnos porque sussurram que a manifestação de dia 30 não vai ter por lá cento e tal mil pessoas; e que era muito importante que lá estivessem cento e tal mil pessoas porque aquilo que os juntou uma, duas vezes, é o mesmo que agora ainda todos pensam. Dizem que já muitos entregaram objectivos, elegeram cgts, recrutaram directores e agora têm vergonha de gritar num lado uma coisa que na prática não cumpriram noutro e que, por essas e por outras, ficou a unidade amputada, a classe dividida, e não vai ser possível juntar outra vez cento e tal mil pessoas.

Desculpem-me os activistas e os amedrontados pela sua própria consciência mas acho este raciocínio completamente pacóvio.

Antes de mais nada, sempre que ouço falar deste embaraço antecipado que sentem por esta manifestação não ir reunir tanta gente como deveria, creio que alguém se está a esquecer do que realmente significa juntar em Portugal cem mil pessoas de uma mesma classe profissional. Parecemos um daqueles soldados napoleónicos que, depois de ter encontrado a pedra de Rosetta, anos depois do achado ainda não tinha a noção do que fizera por uma civilização inteira. Aqui, como se percebe, deixo que entre em cena a minha costela de historiador. Creio ser indispensável recordar que nunca mais nada do género se fará em Portugal tão cedo e que os professores fizeram história, quer isso se reconheça, quer não. E que isso, ninguém nos tira.

Ou seja, essa vitória, que ninguém esperaria lograr, foi conseguida. E dessa vitória resultaram importantes conquistas. A senhora ministra, em pleno Parlamento, mostrou-se disponível para deixar cair o seu próprio modelo, “mas não este ano”. A senhora ministra recuou nas mais aberrantes propostas que o modelo de avaliação inicialmente exigia que fossem cumpridas. E foi obrigada a fazê-lo por duas vezes. E isto não aconteceu por causa de outra coisa que não fosse a nossa justa campanha.

Em todos os partidos da oposição, em todas as crónicas dos opinion-makers, é voz corrente que esta equipa ministerial é duma incompetência arrogante e desorganizada que não tem paralelo. Esta convicção unânime não nasceu do nada; estes incapazes ficarão para a história por causa da maior incúria legislativa e desorientação educativa desde que há democracia em Portugal. De nada poderão orgulhar-se. Já viram? Nada. Nem uma coisinha pequenina. Por seu turno, os professores já pertencem à melhor história recente deste país, como aqueles que produziram a maior manifestação profissional de sempre. E isto, meus amigos, digo-o com a serenidade de quem passou grande parte da sua vida a pensar como devem as coisas ficar escritas em livros de História.

A honorabilidade dos professores, da sua união, foi tão impressionante e tão eloquente que nada, por muito irrisória que fosse a manifestação de dia 30, nada pode minimizar o que mais importa: os professores ficam na história pelas melhores razões e este governo perde a sua desejada maioria por causa dos professores. Repito-o, isto só acontece por causa do que já fizemos. A culpa é toda nossa. Dizer-se que estamos soturnos com os nossos insucessos é, por isso mesmo, historicamente, uma miopia grosseira.

Se até aqui nos erguemos contra um modelo de gestão e de avaliação estúpidos, agora juntamo-nos para lembrar a todo o país, aos nossos alunos, que sempre que nos unamos com aquela dignidade cívica que demonstrámos antes, o veredicto da história ser-nos-á devidamente lisonjeador.

Diverte-me muitíssimo que nos reunamos para dizer adeus a este ministério. Porque é o que irá acontecer. Aqui há uns tempos sugeri um modelo de manifestação mais festivo, com canções e alegria. Era por isto. Por saber que há hoje, mais do que antes havia, muitas razões para esse júbilo.

Voltarmos a Lisboa exige, portanto, uma outra atitude: é uma celebração antecipada. Por mim, vou a Lisboa deitar foguetes antes da festa. E irei levando comigo essa minha saloia satisfação, porque sei que esta, ao contrário de todas as outras, representa o selo histórico que há muito todos os professores desejam carimbar: o adeus a esta equipa ministerial.

Cada campanha tem sempre muitos desfechos. A história está cheia disso. Nunca ninguém ganha tudo. Acho que há quem julgue que devia ser assim com os professores. Isso é parvo. Ganhamos umas. Perdemos outras. É por isso que a campanha continua. Mas uma delas, uma das mais ambicionadas, é nossa e diz-se assim:

“Adeus”

No próximo dia 30 erguemo-nos de novo para dizermos a todos os portugueses e à história que os professores podem parecer David, mas Golias vai cair. Vejam bem, até a Bíblia foi escrita só para falar de coisas destas. Por isso vos digo: com OIs entregues ou não, com directores ou com caps (e, aqui em Sto Onofre, não podemos gastar os confettis todos porque um dia destes comemoraremos também o CAPs LOCK), com fichas de avaliação ou não, só se fossemos uns bimbos é que não nos juntávamos para celebrar a coisa devidamente.


Rui Correia em A educação do meu umbigo

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segunda-feira, maio 18, 2009

Carta aberta à ministra da Educação - Santana Castilho

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In Publico - Não sinto necessidade de comentar. Concordo, Professor Castilho!

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sexta-feira, maio 08, 2009

João Severino - Perigos da Terceira Travessia do Tejo

O Professor Carvalho Rodrigues disse que houve pessoas quase a morrer em Sacavém. Mas eu conheci uma pessoa, trabalhador da STE, que morreu de facto nas inundações de 2008, arrastado pelas águas. (AF)


A Terceira Travessia do Tejo (TTT) em Ponte no Mar da Palha põe definitivamente em risco as populações ribeirinhas das cidades de Lisboa até Vila Franca de Xira e do arco ribeirinho da margem sul (Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro, Seixal e Almada). O índice de assoreamento no Mar da Palha é extremamente elevado, como é bem visível nesta fotografia do "Dique" Vasco da Gama (http://www.anmpn.pt/images/apvg.jpg ) dado que, o aumento de amplitude do estuário naquela zona provoca uma diminuição significativa da velocidade da água, que facilita a precipitação dos sedimentos que vêm em suspensão. Na maré baixa, no trajecto Seixal - Lisboa, existem locais onde já não passam dois catamarans um pelo o outro. Os cerca de 50 pilhares da nova Ponte vão originar igual número de ilhas cujo aumento de volume ao longo dos anos provocará um efeito de Dique, potenciando a ocorrência de catástrofes com inundações das zonas ribeirinhas, em situações de caudais elevados aliadas a ventos e marés vivas equinociais. Efectivamente, dado que os caudais no rio têm vindo a aumentar fruto da diminuição das zonas de infiltração em terra ocupadas pela malha urbana, a introdução de infra-estruturas no rio que funcionam como obstáculos à corrente fará crescer significativamente o nível de assoreamento, potenciando a ocorrência de inundações devido à subida da altura da água. Este problema não foi objecto de qualquer estudo científico, nem sequer foram consultadas as entidades de referência no domínio da hidrografia, nomeadamente, o Instituto Hidrográfico. O Professor Carvalho Rodrigues, no Programa Clube de Imprensa da RTP2, através de uma experiência simples, mostra-nos os riscos que a TTT em ponte (em qualquer dos corredores) representará para as populações ribeirinhas, no caso de não vir a ser travada a tempo. A falta de rigor e superficialidade do estudo subjacente à TTT no respeitante aos seus efeitos na área molhada, é uma vergonha para a Engenharia Portuguesa, aliás bem patente no parecer sobre o Projecto emitido pelo Gabinete de Sexa. o Chefe do Estado Maior da Armada, quando afirmou (sic): "Apesar do Estudo de Impacto Ambiental referir que o Instituto Hidrográfico foi contactado como entidade interessada, convém esclarecer que as solicitações dirigidas àquele Instituto não foram nesse sentido, tendo tido apenas como objectivo a cedência de dados hidrográficos publicados pelo IH." Ou seja, quem sabia da poda, quem tinha a soberania sobre os saberes, não foi consultado!
Para ver a totalidade do video do Clube de Imprensa de 2009.04.29 - Portugal, País de Descobertas - clique neste link:
http://ww1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=23329&idpod=24754

João Severino, A nova ponte é um perigo
Pau para toda a obra, 4 de Maio de 2009

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quinta-feira, abril 30, 2009

Jack Soifer - Alta velocidade

Jack SoiferA TECNOLOGIA do TGV tem 150 anos, não inova em nada, é só força bruta. Ao contrário do Alfa, que usa a ciência e é pendular, no TGV o bogie, o chassi e os carris são tradicionais, mas maiores; só o motor eléctrico substituiu a locomotiva a vapor.
O LightAlfa usa compósito, ligas de alumínio e carbono, e HDPVC na carruagem e chapa de aço reforça­do, em vez de ferro fundido no bogie. O fio dos motores é de liga de alumínio em vez de cobre. Tudo o torna mais leve, flexível nas curvas e exige muito menos betão nas pon­tes e retirada de terras nas serras.
O LightAlfa é tecnologia de ponta, faz 240km/h de média, quase igual ao TGV e, ao invés deste, não está nas mãos de só nove empresas de quatro países.
Ao ligar Faro a Braga pelo interior, o Train de Grand Developpement (TGD) com ramais para Badajoz e Vigo e gastando 1,5 mil milhões de euros, traria emprego a 78 firmas e 18 mil cidadãos portugueses.
Só seis empresas de França, Reino Unido e Alemanha estão certificadas para vender carris, material eléctrico e electrónico, carruagens, etc. para o TGV.
A Espanha tem três empresas certificadas para as pontes e a infrastrutura.
Exige-se quatro anos e milhões para certificar.
Não estarão num cartel?
Estimativas de países que pensaram investir ou já fizeram TGV mostram brutais derrapagens. Os três grandes da UE exportariam para Portugal 65 a 74% dos 5 mil milhões, a Espanha uns 20% e as nossas três mega-empresas 8 a 9%.
Mas três gerações (de Portugueses) teriam que pagar mais 4 mil milhões em juros e sobre lucros ao cartel e cada um dos nossos 5 milhões de empregados mais 500€/ano de impostos em subsídios do Governo ao consórcio do TGV.
Se o racional e inovador é o LightAlfa, que lobby de Bruxelas está a forçar um ministro a nos meter goela abaixo uma dívida irracional e uma velha tecnologia? Por que estes dados não chegam a José Sócrates?


Portugal Ilustrado

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segunda-feira, abril 27, 2009

Eduardo Ferreira - Alunos injustiçados

ALUNOS DE PENACOVA PUNIDOS POR DEFENDEREM OS SEUS DIREITOS



Três alunos da Escola Secundária de Penacova foram levados a Tribunal e condenados por se terem manifestado contra o estatuto do aluno, na defesa do direito de poderem voltar à Escola e prosseguir normalmente os estudos, depois de uma doença ou de terem participado numas jornadas culturais ou até numas olimpíadas da matemática, por exemplo, sem terem que se sujeitar a exames intercalares que aferissem os seus conhecimentos e os pudessem excluir em qualquer altura do ano, tais eram as aberrações previstas naquele estatuto.

Os Pais já o haviam feito! Manifestaram-se por unanimidade na sua Assembleia-geral de Pais e Encarregados de Educação, realizada em 25 de Outubro e pediram a “Deus e a todo o mundo” que fizessem o mesmo. A Associação de Pais pediu à Ministra que mudasse de ideias, apelou aos Deputados de todos os Partidos que corrigissem o estatuto e deu disso conhecimento às outras Associações para que seguissem o mesmo exemplo.

Entretanto, os alunos à medida que foram tomando consciência da gravidade das medidas previstas no estatuto, que mais parecia o código penal, foram promovendo acções de luta. Os de Penacova manifestaram-se no dia 17 de Novembro à porta da Escola, numa acção que teve o apoio unânime dos estudantes, com a recusa colectiva de ir às aulas, nessa manhã.

Nessa acção, alguém escolheu cirurgicamente três deles e os acusou, quiçá, de perigosos agitadores, que levados perante a Justiça, são agora notificados a prestar serviço de interesse público, com acompanhamento pelos serviços de Reinserção Social, devendo ainda, quem não beneficiou de protecção jurídica, que pagar as custas do processo!

Que crime terão cometido os nossos jovens para terem um tratamento assim? O direito de manifestação não será permitido em Penacova? São estas as lições que a escola e a justiça dão aos nossos filhos?

Os Pais destes alunos vieram-se queixar e pedir ajuda à Associação de Pais, completamente indignados com o desfecho deste processo e cientes de que os seus filhos apenas exerciam um direito cívico, em liberdade, vendo-os agora a serem tratados como uns delinquentes marginais e ainda sujeitos à humilhação, pelo cumprimento das medidas disciplinares aplicadas.

A Associação de Pais e Encarregados de Educação está solidária com os colegas e com os seus filhos, partilhando a mesma indignação perante o tratamento dado a este caso e disponibiliza-se para patrocinar qualquer iniciativa que entendam promover no sentido de defesa da honra e do bom nome dos seus filhos.

Regista-se ainda, com preocupação acrescida, que este caso ocorreu no presente ano lectivo e conheceu o seu desfecho no mês em que se comemora o 35º aniversário do 25 de Abril, o dia da conquista da Liberdade!

Lamentável coincidência!

Penacova, 21 de Abril de 2009

O Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação,

Eduardo Ferreira


Para saber mais: Paula Bernardes, telef. 967611282 e Pedro Santos, telef. 914912618

Constituição em 26.12.84 Pessoa Colectiva Nº 502 111 968 Contactos: Telef. 919 631 053/239 470 190

Sede: Escola EB 2,3/S de Penacova – 3360-191 PENACOVA E-mail: ass.pais.penacova@hotmail.com

(Recebido por email de Rosa Maria Vilaça)

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sábado, abril 18, 2009

A Primavera em festa

Algumas imagens de flores em Portugal, captadas por Vanda Ferrão


Flores da Vanda em Portugal
Flores da Vanda em Portugal
Flores da Vanda em Portugal
Flores da Vanda em Portugal
Flores da Vanda em Portugal
Flores da Vanda em Portugal

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