A interrupção da democracia
Recuso-me a enfiar a carapuça de estúpido que a classe política me pretende enfiar com a convocação de um referendo.
Quando se convoca um referendo, está-se a admitir que as instituições aceitam a sua incapacidade em legislar por si próprias acerca de determinado assunto.
À primeira vista, está-se a dar a palavra à população, e a desculpabilizar as instituições do veredito final.
O problema coloca-se quando, depois de um referendo, se volta a insistir na convocação do mesmo, em virtude do seu resultado ter sido diferente daquele que os seus promotores esperavam.
Com a agravante, de nem sequer se ter modificado uma vírgula que fosse ao articulado da pergunta.
Quer dizer, as mesmas instituições que reconhecem a sua incapacidade para tomar uma decisão, vêm agora estender a mesma incapacidade a toda a população, e tudo isto até que um dia, por obra e graça sabe-se lá de que efeito, apareça uma deliberação que esteja mais de acordo com as expectativas daqueles que se recusam a assumir o ónus da decisão como seu, e não dos outros.
Se a lei que está em vigor não foi resultante de nenhum referendo, porque é que é preciso um referendo para alterá-la? Simplesmente, para dispensar os políticos da sua justificação.
Relativamente à pergunta em si, ela constitui um insulto à inteligência de qualquer um. Quando se fala em interrupção, admite-se a expectativa de que o processo venha a ser retomado. Pode-se interromper uma leitura, umas férias, os estudos; não se interrompe o casamento, uma execução, uma ditadura.
Os oito anos em que o debate não chegou a ser interrompido, não foram suficientes para se conseguir elaborar uma pergunta que não constituisse um insulto à inteligência humana; faz sentido, uma vez que uma pergunta inteligente fugiria automáticamente ao consenso da classe política.
Como é que uma pergunta que coloca no mesmo cesto, uma criança que foi abusada por um lobo mau, e uma mulher madura que se distraiu, pode configurar de alguma maneira, uma deliberação para uma decisão responsável?
Com certeza que haverá mil e um argumentos tanto de um lado como de outro, mas francamente, uma pergunta como aquela que pretendem colocar no referendo, para descer a um nível tão baixo eu pessoalmente acharia sempre mil vezes mais democrático, deixar a decisão aos políticos. Mesmo que sejam apenas os políticos que temos.
Prefiro que interrompam a democracia do que insultem a inteligência humana.













Lembro-me dos gorilas nas escolas. Quem não se lembra se for da minha geração?

"Muitos programas da Carnegie Mellon University (CMU) aceitaram o desafio de 'reforçar o poder (empowering) dos alunos e das crianças em qualquer parte do Mundo' para usarem a tecnologia, segundo as palavras do fundador do programa, Berardine Dias, um professor de robótica da CMU. Dias desenvolveu o TechBridgeWorld porque 'ama aqueles momentos ah-ha quando os olhos (das crianças) brilham'. Os estudantes universitários interessados na difusão da tecnologia pelos países em desenvolvimento são encorajados a unir-se ao TechBridgeWorld, que os conduz a uma disciplina designada Tecnologia para as Comunidades em Desenvolvimento que posteriormente é complementada por diversas outras disciplinas compondo um programa de estudo independente. Consultoria Técnica no Comunidade Global é uma classe restrita que promove estágios de 10 semanas realizados em comunidades em desenvolvimento, onde trabalham como consultores tecnológicos aliados a departamentos governamentais ou organizações não-lucrativas num amplo campo de actividades."
"Com os resultados das eleições, a política da administração para o Iraque tem forçosamente que mudar. E esta mensagem já devería ter chegado mais cedo à administração."
Kurt Beck, dirigente dos sociais-democratas, apelou segunda-feira para a constituição de um exército europeu com comando único, sendo a primeira vez que um partido político alemão propõe tal estrutura. Se fôr adoptada, poderá conduzir a uma política de defesa e segurança da União Europeia independente da NATO.
"O Marechal de Campo Sir Peter Inge, anterior Chefe das Forças Armadas Britânicas, quebrou as regras ao desferir um ataque às actuais operações no Iraque e Afganistão, advertindo que as forças britânicas arriscam-se a uma derrota militar no Afganistão.




